Victor Frond

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Jean-Victor Frond (Montfaucon (Lot), 1821 - Varreddes, França 1881), fotógrafo e pintor francês, possuiu um estúdio no Rio de Janeiro entre os anos de 1858 e 1862.

A Colônia Imperial de Santa Leopoldina foi criada em 1856 e ocupada inicialmente por imigrantes suíços e alemães a partir de 1857. Localizada na região serrana do interior do Espírito Santo.
Rancho imperial às margens do rio Fumaça, na Colônia de Santa Leopoldina, onde sua majestade, o imperador, jantou (Victor Frond, 1860).

Origem[editar | editar código-fonte]

De acordo com a historiadora Lygia Segala, Frond era oriundo de uma família camponesa na região de Lot, no sul da França. Antes de empreender seu novo ofício em terras brasileiras, exerceu atividades como subtenente na 4ª Companhia do Batalhão do Corpo de Bombeiros de Paris, onde se destacou entre os militares devido a uma publicação sobre a necessidade de se organizarem serviços de prevenção a incêndios. Foi militante republicano francês, atuando ao lado de lideranças como Ledru-Rollin, Charras, o escritor Victor Hugo, além de Ribeyrolles. Participou de barricadas e liderou revoltas em prol do republicanismo. Em 1852, foi preso e sentenciado com a pena máxima, sendo deportado para a Argélia. Após empreender uma fuga do cativeiro norte-africano, exilou-se na Inglaterra, onde reencontrou seus companheiros de lutas republicanas, com os quais compartilhou experiências e novos conhecimentos. Transferiu-se para Portugal e provavelmente estudou fotografia com Alfred Fillon, também francês e companheiro de fuga da Argélia. Fillon tornou-se bastante conhecido em sua profissão, como fotógrafo da Casa Real Portuguesa[1]. "Fracassada a sublevação republicana planejada para fins de 1854, perdidas as esperanças de auxílios ibérico e americano no jogo político, Frond tenta reconverter o capital social acumulado na militância em novo capital profissional. Em Lisboa, onde já havia criado uma rede sólida de relações — chances, talvez, de uma primeira clientela —, lança-se à invenção à sua própria custa, ao ofício daqueles que não tinham eira nem beira. Faz-se fotógrafo".[2]

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  1. FRANCESCHETTO, Cilmar (2015). Victor Frond - 1860: uma aventura fotográfica pelo itinerário de D. Pedro II na Província do Espírito Santo. Vitória (ES): IHGES. pp. 71–74 
  2. SEGALA, Lygia (1999). «O retrato, a letra e a história: notas a partir da trajetória social e do enredo biográfico de um fotógrafo oitocentista» (PDF). Revista Brasileira de Ciências Sociais - vol. 14 n. 41. Consultado em 4 de julho de 2017