Igreja Ortodoxa Eritreia

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Igreja Ortodoxa Tewahedo Eritreia
Eritrean Orthodox Cross.jpg
Cruz eritreia (de mesmo padrão da cruz copta)
Fundador São Frumêncio
Independência Peticionada em 1993
Reconhecimento 1998, pela Igreja Ortodoxa Copta e Igreja Ortodoxa Etíope
Primaz Sede vacante na prática, Abune Antonios reconhecido pelas outras igrejas ortodoxas orientais
Sede Asmara, Eritreia
Território Eritreia
Posses Estados Unidos e Europa
Língua Geez
Adeptos 3,03 milhões[1]
Site Site oficial (em tigrínia)

A Igreja Ortodoxa Eritreia (ou Igreja Ortodoxa da Eritreia), conhecida oficialmente como Igreja Ortodoxa Eritreia Tewahedo (em tigrínia: ቤተ ክርስትያን ተዋህዶ ኤርትራ), é uma denominação ortodoxa oriental, igreja nacional da Eritreia, que fez parte da Igreja Ortodoxa Etíope Tewahido até 1993, quando o país se tornou independente da Etiópia.

Em 1994, a Igreja Ortodoxa Copta, que é a igreja-mãe da Igreja Ortodoxa Etíope, indicou um arcebispo para a Igreja Ortodoxa Eritreia. Esta igreja nacional obteve também sua autocefalia em 1998, com a consagração do seu primeiro patriarca pelo Papa de Alexandria. Assim sendo, a Igreja Eritreia é atualmente uma igreja autocéfala independente da Igreja Ortodoxa Copta e da Igreja Ortodoxa Etíope.

Uma das poucas igrejas cristãs pré-coloniais da África subsariana, possui atualmente cerca de 3 milhões de fiéis, sendo assim a maior denominação da Eritreia, com afiliação estimada entre 50%[2] e 63%[3] da população. Atualmente, a Igreja Ortodoxa da Eritreia é governada pelo Santo Sínodo, cuja posição de primazia se encontra vaga hoje. Esta igreja oriental utiliza a língua ge'ez e o rito alexandrino em sua liturgia.

Embora atualmente as Igrejas Copta, Etíope e Eritreia serem independentes umas das outras, elas estão ainda em comunhão total. Por isso, a Igreja Eritreia reconhece a supremacia honorária do Papa copta e, consequentemente, a necessidade de seu Patriarca, antes da sua entronização, de receber a aprovação do Sínodo da Igreja Ortodoxa Copta, que é a Igreja-Mãe da Igreja Ortodoxa Eritreia.

História[editar | editar código-fonte]

A história da Igreja Ortodoxa Eritreia está intrinsecamente ligada à história da Igreja Ortodoxa Etíope, que tinha e exercia a jurisdição sobre os ortodoxos eritreus até 1993, começando com a missão de São Frumêncio e a conversão do Rei Ezana. O território correspondente à atual Eritreia já era parte do Reino de Axum à época da conversão deste mesmo rei, que levou ao cristianismo à região.[4] Assim como os ortodoxos etíopes, os eritreus estavam sob jurisdição da Igreja Copta até 1959, quando foi eleito um patriarca autocéfalo para a Abissínia.

Com a independência da Eritreia em 1993, o governo local, interessado em desvincular laços com a Etiópia, peticionou por uma igreja nacional ao Papa Shenouda III de Alexandria, o que foi concedido em 1998, com a consagração de Abune Phillipos em 7 de maio, um dia depois de a Eritreia invadir a região etíope do Tigré, dando início à sangrenta Guerra Etiópia-Eritreia.

Abune Phillipos foi aposentado em 2001 por questões de saúde, sendo sucedido pelo curto pontificado de Abune Yacob, este sucedido pelo Abune Antonios. Em 2005, após tensões com o governo eritreu, o Abune foi posto em prisão domiciliar, o que foi seguido por uma deposição formal no ano seguinte, deliberada durante uma reunião secreta do sínodo da Igreja, após a qual ele foi deixado sem comunicação com o mundo exterior.[5] Em 27 de maio de 2007, o sínodo elegeu Abune Dioskoros, que não foi reconhecido pelo Papa Shenouda III, o que fez desta situação uma violação da canonística particular à Igreja da Eritreia. Por este motivo, Abune Dioskoros jamais foi reconhecido pelas igrejas ortodoxas orientais. Hoje, Antonios ainda é tido pelo resto da Igreja Ortodoxa Oriental como Abune da Eritreia, ainda que na prática a igreja local esteja em situação de sede vacante desde a morte de Dioskoros.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Christian Population as Percentages of Total Population by Country». Global Christianity. Pew Research Center. Consultado em 22 December 2011. 
  2. «Eritrea». U.S. State Department. Archived from the original on 25 May 2011. 
  3. Mapping the Global Muslim Population. Pew Research. Outubro de 2009
  4. Munro-Hay, Stuart C. (1991). Aksum: An African Civilisation of Late Antiquity Edinburgh University Press [S.l.] p. 77. ISBN 0748601066. 
  5. Christian Post: Eritrea Hides Ex-Orthodox Head from U.S. Officials

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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