Aparelho (política)

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O entrismo é a estratégia política na qual uma organização ou estado encoraja os seus membros ou apoiantes a filiarem-se noutra organização política, normalmente de maior dimensão com o objectivo de expandir a sua influência, ideias e programa político. Em situações onde a organização política penetrada é hostil ao entrismo, os entristas podem utilizar subterfúgios para esconder o facto de que pertencem a outra organização.

Aparelho, no contexto da ditadura militar no Brasil, referia-se a um local (apartamento ou casa) usado como refúgio por uma "célula" (grupo de ativistas) de organização política clandestina e servindo também para a realização de reuniões, guarda de material de propaganda, dinheiro, armas, etc.[1] Cada célula era hierarquicamente organizada, dotada de comando próprio (mais ou menos autônomo) e integrada à hierarquia do partido ou organização clandestina do qual fazia parte.[2]

Atualmente, o termo "aparelhamento" aplica-se à tomada de controle de órgãos ou setores da administração pública por representantes de grupo de interesses corporativos ou partidários, mediante a ocupação de postos estratégicos das organizações do Estado, de modo a colocá-las a serviço dos interesses do grupo. [3]

Referências

  1. Santa Teresa: um espaço de refúgio. Por Thatiana Amaral de Barcelos.
  2. A grande repressão de 1932 em São Paulo. Por Marcos Tarcisio Florindo. Revista Brasileira de História & Ciências Sociais, vol. 4 nº 8, dezembro de 2012.
  3. Dicionário Houaiss: "aparelhamento".


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