Via retal

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Via retal ou per rectum, ou ainda PR é uma via de administração onde o fármaco é aplicado na região retal. Sua indicação é impopular e desconfortável. O fármaco é formulado em um supositório ou enema retal, aplicados acima do esfíncter anal interno e do anel anorretal. Os medicamentos administrados pela via retal podem produzir efeitos locais ou sistêmicos. Utiliza-se essa via nos casos dos pacientes inconscientes, vomitando ou incapaz de deglutir; para preparo cirúrgico e diagnóstico, como também para aliviar o intestino do conteúdo das fezes nos casos de constipação intestinal.

Caracterização[editar | editar código-fonte]

Um reto humano

A lentidão desta via de administração pode ser explicada pela ausência de vilosidades intestinais no reto.

Vantagens[editar | editar código-fonte]

Protege os fármacos suscetíveis da inativação gastrointestinal e hepática, pois somente 50% do fluxo venoso retal tem acesso à circulação porta.

Desvantagens[editar | editar código-fonte]

A absorção pode ser errática ou incompleta, especialmente em pacientes com motilidade intestinal aumentada. Além disso, pode irritar a mucosa retal.

Indicações[editar | editar código-fonte]

Estados de coma, inconsciência, náuseas e vômitos.

Exemplos de fármacos[editar | editar código-fonte]

Muitos fármacos podem ser absorvidos pela mucosa retal tais como o diazepam e o metronidazol, e alguns antiinflamatórios, antieméticos e anticonvulsivos.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Uma aplicação de água pura via retal pode ser fatal ao indivíduo uma vez que a superfície intestinal absorve água muito rapidamente, podendo ocorrer assim uma lise de hemácias sanguíneas.

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Flávio Danni Fuchs, Lenita Wannamacher - Farmacologia Clínica - 2ªEd - 1998.