Telerradiologia

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Telerradiologia se destaca como uma das especialidades da telemedicina e se define como a utilização das tecnologias de informação e meios de comunicação disponíveis com o objetivo de permitir o diagnóstico à distância (telediagnóstico) ou emitir uma segunda-opinião especializada (teleconsultoria), através do envio digital das imagens.

Histórico no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, as ações em telerradiologia vêm sendo realizadas desde a década de 90, de forma tímida, se intensificando nos últimos anos. Um país com dimensões continentais, no entanto, tem muito a ganhar com a formação e a consolidação de redes colaborativas integradas de assistência médica a distância. Benefícios como a redução dos custos com transportes e comunicações e a possibilidade de levar a medicina especializada a regiões remotas e carentes do país fazem enorme diferença.

Vantagens[editar | editar código-fonte]

Nesse cenário uma grande vantagem é sua aplicação no auxilio diagnóstico a pequenas comunidades em regiões geográficas e/ou sócio-culturais distantes dos grandes centros urbanos, além de clínicas/hospitais, carentes de mão-de-obra ou de segundas opiniões em casos específicos, podendo utilizar pessoal qualificado e especializado que normalmente estão concentrados nos grandes centros.

Atualidade[editar | editar código-fonte]

Muitos estudos foram feitos para avaliar os prós e contras dessa nova forma de encarar a radiologia e já há abundante evidência científica que demonstra a efetividade clínica e a boa correlação custo-benefício contribuindo cada vez mais para sua aceitabilidade como prática rotineira no diagnóstico por imagem.

Há dados recentes1 que comprovam que hospitais e clínicas que utilizavam telerradiologia possuíam uma capacidade para realização de exames cerca de 30% maior quando comparados com serviços que não utilizavam telerradiologia.

Este é um dos motivos que fez com que cerca de 55% dos hospitais e clínicas norte-americanos utilizem telerradiologia hoje em dia2.

Regulamentação da telerradiologia[editar | editar código-fonte]

No dia 19 de janeiro de 2009, o Conselho Federal de Medicina, por meio da Resolução CFM nº 1.890, regulou e normatizou a utilização da transmissão eletrônica de imagens. Apesar de ser um importante passo nesse sentido, ainda é necessária uma regulamentação mais clara em relação à segurança de transmissão de dados e imagens confidenciais dos pacientes.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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