Axé

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O termo "axé" (de àse, termo iorubá que significa, "energia", "poder", "força") pode se referir tanto aos assentamentos de orixás que ficam nos pejis (altares de candomblé), quanto à força mágica que sustenta os terreiros de candomblé.[1]

Uso do termo na capoeira[editar | editar código-fonte]

Na capoeira, "axé" representa força, ânimo e energia. Uma roda de capoeira cheia de axé é uma roda animada e alegre. Como a maior parte dos praticantes da capoeira da atualidade não é adepta do candomblé, a palavra, no contexto da capoeira, perdeu o âmbito sobrenatural e místico que tem no candomblé. Algumas vezes, a palavra "axé" pode ser utilizada como uma saudação, um cumprimento através do qual se desejam, ao próximo, coisas boas, força, ânimo e energia.[carece de fontes?]

O axé na ritualística do candomblé[editar | editar código-fonte]

No ritual original do candomblé, há duas partes: a preparação, que começa uma semana antes de cada festa, com muita gente na casa lavando, passando, cozinhando, limpando e enfeitando. Quando se entra no barracão e se veem as bandeirinhas no teto da cor do orixá que está sendo homenageado, é preciso lembrar que alguém teve que comprar, cortar e colar as bandeirinhas e colocá-las no lugar para que o barracão ficasse bonito. Durante a semana, diversas obrigações são feitas, de acordo com a determinação do jogo de búzios; animais são sacrificados a Exus, Eguns e aos orixás homenageados (revigorando o axé). Os animais têm que ser limpos e preparados por alguém, pois será servido uma parte (axé) para os orixás e outra parte para todos os presentes na festa.

Na parte pública da festa, os filhos de santo (iniciados) dançam e entram em transe com seu orixá. O babalorixá evoca cantigas que lembram os feitos do orixá e este executa uma dança simbólica recordando seus atributos. A cerimônia termina com um banquete onde será distribuído o axé em forma de alimento entre todos os presentes. A manutenção da oralidade em algumas religiões afro-brasileiras é fundamental.

Mesmo fazendo-se uso da escrita, a oralidade não poderá ser abandonada, uma vez que o axé também é transmitido através da palavra, do hálito e da saliva; portanto, o silêncio nas casas de candomblé e outras religiões afro-brasileiras é imprescindível. A palavra tem força dinâmica: dependendo do momento em que for pronunciada, a palavra pode ter a sua força sagrada ampliada.[carece de fontes?]

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 209.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]