Torre dos Asinelli

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Torre dos Asinelli
Bolonha - Emília-Romanha -  Itália
44° 29' 39" N 11° 20' 48" E
Status Em uso
Inauguração 1119 (898 anos)
Período de construção 1109 - 1119
Uso Torre de observação
Altura
Telhado 97,2 m (319 ft)
Último andar 498 degraus
Características
Andares 33 (equivalente)
Construção
Desenvolvedor Família Asinelli
http://www.cittadarte.emilia-romagna.it/luoghi/bologna/le-due-torri-garisenda-e-degli-asinelli

A Torre dos Asinelli (Torre degli Asinelli /ˈtore ˈdeʎi aziˈnɛli/ em italiano) é a mais alta das duas torres de Bolonha, símbolo da cidade, localizada na intersecção das ruas que levam aos cinco portais das antigas muralhas da "cidade das torres". A construção, com 97,2 m de altura, é considerada a torre inclinada mais alta de Itália, com uma inclinação de 1,3° a partir do eixo vertical.

História[editar | editar código-fonte]

No final do Século XII Bolonha assistiu o surgimento de centenas de torres militares e de famílias nobres. Asinelli, a mais alta, tradicionalmente deve seu nome e construção à uma família nobre da cidade, os Asinelli, entre 1109 e 1119.[1] Os poucos documentos preservados até hoje mencionem a família Asinelli em associação com a construção da famosa torre pela primeira vez apenas em 1185, quase 70 anos após a data oficial da construção em registros do arquivo da cidade.

A Torre dos Asinelli à direita.

Acredita-se que a Torre dos Asinelli inicialmente era muito mais alta (no topo das paredes são de uma espessura que permite a construção de outros 20 a 25 metros em altura). A cúpula que vemos hoje foi uma adaptação da época Bentivolesca (1488) que a reduziu para os atuais 97,2 m e com um beiral de 2,3 m. A cidade tornou-se proprietária da torre no século XIV e a usou como prisão e fortaleza. Na mesma época foi construído a redor da torre um edifício de madeira, à trinta metros do chão e se unia à torre Garisenda através de uma passarela (destruído por um incêndio em 1398). Diz-se que o edifício foi construído por Giovanni Visconti, duque de Milão, para vigiar o turbulento mercado Mezzo (hoje Via Rizzoli e ruas circundantes) e ser capaz de dominar qualquer tumulto. Na época, Visconti tinha tomado o poder em Bolonha após a queda do senhorio de Pepoli, o que o fez impopular.

A escadaria interna da Torre dos Asinelli

Danos graves foram causados à torre ​​por raios que muitas vezes causam incêndios e pequenos colapsos, só em 1824 a torre recebeu um pára-raios. Há documentado, pelo menos, dois incêndios graves aos quais a torre sobreviveu: o primeiro em 1185 (intencional) e o segundo incêndio em 1398, já mencionado anteriormente.

Os Cientistas Giovanni Battista Riccioli (em 1640) e Giovanni Battista Guglielmi (no século seguinte) usaram a torre para experiências com a gravidade e a rotação terrestre.[2]

Recentemente a torre dos Asinelli era um repetidor de transmissão do canal de televisão RAI. Durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1943 e 1945, foi usada como torre de observação. Quatro voluntários permaneciam no topo da torre observando o espaço aéreo e orientavam as tropas aliadas em bombardeios às tropas inimigas. [3]

Hoje[editar | editar código-fonte]

Hoje em dia a Torre dos Asinelli tem uma bilheteria para visitação. Dentro pode-se subir as escadas de madeira até o topo, ao longo de 498 degraus. Do terraço há uma vista panorâmica de toda cidade e arredores. No piso térreo da torre encontram-se algumas lojas de artesanato, para recordar a velha função comercial da área.

Vista da praça Ravegnana a partir do topo da Torre dos Asinelli

Desde 28 de novembro de 2015, a Torre dos Asinelli e sua vizinha são iluminadas por um sistema de iluminação especial, que permite a visibilidade de todos os cantos do Bologna.[4]

Notas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Le torri di Bologna. Quando e perché sorsero, come vennero costruite, chi le innalzò, come scomparvero, quali esistono ancora, a cura di Giancarlo Roversi (con testi di F. Bergonzoni, C. De Angelis, P. Nannelli, M. Fanti, G. Fasoli, P. Foschi, G. Roversi) 1989, Edizioni Grafis, Bologna;
  • Rocchetta della Torre degli Asinelli, a cura di Francisco Giordano (con testi di: R. Scannavini, F. Bergonzoni, S. Martinuzzi, F. Giordano), 1998, ed. Costa, Bologna;
  • La torre Garisenda, a cura di Francisco Giordano (con testi di: F. Bergonzoni, A. Antonelli, R. Pedrini, F. Giordano, M. Veglia, M. Tolomelli, G. Bitelli, G. Lombardini, M. Unguendoli, L. Vittuari, A. Zanutta, C. Ceccoli, P. Diotallevi, P. Pozzati, L. Sanpaolesi, G. Dallavalle), 2000, ed. Costa, Bologna.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]