Requiescat in pace

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados de RIP, veja RIP (desambiguação).
Requiescat, pintura a óleo de Briton Rivière, 1888
(Galeria de Arte de Nova Gales do Sul)

A frase latina requiescat in pace (no singular) ou requiescant in pace (no plural) (em português, "repouse em paz" ou "repousem em paz") é um curto epitáfio que geralmente aparece em lápides, muitas vezes sob o acrônimo "RIP".

A expressão literalmente diz "que descanse em paz" (singular) ou "que descansem em paz" (plural) do verbo latim no modo optativo.[1] Em funerais da Igreja Católica Romana recita-se a seguinte oração era dita no início e no fim:[2]


Lápide em Święciechowa, Polônia, constando "R. i. p."

Utilização[editar | editar código-fonte]

A frase passou a ser registrada em lápides a partir do fim do século IV[3][4][5] e tornou-se ubíqua nas tumbas de cristãos do século XVIII.[6]

A frase dormit in pace (português: "ele(a) dorme em paz") foi encontrada em catacumbas romanas de cristãos primitivos e indicava que "eles morreram na paz da Igreja, isto é, unidos em Cristo".[7][8][9]

Após ter-se tornado convencional, a ausência de uma referência à alma levou as pessoas a pensar que a frase era para o corpo físico, que foi chamado de "A mentira da sepultura".[10] Isto é associado com a doutrina católica do juízo particular, que diz que a alma se separou do corpo após a morte, mas que eles vão se reunir no Dia do Juízo.[11]

Referências

  1. https://dicionario.priberam.org/optativo
  2. Joshua Scodel (1991), The English poetic epitaph, ISBN 9780801424823, Cornell University Press, p. 94 
  3. Spencer Northcote (1878). Epitaphs of the Catacombs During the First Four Centuries. Londres: Longmans, Green. p. 79 
  4. The Church of England magazine. [S.l.]: Church Pastoral-aid Society. 1842. p. 208 
  5. Robert Jefferson Breckinridge, Andrew Boyd Cross. «Antiquity of the Religion». The Baltimore literary and religious magazine. 3. [S.l.: s.n.] p. 206 
  6. Tarling, Nicholas (16 de maio de 2014). Choral Masterpieces: Major and Minor. [S.l.]: Rowman & Littlefield Publishers. p. 87. ISBN 9781442234536 
  7. Yaggy, Levi W.; Haines, Thomas Louis (1886). Museum of Antiquity: A Description of Ancient Life - the Employments, Amusements, Customs and Habits, the Cities, Places, Monuments and Tombs, the Literature and Fine Arts of 3,000 Years Ago. [S.l.]: Law, King & Law. p. 885 
  8. Tuker, Mildred Anna Rosalie; Malleson, Hope (1900). «Introduction to the Catacombs». Handbook to Christian and Ecclesiastical Rome: The Christian monuments of Rome. [S.l.]: A. and C. Black. p. 411. (em inglês) Dormit, he sleeps, as an expression for death is proper to Christianity. Dormitio, in somno pacis, dormivit are therefore very frequently found. These and the expression Dormierit in Domino (may he sleep in the Lord) are to be seen especially in loculi of the II. and II. centuries, and occur in S. Agnese. 
  9. Leahy, Brendan (2012). His Mass and Ours: Meditations on Living Eucharistically. [S.l.]: New City Press. p. 53. ISBN 9781565484481. (em inglês) Signs such as "RIP" (Rest in Peace) on the tombs of the early Christians didn't just mean they died "peacefully" but that they died in the peace of the Church, that is, united in Christ in the Church and not apart from it. 
  10. Joshua Scodel (1991), The English poetic epitaph, ISBN 9780801424823, Cornell University Press, p. 269 
  11. Karl Siegfried Guthke (2003), Epitaph culture in the West, p. 336 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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