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Diocese de Roma

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Diocese de Roma

Dioecesis Urbis
Fachada principal da Arquibasílica de São João de Latrão (Roma)
Localização
País Itália
Vaticano
Estatísticas
População2,454,000 católicos
ArciprestadosArquibasílica de São João de Latrão
Basílica de São Pedro
Basílica de São Paulo Extramuros
Basílica de Santa Maria Maior
Basílica de São Francisco de Assis
Basílica de Santa Maria dos Anjos
Sacerdotes8.762
Informação
EstabelecidaSéculo I
CatedralArquibasílica de São João de Latrão
Padroeiro(a)Santos Pedro e Paulo
Liderança
BispoLeão XIV
Bispo auxiliarMichele Di Tolve
Renato Tarantelli Baccari
Vigário-geralBaldassare Cardeal Reina
Bispo eméritoCamillo Cardeal Ruini
Agostino Cardeal Vallini
Enzo Dieci
Paolo Schiavon
Guerino Di Tora
Paolo Selvadagi
Sítio oficial
https://www.diocesidiroma.it/
dados em catholic-hierarchy.org

A Diocese de Roma (em latim: Diœcesis Urbis ou Diœcesis Romana; em italiano: Diocesi di Roma), tradicionalmente chamada Santa Sé, Sé Apostólica, Sé de Pedro ou Igreja de Roma, é a diocese própria do Bispo de Roma, o Papa, que exerce o ministério de Sumo Pontífice e chefe visível da Igreja Católica. Localizada na cidade de Roma, na Itália, é considerada a diocese primacial do cristianismo ocidental devido ao papel fundamental desempenhado por São Pedro e São Paulo no estabelecimento da comunidade cristã local.[1]

A origem da diocese remonta ao século I, quando os apóstolos, sobretudo Pedro, consolidaram em Roma uma Igreja florescente, que rapidamente se tornou referência para as demais comunidades cristãs. A partir da morte de Pedro, venerado como seu primeiro bispo, formou-se a sucessão apostólica que fundamenta a autoridade espiritual do Pontífice ao longo da história.

Histórico

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A melhor evidência disponível para as origens da igreja romana é a Epístola aos Romanos de São Paulo. Isso indica que a igreja foi estabelecida, provavelmente pelo início da década de 40, e que São Pedro tornou-se associado a esta igreja em algum momento entre os anos 58 e início dos anos 60,[2] sendo que:

Os anos finais do primeiro século e os primeiros anos do segundo constituem o "período pós-apóstolico", tal como refletido nos escritos extrabíblicos de Clemente de Roma e Inácio de Antioquia. Assim, a igreja em Roma estava exercendo uma pastoral que se estendeu além de sua própria comunidade, tendo substituído Jerusalém como o centro prático da Igreja universal crescente. Apelos foram feitos para Pedro e Paulo, com quem a igreja romana foi mais identificada.[2]

Território

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Os membros do Colégio Cardinalício, responsáveis pela eleição do Bispo de Roma conforme a legislação vigente, pertencem por direito próprio à Igreja de Roma. No território diocesano também se encontram as instituições da Cúria Romana, por meio das quais a Santa Sé exerce suas funções universais.[3]

A cidade acolhe ainda os órgãos diretivos de numerosos Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, comunidades tradicionais e recentes voltadas à formação de ministros ordenados, além de importantes instituições culturais da Igreja e das sedes centrais de diversas organizações católicas internacionais.[3]

O bispo da Diocese de Roma, é apontado como o sucessor de São Pedro e devido a isso, ele tem uma série de títulos:

A melhor evidência disponível para as origens da igreja romana é a Epístola aos Romanos de São Paulo. Isso indica que a igreja foi estabelecida, provavelmente pelo início da década de 40, e que São Pedro tornou-se associado a esta igreja em algum momento entre os anos 58 e início dos anos 60,[2] sendo que:

Os anos finais do primeiro século e os primeiros anos do segundo constituem o "período pós-apóstolico", tal como refletido nos escritos extrabíblicos de Clemente de Roma e Inácio de Antioquia. Assim, a igreja em Roma estava exercendo uma pastoral que se estendeu além de sua própria comunidade, tendo substituído Jerusalém como o centro prático da Igreja universal crescente. Apelos foram feitos para Pedro e Paulo, com quem a igreja romana foi mais identificada.[2]

O território da diocese abrange todo o Estado do Vaticano e a cidade de Roma. As duas partes da diocese são administradas por dois vigários do Papa:

A diocese abrange um território de 881 quilômetros quadrados,[7] contendo 341 paróquias, dos quais 337 estão ativas. Há 336 paróquias na cidade de Roma[8] e uma, a Paróquia de Santa Ana, na Cidade do Vaticano.[9] A diocese tem 238 cardeais, e 1187 clérigos romanos.[10]

Arquidiocese

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Sé suburbicária

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Seis das dioceses da Província Romana tem o título de “suburbicárias” (Latim sub urbe, com o significado de "assunto para a cidade [de Roma]"). Cada diocese suburbicária tem uma Cardeal-bispo que a preside:

  1. Óstia (o seu Cardeal Bispo é eleito Decano do Colégio dos Cardeais).
  2. Porto-Santa Rufina
  3. Albano
  4. Frascati
  5. Palestrina
  6. Sabina-Poggio Mirteto
  7. Velletri-Segni

Lista de sufragâneas

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Há também outras dioceses ligadas à Sé Metropolitana de Roma:

Lista de bispos

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Ver também

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Referências

  1. Catholic Encyclopedia article: Rome
  2. a b c d McBrien, The Church (New York: HarperOne, 2008) cf pp 6, 45
  3. a b «Costituzione Apostolica "In ecclesiarum communione" | DIOCESI DI ROMA» (em italiano). Consultado em 24 de novembro de 2025 
  4. CNS News article Arquivado em 2006-03-08 no Library of Congress Web Archives
  5. «L'IDEA DI PENTARCHIA NELLA CRISTIANITA'». www.homolaicus.com. Consultado em 12 de fevereiro de 2021 
  6. «Canon 475». 1983 Code of Canon Law. Consultado em 3 de dezembro de 2007 
  7. «Entry at catholic-hierarchy.org» 
  8. «List of Parishes in the Vicariate» 
  9. «Homily of John Paul II to St. Anne's Parish» 
  10. «Diocesan website, listing of personnel»