Warg

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Warg com cavaleiro

Na língua norueguesa antiga, vargr é um termo para "lobo" (em língua inglesa, wolf ou ulfr). Na mitologia nórdica, os wargs se tratam particularmente dos lobos demoníacos: Fenris, Skoll e Hati. Baseado nisto, J.R.R. Tolkien, em suas obras, usou a forma em inglês arcaico warg como referência para uma espécie de lobo especialmente ameaçadora.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

No proto-germânico, wargaz significa "estrangulamento" e por conseguinte "malfeitor, criminoso, pária e excomungado". Varg ainda é no sueco moderno a palavra para "lobo". Em holandês, o glutão é, às vezes, chamado de Warg, embora o nome Veelvraat seja mais comumente usado.

Wargs na obra de Tolkien[editar | editar código-fonte]

Provido do inglês arcaico warg, os Wargs ou Lobos Selvagens são, na mitologia de Tolkien, uma espécie de lobo violento, que habita a Terra Média. Geralmente, são montados pelos Orcs. É provável que tenham descendidos dos lobos de caça da linhagem de Carcharoth da Primeira Era.

O conceito de lobo-equitação dos Orcs aparece primeiramente no The Tale of Tinúviel, uma versão anterior da história de Beren e de Lúthien escrito na década de 1920 e publicado posteriormente como parte da coleção de livros The History of Middle-earth.

Em O Hobbit, os Wargs aparecem duas vezes, na perseguição de Bilbo Bolseiro (ou Bilbo Baggins em inglês e em português europeu), Gandalf e os anões ao leste das Montanhas Sombrias, posteriormente na Batalha dos Cinco Exércitos. E no Senhor dos Anéis, os orcs e não os uruk-hai os utilizaram para fazerem uma emboscada ao povo de Rohan nas colinas.

Warg na obra de George R.R. Martin[editar | editar código-fonte]

Em As Crônicas de Gelo e Fogo, warg é um tipo específico de troca-pele que tem vínculo com lobos portanto é possível criar este vínculo, mas nunca domar realmente um lobo. Na história, wargs são troca-pele mas nem todo troca-pele é warg.

Wargs na mitologia[editar | editar código-fonte]

Wargs são seres que tem uma afinidade com a natureza, assim como druidas, mas, diferente dos mesmos se vinculam com animais, não plantas. Wargs podem ser separados por três raças distintas que tem suas funções, são naturais de florestas e podem comandar animais a sua vontade. Assim como os conhecidos "Leshy", odeiam os humanos pelo seus históricos de caça, destruição a seu povo e animais em geral.

Raças[editar | editar código-fonte]

Selvagem: São como propriamente dito selvagens, ao contrário de seus, digamos, "parentes". Jamais poderiam dominar um animal, pois, como sua característica nominal sugere, eles eram parte animais, como meio lobos, ou cobras (foi desta lenda de Wargs selvagens, mais alguns fatos, que se deu a origem ao conhecido "Lobisomem").

Nobre: Nobres são a raça menos comum, podendo ser difícil de encontra-la é a mais poderosa, possui a capacidade de comandar vários animais com uma unica ordem. Ao contrário dos selvagens, sua feição é essencialmente humana, seus sentidos não são apurados e não tem vínculos com um animal específico.

Plebeu: A raça mais comum, também tem características humanas, seus sentidos não são apurados, na verdade é uma versão fraca do nobre, já que só pode dominar um animal que tenha total vínculo, mas diferente do Nobre e do Selvagem, Plebeus têm a capacidade de "Trocar de Corpo" com seus mascotes, sendo muito úteis em combates.

Moradia[editar | editar código-fonte]

Wargs são criaturas selvagens, mas com certo resquício de civilização. Geralmente, criam vilarejos pequenos em bosques e florestas. Sua política é simples, um nobre governa até outro nobre matá-lo em um duelo.

Selvagens têm um estilo de vida divergente dos demais, moram em covas e florestas, odeiam pessoas, e são completamente independentes, não há líder, não há vilarejo, são só ele e familiares.

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