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Vento catabático

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As "polynyas" costeiras no Antártico são produzidas por ventos catabáticos
Vento catabático na Antártida
Vento catabático no mar de Bellingshausen

Um vento catabático (da palavra grega katabatikos que significa "descendo colinas") é o nome técnico dado a um vento que transporta ar de alta densidade de uma elevação descendo a encosta devido à acção da gravidade.

Estes ventos são por vezes chamados "ventos de Outono" devendo notar-se que nem todos os ventos descendentes são catabáticos, por exemplo ventos como o Föhn, o Chinook ou o Bergwind são ventos sombra de chuva em que o ar é conduzido montanha acima larga a sua mistura e desce mais seco e quente. O Mistral no Mediterrâneo, o Bora (ou Bura) no Adriático, o Santa Ana no sul da Califórnia e o Oroshi no Japão são ventos verdadeiramente catabáticos.

Um vento catabático é originado pelo arrefecimento gerado pela radiação do ar num planalto, uma montanha ou um glaciar. Como a densidade do ar aumenta com a redução da temperatura, o ar vai descer, aquecendo adiabaticamente enquanto desce. A temperatura do vento depende da temperatura da região de origem e da descida efectuada, no caso do Santa Ana, o vento pode ficar quente quando atinge o nível do mar, embora tal nem sempre aconteça, no caso dos ventos catabáticos na Antártida, contrastantemente, o vento é intensamente frio.

Os ventos catabáticos são comuns nas elevações permanentemente geladas da Antártida e da Gronelândia. A formação de ar frio de alta densidade sobre o gelo e a elevação deste gelo gera uma enorme energia gravitacional, propulsionando os ventos com força superior à de furacões. Na Gronelândia estes ventos são chamados Pitaraq e tornam-se mais intensos sempre que da costa se aproxima uma depressão.

Na Tierra del Fuego à semelhança do que acontece no Alasca, um vento conhecido como williwaw é um perigo particular para os barcos ancorados. Originado na neve e campos gelados das montanhas costeiras os "williwaws" atingem facilmente os 100 nós, tendo já sido registadas velocidades de 200 nós.[1]

Referências

  1. Dallas Murphy, "Rounding the Horn" (New York: Phoenix Books, 2004), p. 221.
  • McKnight, TL & Hess, Darrel (2000). Katabatic Winds. In , Physical Geography: A Landscape Appreciation, pp. 131–2. Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall. ISBN 0-13-020263-0

Ligações externas

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