Sibila de Jerusalém
| Sibila | |||||
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| Rainha de Jerusalém | |||||
| Reinado | c. setembro de 1186 a 25 de julho de 1190 | ||||
| Coroação | c. setembro de 1186 | ||||
| Predecessor | Balduíno V | ||||
| Sucessor | Guido (sozinho) | ||||
| Comonarca | Guido | ||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | c. 1159 | ||||
| Morte | 25 de julho de 1190 (31 anos) Acre, Jerusalém | ||||
| Maridos | Guilherme de Monferrato Guido de Lusinhão | ||||
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| Casa | Anjou-Châteaudun | ||||
| Pai | Amalrico de Jerusalém | ||||
| Mãe | Inês de Courtenay | ||||
Sibila (c. 1159 – 25 de julho de 1190) foi rainha de Jerusalém de 1186 a 1190. Ela reinou ao lado de seu marido, Guido de Lusignan, a quem era inabalavelmente dedicada, apesar de sua impopularidade entre os barões do Reino de Jerusalém.[1]
Sibila era a filha mais velha do rei Amalrico e a única filha de Inês de Courtenay. Seu pai morreu em 1174, tornando-a herdeira presuntiva de seu irmão mais novo, o rei Balduíno IV. Quando ficou claro que Balduíno, então com 13 anos, havia contraído lepra, o casamento de Sibila tornou-se uma questão urgente. O regente, conde Raimundo III de Trípoli, organizou seu casamento com Guilherme de Monferrato no final de 1176, mas dentro de um ano Guilherme morreu, deixando-a grávida e na posse do Condado de Jafa e Ascalão.[2]
Pouco depois de dar à luz um filho, Balduíno, Sibila passou a ser associada a seu irmão em atos públicos, sendo assim designada como a próxima na linha de sucessão ao trono. O segundo casamento de Sibila, com Guido de Lusignan, foi arranjado em 1180 por seu irmão. Provavelmente realizado para frustrar um golpe planejado por Raimundo, o casamento dividiu profundamente a nobreza. Em 1183, o rei Balduíno havia se tornado completamente incapacitado e desiludido com o caráter e a capacidade de Guido para liderar. Para evitar a ascensão de Guido ao trono, Balduíno coroou o filho de Sibila como co-rei e tentou separar Sibila de Guido, mas ela recusou.[3]
O irmão de Sibila, Balduíno IV, morreu em 1185, tendo nomeado Raimundo para governar como regente para Balduíno V, em vez de Sibila ou Guido. O jovem rei morreu no ano seguinte e Sibila agiu rapidamente para reivindicar o trono contra as ambições de Raimundo. Ela concordou com a exigência de seus apoiadores de afastar Guido, sob a condição de que pudesse escolher seu próximo marido. Em sua coroação, em meados de setembro de 1186, ela surpreendeu seus apoiadores ao escolher Guido e coroá-lo pessoalmente. Saladino aproveitou a discórdia no reino para invadir em 1187, reduzindo o Reino de Jerusalém a uma única cidade, Tiro. Sibila visitou seu marido, que havia sido capturado na decisiva Batalha de Hattin, e conseguiu de Saladino sua libertação. Ela morreu, junto com suas filhas, devido a uma epidemia fora de Acre enquanto Guido a sitiava.[3]
Referências
- ↑ Hamilton, Bernard (1978). «Women in the Crusader States: The Queens of Jerusalem». In: Baker, Derek. Medieval Women. [S.l.]: Ecclesiastical History Society. ISBN 978-0631192602
- ↑ Hodgson, Natasha R. (2007). Women, Crusading and the Holy Land in Historical Narrative. [S.l.]: Boydell Press. ISBN 978-1843833321
- ↑ a b Hamilton, Bernard (2000). The Leper King and His Heirs: Baldwin IV and the Crusader Kingdom of Jerusalem. [S.l.]: Cambridge University Press. ISBN 9780521017473
Ligações externas
[editar | editar código]- Runciman, Steven (1954). A History of the Crusades: The Kingdom of Acre and the Later Crusades. 3. [S.l.]: Cambridge University Press. ISBN 0-521-06163-6
| Sibila de Jerusalém Casa de Anjou-Châteaudun c. 1159 – 25 de julho de 1190 | ||
|---|---|---|
| Precedida por Balduíno V |
Rainha de Jerusalém c. setembro de 1186 – 25 de julho de 1190 com Guido |
Sucedida por Guido sozinho |
| Precedida por Amalrico |
Condessa de Jafa e Ascalão 1176 – c. setembro de 1186 com Guilherme (1176–1177) e Guido (1180–1186) |
Sucedida por Godofredo |

