Skunk

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Disambig grey.svg Nota: Para a banda, veja Skank.

Skunk (no Brasil, por vezes, grafado skank) refere-se a variedades de Cannabis de odor mais forte (daí o nome skunk: cangambá, em português) e dotadas de maior concentração de substâncias psicoativas[1] produzidas mediante cruzamentos de várias espécies do mesmo gênero (Cannabis sativa, Cannabis indica e Canabis ruderalis) e cultivadas em ambiente controlado, visando obter plantas com maior concentração de THC (tetra-hidrocanabinol) - substância psicoativa com poder narcótico presente nas espécies desse gênero.[2] Ao THC é atribuído o efeito denominado popularmente a "brisa". O skunk é cultivado em ambiente controlado, com iluminação intensa e nutrientes adequados, podendo ser utilizado o sistema hidropônico.[1]

Usualmente, a concentração de THC na maconha é de 2% a 4%;[1] no skunk, essa concentração é de aproximadamente 14% a 15%, podendo chegar a 30%,[3][4] dependendo das espécies e da qualidade das sementes usadas no cruzamento, e sua produtividade pode ser de até 400/500 g por , em sistemas de cultivo otimizados.

O modo pelo qual o THC atua no organismo ainda não é bem conhecido, acreditando-se que interaja com a anandamida, um neurotransmissor natural.[1]

Quando há possibilidade de plantio de boas sementes, os cultivadores usam métodos para manter a linhagem da planta sem que ela morra após a colheita. Um dos métodos consiste em cortar um pequeno ramo apical, que, em seguida, deve ser banhado em uma mistura de hormônio enraizador para plantas e água (em pequenos recipientes, um bom substrato é a vermiculita, tipo de rocha expandida que retém elevada umidade) até que brote a raiz. Em seguida, coloca-se o broto em uma sementeira, sob alta e constante luminosidade, a fim de induzir a fase vegetativa. Com este método é possível o controle de quantidade e o uso da mesma planta durante longos períodos.[carece de fontes?]

Origem[editar | editar código-fonte]

Possivelmente o skunk teve origem nos Estados Unidos e, posteriormente, foi desenvolvido por cultivadores neerlandeses.[1] As primeiras variedades obtidas eram híbridas de Cannabis sativa e Cannabis indica, pois os usuários acreditavam que a C. sativa produzia um aguçamento da percepção, enquanto a C. indica tinha o efeito oposto.[1]

Efeitos[editar | editar código-fonte]

O skunk produz os mesmos efeitos das espécies naturais, porém com maior intensidade (maior capacidade entorpecente). Neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, são afetados, proporcionando alterações motoras e de memória.[3] O componente ativos em ambos os casos é o mesmo, ou seja, o delta-9 tetra-hidro-canabinol (THC).

Referências

  1. a b c d e f «Factsheet: skunk» (PDF) 
  2. Skunk, por Thais Pacievitch. InfoEscola, janeiro de 2010.
  3. a b «Skank - A SUPERMACONHA». Consultado em 5 de março de 2009 
  4. Coghlan, Andy (16 de fevereiro de 2015). «Skunk's psychosis link is only half the cannabis story». New Scientist 
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