Váli (filho de Loki)

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Na mitologia nórdica, Váli era um dos filhos de Loki. É mencionado na secção de Gylfaginning na Edda em prosa de Snorri Sturluson. Após a morte de Baldr, os Æsir perseguiram e capturaram Loki.

Nú var Loki tekinn griðalauss ok farit með hann í helli nökkvorn. Þá tóku þeir þrjár hellur ok settu á egg ok lustu rauf á hellunni hverri. Þá váru teknir synir Loka, Váli ok Nari eða Narfi. Brugðu æsir Vála í vargslíki ok reif hann í [sundr] Narfa, bróður sinn. Þá tóku æsir þarma hans ok bundu Loka með yfir þá þrjá [egg]steina, einn undir herðum, annarr undir lendum, þriði undir knésfótum, ok urðu þau bönd at járni. — Edição de Eysteinn Björnsson.[1]

Agora não lhe concederam mais tréguas a Loki que foi conduzido para o interior de uma gruta. Ali pegaram em três pedras lisas, colocaram-nas trinadas e realizaram um buraco em cada pedra. De seguida, pegaram nos filhos de Loki, Váli e Nari ou Narfi; e transformaram Váli num lobo que atacou e destorçou em pedaços Narfi, o seu irmão. Os Æsir utilizaram as suas entranhas e ataram Loki às três rochas: uma está sob os seus ombros, a segunda sob as suas costas, a terceira sob os seus membros inferiores; e estas amarras covertem-se em ferro. — Tradução para português da tradução de Brodeur.[2]

Uma enigmática estrofe em Völuspá parece fazer referência a este evento e foi provavelmente a fonte que Snorri utilizou. Váli, filho de Loki, é por outros desconhecido. Tem sido sugerido que a estrofe de Völuspá na verdade faz referência a Váli, filho de Odin, e que Snorri criou o personagem de Váli, filho de Loki, para dar sentido à história.[3][4]

Referências

  1. Eysteinn Björnsson, ed., Snorra-Edda: Formáli & Gylfaginning: Textar fjögurra meginhandrita, 2005.
  2. Arthur Gilchrist Brodeur, tr., The Prose Edda by Snorri Sturluson, Scandinavian Classics 5, New York: The American-Scandinavian Foundation, 1916, OCLC 974934 (repr. Charleston, South Carolina: BiblioBazaar, 2008, ISBN 9780559130960), pp. 76–77.
  3. John Lindow, Norse Mythology: A Guide to the Gods, Heroes, Rituals, and Beliefs, Oxford/New York: Oxford University, 2001, ISBN 9780195153828, p. 309.
  4. Dronke, pp. 347, 371–72.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]