António da Silva Monteiro

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Conde da Silva Monteiro

António da Silva Monteiro, o Conde da Silva Monteiro, (Lordelo do Ouro 16 de agosto de 182215 de janeiro de 1885) foi um nobre português. Recebeu o título de conde em 22 de dezembro de 1875 com decreto de Dom Luís I, rei de Portugal.

Filho de pais comerciantes, emigrou ainda jovem para o Brasil, e na cidade do Rio de Janeiro tornou-se próspero capitalista e negociante, proprietário de importante casa comercial que ainda estava em atividade no tempo de sua morte, mesmo ele tendo retornado a residir em Portugal.

No retorno a sua terra, o "seu coração compassivo e seu animo generoso, não ficaram inertes" quando sua ajuda filantrópica foi requisitada, e desta maneira contribuiu para a criação das escolas primárias das freguesias de Lordelo do Ouro e de Miragaia.

Por ocasião da Guerra Franco-Prussiana, impulsionou com sua iniciativa a festa do Palácio de Cristal, em benefícios dos feridos desta campanha, e mais tarde tratando da organização da junta central de ajuda aos flagelados da enchente de 1877, prestou na qualidade de vice-presidente, assinalados serviços e contribuiu com a quantia de 200$000 réis para a subscrição que promoveu.

Foi presidente da Associação dos Bombeiros Voluntários e da Associação Comercial. Vice-Presidente da Camara Municipal do Porto de 1876 a 1877, assumindo a presidência nas ausências do titular. Foi presidente da Sociedade Palácio de Cristal. Teve seu nome associado a diversas empresas e emprrendimentos como a Companhia do Caminho de Ferro a Póvoa, Tanoaria a Vapor, Fábrica de Papel de Ruães, dentre outras. Foi um grande incentivador dos projetos do Porto de Leixões e do Caminho de Ferro para Salamanca.

Amador apaixonado por horticultura e jardinagem, possuia na grande e graciosa estufa de ferro e vidro, construída pela fundição de Massarelos, na sua quinta da Lavandeira, em Vila Nova de Gaya, uma preciosa e variada coleção de plantas. Nas exposições do Palácio de Cristal foi diversas expositor premiado.

Sua casa na Rua da Restauração era mobiliada com a suntuosidade que sua fortuna permitia. Era considerada verdadeira "maravilha" uma das salas "ornamentada com mobílias, estofos e porcelanas da China" de grande preço e "delicadíssimo gosto".

Era Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, Comendador da Ordem da Conçeição.

Faleceu inesperadamente, de uma hepatite complicada, apesar de pouco tempo ter estado doente, e por ocasião de seu sepultamento, manifestou-se a Família Real Portuguêsa e grande parte de representantes das diversas classes sociais.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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