Wilson Toni

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Wilson Toni
Nome completo José Wilson Toni
Nascimento 7 de fevereiro de 1953 (64 anos)
Ribeirão Preto, SP
Morte 2 de dezembro de 2005
Ribeirão Preto, SP
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Ocupação Jornalista, radialista, político, advogado, apresentador e professor

José Wilson Toni, mais conhecido como Wilson Toni (Ribeirão Preto, 7 de fevereiro de 1953 — Ribeirão Preto, 2 de dezembro de 2005) foi um jornalista, radialista, político, advogado, professor, que se tornou, também, apresentador de TV. Exerceu os cargos públicos de vereador, Secretário de Estado e Deputado Estadual.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascimento[editar | editar código-fonte]

Natural de Ribeirão Preto, José Wilson Toni nasceu em 7 de fevereiro de 1953 na Vila Tibério.

Carreira e vida política[editar | editar código-fonte]

Conhecido como um dos principais profissionais da comunicação ribeirãopretana, trilhou como poucos profissionais da imprensa os caminhos do jornalismo atuante, sério e vibrante.

Graças a sua competência e seriedade nas suas destacadas reportagens, Wilson Toni conquistou o Prêmio Wladimir Herzog de Jornalismo em 1982, pela matéria sobre mortes por doenças torácicas, especialmente, os casos de pneumonia.

Com a repercussão do seu trabalho, aliado ao estilo combativo, Wilson Toni ganhou notoriedade e se destacou de tal maneira na cidade de Ribeirão Preto que acabou se elegendo, em 1982, pelo PTB, o vereador mais votado da cidade. Ao término do mandato, com a aprovação maciça da população, Wilson Toni foi eleito Deputado Estadual, ratificando a fama de bom de voto.

Em 1984, voltou a vencer o Prêmio Wladimir Herzog, considerado o mais importante da América Latina, com a reportagem sobre a violência policial na cidade de Ribeirão Preto.

Com a sua destacada atuação na esfera política, o jornalista Wilson Toni foi alçado a condição de Secretário de Estado no Governo Orestes Quércia, ao assumir a Secretaria de Promoção Social e Trabalho, onde permaneceu de 1988 a 1990.

Em 1989, voltou a ser premiado com o Prêmio Wladimir Herzog, ao publicar a reportagem sobre o processo da favelização nos centros urbanos, na qual discorreu com rara competência sobre os problemas aflitivos enfrentados pelas grandes capitais brasileiras.

Com o término da missão na secretaria no Governo Estadual, retornou a Ribeirão Preto e reassumiu a cátedra como professor universitário na Universidade de Ribeirão Preto, onde há mais de 20 anos deu aulas de Direito Administrativo e rádio-jornalismo, sempre com devotada dedicação e profissionalismo.

Últimos anos[editar | editar código-fonte]

Editava o jornal Clube Verdade, diariamente, e apresentava, ainda, um programa, também diário, chamado, também, Clube Verdade, que ia ao ar de manhã na Rádio Clube AM, e na hora do almoço na TV Clube.

Pode-se afirmar que Wilson Toni foi um dos maiores comunicadores do Rádio ribeirãopretana, sendo que o seu programa Clube Verdade, na Rádio Clube AM, tinha 80% da audiência na região, com os ouvintes participando ativamente, ligando para a Rádio e apresentando as suas reclamações.

Falecimento[editar | editar código-fonte]

Wilson Toni foi internado no hospital São Lucas no dia 6 de novembro de 2005, onde se submeteu a um tratamento quimioterápico, para tratar de dois tumores no cérebro. Toni teve os tumores controlados com o tratamento, mas o quadro dele voltou a se agravar na noite do dia 1 de dezembro, por volta de 23h15, quando Toni teve que ser levado ao CTI (Centro de Tratamento Intensivo), após uma parada cardiorrespiratória.

Wilson Toni não resistiu, e veio a falecer, vítima de tumor cerebral e falência múltiplas dos órgãos, as 16h50 do dia 2 de dezembro de 2005.

Velório e enterro[editar | editar código-fonte]

O corpo do jornalista chegou a noite, por volta das 22 horas, à Câmara Municipal de Ribeirão Preto, acompanhado por parentes, amigos e centenas de populares. Ali, o corpo de Toni foi velado.

Wilson Toni foi enterrado as 14h, do dia 3 de dezembro de 2005, no Cemitério da Saudade, em Ribeirão Preto.

O velório e o enterro de Toni parou Ribeirão Preto. Muitos populares foram acompanhar o momento solene.

Luto oficial[editar | editar código-fonte]

Ao tomar conhecimento do falecimento de Wilson Toni, o então prefeito de Ribeirão Preto, Welson Gasparini, decretou luto oficial de três dias no município.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

ANO PRÊMIO MOTIVO
1982 Prêmio Wladimir Herzog de Jornalismo Matéria sobre mortes por doenças torácicas, especialmente, os casos de pneumonia
1984 Prêmio Wladimir Herzog de Jornalismo Reportagem sobre a violência policial na cidade de Ribeirão Preto
1989 Prêmio Wladimir Herzog de Jornalismo Reportagem sobre o processo da favelização nos centros urbanos, na qual discorreu com rara competência sobre os problemas aflitivos enfrentados pelas grandes capitais brasileiras.