Walter Zumblick

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Walter Carlos Zumblick
Placa identificatória na sepultura da família Zumblick, cemitério central de Tubarão
Nascimento 17 de abril de 1908
Tubarão
Morte 15 de dezembro de 1989 (81 anos)
Tubarão
Nacionalidade  Brasil
Cidadania Brasil Brasileiro

Walter Carlos Zumblick (Tubarão, 17 de abril de 1908 — Tubarão, 15 de dezembro de 1989) foi um escritor e cronista brasileiro.

Filho de Roberto Zumblick (Alemanha, 4 de abril de 1879 — Tubarão, 28 de outubro de 1943) e de Ida Furghesti (Azambuja, município de Pedras Grandes, 7 de junho de 1883 — Tubarão, 4 de agosto de 1959), descendente de italianos. Irmão do pintor Willy Zumblick. Casou com Siria Souza Pinto em 1933.[1]

A praça central de Tubarão é denominada em sua homenagem. Nesta praça localiza-se o Museu Willy Zumblick, com obras significativas de seu irmão.

Seu nome é lembrado na denominação do Museu Universitário Walter Zumblick, patrimônio da Unisul.

Prefácio do Autor[editar | editar código-fonte]

O prefácio de sua obra "Este meu Tubarão", volume 1, ilustra sua escrita, com o título Página que jamais pensei escrever!:

Há uma despretensiosa história, de colorido mais que íntimo que, inesperadamente, aflorou à garupa deste trabalho.

Por algumas vezes, vi desmoronar as tentativas de imprimir estes subsídios para a história tubaronense, isso desde o ano de 1970.

E, foram tranqueiras de feição monetária e foram obstáculos, até, de dificuldade em adquirir o papel necessário.

Consegui, mesmo assim, meter no prelo os originais dos capítulos que havia selecionado para constituírem o primeiro de uma série de três volumes.

Estava escrito, parece, que tanto esforço e tanta euforia num prenúncio de êxito, de ver a minha história já quase enfiada numa vistosa e sugestiva capa, estavam sob a mira traiçoeira de inesperado.

E, aconteceu aquela catástrofe que foi feita de pavor, de lágrimas, de heroísmos, de casas boiando, como joguetes de pluma pelo lombo revolto das águas assassinas, de gente sendo arrancada de cima dos telhados, de gritos dentro do escuro daquela noite e 24 para 25 de março último e tudo como comparsas armando a maior cheia jamais ocorrida no nosso rio.

E, o roldão das águas, invadindo e destruindo a cidade, atingiu também a oficina gráfica que imprimia este meu livro.

Há no fato, para mim, o dedo invisível e maligno do destino.

Na tragédia que apunhalou Tubarão, eu perdi todo o trabalho, de folhas e folhas já impressas e, o que é mais grave, capítulos inteiros de sua história somente no original.

Entretanto, depois das chuvas, dois milagres eu consegui:

Os rascunhos sumidos na enchente foram, a seguir, num encontro quase impossível, localizados ilesos, em meio ao lodo, permitindo uma inesperada reconstituição de parte deste trabalho.

O segundo milagre deve, também, ser mostrado num reconhecimento respeitoso aos senhores Colombo Machado Salles, governador dos catarinenses, deputado Zany Gonzaga, tabelião Waldemar Salles, bacharel Orlando Bertoldi, escritor Nereu Correa e engenheiro Jacopo Tasso pelo auxílio prestado à impressão, para mim então impossível do meu livro.

A eles, o meu muito obrigado pela ajuda recebida, que dificilmente poderei retribuir e, muito menos saldar!

Março/74

Obras[editar | editar código-fonte]

Referências

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