Unbihéxio

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Unbihéxio, também chamado de Eka-plutônio ou simplesmente elemento 126, é um elemento químico hipotético com número atômico 126 e símbolo temporário Ubh. Unbihéxio e Ubh são o nome e o símbolo sistemáticos temporários da IUPAC, até que um nome permanente seja decidido. Na tabela periódica dos elementos, espera-se ser um elemento do novo bloco g, um metal de transição interna e o oitavo elemento no oitavo período da Tabela Periódica.

Características[editar | editar código-fonte]

Unbihéxio ainda não foi sintetizado, embora haja tentativas para sua obtenção em laboratórios de física nuclear. O elemento é previsto para ser um metal muito reativo, e bastante estável em relação a outros elementos superpesados. Físicos nucleares preveem que haja uma ilha de estabilidade em torno dos elementos químicos de número atômico entre 120 e 128, o que inclui o Ubh, de número atômico 126. Os elementos desta ilha de estabilidade seriam muito mais estáveis do que os elementos em seu entorno, com uma meia-vida bem maior. Estes elementos não sofreriam fissão nuclear espontânea, porém sofreriam decaimento alfa. Isto permitiria que o elemento tenha uma meia-vida suficientemente longa para ser submetido a experimentos, de forma que este elemento desperta grande interesse na comunidade científica.

Unbihéxio será o sexto elemento do (até agora inédito) bloco g da tabela periódica, um grupo de elementos cujos elétrons mais energéticos encontram-se no subnível g. Nenhum elemento conhecido possui elétrons neste subnível, o que torna seu comportamento químico e físico inéditos, despertando também um grande interesse científico. O elemento também estará incluído na nova Série dos Superactinídeos, elementos em que os elétrons de diferenciação estarão localizados no subnível 5g e 6f. Esta série se iniciará no elemento 121 e terminará provavelmente no elemento 154.

Tentativas de Síntese[editar | editar código-fonte]

A primeira e única tentativa de sintetizar o unbihéxio, que no entanto não teve êxito, foi realizada em 1971 no CERN por René Bimbot e John M. Alexander usando a reação de fusão nuclear a quente:[1]

Uma partícula alfa de alta energia foi observada e tomada como possível evidência para a síntese do unbihéxio. Pesquisas recentes, no entanto, sugerem que isso é altamente improvável, pois a sensibilidade das experiências realizadas em 1971 teria sido várias ordens de grandeza mais baixas de acordo com a compreensão atual.[2]

Propriedades previstas[editar | editar código-fonte]

Alguns compostos previstos para os Superactinídeos (X = um halogênio)[3][4]
121 122 123 124 125 126 132 142 143 144 145 146 148 153 154 155 156 157
Composto UbuX3 UbbX4 UbtX5 UbqX6 UbpX6
UbpO2+
2
UbhF
UbhF6
UbhO4
UqbX4
UqbX6
UqtF6 UqqX6
UqqO2+
2

UqqF8
UqqO4
UqpF6 UqoO6
Análogos LaX3
AcX3
CeX4
ThX4
NpO2+
2
ThF4 UF6
UO2+
2

PuF8
PuO4
UO6
Estados de oxidação +3 +4 +5 +6 +6 +1, +2, +4, +6, +8 +6 +4, +6 +6, +8 +3, +4, +5, +6, +8 +6 +8 +12 +3 0, +2 +3, +5 +2 +3

Nos primeiras superactinídeos, as energias de ligação dos elétrons adicionados são previstas para serem suficientemente pequenas de modo que estes elementos possam perder todos os seus elétrons de valência; Por exemplo, o unbihéxio (elemento 126) poderia facilmente formar um estado de oxidação +8 estável, e podem ser possíveis estados de oxidação ainda mais elevados para os próximos elementos. O Unbihéxio também está previsto para exibir vários outros estados de oxidação: cálculos recentes têm sugerido que um monofluoreto estável UbhF pode ser possível, resultante de uma interação de ligação entre o orbital 5g no unbihéxio e o orbitário 2p do flúor. Outros estados de oxidação previstos incluem +2, +4 e +6, sendo que o estado +4 é esperado ser o estado de oxidação mais usual do unbihéxio. A presença de elétrons em orbitais g, que não existem na configuração eletrônica do estado fundamental de qualquer elemento atualmente conhecido, deve permitir que os orbitais híbridos atualmente desconhecidos se formem e influenciem a química dos elementos superactinídeos de novas maneiras, embora a ausência de orbitais g em elementos conhecidos torna a sua química mais difícil de se prever.[5] [6]

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Emsley, John (2011). Nature's Building Blocks: An A-Z Guide to the Elements (New ed.). New York, NY: Oxford University Press. p. 588. ISBN 978-0-19-960563-7.
  2. Tabela periódica estendida
  3. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome PT172
  4. Makhyoun, M. A. (outubro de 1988). «On the electronic structure of 5g1 complexes of element 125: a quasi-relativistic MS-Xα study». EDP Sciences, Les Ulis, FRANCE (1903-2000). Journal de Chimie Physique et de Physico-Chimie Biologique. 85 (10): 917–24 
  5. https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=https://www.chemistryworld.com/news/beyond-element-118-the-next-row-of-the-periodic-table/9400.article&prev=search
  6. https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=es&u=http://www.elconfidencial.com/tecnologia/2016-02-08/por-que-la-tabla-periodica-de-los-elementos-no-es-infinita_1148610/&prev=search