Salto Mortal

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
The Catch Trap
Salto Mortal
Autor(es) Marion Zimmer Bradley
Idioma (em inglês)
País Estados UnidosEUA
Género Romance
Linha temporal 1944 a 1953
Localização espacial Estados Unidos
Editora Random House Inc
Lançamento Maio de 1979
Páginas 895
ISBN ISBN 9780345280909
Edição portuguesa
Editora Difel
Lançamento 1996
ISBN ISBN 9789722902991
Edição brasileira
Editora Bertrand Brasil[1]
Lançamento 1999
ISBN ISBN 9788528607024

Salto Mortal (The Catch Trap, 1979) é o título de um dos livros da escritora norte-americana Marion Zimmer Bradley. Ambientado no mundo colorido e árduo dos antigos circos itinerantes, em meados das décadas de 30-40,[1] relata a história de dois trapezistas, Mario Santelli e Tommy Zane sob a narração de Tommy.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Mario (Matthew) vem de uma família circense tradicional do Velho Mundo, experiente na atuação em trapézios. Ao começar a atuar com o tio, Angelo, e o avô, Papa Tony, em um circo menor, ele conhece Tommy, um garoto, cujo pai é domador, e que nutre uma paixão ensandecida pela arte do trapézio. Mario se dispõe a versá-lo nessa arte, sendo extremamente duro com o rapaz, testando-o ao máximo. Os dois têm uma diferença de idades de cerca de sete anos entre si, o que faz com que a família Santelli (exceto Mario) encare Tommy como "o irmão mais novo".

Conforme o treinamento avança na luta pelo aperfeiçoamento do salto triplo mortal, a convivência desperta em ambos um sentimento muito forte, nutrido pela confiança cega que depositam um no outro e por seu trabalho incansável no trapézio. Ao longo do livro, o relacionamento se desenvolve es e transforma em paixão, cheio de percalços, tragédias e maledicências, dos quais conseguem se desvencilhar justamente por acordarem entre si que "deixariam tudo fora da plataforma". A criação desse pacto, para que nada interfira em seu trabalho, força-os a encarar o mundo com maturidade e a aprender a distinguir, a duras penas, o aceitável do proibido, o "querer" do "poder".

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Crítica[editar | editar código-fonte]

É um livro diferente, que, além de relatar com riqueza de detalhes a sociedade da época, seus conceitos de moral e cultura, faz-nos entrar em contato com a realidade dos artistas circenses, os quais, ao contrário do que muitos de fora pensam, não vivem em um mundo no qual tudo é simples e livre de preconceitos. Para Ana Zanatti, o livro trata da "a luta destes dois homens para se superarem, vencerem os seus medos e as sua limitações não só físicas mas acima de tudo morais",[2] "personagens duma humanidade comovente", e a quem Marion Zimmer Bradley "obcecada pela arte do trapézio voador, documentou-se até à exaustão coleccionando recortes, vendo filmes, fotografias, revistas, documentários e programas de circo. Falou com artistas e operários encarregados de aparelhos e escutou a sua própria voz que lhe ditou a história dos Santellis voadores. Nós agradecemos."[2]

Referências

  1. a b Salto Mortal - Fícha técnica
  2. a b Ana Zanatti, Os Meus Livros (Fevereiro de 2005)