Ponte Bernardo Goldfarb

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Ponte Bernardo Goldfarb
Vista da ponte, e ao lado direito a Ponte Eusébio Matoso.
Nome oficial Ponte Bernardo Goldfarb
Arquitetura e construção
Design Ponte sustentada por pilares
Início da construção 1987
Data de abertura 31 de março de 1993 (27 anos)
Comprimento total 300 metros
Geografia
Via 3 pistas, divididas em 2 sentidos
Cruza Rio Pinheiros
Localização São Paulo, Brasil

A Ponte Bernardo Goldfarb é uma ponte que cruza o Rio Pinheiros, na cidade de São Paulo, Brasil. Constitui parte do sistema viário da Marginal Pinheiros.

Ela interliga, no sentido centro, a Avenida Professor Francisco Morato, no Butantã à Rua Butantã, em Pinheiros. Já no sentido bairro, faz a ligação da Rua Eugênio de Medeiros, em Pinheiros, à Avenida Vital Brasil, no Butantã.

História[editar | editar código-fonte]

O projeto da duplicação da Ponte Eusébio Matoso surgiu na gestão Covas (1983-1985), tendo constado no programa de governo da gestão Jânio Quadros (1986-1989). Por problemas econômicos, o projeto saiu do papel apenas na gestão Erundina (1989-1992), tendo sido concluída na gestão Maluf (1993-1996).[1][2]

Dentro da Operação Urbana Consorciada Faria Lima, existem planos para a construção de uma ciclopassarela ao lado da ponte.[3]

Toponímia[editar | editar código-fonte]

Durante sua fase de projeto na gestão Erundina, a ponte era conhecida como "Nova Eusébio Matoso" e deveria atender exclusivamente a ônibus. Em 1993 o prefeito Paulo Maluf modificou o projeto (permitindo o trânsito dos demais veículos) e renomeou a ponte para Bernardo Goldfarb, através do decreto Nº 33.281, de 17 de junho de 1993.[4]

Bernardo Goldfarb nasceu em São Paulo em 1923, filho de judeus poloneses emigrados. Aos 18 anos gerenciava o comércio do pai e ingressou no curso de contabilidade da Fundação Armando Alvares Penteado. Após ter trabalhado brevemente no ramo de representação de auto-peças Goldfarb abre as Lojas Marisa, que cresceriam ao longo dos próximos 40 anos, tornando-se dono de uma rede de centenas de lojas e que lucrava US$ 400 bilhões em 1988. Após sofrer um infarto aos 62 anos, faleceu em 5 de agosto de 1990.[5]

Referências

  1. BORGHETTI, Geraldo; ZMITROWICZ, Witold (2009). Avenidas 1950-2000: 50 anos de planejamento da cidade de São Paulo. [S.l.]: EDUSP. p. 121. ISBN 9788531411922 
  2. blogdogiesbrecht.blogspot.com/2014/10/inauguracao-da-ponte-da-cidade.html
  3. PROPOSTAS DE CONEXÕES CICLOVIÁRIAS PARA A NOVA CICLOVIA "CEAGESP-PARQUE IBIRAPUERA" SÃO APROVADAS E VIRAM PROJETO NA OPERAÇÃO URBANA FARIA LIMA
  4. «Trajeto de ônibus muda na quarta». Folha Online. 15 de maio de 1995. Consultado em 13 de janeiro de 2019 
  5. «Dono das Lojas Marisa morre de infarto aos 67 anos em São Paulo». Folha de S. Paulo, Ano 70, edição 22405, Caderno Economia, página B2. 6 de agosto de 1990. Consultado em 13 de janeiro de 2019 

Ver também[editar | editar código-fonte]

  • Lista de pontes do Brasil