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Virtualização de área de trabalho

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Infraestrutura de Desktop Virtual (VDI)

A virtualização de desktop (ou de área de trabalho) é uma tecnologia de software que separa o ambiente de trabalho e os softwares aplicativos associados do dispositivo cliente físico usado para acessá-los.

A virtualização de desktop pode ser usada em conjunto com a virtualização de aplicativos e sistemas de gerenciamento de perfil de usuário, hoje denominados virtualização de usuário, para fornecer um sistema abrangente de gerenciamento do ambiente de desktop. Nesse modo, todos os componentes do desktop são virtualizados, o que permite um modelo de entrega de desktop altamente flexível e muito mais seguro. Além disso, essa abordagem oferece suporte a uma estratégia mais completa de recuperação de desastres de desktop, já que todos os componentes são essencialmente salvos no centro de dados (data center) e submetidos a backup por meio de sistemas tradicionais de manutenção redundante. Se o dispositivo ou hardware de um usuário for perdido, a restauração é direta e simples, pois os componentes estarão presentes no momento do login a partir de outro dispositivo. Adicionalmente, como nenhum dado é salvo no dispositivo do usuário, caso esse dispositivo seja perdido, há uma chance muito menor de que qualquer dado crítico possa ser recuperado e comprometido.

Arquiteturas de sistema

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As implementações de virtualização de desktop são classificadas com base no fato de o desktop virtual ser executado de forma remota ou local, se o acesso deve ser constante ou se é projetado para ser intermitente, e se o desktop virtual persiste ou não entre as sessões. Normalmente, os produtos de software que oferecem soluções de virtualização de desktop podem combinar implementações locais e remotas em um único produto para fornecer o suporte mais adequado às necessidades específicas. Os graus de funcionalidade independente do dispositivo cliente são necessariamente interdependentes com a localização do servidor e a estratégia de acesso. E a virtualização não é estritamente necessária para que o controle remoto exista. A virtualização é empregada para apresentar instâncias independentes a múltiplos usuários e requer uma segmentação estratégica do servidor hospedeiro e a apresentação em alguma camada da arquitetura do hospedeiro. A camada de ativação — geralmente um software aplicativo — é chamada de hipervisor (hypervisor).[1]

Virtualização de desktop remoto

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As implementações de virtualização de desktop remoto operam em um ambiente de computação cliente-servidor. A execução dos aplicativos ocorre em um sistema operacional remoto que se comunica com o dispositivo cliente local por meio de uma rede, utilizando um protocolo de exibição remota através do qual o usuário interage com as aplicações. Todos os aplicativos e dados utilizados permanecem no sistema remoto, sendo que apenas as informações de exibição, teclado e mouse são comunicadas ao dispositivo cliente local, que pode ser um PC/notebook convencional, um dispositivo cliente magro (thin client), um tablet ou até mesmo um smartphone. Uma implementação comum dessa abordagem envolve a hospedagem de múltiplas instâncias de sistemas operacionais de desktop em uma plataforma de hardware de servidor que executa um hipervisor. Sua iteração mais recente é geralmente referida como Infraestrutura de Desktop Virtual, ou "VDI" (do inglês Virtual Desktop Infrastructure; o termo "VDI" é frequentemente usado de forma incorreta para se referir a qualquer implementação de virtualização de desktop[2]).

A virtualização de desktop remoto é frequentemente utilizada nos seguintes cenários:

  • em ambientes distribuídos com requisitos de alta disponibilidade e onde o suporte técnico local não está prontamente disponível, tais como filiais e ambientes de comércio varejista.
  • em ambientes onde a alta latência da rede prejudica o desempenho das aplicações cliente-servidor convencionais [carece de fontes?]
  • em ambientes onde o acesso remoto e as exigências de segurança de dados criam requisitos conflitantes que podem ser resolvidos mantendo todos os dados (das aplicações) dentro do centro de dados – com apenas as informações de exibição, teclado e mouse sendo comunicadas ao cliente remoto.

Também é utilizada como um meio de fornecer acesso a aplicativos Windows em dispositivos que não utilizam Windows (incluindo tablets, smartphones e PCs ou notebooks baseados em outros sistemas operacionais).

A virtualização de desktop remoto também pode fornecer um meio de compartilhamento de recursos, para distribuir serviços de computação de desktop de baixo custo em ambientes onde fornecer a cada usuário um PC de desktop dedicado é muito caro ou desnecessário.

Para os administradores de TI, isso significa um ambiente de cliente mais centralizado e eficiente, mais fácil de manter e capaz de responder mais rapidamente às necessidades em constante mudança do usuário e do negócio.[3][4]

Virtualização de apresentação

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O software de desktop remoto permite que um usuário acesse aplicativos e dados em um computador remoto através de uma rede usando um protocolo de exibição remota. Um serviço VDI fornece instâncias individuais de sistemas operacionais de desktop (por exemplo, Windows XP, 7, 8.1, 10, etc.) para cada usuário, ao passo que as sessões de desktop remoto são executadas em um único sistema operacional de servidor compartilhado. Tanto as coleções de sessões quanto as máquinas virtuais suportam sessões completas baseadas em desktop e a implantação de aplicativos remotos.[5][6]

O uso de um único sistema operacional de servidor compartilhado, em vez de instâncias individuais de sistemas operacionais de desktop, consome significativamente menos recursos do que o mesmo número de sessões VDI. Ao mesmo tempo, o licenciamento de VDI é mais caro e menos flexível do que as licenças equivalentes de desktop remoto. Juntos, esses fatores podem se combinar para tornar a virtualização baseada em desktop remoto mais atraente do que a VDI.

As implementações de VDI permitem entregar um espaço de trabalho personalizado de volta ao usuário, mantendo todas as customizações feitas por ele. Existem vários métodos para alcançar isso.

Virtualização de aplicativos

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A virtualização de aplicativos melhora a entrega e a compatibilidade das aplicações ao encapsulá-las do sistema operacional subjacente no qual são executadas. Um aplicativo totalmente virtualizado não é instalado no hardware no sentido tradicional. Em vez disso, uma camada de hipervisor intercepta o aplicativo, que em tempo de execução age como se estivesse fazendo a interface com o sistema operacional original e com todos os recursos gerenciados por ele, quando na realidade não está.

Virtualização de usuário

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A virtualização de usuário separa todos os aspectos de software que definem a personalidade de um usuário em um dispositivo do sistema operacional e dos aplicativos, para que sejam gerenciados de forma independente e aplicados a um desktop conforme a necessidade, sem a necessidade de scripts, políticas de grupo (GPOs) ou o uso de perfis móveis (roaming profiles). O termo "virtualização de usuário" pode parecer enganoso; essa tecnologia não se limita a desktops virtuais. A virtualização de usuário pode ser usada independentemente da plataforma – física, virtual, em nuvem, etc. Os principais fornecedores de plataformas de virtualização de desktop, Citrix, Microsoft e VMware, oferecem alguma forma de virtualização de usuário básica em suas plataformas.

Estratificação (layering)

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A estratificação de desktop (ou desktop layering) é um método de virtualização de desktop que divide uma imagem de disco em partes lógicas para serem gerenciadas individualmente. Por exemplo, se todos os membros de um grupo de usuários usam o mesmo sistema operacional, então o SO principal só precisa ser submetido a backup uma vez para todo o ambiente que compartilha essa camada. A estratificação pode ser aplicada a imagens de disco físico locais, máquinas virtuais baseadas no cliente ou desktops baseados no servidor hospedeiro. Os sistemas operacionais Windows não foram projetados para estratificação, portanto, cada fornecedor precisa desenvolver sua própria solução proprietária.

Desktop como um serviço

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A virtualização de desktop remoto também pode ser fornecida por meio da computação em nuvem, de forma semelhante ao que é oferecido em um modelo de software como serviço (SaaS). Essa abordagem é geralmente referida como desktops virtuais hospedados na nuvem. Os desktops virtuais hospedados na nuvem são divididos em duas tecnologias:

  1. VDI gerenciada, que se baseia na tecnologia VDI fornecida como um serviço gerenciado terceirizado, e
  2. Desktop como um serviço (DaaS, do inglês Desktop as a Service), que oferece um nível mais alto de automação e multi-inquilinato (multi-tenancy) real, reduzindo o custo da tecnologia. O provedor de DaaS normalmente assume a responsabilidade total por hospedar e manter a infraestrutura de computação, armazenamento e acesso, bem como as aplicações e licenças de software necessárias para fornecer o serviço de desktop em troca de uma taxa mensal fixa.

Os desktops virtuais hospedados na nuvem podem ser implementados utilizando tanto sistemas baseados em VDI quanto em Serviços de Desktop Remoto (RDS), e podem ser fornecidos por meio de nuvem pública, infraestrutura de nuvem privada e plataformas de nuvem híbrida. As implementações em nuvem privada são comumente chamadas de "VDI gerenciada". As ofertas de nuvem pública tendem a se basear na tecnologia de desktop como um serviço.

Virtualização de desktop local

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As implementações de virtualização de desktop local executam o ambiente de trabalho no dispositivo cliente usando virtualização de hardware ou emulação. Para a virtualização de hardware, dependendo da implementação, podem ser utilizados hipervisores tanto do Tipo I quanto do Tipo II.[7]

A virtualização de desktop local é bem adequada para ambientes onde a conectividade contínua de rede não pode ser garantida e onde os requisitos de recursos das aplicações podem ser melhor atendidos utilizando os recursos do sistema local. No entanto, as implementações de virtualização de desktop local nem sempre permitem que aplicações desenvolvidas para uma arquitetura de sistema sejam executadas em outra. Por exemplo, é possível usar a virtualização de desktop local para executar o Windows 7 sobre o OS X em um Apple Mac baseado em Intel, usando um hipervisor, já que ambos utilizam a mesma arquitetura x86.

Ver também

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Referências

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  1. Rouse, Margaret; Madden, Jack. «Desktop virtualization». TechTarget. Consultado em 3 de janeiro de 2013
  2. Keith Schultz (16 de março de 2012). «Review: V.D.I. without the server connection». InfoWorld. Consultado em 3 de janeiro de 2013. One subset of V.D.I., dubbed client-hosted or offline mode
  3. Baburajan, Rajani (24 de agosto de 2011). «The rising cloud storage market opportunity strengthens vendors». technews.tmcnet.com
  4. Oestreich, Ken (15 de novembro de 2010). «Converged infrastructure». thectoforum.com. Cópia arquivada em 13 de janeiro de 2012[carece de citação para verificar]
  5. «Configuring the R.D. session host server to host RemoteApp programs». 17 de novembro de 2009
  6. «Configuring virtual desktops for RemoteApp and desktop connection». 17 de novembro de 2009
  7. «Desktop virtualization cheat sheet». networkworld.com. Consultado em 17 de março de 2010. Arquivado do original em 27 de fevereiro de 2010

Leitura adicional

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