Elígio de Noyon

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Santo Elígio de Noyon
Santo Elígio, no Museu de Belas Artes de Berna (1515)
Bispo; Confessor
Nascimento ca. 588 em Chaptelat, Limoges, Aquitânia (França)
Morte 1 de dezembro de 660 (72 anos) em Noyon, França
Veneração por Igreja Católica
Igreja Ortodoxa[1]
Festa litúrgica 1 de dezembro
Atribuições Bigorna; bispo com um báculo em sua mão direita e, na mão esquerda, uma igreja de ouro em miniatura; bispo com um martelo, bigorna e ferradura; bispo a cavalo; ourives; martelo; segurando a perna de um cavalo para trocar-lhe a ferradura; ferradura; segurando o nariz do diabo com uma pinça de ferreiro; segurando um cálice e o martelo de ourives; segurando um martelo e uma coroa perto de uma ferraria; santo com Santa Godeberta.
Padroeiro carroceiros; relojoeiros; colecionadores de moedas; artesãos de todos os tipos; açougueiros; douradores; ferreiros; cavalos; joalheiros; jóqueis; chaveiros; metalúrgicos em geral; mineiros; produtores de facas, moedas, ferramentas e aparatos de montaria; veterinários
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Elói ou Elígio (5881 de dezembro de 660), de origem familiar Galo-Romana nobre, foi artesão em Limoges onde trabalhou como aprendiz do superintendente mestre de cunhagem de moedas reais.

Vida e obras[editar | editar código-fonte]

Dado o seu carácter de rigor e honestidade, foi incumbido da construção dum trono para o rei Clotário II . Deu-se a circunstância de que conseguiu construir não um, mas dois tronos, com o ouro que para esse efeito lhe tinha sido entregue. Este facto valeu-lhe a promoção a chefe da casa da moeda a par de ourives oficial do rei. Exerceu a profissão de ourives com grande prestígio, foi autor de diversas moedas que circularam com sua assinatura, e chegou em certa altura a ser o cunhador da moeda de Marselha. Após a morte de Clotário II, Dagoberto I manteve-o nas mesmas funções acrescentando-o ainda das incumbências de conselheiro e diplomata. De tal sorte exerceu de forma eficaz estes cargos, que muitas vezes era ele quem se encontrava com os emissários estrangeiros antes destes se encontrarem com o rei, evitando assim o espoletar de conflitos, dado o tempero e carácter conhecidos do soberano, não só na vida pública como inclusivamente na privada, onde santo Elígio também exerceu muitas vezes as suas influências paziguadoras. Apesar de tanta tarefa e responsabilidade ainda conseguiu ter tempo para se dedicar a obras de carácter social ligadas à igreja e isto valeu-lhe a nomeação para Bispo de Noyon e Tournai, embora tivesse exercido este mister durante pouco tempo, pois preferia antes o trabalho no terreno junto às obras por ele fundadas.

Fundou muito cedo um mosteiro em Solignac e um convento para mulheres em Paris e mais tarde outros.

Apoiou o trabalho missionário, sendo generoso para com os pobres fazendo ainda uma especial amizade com Santa Batilde.

Ainda hoje existem obras-primas atribuídas a este santo diplomata e artífice, entre elas, alguns relicários, verdadeiras preciosidades artísticas. Atribuem-se-lhe os relicários feitos para S. Germano de Paris, S. Piat, S. Severino, S. Martinho, Santa Comba e Santa Genoveva. Consta que o túmulo de S. Dinis também foi guarnecido com trabalhos de ourivesaria da sua autoria. Além dos negócios e trabalhos na sua arte, foi um benemérito, tendo estado implicado na libertação de escravos, no acudir à pobreza e no conforto levado a prisioneiros. Demitiu-se de todos os cargos em 639 aquando da morte do rei e entrou para a vida eclesiástica. Foi nomeado Bispo em Ruão após ter sido ordenado sacerdote . Fundou, como se disse, mosteiros, entre os quais um perto de Solignac em Limousin, outro dedicado a S. Martinho de Noyon e ainda outro a dez quilómetros de Arrás, numa colina que depois se chamou Monte de Santo Elói (Santo Elígio). A sua fama transvasou a França e espalhou-se por toda a Europa

Referências

  1. December 1. Latin Saints of the Orthodox Patriarchate of Rome.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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