Sant'Eligio dei Sellai

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Sant'Eligio dei Sellari)
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Igreja de Santo Elígio dos Seleiros
Sant'Elígio dei Sellai
Fonto antiga da igreja (c. 1900)
Arquiteto Carlo de Dominicis
Início da construção 1740
Religião Igreja Católica
Diocese Diocese de Roma
Geografia
País Itália
Região Roma
Local Rione Trastevere
Coordenadas 41° 53' 23.4" N 12° 28' 32.8" E
Notas: Demolida em 1902

Sant'Elígio dei Sellai ou Igreja de Santo Elígio dos Seleiros era uma igreja de Roma, Itália, localizada no rione Trastevere, demolida em 1902. Ela ficava na antiga piazza delle Gensole, a oeste da extremidade trasteverina da Ponte Céstio, ao norte da via della Lungaretta. A praça não existe mais e o local hoje está parcialmente embaixo da via della Gensola.

Seu nome aparece também como Sant'Eligio dei Sellari. Era dedicada a Santo Elígio.

História[editar | editar código-fonte]

Esta igreja foi construída em 1740 pela guilda dos seleiros, chamados de sellari. A origem da guilda remonta o ano de 1404, quando a guilda de ourives, ferreiros e seleiros foi fundada na paróquia de San Salvatore alle Coppelle. Alguns anos depois ela se dividiu: os ourives foram para Sant'Eligio degli Orefici e os ferreiros, Sant'Eligio dei Ferrari. Os seleiros continuaram em San Salvatore, utilizando um pequeno oratório perto dali.

O arquiteto responsável pela nova igreja foi Carlo de Dominicis, que já havia trabalhado nas fachadas de Santi Bartolomeo e Alessandro dei Bergamaschi, San Salvatore alle Coppelle e Santi Celso e Giuliano. Mas esta, sem dúvida, era sua obra mais importante em Roma[1].

A confraria foi expulsa da igreja durante a ocupação napoleônica de Roma, em 1801, e o local foi entregue à "Congregação dos Exercícios Espirituais da Ponte Arruinada" (em italiano: Congregazione degli Esercizi Spirituali di Ponte Rotto), que ficou no local por um século. Neste período, a região se transformou numa favela cujas famílias contavam com a congregação para obter ajuda.

O edifício sobreviveu à construção do Lungotevere degli Anguillara, a nova marginal do Tibre, que passava um pouco mais ao norte. Porém, em 1902, a igreja estava em ruínas e foi demolida depois que parte da estrutura ruiu.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Armellini, M. (1891). Le chiese di Roma dal secolo IV al XIX (em italiano). Roma: [s.n.] p. 684-685 
  • Carpaneto, Giorgio (2000). I rioni e i quartieri di Roma. Rione XIII Trastevere (em italiano). 3. Milão: Newton & Compton Editori. p. 831-923 
  • Rendina, Claudio (2000). Newton & Compton Editori, ed. Le Chiese di Roma (em italiano). Milão: [s.n.] p. 56. ISBN 978-88-541-1833-1 
  • Roisecco, Gregorio (1750). Roma antica, e moderna o sia nuova descrizione di tutti gl 'edifici antichi, e moderni, tanto sagri, quanto profani della città ́di (em italiano). 1. Roma: [s.n.] p. 213. OCLC 4801157 
  • Gigli, Laura (1982). Guide rionali di Roma. Rione XIII Trastevere (em italiano). 3. Roma: Fratelli Palombi Editori. p. 100. OCLC 886010187 
  • Lombardi, Ferruccio (1998). Roma: le chiese scomparse: la memoria storica della città (em italiano). 2. Roma: Fratelli Palombi Editori. p. 325. ISBN 88-7621-069-5. OCLC 41949329 

Referências

  1. Le meraviglie di Roma: Dal Rinascimento ai giorni nostri Vittorio Sgarbi. Carlo de Dominicis (em inglês). [S.l.]: Bompiani. 304 páginas 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]