Ana, mãe de Maria

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Santa Ana)
Ir para: navegação, pesquisa
Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, comprometendo a sua verificabilidade(desde Junho de 2011). Por favor, adicione mais referências inserindo-as no texto. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Disambig grey.svg Nota: Santa Ana redireciona para este artigo. Para outros significados, veja Santa Ana (desambiguação).
Santa Ana / Sant'Ana
Sagrada Família, de Agnolo Bronzino
Mãe de Maria
Avó do Menino Jesus
Veneração por Igreja Católica Romana
Igreja Ortodoxa
Igreja Anglicana
Religiões Afro-Brasileiras
Festa litúrgica 26 de Julho
Atribuições Menino Jesus, Sagrada Família
Padroeira Diversas localidades ao redor do mundo, incluindo dezenas de municípios do Brasil
Gloriole.svg Portal dos Santos

Santa Ana ou Sant'Ana (do latim Anna, por sua vez do hebraico transliterado Hannah, "Graça") foi mãe de Maria, avó de Jesus Cristo.

Filhos[editar | editar código-fonte]

Sabe-se muito pouco sobre Santa Ana. Sabe-se que esta era mãe de Maria de Nazaré, esposa de São Joaquim e Avó de Jesus. Sabe-se também que esta teria após o nascimento da Virgem Maria tido mais uma ou duas filhas, pois Deus liberara após Joaquim ter ficado 40 dias no deserto. O nome dessas filhas são: Maria Salomé e Maria de Cleofas. Além da religião católica os antigos celtas e druidas atribuem a sua existência a Deusa Danu ou Anu, na Irlanda, a qual seria o seu sincretismo como Santa Ana ou também Santa Brígida.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Os dados biográficos que sabemos sobre os pais de Maria foram legados pelo Proto-Evangelho de Tiago, obra citada em diversos estudos dos padres da Igreja Oriental, como Epifânio e Gregório de Níssa.

Sant'Ana, cujo nome em hebraico significa graça, pertencia à família do sacerdote Aarão e seu marido, São Joaquim, pertencia à família real de Davi.

Seu marido, São Joaquim, homem pio fora censurado pelo sacerdote Rúben por não ter filhos. Mas Sant’Ana já era idosa e estéril. Confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se ao deserto para rezar e fazer penitência. Ali um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado ao lar, algum tempo depois Sant’Ana ficou grávida. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Jesus.

Eram residentes em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basílica de Santana; e aí, num sábado, 8 de setembro do ano 20 a.C., nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam, que em hebraico significa "Senhora da Luz", passado para o latim como Maria. Maria foi oferecida ao Templo de Jerusalém aos três anos, tendo lá permanecido até os doze anos.

Pelo texto Caverna dos Tesouros, atribuído a Efrém da Síria, Ana (Hannâ) era filha de Pâkôdh e seu marido se chamava Yônâkhîr.[1]. Yônâkhîr e Jacó eram filhos de Matã e Sabhrath.[1] Jacó foi o pai de José, desta forma, José e Maria eram primos.[1]

São João Damasceno, ao escrever sobre o Natal, deixa claro que São Joaquim e Santa Ana são os pais de Maria.

Devoção[editar | editar código-fonte]

Santa Ana de Gil de Siloé

A devoção aos pais de Maria é muito antiga no Oriente, onde foram cultuados desde os primeiros séculos de nossa era, atingindo sua plenitude no século VI. Já no ocidente, o culto de Santana remonta ao século VIII, quando, no ano de 710, suas relíquias foram levadas da Terra Santa para Constantinopla, donde foram distribuídas para muitas igrejas do ocidente, estando a maior delas na igreja de Sant’Ana, em Düren, Renânia, Alemanha.

Seu culto foi tornando-se muito popular na Idade Média, especialmente na Alemanha. Em 1378, o Papa Urbano IV oficializou seu culto . Em 1584, o Papa Gregório XIII fixou a data da festa de Sant’Ana em 26 de Julho, e o Papa Leão XIII a estendeu para toda a Igreja, em 1879. Em França, o culto da Mãe de Maria teve um impulso extraordinário depois das aparições da santa em Auray, em 1623.

Tendo sido São Joaquim comemorado, inicialmente, em dia diverso ao de Sant’Ana, o Papa Paulo VI associou num único dia, 26 de julho, a celebração dos pais de Maria, mãe de Jesus.

Nas religiões afro-brasileiras a orixá Nanã Buruque é sincretizada como Sant´Anna.[2] A orixá é deusa da chuva e águas barrentas ou águas de lagos parados. Orixá mais velha, dotada de maturidade, sabedoria, serenidade. Sua cor é a violeta, cor da transmutação e transformação.

Relíquias[editar | editar código-fonte]

As supostas relíquias de Santa Ana foram trazidas da Terra Santa para Constantinopla em 710 e foram mantidas lá na igreja de Santa Sofia até 1333.[3] Durante os séculos XII e XIII, retornando cruzados e peregrinos do Oriente trouxe relíquias de Anne para várias igrejas, incluindo mais famosas as de Apt, Provence, Ghent e Chartres.[4] As relíquias de Santa Ana foram tradicionalmente preservadas e veneradas nas muitas catedrais e mosteiros dedicados a seu nome, por exemplo, na Áustria, Canadá,[5] Alemanha, Itália,[5] e Grécia no Monte Sagrado e na cidade de Katerini.[5] A artesania medieval e barroca é evidenciada na impressionante obra metalúrgica dos relicários de tamanho natural que contém os ossos do antebraço, por exemplo. Exemplos empregando técnicas de arte popular também são conhecidos. Düren foi o principal lugar de peregrinação para Anne desde 1506, quando o Papa Júlio II decretou que suas relíquias deveriam ser mantidas lá.[carece de fontes?]

Cultura popular[editar | editar código-fonte]

Padroeira dos moedeiros[editar | editar código-fonte]

No Brasil, os empregados que trabalham na produção de cédulas, moedas e outros produtos fabricados na Casa da Moeda do Brasil têm em Sant´Anna sua padroeira.

A devoção a Sant'Ana obedece a uma tradição vinda de Portugal, onde os moedeiros de Lisboa administravam a Confraria de Sant'Ana da Sé. Era comum, naquela época, cada corporação administrar a Confraria de seu padroeiro.

Os moedeiros e oficiais da Casa da Moeda desde os primeiros tempos da sua existência colocaram-se sob a proteção de Sant'Ana, celebrando anualmente, até os dias de hoje, o seu dia.[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Efrém da Síria, Caverna dos Tesouros, Os quinhentos anos desde o segundo ano de Ciro até o nascimento de Cristo, As genealogias dos israelitas mais tardios «em linha». www.sacred-texts.com 
  2. «Nanã - Raizes Espirituais». Raizes Espirituais 
  3. Knight, Kevin (2012). «Catholic Encyclopedia - St. Anne». Newadvent.org. Consultado em 15 de agosto de 2013 
  4. Sherry, L. Reames (2003). «Legends of St. Anne, Mother of the Virgin Mary: Introduction». Lib.rochester.edu. Consultado em 15 de agosto de 2013 
  5. a b c Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome ReferenceA
  6. http://www.casadamoeda.gov.br/portalCMB/menu/cmb/sobreCMB/padroeira.jsp?sbMuseu=active
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Ana, mãe de Maria
Ícone de esboço Este artigo sobre a biografia de um santo, um beato ou um religioso é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.