Fulque IV de Anjou

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Fulque IV
le Réchin
Conde de Anjou
Reinado 1068–1109
Predecessor Godofredo III
Sucessor Fulque V
Governo conjunto Godofredo IV
 
Esposas Hildegarda de Baugency
1068 – 1070
Ermengarda de Bourbon
1070 – 1075
Orengarda de Châtellailon
1076 – 1080
N de Brienne
1080 – 1087
Bertranda de Monforte
1089 – 1092?
Descendência com Hildegarde:
Ermengarda, Duquesa da Bretanha
com Ermengarde:
Godofredo IV de Anjou
com Bertranda:
Fulque de Jerusalém
Casa Casa de Anjou
Nascimento 1043
Morte 14 de abril de 1109 (66 anos)
Pai Godofredo II
Mãe Ermengarda de Anjou

Fulque IV (em francês: Foulques IV; 1043 — 14 de abril de 1109), chamado de le Réchin, foi o Conde de Anjou de 1068 até sua morte.[1][2] O apelido pelo qual é normalmente referido não tem tradução certa. Filólogos fizeram várias sugestões muito diferentes, incluindo "briguento", "rude", "taciturno", "grosseiro" e "heroico".

Início de vida[editar | editar código-fonte]

Fulque, nascido em 1043,[3] era o filho mais novo de Godofredo II de Gâtinais (também conhecido como Aubri), e Ermengarda de Anjou. Ermengarda era uma filha de Fulque, o Preto, conde de Anjou,[2] e a irmã de Godofredo Martel que precedeu Fulque e seu irmão Godofredo como Conde de Anjou.[2]

Conde de Anjou[editar | editar código-fonte]

Quando Godofredo Martel morreu sem herdeiros diretos deixou Anjou a seu sobrinho Godofredo III de Anjou, irmão mais velho de Fulque, le Réchin.[4] Fulque lutou com seu irmão, cujo governo foi considerado incompetente, e o capturou em 1067.[5] Sob pressão da Igreja, libertou Godofredo. Os dois irmãos logo romperam para lutar novamente, e no ano seguinte Godofredo foi novamente preso por Fulque, desta vez para sempre.[6] O território substancial foi perdido durante o controle angevino devido às dificuldades resultantes do pobre reinado de Godofredo e a guerra civil subsequente. Saintonge foi perdida, e Fulque tinha que dar Gâtinais a Filipe I de França para aplacar o rei.[7] Muito do governo de Fulque foi dedicado a recuperar o controle sobre o baronato angevino, e uma luta complexa com a Normandia pela influência no Maine e Bretanha.[8]

História de Anjou[editar | editar código-fonte]

Em 1096 Fulque escreveu uma história incompleta de Anjou e seus governantes intitulada Fragmentum historiae Andegavensis, ou "História de Anjou". A autoria e autenticidade deste trabalho é contestado.[9] Apenas a primeira parte da história, descrevendo a ascendência de Fulque, é sobrevivente. A segunda parte, supostamente descrevendo o próprio reino de Fulque, não foi recuperado. Se o escreveu, é uma das primeiras obras medievais da história escrita por um leigo.[nota 1][10]

Sucessão[editar | editar código-fonte]

Morreu em 1109 deixando a restauração do condado, pois estava sob Godofredo Martel, aos seus sucessores.[11]

Família[editar | editar código-fonte]

Fulque pode ter se casado até cinco vezes; há alguma dúvida sobre o número exato ou quantas ele repudiou.[12]

Sua primeira esposa foi Hildegarda de Beaugency.[2] Juntos, eles tiveram uma filha:

Após sua morte, antes ou por volta de 1070, casou-se com Ermengarda de Bourbon. Juntos, eles tiveram um filho antes de Fulque a repudiar em 1075, possivelmente em razão da consanguinidade:

Por volta de 1076 casou-se com Ermengarda de Châtellailon.[2] Ele a repudiou em 1080, possivelmente em razão de consanguinidade. Em seguida, casou-se com uma filha sem nome de Walter I de Brienne de 1080. Este casamento também terminou em divórcio, em 1087. Por último, em 1089, casou-se com Bertranda de Monforte,[2] que aparentemente foi "sequestrada" pelo rei Filipe I de França em ou por volta de 1092.[nota 2] Eles tiveram um filho:

  • Fulque V, "le Jeune", Conde de Anjou e Rei de Jerusalém.[2]

Notas

  1. É inteiramente plausível que Fulque pode ter feito uso de escribas para escrever este trabalho. Veja: Nicholas L. Paul, The Chronicle of Fulk le Rechin: a reassessment, Haskins Society Journal 18: Studies in Medieval History, 2006, eds. Stephen Morillo; Diane Korngiebel (Woodbridge: The Boydell Press, 2007), pp. 19–35.
  2. Permanece incerto se Filipe lhe tinha tomado pela força ou se ela deixou Fulque por vontade própria já que cronistas apresentaram versões diferentes. Veja: Bradbury, The Capetians (2007) p. 119.

Referências

  1. K.S.B. Keats-Rohan, Family Trees and the Root of Politics; A Prosopography of Britain and France from the Tenth to the Twelfth Century (The Boydell Press, Woodbridge, 1997), p. 257
  2. a b c d e f g h i Detlev Schwennicke, Europäische Stammtafeln: Stammtafeln zur Geschichte der Europäischen Staaten, Neue Folge, Band II: Die Ausserdeutschen Staaten Die Regierenden Häuser der Übrigen Staaten Europas (Marburg, Germany: Verlag von J. A., Stargardt, 1984) Tafel 82
  3. Jim Bradbury, 'Fulk le Rechin and the Origin of the Plantagenets', Studies in Medieval History Presented to R. Allen Brown, eds. Christopher Harper-Bill, Christopher J. Holdsworth, Janet L. Nelson (Woodbridge, UK: The Boydell Press, 1989), p. 27
  4. Jim Bradbury, 'Fulk le Réchin and the Origin of the Plantagenets', Studies in Medieval History Presented to R. Allen Brown, Ed. Christopher Harper-Bill, Christopher J. Holdsworth, Janet L. Nelson (The Boydell Press, 1989), p. 27
  5. Jim Bradbury, 'Fulk le Réchin and the Origin of the Plantagenets', Studies in Medieval History Presented to R. Allen Brown, Ed. Christopher Harper-Bill, Christopher J. Holdsworth, Janet L. Nelson (The Boydell Press, 1989), p. 31
  6. Jim Bradbury, 'Fulk le Réchin and the Origin of the Plantagenets', Studies in Medieval History Presented to R. Allen Brown, Ed. Christopher Harper-Bill, Christopher J. Holdsworth, Janet L. Nelson (The Boydell Press, 1989), p. 32
  7. Jean Dunbabin, France in the Making, 843-1180, Second Edition (Oxford; Nova Iorque: Oxford University Press, 2005), p. 189
  8. Jean Dunbabin, France in the Making, 843-1180, Second Edition (Oxford; Nova Iorque: Oxford University Press, 2005), pp. 189–90
  9. Nicholas L. Paul, 'The Chronicle of Fulk le Rechin: a Reassessment', The Haskins Society Journal 18: Studies in Medieval History, ed. Stephen Morillo, Diane Korngiebel (The Boydell Press, Woodbridge, 2007) pp. 20-1
  10. Louis Halphen, René Poupardin (1913). From Chroniques des comtes d'Anjou et des seigneurs d'Amboise. Paris: p. 232–38.
  11. Jean Dunbabin, France in the Making, 843-1180, Second Edition (Oxford; Nova Iorque: Oxford University Press, 2005), p. 190
  12. Jim Bradbury, 'Fulk le Réchin and the Origin of the Plantagenets', Studies in Medieval History Presented to R. Allen Brown, Ed. Christopher Harper-Bill, Christopher J. Holdsworth, Janet L. Nelson (The Boydell Press, 1989), p. 36
Precedido por
Godofredo III
Conde de Anjou
com Godofredo IV

1068–1109
Sucedido por
Fulque V