Rabia Kadir

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Rabia Kadir
Nascimento 15 de novembro de 1946
Altay
Residência Virgínia, Ürümqi
Cidadania República Popular da China
Etnia Uigures
Ocupação ativista de direitos humanos, comerciante, política
Prêmios Prêmio Memorial Thorolf Rafto
Religião Islã

Rabia Kadir, ou Rebiya Kadeer, (em uigur: رابىيە قادىر‎; 15 de novembro de 1946) é uma empresária e ativista de etnia uigur. Nasceu na cidade de Altai na China, Kadeer tornou-se milionária na década de 1980 por suas participações imobiliárias e por ser fundadora de um grupo empresarial multinacional. Kadeer ocupou vários cargos no parlamento da China e de outras instituições políticas antes de ser presa, em 1999, por enviar relatórios confidenciais de referência interna a seu marido, que trabalhava nos EUA como locutor pró-independentista de Sinquião. Em 2005, pós obter licença para ir aos EUA sob libertação compassiva, Kadir reivindicou vários títulos de liderança das organizações uigures no exterior, tal como a World Uyghur Congress. Kadir fala uigur e mandarim.

Primeiros anos e carreira[editar | editar código-fonte]

Rabia Kadir nasceu na cidade de Altai na província de Sinquião, República Popular da China. Juntamente com sua mãe e irmãos, ela mudou-se para o Condado Wensu de Aksu para encontrar sua irmã mais velha. Em abril de 1962, ela casou-se com o vizinho de sua irmã, Abdurehim Tohti, que lhes ofereceu alojamento.[1]

História de família[editar | editar código-fonte]

De acordo com sua autobiografia, Dragon Fighter: One Woman's Epic Struggle for Peace with China, o pai de Rabia Kadir serviu os rebeldes uigures pró-soviéticos sob a Segunda República Oriental do Turquestão durante a Rebelião de Ili (Rebelião Três Províncias) em 1944-1946, auxiliados pelos soviéticos na luta contra a República da China sob Chiang Kai-shek. Kadir e sua família eram amigos íntimos de russos brancos exilados que viviam em Sinquião. Ela lembrou que muitos uigures achavam que a cultura russa era "mais avançada" do que a dos uigures e que eles respeitavam muito os russos.[2]

Primeiro casamento[editar | editar código-fonte]

Devido à pobreza, Rabia teve que casar e tornou-se dona de casa, dando à luz seis filhos entre 1964 a 1976. Mas, num dado momento, ela começou a fazer e vender tecidos e outros artigos pequenos independentemente para obter renda.

Durante a Revolução Cultural Chinesa, ela foi impedida em seus esforços, pois o governo chinês tentou destabilizar sua família. Ela afirma que o governo chinês falou a seu marido que se divorciasse dela. Ela relembra "Eles o pressionaram para que se divorciasse de mim porque eles me acusavam de fazer negócios secretamente. Eles disseram que era errado que eu fizesse negócios secretamente."[3]

Referências

  1. «Cópia arquivada». Consultado em 1 de fevereiro de 2016. Arquivado do original em 4 de março de 2016 
  2. Kadeer 2009, p. 13.
  3. Basu, Arin. «I Want to Make my Fights International: Rebiya Kadeer». Interview. Radio Free Asia. Consultado em 13 de dezembro de 2011. Arquivado do original em 15 de maio de 2011