Rule, Britannia!

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"Rule, Britannia!" é uma canção patriótica britânica, originada do poema "Rule, Britannia" de James Thomson e musicalizada por Thomas Arne in 1740.[1] É fortemente associada à Marinha Britânica, mas também é usada pelo Exército Britânico.[2]

Letra original[editar | editar código-fonte]

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A Wikisource contém fontes primárias relacionadas com Rule, Britannia!

1

When Britain first, at Heaven's command
Arose from out the azure main;
This was the charter of the land,
And guardian angels sang this strain:
"Rule, Britannia! rule the waves:
"Britons never will be slaves."

2

The nations, not so blest as thee,
Must, in their turns, to tyrants fall;
While thou shalt flourish great and free,
The dread and envy of them all.
"Rule, Britannia! rule the waves:
"Britons never will be slaves."

3

Still more majestic shalt thou rise,
More dreadful, from each foreign stroke;
As the loud blast that tears the skies,
Serves but to root thy native oak.
"Rule, Britannia! rule the waves:
"Britons never will be slaves."

4

Thee haughty tyrants ne'er shall tame:
All their attempts to bend thee down,
Will but arouse thy generous flame;
But work their woe, and thy renown.
"Rule, Britannia! rule the waves:
"Britons never will be slaves."

5

To thee belongs the rural reign;
Thy cities shall with commerce shine:
All thine shall be the subject main,
And every shore it circles thine.
"Rule, Britannia! rule the waves:
"Britons never will be slaves."

6

The Muses, still with freedom found,
Shall to thy happy coast repair;
Blest Isle! With matchless beauty crown'd,
And manly hearts to guard the fair.
"Rule, Britannia! rule the waves:
"Britons never will be slaves."

Forma cantada[editar | editar código-fonte]

When Britain fi-i-irst, at heaven's command,
Aro-o-o-ose from out the a-a-a-zure main,
Arose, arose from ou-ou-ou-out the a-zure main,
This was the charter, the charter of the land,
And guardian a-a-angels sang this strain:
Rule Britannia!
Britannia rule the waves
Britons never, never, never shall be slaves.
Rule Britannia!
Britannia rule the waves.
Britons never, never, never shall be slaves.
The nations, no-o-o-o-ot so blest as thee,
Must i-i-i-i-in their turn, to ty-y—yrants fall,
Must in their turn, to ty-y-rants fall,
While thou shalt flourish, shalt flourish great and free,
The dread and e-e-e-e-nvy of them all.
Rule Britannia!
Britannia rule the waves.
Britons never, never, never shall be slaves.
Rule Britannia!
Britannia rule the waves.
Britons never, never, never shall be slaves.

And now commonly rendered in alternate form:

When Britain fi-i-irst, at heaven's command,
Aro-o-o-o-ose from out the a-a-a-zure main,
Arose, arose from out the azure main,
This was the charter, the charter of the land,
And guardian a-a-angels sang this strain:
Rule Britannia!
Britannia rule the waves
Britons never, never, never will be slaves.
Rule Britannia!
Britannia rule the waves.
Britons never, never, never will be slaves.
Still more maje-e-estic shalt thou rise,
More dre-e-e-e-eadful from each foreign stroke,
More dreadful, dreadful from each foreign stroke,
Loud blast above us, loud blast that tears the skies
Serves but to ro-o-o-ot thy native oak.
Rule Britannia!
Britannia rule the waves.
Britons never, never, never will be slaves.
Rule Britannia!
Britannia rule the waves.
Britons never, never, never will be slaves.

Polêmicas[editar | editar código-fonte]

Com a acensão dos movimentos anti-racistas nos Estados unidos, em resposta pela morte de George Floyd, e no Reino Unido, a canção patriótica vem sendo alvo de severas controvérsias. O ápice da contestação se dá em razão do anúncio realizado pelo jornal BBC News, que anunciou a interrupção de Rule Britannia no repertório musical em um dos maiores festivais de música clássica - The Proms. Segundo contrários ao comunicado feito pelo jornal inglês, o cancelamento se deu em razões às reivindicações que veem ocorrendo mundo afora, já que, para muitos, a canção destoa versos racistas e colonialistas. O BBC comunicou que tal medida se fez necessária, em razão das medidas de isolamento social, já que a canção provoca aglomerações e formações de corais em praças e vias públicas na Inglaterra.[3] [4] Antes disso, as posturas do jornal frente Rule Britannia no festival vinham sido criticadas, pois, em 2019, segundo fãs, a apresentação da bandeira LGBT pela cantora Americana Jamie Barton é uma das demonstrações de um descompasso com o sentimento patriótico esculpido pela canção. [5]

No dia 2 de Setembro de 2020, o BBC voltou atrás e comunicou que Rule Britannia permanece e será executada como de praxe no encerramento do festival. [6]


Referências[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Thomas Augustine Arne: Alfred. Musica Britannica vol. XLVII, editor: Alexander Scott, Stainer & Bell, London 1981, ISBN 0-85249-476-9 (full score, Urtext edition)