Batalhão de Operações Policiais Especiais (PMERJ)

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BOPE
Batalhão de Operações Policiais Especiais
Unidade federativa Rio de Janeiro
Corporação PMERJ
Sede da unidade Rio de Janeiro
Data de criação 1978
Subordinação Cmdo UOpE
Contato
Bairro: Laranjeiras
http://www.boperj.org/


O Batalhão de Operações Especiais (BOPE) é uma força de operações especiais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

É uma unidade especializada em patrulhas, progressões e combates em ambientes confinados e restritos. É considerada uma das mais eficientes tropas de combate urbano do mundo. Atua em operações de risco extremo, seja em patrulhamento em locais de alto risco, combates em locais de difícil acesso, operações em montanha, ocorrências com reféns localizados, ocorrências envolvendo explosivos, incursões em favelas e situações de confronto com traficantes de drogas.

Índice

[editar] História

O BOPE foi criado em 19 de janeiro de 1978, como Núcleo da Companhia de Operações Especiais (NuCOE), através de um projeto elaborado e apresentado à época, pelo então Capitão PM Paulo Cesar Amendola de Souza ao Comandante-Geral da PMERJ, Coronel do EB Mário José Sotero de Menezes. Em 1982 foi elevado à categoria de Companhia de Operações Especiais (COE). Mudando pouco depois de denominação em 1984, para Núcleo da Companhia Independente de Operações Especiais (NuCIOE). Em 1988 ganhou autonomia administrativa, para Companhia Independente de Operações Especiais (CIOE). Em 1991 foi transformado em Batalhão, mantendo-se ainda aquartelado no Regimento Marechal Caetano de Farias, sede do Batalhão de Polícia de Choque, entre outras unidades policiais.

No ano de 2000 ganhou instalações próprias, localizadas no Morro do Pereirão, no bairro de Laranjeiras, na zona sul da capital fluminense.


O Caveirão

Policiais Militares do BOPE e da CIP: cães em treinamento de resgate de reféns.

O BOPE possui veículos blindados, popularmente conhecidos como "Caveirões", utilizados, principalmente, em operações onde há conflitos com narco-traficantes que empregam armamento pesado. Os blindados têm capacidade para uma guarnição de 12 homens, e não possuem armamento próprio, sendo o seu poder de fogo constituído pelas armas da própria guarnição. O chassi utilizado nos veículos é o mesmo encontrado no caminhão Ford Cargo 815, considerado inadequado por especialistas, uma vez que o peso do veículo, com a guarnição completa, supera as 8 toneladas de peso bruto para a qual o chassi foi projetado.

A principal finalidade dos veículos blindados é proteger a vida dos elementos da guarnição e romper as barreiras físicas utilizadas pelo narco-tráfico. Os blindados são essenciais ainda no apoio ao resgate de unidades policiais encurraladas e na remoção de feridos dos cenários de confronto.

Atualmente, a Polícia Militar conta com 12 viaturas desse tipo, inclusive em outros batalhões. A blindagem do veículo "Caveirão" suporta fortes disparos, como os de fuzil 7.62, metralhadoras e submetralhadoras.

[editar] Armamento

Policiais Militares do BOPE em treinamento.

Devido às exigências de sua atuação em situações especiais, é disponibilizado um armamento diferenciado aos policiais que servem no BOPE, como exemplo:


  • Fuzil FAL calibre 7.62x51, fabricado pela IMBEL
  • Fuzil Para-FAL calibre 7.62x51, fabricado pela IMBEL
  • Fuzil Colt M16 (hoje, rebatizado como M4 Commando)
  • Fuzil Colt M4A1 calibre 5.56x45
  • Fuzil HK 33 calibre 5.56x45
  • Fuzil HK G3 calibre 7.62x51
  • Fuzil HK PSG1
  • Fuzil HK 47
  • Fuzil-metralhadora Madsen calibre 7.62x51 com bipé (arma antiga, com carregador curvo montado sobre a caixa)
  • Carabina M1 calibre .30
  • Espingarda Benelli M3 (modelo Pump-action)
  • Pistola Taurus PT 92 calibre 9mm
  • Pistola Taurus PT 100 calibre .40
  • Submetralhadoras HK MP5 A2 e MP5K calibre 9mm
  • Submetralhadora FN P90 calibre 5.7x28
  • Metralhadora leve HK21 A1 calibre 7.62x51
  • Explosivos de uso militar

[editar] Ingresso

Para ingressar no BOPE, o candidato deve ser policial militar da PMERJ a pelo menos dois anos, possuir excelente condicionamento físico, assim como ser aprovado nas avaliações física, médica e psicológica. São oferecidas duas modalidades de curso, para as duas atribuições da unidade:

  • Curso de Operações Especiais (COEsp), com duração de três a seis meses, visando preparar o policial para intervenções em áreas de conflito e direcionado ao resgate de reféns.
  • Curso de Ações Táticas (CAT), com duração de cinco semanas, que é uma síntese do curso de operações especiais.

[editar] O filme

O filme, do cineasta José Padilha, baseado no livro Elite da Tropa de autoria dos integrantes do BOPE André Batista e Rodrigo Pimentel, em parceria com o antropólogo Luiz Eduardo Soares, inspirado nas ações do BOPE, estreou nos cinemas brasileiros em 12 de outubro de 2007.

Ver artigo principal: Tropa de Elite (filme)

[editar] Reputação

No documentário "Wardogs" (2005), é mostrado um membro da Guarda Nacional dos Estados Unidos, ali identificado como Bain Serna, que teria passado por um treinamento de cinco semanas ao batalhão. Após o lançamento do documentário, Serna declarou a um jornal do Texas: "É a melhor equipe de combate urbano do mundo. Nossas tropas no Iraque deveriam aprender com o BOPE". Um projeto americano sobre execuções extrajudiciais da Universidade de Direito de Nova York, por outro lado, acusou o BOPE de matar quatro adolescentes sob a alegação infundada de serem criminosos que resistiram à prisão. O BOPE foi acusado de forjar evidências de crimes que não ocorreram. A Anistia Internacional também condenou os métodos utilizados pelo BOPE, especificamente o uso do "Caveirão", e atribuiu um grande número de mortes de inocentes ao batalhão. Segundo o jornal New York Times, à época referida no filme "Tropa de Elite", o BOPE possuía 120 membros e era considerado "O céu para os policiais honestos do Rio de Janeiro". Hoje em dia, a unidade cresceu, incorporando mais de 400 homens, e a sua fama de incorruptível continua inabalável. Os críticos apontam ainda como desastrosa a sua atuação durante o sequestro do ônibus 174 no Rio de Janeiro onde, devido a imperícia de alguns, a professora Geisa Gonçalves acabou morta. O sequestrador, Sandro Barbosa do Nascimento, morreu sob circunstâncias suspeitas, ainda sob a guarda policial.


[editar] Ver também


[editar] Ligações externas


Notas


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