Tratado de Ateologia

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Tratado de Ateologia
Traité d'athéologie
Tratado de Ateologia (BR)
Autor(es) Michel Onfray
Idioma francês
País França
Assunto Religião, Ateísmo, Ciência
Gênero Não ficção
Lançamento 2005
ISBN 2-246-64801-7

Tratado de Ateologia (em francês: Traité d'athéologie) é um livro de 2005 escrito pelo autor francês Michel Onfray. De acordo com Onfray, o termo "ateologia" é tirado de um projeto de uma série de livros escritos e compilados por Georges Bataille sob o vocábulo La Somme athéologique, que em última análise, nunca foi concluído.

O livro vendeu mais de 200 mil cópias. Dois outros livros foram escritos logo após a sua publicação como respostas aos seus argumentos: L'Anti-traité d’athéologie, Le système Onfray mis à nu por Matthieu Baumier, e Dieu avec esprit: Réponse à Michel Onfray por Irene Fernandez.

O livro foi traduzido para o inglês em 2007, com o título Atheist Manifesto: The Case Against Christianity, Judaism, and Islam.[1]

Resumo[editar | editar código-fonte]

No primeiro capítulo "Athéologie", o autor desenvolve a doutrina de Nietzsche, mas critica a sua visão sobre a morte de Deus. Em seguida, ele mostra como o conceito de ateu tinha originalmente uma conotação pejorativa e concluiu que a sobrevivência do cristianismo se dá na forma de ateísmo cristão, que preserva a moralidade judaico-cristã. O segundo capítulo "Monotheisme" é uma análise estrutural das três religiões abraâmicas nas quais o autor destaca recursos comuns, incluindo o desprezo pelo corpo e a matéria, a negação do progresso e da ciência, a misantropia e o ódio ao intelecto. A terceira parte, "Christianisme" desafia a existência de Jesus, que seria baseado em testemunhos de segunda mão, afirma que o Apóstolo Paulo, descrito como neurótico e histérico, explorou o caráter de Jesus para liderar o mundo no seu ódio da carne, em seguida, explica como, de forma oportunista, o imperador Constantino fez do cristianismo uma religião oficial. No último capítulo "Théocratie", o autor explica a relação entre as três religiões monoteístas com o poder político e descreve seus piores abusos. Em seguida, ele mostra várias contradições nos livros sagrados e considera que estes textos são frequentemente usados para justificar o mal. Ele descreve o islamismo nomeadamente através da Revolução Iraniana e do regime do aiatolá Khomeini. O livro conclui propondo um novo ateísmo ou secularismo que ele chamou de "pós-cristão" ou "pós-moderno", no qual Deus e a moralidade religiosa se foram.[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Onfray, Michel, Atheist Manifesto: The Case Against Christianity, Judaism, and Islam, translated by Jeremy Leggatt, Arcade, 2007
  2. Héricord, Alex (31 de maio de 2010). «Michel Onfray, Traité d'athéologie. Physique de la métaphysique». Institut d'études de l'Islam et des sciences du monde musulman (em French). Consultado em 13 de agosto de 2010 
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