Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro

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Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro
Brasão PMRJ.PNG
Brasão da PMERJ
País  Brasil
Estado  Rio de Janeiro
Corporação Polícia Militar
Subordinação Secretaria Estadual de Segurança
Missão Policiamento ostensivo e manutenção da ordem pública
Sigla PMERJ
Criação 13 de maio de 1809 (205 anos)
Aniversários 13 de maio de 1809 e
14 de abril de 1835
Patrono Tiradentes
Marcha Canção do Policial Militar
Lema Servir e Proteger
Cores Azul-ferrete, Vermelho e Amarelo (dourado)
Mascote Cão "Bruto"
História
Guerras/batalhas Dia do Fico e Rebelião da Divisão Auxiliadora (1822)
Revolta dos Mercenários (1828)
Rebelião de Miguel de Frias (1832)
Intentona do Barão de Büllow (1832)
Pacificação de Santa Catarina (1837)
Guerra dos Farrapos (1839)
Revolução Liberal de 1842
Questão Christie (1862)
Guerra do Paraguai
Revolta do Quebra-Quilos (1872)
Revolta do Vintém (1879/1880)
Proclamação da República
Revolta da Armada
Revolta da Vacina
Primavera de Sangue (1909)
Revolta dos 18 do Forte
Revolução de 1930
Revolução de 1932
Intentona Comunista (1935)
Golpe do Estado Novo (1937)
Levantes Integralistas (1938)
Força Expedicionária Brasileira (1942-1945)
Golpe Militar de 1964
Logística
Efetivo 52.000 Policiais Militares
Comando
Comandante Coronel PM José Luís Castro Menezes
Sede
Guarnição Rio de Janeiro
Bairro Centro
Endereço Rua Evaristo da Veiga, 79
Internet https://www.facebook.com/groups/policiamilitarrj/

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) tem por função primordial o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública fluminense, sendo uma das forças militares deste estado brasileiro.

Para fins de organização é uma força auxiliar e reserva do Exército Brasileiro, assim como suas co-irmãs e integra o Sistema de Segurança Pública e Defesa Social brasileiro e está subordinada ao Governo do Estado do Rio de Janeiro através da Secretaria Estadual de Segurança (SESeg).

Seus integrantes são denominados militares estaduais (artigo 42 da CRFB), assim como os membros do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ).


Histórico[editar | editar código-fonte]

A Guarda Real de Polícia

No início do século XIX, como consequência da campanha Napolêonica de conquista do continente europeu, a Família Real portuguesa, juntamente com sua corte, decidem se mudar para o Brasil. Aqui chegando, a Corte instalou-se na cidade do Rio de Janeiro iniciando a reorganização do Estado no dia 11 de março de 1808, com a nomeação de ministros.

A segurança pública, na época, era executada pelos chamados "quadrilheiros", grupo formado pelo reino português para patrulhar as cidades e vilas daquele país, e que foi estendido ao Brasil colonial. Eles eram responsáveis pelo policiamento das 75 ruas e alamedas da cidade do Rio. Com a chegada dessa "nova população", os quadrilheiros não eram mais suficientes para fazer a proteção da Corte, então com cerca de 60.000 pessoas, sendo mais da metade escravos.

Em 13 de maio de 1809, dia do aniversário do Príncipe Regente, D. João VI criou a Divisão Militar da Guarda Real da Polícia da Corte (DMGRP). A DMGRP inicialmente foi formada por 218 guardas e era composta por um Estado-Maior, 3 companhias de Infantaria e uma companhia de Cavalaria. Seu primeiro comandante foi José Maria Rebello de Andrade Vasconcellos e Souza, ex-capitão da Guarda portuguesa. O mais famoso dos seus comandantes, porém, foi o terceiro: um brasileiro nato, o major de Milícias Miguel Nunes Vidigal, que inclusive é citado no livro "Memórias de um Sargento de Milícias". A DMGRP usava armas e trajes idênticos aos da Guarda Real da Polícia de Lisboa. A Guarda Real de Polícia de Lisboa (força policial-militar criada pelo principe regente D. João em dezembro de 1801), era inspirada na Gendarmerie Nationale francesa.

A Guarda Real de Polícia, como ficou primeiramente conhecida a PMERJ, teve participação decisiva em momentos importantes da história brasileira como, por exemplo, na Independência do país. Em 25 de abril de 1821, D. João VI é forçado a retornar para Portugal. Porém, seu filho, o príncipe D. Pedro, permanece no Brasil. As Cortes de Lisboa, que haviam obrigado o retorno de D. João VI, determinam o imediato retorno de D. Pedro para Portugal. As elites brasileiras, ante isto, promovem um abaixo assinado, cujo movimento entra para a história como Dia do Fico: em 9 de janeiro de 1822, a população é conclamada a dirigir-se à uma residência no centro do Rio de Janeiro e assinar um manifesto pela permanência de D. Pedro. Ante tal ato, o brigadeiro Jorge Avilez, comandante da Divisão Auxiliadora, força de ocupação portuguesa, determina que integrantes daquela força impecam a realização do ato. Em represália, Miguel Nunes Vidigal determina que as tropas da Guarda Real da Polícia garantam o abaixo assinado e depois escoltem o manifesto até o Paço, para ser entregue ao Príncipe D. Pedro. Ao receber o manifesto, D. Pedro comovido anuncia a sua permanência no Brasil.

A represália vem no dia seguinte, com a rebelião da Divisão Auxiliadora. Esta força, ocupa o Morro do Castelo e ameaça bombardear a cidade, caso D. Pedro não embarque imediatamente para Portugal. A reação se faz imediata: sob o comando do brigadeiro Xavier Curado, tropas fiéis ao príncipe e alinhadas com o desejo de independência, incluindo aí a GRP, reforçadas com populares armados, cercam a Divisão Auxiliadora. Inferiorizado em homens e munições e com pouca água, Avilez se rende, sendo ele e a sua tropa expulsos do país. Têm início as articulações políticas para tornar o Brasil um país independente, que produzem o seu resultado em 7 de setembro de 1822. A corporação, por aclamação popular, passa a se chamar de Guarda Imperial de Polícia, sendo porém negado a mesma a dignidade de ostentar o pavilhão imperial, ao que esta vai perdendo o prestígio que tivera nos tempos de D. João VI.

Em 13 de julho de 1831, um levante de duas companhias da Corporação, em conjunto com o 26º Batalhão de Caçadores do Exército Imperial, traz grandes transtornos à ordem pública e se transforma numa séria ameaça política. Quatro dias depois, a Corporação é extinta, sendo recriada em 10 de outubro do mesmo ano, com o nome de Corpo de Guardas Municipais Permanentes ante a constatação de que a instituição era indispensável à sociedade. Em 1832, assume o Comando da Corporação o recém-promovido Tenente Coronel Luis Alves de Lima e Silva, o futuro Duque de Caxias. É o primeiro comando militar do futuro Patrono do Exército. Durante sete anos - até 20 de dezembro de 1839, Caxias irá participar de diversas campanhas de repressão a rebeliões empregando os "Permanentes": Rebelião de Miguel de Frias[1] - nesta Caxias junta-se aos "Permanentes" voluntariamente, para logo após se tornar o seu primeiro subcomandante - e ainda: a intentona do Barão de Büllow, em 1832, a pacificação de Santa Catarina, em 1837, a ocupação da região de Paty do Alferes, quando da Rebelião de Manoel Congo, em 1838 - que marca a primeira vez em que forças policiais militares da capital imperial e da província do Rio de Janeiro atuaram em conjunto - e até da Revolta dos Farrapos, em 1839. Em 1842, ambas instituições voltarão a lutar juntas sob o comando de Caxias, compondo as tropas Imperiais que reprimem as Rebeliões Liberais de 1842 em São Paulo e Minas Gerais, onde o Corpo Municipal Permanente da Corte se destaca pela bravura, sendo condecorado com a Bandeira Imperial pelo Imperador D. Pedro II.

A Guarda Policial da Província fluminense
João Nepomuceno Castrioto, 1º Comandante-Geral da PMRJ.

Com a criação do Município Neutro da Corte (atual área do município do Rio de Janeiro) por meio do Ato Adicional de 12 de agosto de 1834, foi criada, em 14 de abril do ano seguinte, na província, outra força policial denominada Guarda Policial da Província do Rio de Janeiro, por meio da lei provincial nº 16, promulgada pelo então presidente Dr. Joaquim José Rodrigues Torres com sede na cidade de Niterói (então capital fluminense), responsável pela área atual do interior e da baixada do atual Estado do Rio de Janeiro, que recebeu a alcunha de "Treme-Terra", uma alusão a força e a coragem demonstrada pelos membros daquela Corporação. Seu primeiro comandante foi o Capitão João Nepomuceno Castrioto[2] . Por diversas vezes encontrou-se em combate lado-a-lado com sua co-irmã do Município da Corte, com a qual, anos mais tarde, viria formar a atual PMERJ, como nas Revoltas Liberais de 1842, quando combateu nas províncias de Minas Gerais e São Paulo e contenção de revoltas de escravos entre outras insurreições armadas Brasil afora.

A Guerra do Paraguai

Outro fato histórico que teve participação importante da Polícia Militar fluminense foi o conflito iniciado em 1865 contra o Paraguai. O Brasil formou com Uruguai e a Argentina a chamada Tríplice Aliança.

Na época, como o país não dispunha de um contingente militar suficiente para combater os cerca de 80 mil soldados paraguaios, o governo imperial se viu forçado, então, a criar os chamados "Corpos de Voluntários da Pátria". Em 10 de julho daquele ano, partiram 510 oficiais e praças do Quartel dos Barbonos da Corte, local onde hoje está o situado Quartel General da Polícia Militar. A este grupo foi dado o nome de "31º Corpo de Voluntários da Pátria". Neste contexto surge o mascote da Corporação: o cão Bruto. Este animal era um cão de rua, que certo dia adentrou no Quartel dos Barbonos e virou mascote da tropa. Quando toda a Infantaria do Corpo seguiu para a Guerra do Paraguai, Bruto seguiu a tropa e embarcou junto com eles. Participou ativamente dos combates, e apesar de ferido, retornou com a tropa. Morreu no Rio de Janeiro, envenenado. Os praças da Corporação mandaram empalhar o seu corpo que está em exposição no Museu da Corporação, no Centro do Rio de Janeiro.

A parte da polícia que cuidava da então província do Rio de Janeiro, a exemplo do que aconteceu na Corte, também enviou contingente de 510 homens à Guerra do Paraguai, sob a designação de "12º Corpo de Voluntários da Pátria", sob o comando do Tenente-Coronel João José de Brito, a qual partiu para o teatro de operações em 18 de fevereiro de 1865. Os feitos heróicos deste corpo de voluntários chegou ao ponto do governo argentino ter criado uma medalha em sua homenagem, cuja utilização foi permitida pelo aviso nº 542 do Exército brasileiro, em 4 de abril de 1867. Inobstante isto, o 12º CVP foi dizimado na guerra, sendo os seus sobreviventes empregados - juntamente com integrantes de outros Corpos de Voluntários - para compor o 44º CVP. Este Corpo de Voluntários, sob o Comando do então Major Floriano Peixoto, em heroica carga, capturou uma bateria de canhões inimigos.

A participação dos CVPs foi de grande importância em todas as batalhas das quais tomou parte: Tuiuti, Curupaiti, Humaitá, Estero Bellaco, Estabelecimento, Surubií, Lomas Valentinas, Itapiru, Angostura, Avaí e Cerro Corá.

A República

Durante a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, a PMERJ foi a única Corporação policial a se fazer presente naquele momento, com suas tropas estacionadas no Campo de Santana, onde ficava a residência do monarca Dom Pedro II. Naquele momento histórico, assumiu a chefia do governo fluminense Francisco Vítor da Fonseca e Silva, então comandante do Corpo Policial da Província, sendo o primeiro governante republicano do estado do Rio.

Nas décadas seguintes, a PMERJ viu-se envolvida, seja por ser a força policial da capital federal ou de um dos principais estados brasileiros, nos diversos aos conflitos políticos e sociais estaduais que apareceram pelo país, onde foi empregada, sozinha ou como corpo auxiliar do Exército. Nesse contexto entram as Revoltas da Armada e da Vacina, as Revoluções de 1930, Constitucionalista de 1932, entre outros movimentos.

Em 1942, com o estado de guerra entre o Brasil e a Alemanha, o governo brasileiro se prepara para enviar à Europa uma Divisão de Infantaria Expedicionária. No afã de recompletar seus quadros, o Exército recebe praças graduados da PMDF para recompletar suas unidades que estavam com efetivo de paz (somente 1/3 do efetivo). Entre os policiais militares que são transferidos para a FEB, está o 3º Sargento Max Wolff Filho, que vem a falecer em combate na Itália, já como 2º Sargento.

Em 1960, a capital do país foi transferida para Brasília e a cidade do Rio de Janeiro, antigo Distrito Federal, passou a ter o nome de estado da Guanabara. A instituição, que naquela cidade era denominada Polícia Militar do Distrito Federal, passou a ser chamada Polícia Militar do Estado da Guanabara (PMEG).

Fusão dos Estados do Rio e da Guanabara

No restante do estado, a corporação ganhou o nome de Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro já no ano de 1920, porém com o acrônimo PMRJ. Em 1974, o Governo Federal decide reunir os dois estados através da Lei Complementar nº 20, que determinava a fusão do Rio de Janeiro e da Guanabara em 15 de março de 1975. Ainda segundo essa lei, a nova unidade da federação receberia o nome de Estado do Rio de Janeiro e, consequentemente, fundir-se-iam as duas Corporações policiais-militares. Surgiu então a corporação assim como a conhecemos hoje, com seu Quartel-General no antigo Quartel dos Barbonos, no Centro da cidade do Rio de Janeiro.

Na década de 1980, assume o comando da Corporação o coronel Carlos Magno Nazareth Cerqueira, oficial culto e professo defensor dos Direitos Humanos. Ele esboça a primeira tentativa de mudança dos paradigmas operacionais da `Polícia Militar, buscando conduzi-la para uma visão mais democrática, apagando a formação de força repressora com que fora caracterizada ao longo de dois governos de exceção: o "Estado Novo" e os "Anos de Chumbo". Graças aos esforços do coronel Cerqueira, doutrinas e programas que hoje são corriqueiros, como o PROERD e a filosofia de Policiamento Comunitário, tornam-se lugar presente na PMERJ e espalham-se para outras Polícias Militares.

Em toda sua história, a PMERJ já teve seis diferentes nomes na área do antigo Estado do Rio de Janeiro:

  • Guarda Policial da Província do Rio de Janeiro - 1835
  • Corpo Policial da Província do Rio de Janeiro - 1844
  • Corpo Policial Provisório da Província do Rio de Janeiro - 1865
  • Força Militar do Estado do Rio de Janeiro - 1889
  • Força Pública do Estado do Rio de Janeiro - 1920
  • Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro - 1947

E doze diferentes nomes na área da atual capital fluminense:

  • Divisão Militar da Guarda Real de Polícia - 1809
  • Corpo de Guardas Municipais Permanentes - 1831
  • Corpo Municipal Permanente da Corte - 1842
  • Corpo Policial da Corte - 1858
  • Corpo Militar de Polícia da Corte - 1866
  • Corpo Militar de Polícia do Município Neutro - 1889
  • Regimento Policial da Capital Federal - 1890
  • Brigada Policial da Capital Federal - 1890
  • Força Policial do Distrito Federal - 1905
  • Brigada Policial do Distrito Federal - 1911
  • Polícia Militar do Distrito Federal - 1920
  • Polícia Militar do Estado da Guanabara - 1960

Hoje a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro tem mais de 43500 homens espalhados pelo estado em 41 Batalhões que fazem o policiamento ostensivo ordinário e outras unidades operacionais especiais sob 9 Comandos Intermediários (Cmdo Itrm), além de outras unidades médico-hospitalares, educacionais e administrativas.

Cabe destacar o papel desempenhado por militares da PMERJ, ao longo da década de 1990 e neste início de século XXI, em operações sob as ordens das Nações Unidas, em cooperação com o Exército Brasileiro em Angola, Moçambique, Timor-Leste, Sudão e no Haiti, em forças de estabilização e de paz.

Atribuições[editar | editar código-fonte]

As atribuições constitucionais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) estão previstas no § 5º do art. 144 da Constituição Federal: “às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública”.

Além disso, a PMERJ também atua efetivamente:

  • No combate ao crime organizado, através de operações para a captura de criminosos ou apreensão de armas, drogas ou contrabando.
  • No atendimento direto à população, ajudando no transporte de doentes, na orientação de pessoas em dificuldades, na intervenção de disputas domésticas, no encaminhamento da população carente aos órgãos responsáveis por problemas de saneamento, habitação.
  • No policiamento especializado em áreas turísticas, estádios, grandes eventos e festas populares.
  • No controle e orientação do trânsito, mediante convênios com as prefeituras.
  • Na fiscalização e controle da frota de veículos, em ações integradas com outros órgãos públicos.
  • Na preservação da flora, da fauna e do meio ambiente, através de batalhão especializado.
  • No serviço de segurança externo das unidades prisionais e na escolta de presos de alta periculosidade.
  • No serviço de segurança de Fóruns de Justiça em municípios de todo o Estado.
  • No apoio a oficiais de Justiça em situações de reintegração de posse e outras determinações judiciais com risco.
  • Na segurança de autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.
  • Na segurança de testemunhas e pessoas sob ameaça.
  • No apoio a órgãos públicos, estaduais e municipais, em atividades como ações junto à população de rua e trato com crianças e adolescentes em situação de risco social.

Comandos Intermediários[editar | editar código-fonte]

Mapa dos Comandos de Policiamento de Área

Com o intuito de descentralizar as ações do Comando-Geral da PMERJ, existem comandos intermediários chamados de Comando de Policiamento de Área (CPA), que ficam responsáveis pela organização e mobilização do policiamento em cada região do estado do Rio de Janeiro, adaptando a PM às realidades locais.

A exceção a essa regra fica com o Comando de Policiamento Pacificador (CPP), que tem sob seu controle os grupamentos e as Unidades de Polícia Pacificadora que policiam áreas carentes da capital do estado e da cidade de Niterói, o Comando de Policiamento Especializado (CPE), ao qual estão subordinados as unidades de policiamento especializado, o Comando de Operações Especiais (COE), ao qual se subordinam as unidades de operações especiais, e o Comando de Policiamento Ambiental (CPAm), responsável pela coordenação do policiamento nas unidades de proteção ambiental fluminenses.

A partir de 2009, os Comandos de Policiamento de Áreas passaram a representar as Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP), em conjunto com os Departamentos de Polícia de Área (DPA) no âmbito da Secretaria Estadual de Segurança, nas quais se organizam as Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP), com áreas que correspondem aos Batalhões de Polícia Militar e as Coordenadorias Regionais de Polícia Civil (CRP).

Nessas, é visada a integração entre as companhias dos batalhões e as delegacias policiais, sendo que a área de atuação dessas formam as Circunscrições Integradas de Segurança Pública (CISP), cuja ideia é, ao fim, tornar mais eficiente o combate a criminalidade, com a integração operacional e administrativa entre as corporações policiais fluminenses.

Comandos Intermediários
1º CPA
2º CPA
3º CPA
4º CPA
5º CPA
6º CPA
7º CPA
CPP
CPE
COE
CPAm
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
Mesquita
Niterói
Volta Redonda
Campos dos
Goytacazes
Nova Friburgo
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro

Batalhões e Unidades Especiais[editar | editar código-fonte]

A PMERJ possui diversas unidades que fazem policiamento especializado e unidades de policiamento ostensivo ordinário.

Batalhões de área[editar | editar código-fonte]

Estrutura Operacional

Policiamento Comunitário - UPP[editar | editar código-fonte]

Unidade de Polícia Pacificadora, conhecida também pela sigla UPP, é um projeto da Secretaria Estadual de Segurança Pública que pretende instituir polícias comunitárias em favelas principalmente na capital do Estado, como forma de desarticular quadrilhas que antes controlavam estes territórios como estados paralelos.[3]

Antes do projeto, inaugurado em 2008, apenas a favela Tavares Bastos, entre mais de 500 existentes na cidade, não possuía crime organizado (tráfico de drogas ou milícia)[carece de fontes?].

A primeira UPP foi instalada na Favela Santa Marta em 20 de novembro de 2008. Posteriormente, outras unidades foram instaladas na Cidade de Deus, no Batan, Pavão-Pavãozinho, Morro dos Macacos, entre outras favelas.

Lista de Unidades de Polícia Pacificadora - UPP[editar | editar código-fonte]

Data Unidade Comunidade Bairro Cidade Zona/Distrito
23 de Maio de 2014 2ª UPP / 14º BPM Vila Kennedy Bangu Rio de Janeiro Oeste
07 de Fevereiro de 2014 1ª UPP / 15º BPM Manguerinha Parque Centenário Duque de Caxias Central
02 de Dezembro de 2013 4ª UPP / 3º BPM Camarista Méier Lins de Vasconcelos Rio de Janeiro Norte
02 de Dezembro de 2013 3ª UPP / 3º BPM Complexo do Lins Lins de Vasconcelos Rio de Janeiro Norte
03 Junho de 2013 2ª UPP / 2º BPM Cerro-corá / Ladeira dos Guararapes Cosme Velho Rio de Janeiro Sul
12 de Abril de 2013 5ª UPP / 4º BPM Barreira do Vasco e Tuiuti São Cristóvão Rio de Janeiro Centro
12 de Abril de 2013 4ª UPP / 4º BPM Caju e Parque Alegria Caju Rio de Janeiro Norte
16 de Janeiro de 2013 2ª UPP / 3º BPM Jacarezinho Jacaré Rio de Janeiro Norte
16 de Janeiro de 2013 2ª UPP / 22º BPM Favela de Manguinhos Manguinhos Rio de Janeiro Norte
20 de Setembro de 2012 2ª UPP / 23º BPM Rocinha São Conrado Rio de Janeiro Sul
28 de Agosto de 2012 7ª UPP / 16º BPM Vila Cruzeiro Penha Rio de Janeiro Norte
28 de Agosto de 2012 6ª UPP / 16º BPM Parque Proletário Penha Rio de Janeiro Norte
27 de Junho de 2012 5ª UPP / 16º BPM Morro da Chatuba / Morro da Caixa D'água Penha Rio de Janeiro Norte
27 de Junho de 2012 4ª UPP / 16º BPM Morro do Sereno / Morro da Fé Penha Rio de Janeiro Norte
30 de Maio de 2012 3ª UPP / 16º BPM Morro do Alemão / Pedra do Sapo Complexo do Alemão Rio de Janeiro Norte
11 de Maio de 2012 1ª UPP / 22º BPM Morro do Adeus/ Morro da Baiana Entre Bonsucesso e Ramos Rio de Janeiro Norte
18 de Abril de 2012 2ª UPP / 16º BPM Nova Brasília Complexo do Alemão Rio de Janeiro Norte
18 de Abril de 2012 1ª UPP / 16º BPM Fazendinha Complexo do Alemão Rio de Janeiro Norte
18 de Janeiro de 2012 1ª UPP / 23º BPM Vidigal/Chácara do Céu Leblon Rio de Janeiro Sul
03 de Novembro de 2011 3ª UPP / 4º BPM Morro da Mangueira São Cristóvão Rio de Janeiro Norte
17 de Maio de 2011 2ª UPP / 4º BPM Complexo do São Carlos Estácio Rio de Janeiro Centro
25 de Fevereiro de 2011 3ª UPP / 5º BPM Morros dos Prazeres/ Escondidinho Santa Teresa Rio de Janeiro Centro
25 de Fevereiro de 2011 2ª UPP / 5º BPM Morros da Coroa/ Fallet e Fogueteiro Catumbi Rio de Janeiro Centro
28 de Janeiro de 2011 1ª UPP / 3º BPM Morros São João/ Matriz e Quieto Engenho Novo Rio de Janeiro Norte
30 de Novembro de 2010 5ª UPP / 6ºBPM Morro dos Macacos Vila Isabel Rio de Janeiro Norte
30 de Setembro de 2010 1ª UPP / 4º BPM Morro do Turano Entre Tijuca e Rio Comprido Rio de Janeiro Norte
17 de Setembro de 2010 4ª UPP / 6ºBPM Morro do Salgueiro Tijuca Rio de Janeiro Norte
28 de Julho de 2010 3ª UPP / 6º BPM Morro do Andaraí Andaraí Rio de Janeiro Norte
1º de Julho de 2010 2ª UPP / 6º BPM Morro da Formiga Tijuca Rio de Janeiro Norte
7 de Junho de 2010 1ª UPP / 6º BPM Morro do Borel Tijuca Rio de Janeiro Norte
25 de Abril de 2010 1ª UPP / 5º BPM Morro da Providência Entre Santo Cristo e Gamboa Rio de Janeiro Centro
14 de Janeiro de 2010 3ª UPP / 19º BPM Ladeira dos Tabajaras/Morro dos Cabritos Copacabana Rio de Janeiro Sul
23 de Dezembro de 2009 2ª UPP / 19º BPM Cantagalo-Pavão-Pavãozinho Entre Copacabana e Ipanema Rio de Janeiro Sul
10 de Junho de 2009 1ª UPP / 19º BPM Morro da Babilônia/ Chapéu-Mangueira Leme Rio de Janeiro Sul
18 de Fevereiro de 2009 1ª UPP / 14º BPM Jardim Batan Realengo Rio de Janeiro Oeste
16 de Fevereiro de 2009 3ª UPP / 18º BPM Cidade de Deus - Caratê Jacarepaguá Rio de Janeiro Oeste
16 de Fevereiro de 2009 2ª UPP / 18º BPM Cidade de Deus - Apartamentos Jacarepaguá Rio de Janeiro Oeste
16 de Fevereiro de 2009 1ª UPP / 18º BPM Cidade de Deus - Quadras Jacarepaguá Rio de Janeiro Oeste
28 de Novembro de 2008 1ª UPP / 2º BPM Favela Santa Marta Botafogo Rio de Janeiro Sul

Unidades Especializadas[editar | editar código-fonte]

Policial do Batalhão de Polícia de Choque se preparando para agir em manifestação

Subordinadas ao Comando de Operações Especiais (COE):

Subordinadas ao Comando de Policiamento Especializado (CPE):

Subordinadas ao Comando de Policiamento Ambiental (CPAm):

Unidades Correicionais[editar | editar código-fonte]

  • Unidade Prisional - UP
  • Centro de Criminalística - CCrim
  • 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar - 1ª DPJM (Zonas Central, Norte e Sul do Rio de Janeiro)
  • 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar - 2ª DPJM (Zona Oeste do Rio de Janeiro)
  • 3ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar - 3ª DPJM (Baixada Fluminense)
  • 4ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar - 4ª DPJM (Grande Niterói e Região dos Lagos)
  • 5ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar - 5ª DPJM (Sul Fluminense e Centro Sul Fluminense)
  • 6ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar - 6ª DPJM (Norte e Noroeste Fluminense)
  • 7ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar - 7ª DPJM (Serra Fluminense)
  • 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar - 8ª DPJM (Unidades de Polícia Pacificadora)

Armamentos e Equipamentos[editar | editar código-fonte]

Equipamento Tipo Origem Nota Foto
Mq M968 MosqueFAL Rifle básico de treinamento.  Brasil Padrão Mauser.jpg
FN FAL Rifle  Bélgica Padrão German FAL-G1.jpg
ParaFAL Rifle  Bélgica/ Brasil Padrão 5064-04.jpg
FN Minimi Metralhadora  Bélgica Batalhão de Operações Policiais Especiais M249 FN MINIMI DA-SC-85-11586 c1.jpg
Heckler & Koch PSG1 Rifle  Alemanha Batalhão de Operações Policiais Especiais H&K PSG-1 Sniper Rifle.jpg
M16A2 Rifle  Estados Unidos Choque, Batalhão de Operações Policiais Especiais M16A1 brimob.jpg
IMBEL MD2 Rifle  Brasil Batalhão de Ações com Cães, Batalhão de Operações Policiais Especiais Imbel md2.jpg
M4 Carabina  Estados Unidos Padrão CQBR-alone.jpg
AR15 Carabina  Estados Unidos Padrão AR-15 Sporter SP1 Carbine.JPG
Taurus CT-30 Carabina  Brasil Padrão
Remington Model 1100 Escopeta  Estados Unidos Choque Remington 1100 Tactical 8 Rounds.jpg
Pump CBC shotgun Escopeta  Brasil Padrão
Mossberg 500 Escopeta  Estados Unidos Choque, Batalhão de Operações Policiais Especiais PEO Mossberg 590A1.jpg
MP5 Sub-metralhadora  Alemanha Batalhão de Operações Policiais Especiais MP5k.JPG
FN P90 sub-metralhadora  Bélgica Batalhão de Operações Policiais Especiais FN-P90 2.jpg
Imbel MT-12 sub-metralhadora  Brasil Padrão Beretta M12.jpg
TAURUS FAMAE in .40 sub-metralhadora  Brasil Choque DCB Shooting FAMAE.jpg
Taurus PT 100 Pistola  Brasil Padrão TaurusPT92.jpg
Taurus PT 24/7 Pistola  Brasil Padrão Taurus-PT24-p1030114.jpg
Taurus Model 605 Revolver  Brasil Padrão Taurus 605 Blue.jpg
Pistola Taser Arma não-letal  Brasil Padrão M26 Taser.jpg
Granada explosiva com gás pimenta Arma não-letal  Brasil Choque
Spray de pimenta Arma não-letal  Brasil Padrão Tipos.jpg
Gás lacrimogêneo Arma não-letal  Brasil Choque Tear gas shells used in istanbul in 2013.jpg

Veículos[editar | editar código-fonte]

Modelo Montadora Tipo Nota Foto
Gol G5 Volkswagen Rádio Patrulha Em processo de desativação. Unidades do interior VW Gol NF Trendline front - 2008 Montevideo Motor Show.jpg
Logan Renault Rádio Patrulha Padrão Rio de Janeiro - Policia Militar - 01.jpg
Voyage Volkswagen Rádio Patrulha Padrão 2011 gol 1.6 trendline sedan.jpg
Blazer Chevrolet Patrulhamento Tático Padrão Chevy Blazer Indonesia.jpg
Duster Renault Patrulhamento Tático Padrão Dacia Duster 1.5 dCi in Istanbul.jpg
Hilux SW4 Toyota Motor Patrulhamento Tático Choque, Batalhão de Ações com Cães Toyota Fortuner face.jpg
Frontier D40 Nissan Patrulhamento especializado Florestal, Rodoviária, Choque, BOPE Security, Rio de Janeiro.jpg
Amarok Volkswagen Patrulhamento especializado Choque VW Amarok 2.0 TDI 4MOTION DC Highline front 20101002.jpg
Master Renault Logan Viatura de transporte tático Choque Renault master.JPG
Daily Iveco Viatura de transporte tático BOPE Iveco Daily front 20080625.jpg
Ducato Fiat Posto Móvel Padrão Fiat Ducato 2.8 JTD.JPG
XT660 Yamaha Moto Patrulha Padrão Yamaha XT 660 (2622181655).jpg
CB600 Honda Moto Tática de Patrulhamento Choque Hornet2008.jpg
Constellation Volkswagen Viatura anti-distúrbio Padrão VW Constellation BRA.JPG
Ford Cargo 815 Ford Motor Company Viatura Blindada Padrão Blindado-CORE.JPG
VW Cargo 1722 Volkswagen Viatura Blindada Padrão Policiais ocupam Complexo do Alemao (2).JPG
Maverick Paramount Group Viatura Blindada especializada (*encomendada) BOPE, Choque

Aeronaves[editar | editar código-fonte]

Modelo Tipo Versão Quantidade Foto
Schweizer 300 Treinamento Schweizer 300 CBi 1 Schweizer269C-G-BWAV.JPG
HB-350 Rádio Patrulha Aérea HB-350B3 6 Helicopter rescue sancy takeoff.jpg
Bell Huey II Operações Especiais Huey II 1 Águia3.JPG
Piper Seneca Transporte pessoal PA-34 2 Piper.seneca.pa34.g-elis.bristol.arp.jpg
Beechcraft Baron Transporte pessoal B-58 1 Baron-g-bnun-bma-2.jpg

Todas as aeronaves da PMERJ estão empregadas no Grupamento Aeromóvel.

Imagens[editar | editar código-fonte]

Policiamento ciclístico na cidade do Rio (déc. de 1950).
Brasão da PMRJ, até 1975.
Brasão da PMEG, até 1975.
Brasão entre 1975 e 1983.
Distintivo utilizado entre 1983 e 1995 para identificação.
Mascote da Comunicação Social, déc. de 1980-2000
Veículo blindado da PMERJ em operação no Complexo do Alemão.
Operação do BOPE em uma favela do Rio de Janeiro
Militares realizando apreensões e prisões no Complexo do Alemão.
Militares da PMERJ, em proteção ao Palácio Guanabara (1964).

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro

Referências

  1. História da Polícia Militar do Districto Federal, Vol 1 (1809-1889) pág. 127/128
  2. História da Polícia Militar do Districto Federal, Vol 1 (1809-1889) pág. 128
  3. [1]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • História da Polícia Militar do Districto Federal Vol I (1809 a 1889)
  • História da Polícia Militar do Districto Federal Vol II (1890 a 1919)
  • História da Polícia Militar do Districto Federal Vol III (1920 a 1930)
  • Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro: Resumo Histórico - 1988

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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