Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná

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Corpo de Bombeiros
da Polícia Militar do Paraná
Brasão CBPR.PNG
Brasão do CCB PMPR
País  Brasil
Estado  Paraná
Corporação Corpo de Bombeiros Militar
Subordinação Bandeira PMPR.png PMPR
Missão Defesa Civil
Sigla CCB PMPR
Criação 1912 (102 anos)
Aniversários 8 de outubro
Patrono São Floriano[1]
Marcha Canção Soldado do Fogo
Lema Por uma vida todo sacrifício é dever.
História
Guerras/batalhas Guerra do Contestado
Revolta de 1924
Revolução de 1930
Revolução de 1932
Insígnias
Brasão antigo
Brasão CB-PMPR 1950.png
Comando
Comandante Cel. QOBM Juceli Simiano Junior[2]
Sede
Comando Geral Curitiba
Bairro Centro
Endereço Rua Nunes Machado,100
Internet Página oficial
Twitter - CB Paraná
Defesa Civil do Paraná
Ouvidoria Geral do Paraná
Projeto Social - Bombeiro Mirim

No Estado do Paraná o Corpo de Bombeiros é um Comando Intermediário da Polícia Militar (PMPR), cuja missão consiste na execução de atividades de defesa civil, prevenção e combate a incêndio, buscas, salvamentos e socorros públicos.[3] Assim como os demais membros da polícia militar, a corporação é força auxiliar e tropa reserva do Exército Brasileiro, e integra o sistema de segurança pública e defesa social do Brasil; sendo seus integrantes denominados militares dos estados pela Constituição Federal de 1988.[4]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Bombeiros do Corpo Policial

A criação de um Corpo de Bombeiros foi sugerida por D. Pedro II em sua visita ao Paraná em 1880; tendo a Câmara Municipal de Curitiba recebido a quantia de 500$000 para a aquisição de uma bomba de incêndios. E em 1882 a Lei Provincial nº 679 determinou que uma companhia do Corpo Policial deveria desenvolver treinamento de combate a incêndios para dar atendimento à Capital da Província. Entretanto, devido o valor ser reduzido, havia sido adquirida uma bomba muito pequena; constatando-se ainda que ela possuía peças danificadas e se apresentava imprópria ao uso destinado.
Posteriormente, em 1886, se tentou adquirir outra bomba da Companhia de Aprendizes Marinheiros de Paranaguá; porém, após ser realizado um Termo de Exame, constatou-se que essa bomba estava com parte do material em estado imprestável.[5]

Bombeiros do Município de Curitiba

Após a Proclamação da República, em 1894, foi autorizada a criação de uma Seção de Bombeiros Municipais; os quais deveriam ser instalados no quartel do Regimento de Segurança (PMPR).[6]

Sociedade Teuto-Brasileira de Bombeiros Voluntários

Em 1897 foi criada uma entidade de caráter voluntário de combate a incêndios: a Sociedade Teuto-Brasileira de Bombeiros Voluntários. Porém, embora tivesse sido prometido pelo governo estadual, não foram adquiridos os equipamentos necessários; levando a instituição a se dissolver em 1901.

Bombeiros do Regimento de Segurança

Em 1906 a Lei Estadual nº 621, de 08 de março, determinou que uma companhia do Regimento de Segurança voltasse a dar atendimento de combate a incêndios à cidade de Curitiba.

Corpo de Bombeiros do Estado do Paraná[editar | editar código-fonte]

O Corpo de Bombeiros estadual foi criado pelo Presidente do Estado, Carlos Cavalcanti de Albuquerque, em 1912.[7] A corporação foi concebida com completa autonomia, nos moldes do Regimento de Sapeurs-pompiers de Paris (Régiment de sapeurs-pompiers de Paris[8] ), França, os quais eram militarizados e estruturados como arma de Engenharia; e tinha por modelo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, do qual seguiu a estrutura, a organização e o fardamento. O forte vezo militar se fez sentir desde início, devido o próprio Presidente do Estado ser também oficial de engenharia. A implantação do projeto foi confiada ao Tenente do Exército Nacional, Fabriciano do Rego Barros; o qual foi comissionado como major, constituindo-se no primeiro comandante da corporação.

Antiga torre de treinamento.
Quartel Central, sede do Comando Geral do Corpo de Bombeiros.
Antigo Quartel - Rua Cândido Lopes.
Treinamento de combate a incêndio.
Alfândega de Paranaguá.
Primeiro aquartelamento[editar | editar código-fonte]

O Corpo de Bombeiros recebeu seu primeiro quartel em 14 de julho de 1914, situado na Rua Ébano Pereira, esquina com Rua Cândido Lopes. A instalação fazia fundos com o antigo Theatro Guayra, e havia sido anteriormente quartel da Polícia Militar, e sede do Museu Paranaense. Nesse local está atualmente instalada a Biblioteca Pública do Paraná.

A imagem ao lado mostra a saída de serviço que dava acesso ao pátio central.
À direta ficavam as instalações da 1ª Cia CB; e à esquerda mostra os fundos do antigo Theatro Guayra e o rancho (refeitório - o prédio com duas janelas, próximo à torre).
A torre de treinamento fora importada da Alemanha na época da fundação do CB. No alto havia duas lâmpadas: uma na cor branca e outra na cor vermelha. A luz vermelha alertava o efetivo de folga para que se recolhesse ao quartel, pois o pessoal de serviço se encontrava fora prestando socorro.

O atual Quartel Central foi recebido em 1953, e havia sido área do antigo quartel do 14º Regimento de Cavalaria e também do 5º Batalhão de Engenharia do Exército.

Primeiros veículos[editar | editar código-fonte]

O material rodante inicial era constituído por quinze veículos:

Uma viatura comando Mercedes Benz;
Uma viatura auto-tanque Fiat;
Uma viatura auto-bomba Merryweather;
Uma viatura bomba a vapor (hipomóvel);
Uma viatura bomba a gasolina (hipomóvel);
Duas viaturas de transporte de pessoal;
Duas viaturas de mangueiras (hipomóvel);
Uma viatura escada Merryweather;
Uma viatura ambulância;
Um caminhão;
Uma caleche;
Duas motocicletas (uma com sidecar).

Bombeiro Militar - pontoneiro e sapador[editar | editar código-fonte]

O Corpo de Bombeiros, além de entidade de defesa civil, desde sua implantação era também considerado tropa reserva das forças armadas. A sua missão como arma de engenharia era estar capacitado a construir estruturas para a transposição de obstáculos, basicamente pontes (pontoneiro), e complexos sistemas de trincheiras (sapador). Isso se devia à falta de efetivos militares, antes da implantação do serviço militar obrigatório.

A criação do CB coincidiu de imediato com o Conflito do Contestado. O Regimento de Segurança foi todo mobilizado para a região, e o CB assumiu a guarda do Palácio do Governo e o patrulhamento a pé e montado da cidade de Curitiba, e forneceu ainda um pequeno destacamento para a constituição de um Batalhão Tático.

Em 1917 foi realizado um acordo entre o Estado e a União e as forças estaduais passaram a ser consideradas reservas militares do Exército Nacional; sendo o Corpo de Bombeiros anexado à Polícia Militar.

Em 1924 o CB participou dos confrontos na repressão à Revolta Paulista.[9]

Em 1928 ele readquiriu a autonomia, mas foi reconvocado nas revoluções de 1930 e 1932; nas quais teve ativa participação nos combates na região litorânea.

Governo Vargas - tempos difíceis[editar | editar código-fonte]

Em 1934, objetivando reduzir o poderio das forças estaduais em todo Brasil, o Governo Vargas resolveu excluir os Corpos de Bombeiros do acordo firmado em 1917 com os Estados. No Paraná o efetivo do CB foi reduzido a uma companhia,[10] e nesse período passou por grandes dificuldades, mantendo-se ativo graças a persistência e abnegação de seus integrantes. A corporação deixou de ser considerada reserva do Exército, e os oficiais para não perderem o status de militar das forças armadas, foram transferidos para a Polícia Militar; passando as funções de comando a serem exercidas, em caráter comissionado, pela PM.

Em 1936 a instituição foi transferida para o Município de Curitiba,[11] mas devido os altos custos de manutenção, retornou para administração do Estado em 1938.[12]

A situação somente se reverteu com o fim do Estado Novo, após a segunda guerra mundial.

Reestruturação[editar | editar código-fonte]

Com a promulgação de uma nova Constituição em 1946, a legislação federal passou a permitir que os Corpos de Bombeiros voltassem a ser reintegrados às PMs.[13] No Paraná o CB voltou a ser incorporado à PMPR em 1948,[14] porém, usufruindo de total autonomia técnica, administrativa e financeira. Iniciou-se então o reaparelhamento da corporação, com o aumento do efetivo e a reativação do quadro de oficiais.

Nessa época o Corpo de Bombeiros foi organizado por Seções.

  • Seção de Comando;
  • Seção de Serviços;
  • Seção de Banda de Música;
  • E nove Seções de Bombeiros; subdivididas em destacamentos, com a denominação de Guarnições de Fogo.

1967[editar | editar código-fonte]

Na segunda metade da década de sessenta, por influência do Corpo de Bombeiros do Estado da Guanabara, atual CBMERJ, foi adotado a designação de grupamento; com o efetivo correspondendo, aproximadamente, ao de uma companhia.[15]

Departamentos de Apoio

Grupamentos Operacionais

(*) Antigo Serviço de Salvamento e Proteção (SSP), criado em 1956.[16] Em 1976 esse grupamento foi reunido ao Grupamento de Guarda Vidas, para juntos formarem o Grupamento de Busca e Salvamento (GBS). Em 2006 esse serviço passou a ser realizado pelo Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST).

1976[editar | editar código-fonte]

A partir do início da década de setenta, com a criação do Fundo de Reequipamento do Corpo de Bombeiros (FUNREBOM), permitiu-se a ampliação do serviço de bombeiros a muitos municípios do Interior do Estado. E pela Lei de Organização Básica (LOB), de janeiro de 1976,[17] os grupamentos passaram ser designados como Grupamentos de Incêndio (GI), com o efetivo correspondendo ao de um batalhão; subdivididos em Subgrupamentos de Incêndio (SGI), com o efetivo aproximado de uma companhia; compostos por Seções de Combate a Incêndio (SCI), com o efetivo de um pelotão. O Grupamento de Guarda Vidas foi transformado em Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), subdividido em Subgrupamentos de Busca e Salvamento (SGBS), composto por Seções de Busca e Salvamento Terrestre, e Seções de Busca e Salvamento Aquático.

Brasão do Grupamento de Busca e Salvamento.
  • 1º Grupamento de Incêndio - Curitiba;
  • 2º Grupamento de Incêndio - Ponta Grossa;
  • 3º Grupamento de Incêndio - Londrina;
  • Grupamento de Busca e Salvamento - Curitiba.

1994[editar | editar código-fonte]

Em 1994 houve uma nova remodelação do efetivo e os Grupamentos de Incêndio passaram a ser denominados como Grupamentos de Bombeiros; sendo dissolvido o GBS para constituir novas unidades. E a partir de 2010 foram acrescidas novas OBMs ao CCB/PMPR.

Estrutura do Corpo de Bombeiros[editar | editar código-fonte]

O Corpo de Bombeiros é estruturado em Órgãos de Direção, de Apoio e de Execução.[18]

Órgãos de Direção[editar | editar código-fonte]

  • Comandante

É o oficial com precedência hierárquica e funcional sobre todos os demais oficiais, sendo o responsável pelo comando e administração da Corporação.

É o órgão de direção geral responsável, perante o Comandante, pelo planejamento estratégico da Corporação; cabendo-lhe a elaboração de diretrizes e ordens do Comando-Geral no acionamento dos órgãos de direção setorial e de execução no cumprimento de suas missões.

O Estado-Maior do Corpo de Bombeiros é composto das seguintes Seções:

1ª Seção (BM/1) - assuntos relativos a pessoal e legislação;
2ª Seção (BM/2) - atividades de inteligência;
3ª Seção (BM/3) - assuntos relativos à operações, ensino e instrução;
4ª Seção (BM/4) - assuntos relativos à logística;
5ª Seção (BM/5) - atividades de comunicação social, relacionamento com a mídia e pelo cerimonial do CCB/PMPR;
6ª Seção (BM/6) - assuntos relativos ao planejamento administrativo de orçamentação.
7ª Seção (BM/7) - assuntos de segurança contra incêndios e de explosões e suas consequências;
8ª Seção (BM/8) - assuntos de Defesa Civil.
  • Ajudância

É encarregada de trabalhos relativos à correspondência, correio, protocolo, boletim e arquivo, bem como do apoio de pessoal auxiliar necessário nos trabalhos burocráticos do comando, nos serviços gerais e na segurança do Quartel Central do Corpo de Bombeiros.

  • Divisão de Administração e Finanças (DAFin)

Incumbe-se no trato dos assuntos ligados à administração do material e das finanças do Corpo de Bombeiros.

  • Centro de Operações de Bombeiros (COBOM)

Compete a direção, controle e coordenação do emprego de pessoal e material, no cumprimento das missões de bombeiros, bem como das unidades que estiverem em reforço ou em apoio ao Corpo de Bombeiros e das atividades de comunicações do Corpo de Bombeiros.

  • Coordenadoria Estadual do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergências (SIATE)

Incumbe-se da direção, controle, coordenação e planejamento dos recursos do Corpo de Bombeiros empregados no SIATE.

  • Assessoria Jurídica

É o órgão que presta assessoramento direto ao Comando do Corpo de Bombeiros, competindo-lhe o estudo de questões de direto compreendidas na política de administração geral do Corpo de Bombeiros, exames de aspectos de legalidade dos atos e normas que lhe forem submetidos à apreciação e demais atribuições que venham a ser previstas em regulamentos.


Órgãos de Apoio[editar | editar código-fonte]

Os órgãos de apoio do Corpo de Bombeiros compreendem:[18]

  • Centro de Suprimento e Manutenção de Material Operacional (CSM/MOP)

É o órgão incumbido do recebimento, da estocagem e da distribuição dos suprimentos e da execução da manutenção no que concerne ao armamento e munição, ao material de comunicações, ao material de motomecanização e ao material especializado de bombeiros.

É o órgão incumbido da formação, da instrução de manutenção e atualização da tropa, bem como do atendimento da formação pessoal civil para atuação na área preventiva contra incêndios. O ensino de formação e aperfeiçoamento de oficiais e praças bombeiros-militares é ministrado pela Academia Policial Militar do Guatupê (APMG), pela Escola de Formação, Aperfeiçoamento e Especialização de Praças (EsFAEP) e pelo Centro de Ensino e Instrução (CEI), que mantem os respectivos cursos, bem como por outras organizações militares, policiais militares e, mediante convênio, por organizações civis, consoante a conveniência da Corporação.

Treinamento de técnicas verticais - 3º GB.
Posto Avançado do Terminal Carmo (Boqueirão) pertencente ao 1º GB.

Órgãos de Execução[editar | editar código-fonte]

Os órgãos de execução são constituídos pelas unidades operacionais da Corporação, as quais realizam as atividades-fim do CCB/PMPR.[18]

Denominações Históricas[editar | editar código-fonte]

  • 1912 - Corpo de Bombeiros do Estado do Paraná;[7]
  • 1917 - Companhia de Bombeiros Pontoneiros da Força Militar do Estado do Paraná;[19]
  • 1928 - Corpo de Bombeiros do Estado do Paraná;[20]
  • 1928 - Companhia de Bombeiros do Estado do Paraná;[21]
  • 1931 - Batalhão de Sapadores Bombeiros da Força Militar do Estado do Paraná;[22] [23]
  • 1932 - Corpo de Bombeiros da Força Pública do Estado do Paraná;[24] [25]
  • 1934 - Companhia de Bombeiros do Estado do Paraná;[10]
  • 1936 - Corpo de Bombeiros do Município de Curitiba;[11]
  • 1938 - Corpo de Bombeiros do Estado do Paraná;[26]
  • 1948 - Companhia de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná;[27]
  • 1953 - Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná.[28]

Hierarquia[editar | editar código-fonte]

O Corpo de Bombeiros possui a mesma classificação hierárquica da PMPR, com modelos diferenciados de distintivos de especialidade.[29]

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Insignia Cmt Bombeiro.png
Insignia Cel Bombeiro.png
Insignia Ten-cel Bombeiro.png
Insignia Maj Bombeiro.png
Insignia Cap Bombeiro.png
Insignia 1 Ten Bombeiro.png
Insignia 2 Ten Bombeiro.png
Insignia Asp Bombeiro.png
Esfo PMPR.PNG
Insignia Sub-ten Bombeiro.png
11 12 13 14 15 16
Insignia 1 Sgt Bombeiro.PNG
Insignia 2 Sgt Bombeiro.PNG
Insignia 3 Sgt Bombeiro.PNG
Insignia Cb Bombeiro.PNG
Insignia Sd Bombeiro.PNG
Insignia 2Sd Bombeiro.PNG

1_ Comandante-geral; 2_ Coronel; 3_ Tenente-coronel; 4_ Major; 5_ Capitão; 6_Tenente; 7_ 2º Tenente; 8_ Aspirante; 9_ Cadete (cada barra da insígnia corresponde a um ano de curso); 10_ Subtenente; 11_Sargento; 12_ 2º Sargento; 13_ 3º Sargento; 14_ Cabo; 15_ Soldado de 1ª Classe e 16_ Soldado de 2ª Classe.

Uniformes[editar | editar código-fonte]

O Corpo de Bombeiros sempre usou os mesmos uniformes da polícia militar; acrescentando seus respectivos brasões, emblemas e distintivos. Atualmente o regulamento de uniformes (RUPM) está oficializado pelo Decreto 3.568, de 02 de Março de 2001.[30]

Uniformes CCB PR.PNG
01 e 02 - uniformes solenes, 03 - passeio, 04 - serviço, 05 - combate a incêndios, 06 e 07 - salvamentos aquáticos e 08 - GOST.

Cinto Ginástico[editar | editar código-fonte]

O cinto ginástico é uma das mais tradicionais peças que compõem o uniforme dos Corpos de Bombeiros; o qual é usado no Brasil, com poucas modificações, desde 1887.[31] No início ele era um cinto reforçado, feito em algodão e couro, para servir como equipamento de segurança; atualmente é usado apenas para manter a tradição e caracterizar o fardamento de bombeiro. Embora algumas corporações já tenham abandonado essa tradição, originalmente os modelos de cintos são apenas dois. O cinto dos oficiais possui uma faixa horizontal azul, com as fivelas em metal prateado. E na década de sessenta as peças em couro foram pintadas de branco. O cinto dos praças é todo em vermelho, com as fivelas em metal dourado.

Oficiais Praças
Belt CB Of.PNG
Belt CB Pc.PNG

Capacete pickelhaube[editar | editar código-fonte]

Tradicionalmente, o modelo de capacete utilizado pelos bombeiros do Paraná sempre foi o pickelhaube (do alemão Pickel = "ponta", e Haube = "boné"); o qual havia sido foi adotado pelo Corpo de Bombeiros da Capital Federal ainda no período do Império.[31] Originalmente esse capacete era confeccionado em couro envernizado, com guarnições metálicas; mas posteriormente passou a ser fabricado em fibra de vidro e depois em plástico. Embora em desuso, o pickelhaube ainda consta no Regulamento de Uniformes (RUPM/2001), mas apenas para uso em passeio. Atualmente o capacete usado no combate a incêndios é o modelo francês F1, também conhecido como capacete Gallet.[30] Existem ainda outros tipos de capacetes, os quais são empregados de acordo com a missão (montanhismo, salvamento aquático, etc.).

1. Capacete pickelhaube da antiga Sociedade Teuto-Brasileira de Bombeiros Voluntários; 2. Capacete pickelhaube da Polícia Militar do Paraná; 3. Com a declaração de guerra à Alemanha na Primeira Guerra Mundial, os capacetes pickelhaube da polícia militar foram modificados e repassados para os bombeiros; 4. Versão do capacete pickelhaube em plástico; 5. Capacete francês MSA Gallet F1.

Viaturas[editar | editar código-fonte]

As viaturas do CCB são identificadas por códigos para melhor se adquarem ao Código Internacional Q, padrão na Polícia Militar do Paraná.

Banda de Música do CCB[editar | editar código-fonte]

A Banda do Corpo de Bombeiros foi ativada em 1950, realizando sua primeira apresentação na Praça Carlos Gomes, em 3 de fevereiro. A partir de agosto de 1951 ela passou à condição de adida à Banda da PM; sendo com o passar do tempo, absorvida. Em julho de 1962 ela foi reorganizada pelo Maestro Fernando Alves, tendo gravado o Hino do Paraná e a Marcha de Curitiba para distribuição nas escolas; posteriormente, foi novamente incorporada à da PM. Na década de oitenta foi novamente reativada e está atualmente adida à da PM.

Setor de Prevenção Contra Incêndios[editar | editar código-fonte]

O Setor de Prevenção Contra Incêndios está regulamentado pelo Decreto Lei nº 13.976, de 26 de dezembro de 2002; que também oficializa o Fundo Estadual do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, com a finalidade de prover recursos para aplicação em despesas correntes e de capital nas ações administrativas e operacionais do Corpo de Bombeiros.[32]

Setor de Prevenção Contra Incêndios do 5º Grupamento de Bombeiros do CCB/PMPR.

Suas principais atribuições são:

  • Aprovação de Projeto de Prevenção de Incêndios e Pânico;[33] [34]
  • Aprovação de Projeto Arquitetônico;
  • Vistorias em Edifícios Residenciais - Prover todos os edifícios residenciais de condições mínimas de segurança contra incëndios e evacuação rápida de pessoas em caso de sinistros;
    • Vistoria inicial - Determinar tipos de proteção (hidrantes ou extintores), bem como saídas de emergência;
    • Vistoria final - Vistoriar obras concluídas de acordo com o Projeto de Prevenção de Incêndios, devidamente aprovado no setor de prevenção;
    • Vistoria periódica - Verificar a manutenção dos equipamentos de proteção e combate a incêndios, de todas as empresas cadastradas no setor de prevenção;
  • Revisão de hidrantes;
  • Palestras educativas sobre prevenção contra incêndios;
  • Instrução prática de manejo de hidrantes e extintores;
  • Instrução prática de uso das instalações hidráulicas de proteção contra incêndios.

Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência[editar | editar código-fonte]

O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (SIATE) é um serviço prestado pelo Corpo de Bombeiros do Estado do Paraná. Ele tem por missão atender às vítimas de acidentes, procurando dar socorro imediato adequado e condições ideais de transporte aos hospitais, a fim de evitar o agravamento das lesões e melhorar as condições de sobrevivência do acidentado.

O SIATE foi criado através de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP), Instituto de Saúde do Estado do Paraná (ISEP) e a Prefeitura Municipal de Curitiba, através de Termo de Cooperação Técnica, sendo o primeiro sistema do gênero implantado no Brasil; servindo como referência para os demais Estados da Federação.[35]

Emblema do SIATE.

Histórico do SIATE[editar | editar código-fonte]

Em março de 1988, uma Portaria da Secretaria de Estado da Saúde, constituiu uma comissão destinada a implantar o projeto piloto.

Em 29 de março de 1990 foi assinado o convênio de cooperação técnica, sendo implantado o serviço de atendimento; inicialmente restrito à capital do Estado.

Em 2005 foi alterada a Lei de Organização Básica[36] (LOB) da Polícia Militar, e o SIATE passou a constar oficialmente da estrutura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná.[37]

Missão do SIATE[editar | editar código-fonte]

As atribuições do SIATE são as seguintes:[38]

  • Assessorar o Comando do Corpo de Bombeiros nos assuntos relativos ao desenvolvimento, manutenção e expansão do SIATE;
  • Dirigir, controlar, coordenar e planejar os recursos do comando intermediário empregados na atividade;
  • Desenvolver ações com os órgãos de saúde em nível federal, estadual e municipal.
Treinamento de atendimento pré-hospitalar.

Tipos de ocorrências atendidas pelo SIATE:[35]

Estrutura do SIATE[editar | editar código-fonte]

O SIATE abrange uma ampla estrutura que envolve órgãos do governo federal, estadual e municipal. No que tange ao atendimento, no Paraná, como em todo Brasil, predomina um sistema misto baseado no estadunidense (atendimento com socorristas) e no francês (atendimento com médicos).

Em termos gerais, o primeiro atendimento é realizado por uma viatura ambulância, com uma equipe de bombeiros socorristas. Ao ser constatada uma maior gravidade, segue uma viatura UTI, com uma equipe médica.

Médico
O médico verificará todas as peculiaridades do ocorrido com relação as vítimas através de questionário padrão e em conjunto com o Chefe de Operações do Corpo de Bombeiros adotará todas as medidas necessárias para o atendimento do caso; ou seja:
  • Se há necessidade do Médico de Área deslocar-se até o local do ocorrido, em função da gravidade e número exato de vítimas, etc.
  • Qual o número de Auto Ambulâncias necessárias para aquele determinado sinistro;
  • Quantas vagas serão necessárias na rede hospitalar, quais as especialidades serão necessárias, (tomografia, neurocirurgião, etc.);
  • Quais os Postos de Bombeiros e Viaturas Auto Ambulâncias serão acionadas levando-se em conta a localização do evento em relação ao Posto de Bombeiros mais próximo e o Hospital credenciado mais conveniente no momento para o atendimento das vítimas.[35]
Socorrista
O Socorrista é um bombeiro formado e treinado através de um curso específico, para dar suporte básico de ajuda. Ele atua sob supervisão médica, direta ou à distância, fazendo uso de materiais e equipamentos especializados.

Abrangência do SIATE[editar | editar código-fonte]

Em 1995 as atividades do SIATE foram estendidas ao interior do Estado, e atualmente ele está em funcionamento em grande número de municípios.

Serviço de Guarda-vidas[editar | editar código-fonte]

Como balneário, as praias foram descobertas pelos curitibanos na metade da década de 1920, na região de Matinhos. Os turistas da época eram conhecidos como “banhistas”, e frequentavam o litoral somente nas férias de inverno, nos meses de junho e julho. Entre os primeiros banhistas estava Afonso Alves de Camargo, Presidente do Estado na época; bem como outras pessoas ilustres, muitas delas de descendência da colônia alemã de Curitiba.

Histórico do Serviço de Guarda-vidas do Paraná[editar | editar código-fonte]

Por volta de 1929 tinham início os preparativos para a instalação do balneário de Caiubá (atual Caiobá), a três quilômetros de Matinhos. No início do balneário não havia um serviço organizado de salva-vidas. Os pescadores frequentemente eram solicitados a prestar socorro àqueles que eram levados mar adentro pela correnteza. Um desses pescadores era o Senhor Alexandre Leocádio, que fazia uso de sua canoa e às vezes até a nado para auxiliar os que ali estavam se afogando. Surgindo dessa forma a atividade de salva-vidas no litoral paranaense.

Por volta de 1954 o então Governador do Estado, Bento Munhoz da Rocha Neto, fez a nomeação dos primeiros seis guarda-vidas civis que passaram a guarnecer as praias de Matinhos e Caiobá. O encarregado pela fiscalização dos trabalhos era o Sr. Albano Muller, Juiz de Paz de Matinhos; sendo ele quem providenciava os meios para o andamento da atividade, trabalho este que não era remunerado. E a partir de 1960 os salvamentos passaram a serem feitos pelo Corpo de Bombeiros do Paraná, com guarda-vidas formados pelo Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro (CBMERJ).[31]

Balneário de Matinhos[editar | editar código-fonte]

Na praia de Matinhos o atendimento iniciou-se em agosto de 1954, realizado por João Júlio Viana, Florisvaldo da Silva (trabalhou por seis meses) e Alexandre Leocádio Santana. E em Caiobá teve início em fevereiro de 1954, por Máximo Ricardo da Silva, Cesário da Silva, Francisco Inácio Moreira e Orlando Ferreira. Em decorrência da necessidade do serviço, Cesário da Silva foi deslocado para a praia mansa, em virtude do fluxo de banhistas que para ali se deslocava. Francisco Inácio Moreira e Orlando Ferreira trabalharam poucos meses e pediram demissão. O pessoal civil trabalhou por aproximadamente seis anos; quando por volta de 1960 e 1961 apresentaram-se o Sargento Nelson Cordeiro, o Cabo Florzico e o Soldado Otacílio, bombeiros que haviam feito curso de guarda-vidas no CBMERJ. Na temporada de 1960/61 esses bombeiros foram hospedados no Hotel São José. Já nos verões de 1962/63 e 1963/64, o Corpo de Bombeiros começou a realizar o serviço de guarda-vidas durante toda a temporada de verão, não mais deixando o litoral desguarnecido. A partir de 1964 o efetivo destacado em Matinhos permaneceu para o serviço de guarda-vidas, sem possuir um aquartelamento especifico, alojando-se em suas próprias residências.

A primeira temporada foi comandada pelo então Tenente Almir Moreira, e teve como integrantes, entre outros, os seguintes militares: o subtenente Alceu Gonçalves, os sargentos Aldonir Célio Soares, Nelson Cordeiro e Muniz da Rosa Cardoso, o cabo Vicente Carvalho, e os soldados Idevaldo de Paula Cunha, Izaul de Camargo, Leonel dos Santos Vaz e Pedro Pacheco. Esse efetivo ficou alojado na escola municipal, atualmente Câmara Municipal de Matinhos.

O Serviço de Guarda-Vidas tomou maior corpo com a construção do Posto de Guarda-vidas Nº 7, inaugurado em 30 de Dezembro de 1966; obra realizada pela Prefeitura Municipal de Paranaguá e pelo Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná. Até então os bombeiros ficavam alojados em suas residências; exceto dois soldados: Luiz Carlos Micalhoski e Francisco de Souza, que após a temporada 1965/66 ficaram destacados em Caiobá, no Hotel Caiobá, com despesas de alojamento e alimentação pagas pelos dirigentes do próprio hotel. Na temporada de 1966/67 foi desativado o Posto Caiobá e criado o Posto SESC, passando esses bombeiros a serem alojados no SESC.[31]

Sede do 3° SGB / 8°GB em Guaratuba.

Balneário de Guaratuba[editar | editar código-fonte]

Pelos registros de relatos encontrados no 8º Grupamento de Bombeiros, os primeiros serviços de guarda-vidas datam do ano de 1958; sendo que até o ano de 1964 os integrantes do efetivo ficavam alojados no Iate Clube de Guaratuba. No período compreendido entre 1976 e 1979, o destacamento foi transferido para uma edificação localizada em frente ao Posto de Guarda-vidas Barravento, nas proximidades da praia central de Guaratuba.[31]

Balneário de Pontal do Paraná[editar | editar código-fonte]

O Corpo de Bombeiros em Pontal do Paraná foi implantado no ano de 1986, na gestão do prefeito de Paranaguá de Waldir Salmon, pois na época os balneários do atual município de Pontal do Paraná faziam parte do Distrito de Pontal do Sul, que fazia parte do município de Paranaguá. Instalado no Balneário de Santa Terezinha, distrito de Pontal do Sul, tinha como finalidade receber e alojar os guarda-vidas que prestavam serviços nos balneários daquele distrito. Desde o Balneário de Monções até Ponta do Poço, além de atender a Ilha do Mel. Fora da temporada de verão, respondia pelo quartel o subtenente Arlindo Teodoro e uma guarnição de serviço composta por quatro guarda-vidas.

No ano de 1996, com a emancipação do Distrito de Pontal do Sul, foi efetivado um posto de bombeiros no município, com a finalidade de prestar os serviços de bombeiros, além das atividades de salvamento aquático.[31]

Bandeiras de segurança[editar | editar código-fonte]

Atualmente o Serviço de Guarda-vidas é realizado por bombeiros militares aptos a realizarem medidas preventivas, educacionais, de orientação e de salvamento em ambientes aquáticos; procurando evitar afogamentos e preservando a vida de quem estiver em perigo.

Bandeiras indicativas de segurança (75 cm por 100 cm) utilizadas nas praias e balneários do Paraná.[39] [40]

(*) Essas faixas variam de 100 a 250 metros, em frente aos postos de guarda-vidas (com 50 a 125 metros de cobertura para cada lado); dependendo das condições do meio líquido, da visibilidade, acesso e frequência dos banhistas.

(**) Bandeira usada sobreposta à bandeira indicativa de grande risco de afogamento, como aviso de ressacas, tempestades com raios ou chuvas torrenciais.

Postos de Bombeiros Comunitários[editar | editar código-fonte]

Os Postos de Bombeiros Comunitários (PBC) são postos de primeira resposta para o combate a incêndios no Estado do Paraná; cujo atendimento é dado por funcionários públicos municipais, sob a coordenação de um bombeiro militar estadual. Esse serviço é prestado em cidades com população superior a quinze mil habitantes, mas que ainda não possuem destacamento de bombeiros militares profissionais, ou outro serviço similar disponível.[41]

Compromisso do Estado[editar | editar código-fonte]

  • O Corpo de Bombeiros assessora na seleção e admissão do quadro de funcionários, presta o treinamento e a qualificação periódica, e dá acompanhamento permanente das atividades.
  • O Estado fornece uma viatura padronizada Auto Bomba Tanque (ABT), modelo Constelattion, com os equipamentos básicos de combate a incêndio.
  • Cabe também ao Estado o financiamento de toda a estrutura do projeto.

Compromisso do Município[editar | editar código-fonte]

  • O município providencia o local para a construção do PBC, e arca com as despesas de água, energia elétrica, telefone, manutenção do posto e da viatura, e os custeios em geral.
  • Fornece dez funcionários qualificados como Agentes de Defesa Civil para comporem a equipe de atendimento, e assume as despesas trabalhistas desse pessoal.

Instalações físicas[editar | editar código-fonte]

O projeto foi escolhido através de um concurso nacional organizado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano. E são disponibilizadas diversas opções de escolha para que a Prefeitura local opte pelo modelo que melhor lhe convier.

Projetos Modelo 1A Modelo 1B Modelo 2A Modelo 2B
Posto 213,95 m² 227,11 m² 382,79 m² 426,85 m²
Terreno 630 m² 630 m² 977,50 m² 940,00 m²

Para a instalação do PBC a localização deve ser adequada, e está sujeita à aprovação prévia pelo Corpo de Bombeiros.

Viatura administrativa e uniforme.

Uniforme de bombeiro comunitário[editar | editar código-fonte]

Os bombeiros comunitários possuem uniformes padronizados para todo o Estado; o qual é composto de boné, camisa, calça, e japona azul marinho. A camiseta e o cinto são na cor vermelha, e o calçado deve ser borzeguins em couro preto.[42]

Viatura de combate a incêndios[editar | editar código-fonte]

ABT - Auto Bomba Tanque (5.000 litros)
Volkswagen 13-150 - cabine simples

Projetos Sociais[editar | editar código-fonte]

2º Grupamento de Bombeiros[editar | editar código-fonte]

Bombeiro na Escola[editar | editar código-fonte]

O projeto visa desenvolver a consciência da prevenção de acidentes e o aprendizado dos conhecimentos básicos, para enfrentar situações de riscos. Mesmo uma pequena informação comunicada no acionamento (pedido de socorro por telefone) do Corpo de Bombeiro, pode significar o custo de uma vida. Como exemplo: é muito importante saber se há ou não vítima no local da ocorrência, para que o CB possa enviar o pessoal e o veículo adequado à situação. [43]

O projeto é desenvolvido em dez aulas, nas quais são abordados temas como acionamento do Corpo de Bombeiros, prevenção e combate a incêndios, uso de extintores, primeiros socorros e noções de Defesa Civil. Apenas no ano de 2011, na cidade de Irati, o projeto envolveu cerca de quinhentos alunos de oito escolas da rede estadual de ensino. As últimas aulas foram de avaliação e também foi realizada uma visita ao quartel do Corpo de Bombeiros e a exibição uma sessão do filme Brigada 49 no Cine Unicentro.

3º Grupamento de Bombeiros[editar | editar código-fonte]

Bombeiro Aprendiz[editar | editar código-fonte]

O Programa Bombeiro Aprendiz é uma iniciativa que tem por finalidade orientar e instruir corretamente os jovens, de ambos os sexos, em como agir em situação de emergências; além de proporcionar uma maior integração entre o Corpo de Bombeiros, a escola, a família e a comunidade em geral. O Bombeiro Aprendiz tem ainda por fim auxiliar o Corpo de Bombeiros na educação preventiva da comunidade, realizando um "corpo a corpo" na prevenção contra incêndios nos lares. O projeto tem ainda outros objetivos sociais, destinando vagas a jovens pertencentes às classes sociais menos favorecidas, dando-lhes maior tirocínio e responsabilidade e ingressando-os na sociedade como elementos ativos e cidadãos.

Meu 1º Triathon[editar | editar código-fonte]

O projeto é organizado e realizado anualmente pelo 3º GB, com parceria com a Imprensa de Londrina e colaboradores, e tem como objetivos específicos:

  • Integrar a sociedade de Londrina com o Corpo de Bombeiros;
  • Promover a prática triathlon pelas crianças em distâncias exeqüíveis, buscando desmistificar este esporte;
  • Submeter crianças à disciplina e o respeito aos símbolos da pátria (Hino Nacional e Bandeira do Brasil);
  • Destacar a importância dos serviços do Corpo de Bombeiros para a sociedade;
  • Estimular a participação dos pais no tempo livre das crianças;
  • Estimular as crianças a valorizarem os heróis olímpicos nacionais;
  • Promover inclusão social;
  • Homenagear os heróis olímpicos nacionais.

4º Grupamento de Bombeiros[editar | editar código-fonte]

Bom Aluno Vira Peixe[editar | editar código-fonte]

O projeto é uma parceria entre o 4º Grupamento de Bombeiros e o 2º Pelotão da 2ª Companhia do Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária e tem como objetivo instruir alunos da Rede Estadual de Ensino sobre noções de natação, no intuito de evitar a ocorrência de acidentes aquáticos (afogamentos).

Os alunos são escolhidos dentre os melhores alunos (comportamento, notas e participação nas aulas) na escola, e indicados à equipe da Patrulha Escolar Comunitária de Cascavel para fazerem parte do Projeto.

O Corpo de Bombeiros envia um ônibus até a escola para buscar os alunos e levá-los até a piscina de treinamento aquático do Corpo de Bombeiros, e, ao final das aulas são levados novamente até o colégio.

No projeto são ministradas quinze sessões de natação nos dias de semana no período da tarde, sendo que ao final da etapa os alunos estarão capacitados a evitarem acidentes aquáticos e terão nocões de natação, de forma a criarem aptidão e gosto pelos esportes aquáticos.

Os instrutores são oficiais e praças da corporação formados em Educação Física e as aulas ocorrem no Centro de Treinamento Aquático Cabo Bonato, do 4º Grupamento de Bombeiros em Cascavel.

O Bombeiro e a Melhor Idade[editar | editar código-fonte]

O projeto é uma iniciativa do 4º Grupamento de Bombeiros e tem como objetivo melhorar a qualidade de vida das pessoas da melhor idade, homens e mulheres com idade acima de sessenta anos da comunidade cascavelense que residem nas proximidades do quartel central do 4º GB.

Os alunos são escolhidos dentre as pessoas que se enquadrem na idade e que tenham sido aptas para prática de atividade física, após avaliação médica e que residam nas proximidades do quartel central do 4º GB. Após matriculados os alunos sofrem uma avaliação física realizada pelo instrutor (bombeiro militar com curso de Educação Física) e passam a frequentar as aulas semanais.

As aulas ocorrem normalmente na Academia de Educação Física do 4º GB, localizada no quartel central da unidade, mas existem outras atividades também programadas durante o ano que preveêm passeios ecológicos e caminhadas, com o objetivo de tornar a prática da atividade física algo prazeirozo e saudável. Desde o início do projeto em 2008, já participaram das atividade mais de duzentas .

Troféu Le Defi[editar | editar código-fonte]

Troféu Le Defi.

O Troféu Le Defi (do francês: o desafio em português) é uma competição técnico-profissional realizada anualmente entre as unidades do Corpo de Bombeiros do Estado do Paraná. As provas podem variar de competição a competição, mas normalmente se constituem de:

Equipe Campeã do Troféu Le Defi 2010.
  • Combate à incêndio;
  • Transposição de obstáculos;
  • Subida em cabo (corda);
  • Duathlon (1000m de natação e 5000m de corrida);
  • A Missão - uma atividade prática surpresa onde devem ser desenvolvidas diversas técnicas operacionais de bombeiro.
  • Apresentação de uma palestra de temas vinculados à atividade relacionadas ao serviço de bombeiro.

Ingresso no Corpo de Bombeiros[editar | editar código-fonte]

O Centro de Recrutamento e Seleção (CRS) da Diretoria de Pessoal é o órgão responsável pelo desenvolvimento, acompanhamento e supervisão das atividades de seleção dos candidatos ao ingresso no Corpo de Bombeiros.[44] . O recompletamento e o aumento do efetivo ocorre por intermédio de autorização do Governador do Estado, mediante proposta do Comandante-geral.[45] . O recompletamento do efetivo é a atividade que se destina a preencher os claros decorrentes da evasão de pessoal, por motivos de exclusões a pedido e disciplinares, passagem para a reserva remunerada e não remunerada, reforma, falecimentos e transferências em razão de concursos públicos estaduais e aumento do efetivo previsto. As formas de ingresso ocorrem como oficial combatente, oficial não combatente e como soldado.[46]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bombeiros do Paraná; de Herbert Munhoz van Erven; Edição do autor; Curitiba - 1954.
  • A História dos Guardas-Vidas no Litoral Paranaense, Décadas de 1950/1960; de Marlon Ricardo de Assis Bastos; Edição da Associação da Vila Militar - AVM; Curitiba - PR; 2006.
  • Meu Avô Sílvio e Seus Filhos; de Domingos van Erven; AGBooks.[47]
  • Anuário Sul do Brasil; de Sylvio Van Erven; Edição do autor; Curitiba - 1962.

Notas e referências

  1. São Floriano é o santo da Igreja Católica considerado padroeiro dos Bombeiros.
  2. Corpo de Bombeiros do Paraná tem novo comandante. Jornal Gazeta do Povo, Curitiba, Paraná, 07/Set/2013.
  3. Lei nº 6.774, de 8 de janeiro de 1976 - Lei de Organização Básica da PMPR.
  4. Constituição de 1988 da República Federativa do Brasil, Título V, Artigo 144, Parágrafo 6º.
  5. Relatório do Presidente da Província do Paraná, de 30 de outubro de 1886.
  6. Lei nº 124, de 21 de dezembro de 1894.
  7. a b Lei nº 1.133, de 23 de março de 1912.
  8. Página oficial dos sapeurs-pompiers de Paris.
  9. Pereceram em combate o Tenente Joaquim Taborda Ribas e o Sargento Pedro Higino dos Santos, em São Paulo; e o Cabo Vicente Américo de Morais, em Guaíra, PR.
  10. a b Decreto nº 86, de 18 de janeiro de 1934.
  11. a b Lei nº 73, de 14 de dezembro de 1936.
  12. Decreto nº 8.713, de 8 de outubro de 1938.
  13. Decreto Lei nº 8.660, de 14 de janeiro de 1946.
  14. Lei nº 155, 25 de novembro de 1948.
  15. Anuário Sul do Brasil; de Sylvio Van Erven; Edição do autor; Curitiba - 1962.
  16. Boletim Geral do Corpo de Bombeiros do Paraná nº 51, de 01 de Março de 1956.
  17. Lei nº 6.774, de 8 de janeiro de 1976 - Lei de Organização Básica da PMPR.
  18. a b c Lei Estadual 16.575, de 28 de Setembro de 2010.
  19. Incorporada à Força Militar do Estado pelo Decreto nº 473, de 9 de julho de 1917.
  20. Readquiriu a autonomia pela Lei nº 2.547, de 30 de março de 1928.
  21. Decreto nº 324, de 9 de abril de 1928.
  22. Incorporado à Força Militar do Estado pelo Decreto Lei nº 1.380, de 18 de junho de 1931.
  23. Readquiriu a autonomia pelo Decreto nº 134, de 15 de janeiro de 1932.
  24. Decreto nº 452, de 24 de fevereiro de 1932.
  25. Pelo Decreto nº 1.505, de 25 de junho de 1932 a corporação foi reunida à Força Pública do Estado, porém com comando autônomo. A união foi desfeita pelo Decreto nº 86, de 18 de janeiro de 1934.
  26. Decreto nº 7.515, de 8 de outubro de 1938.
  27. Incorporada à PMPR pela Lei nº 155, de 25 de novembro de 1948.
  28. Lei nº 1.130, de 9 de abril de 1953.
  29. Portaria do Ministério do Exército nº 340, de 4 de Outubro de 1971.
  30. a b Página oficial da Polícia Militar do Paraná. Regulamento de Uniformes da PMPR.
  31. a b c d e f Decreto Imperial nº 9.829, de 31 de dezembro de 1887.
  32. Página do 4º Grupamento de Bombeiros - Cascavel.
  33. Página oficial do Corpo de Bombeiros do Paraná. Prevenção de Incêndios e Pânico.
  34. Página oficial do 4º Grupamento de Bombeiros, Cascavel - Paraná. Alterações do Código de Prevenção 2014.
  35. a b c Página oficial do Corpo de Bombeiros do Paraná Como funciona o SIATE.
  36. Lei nº 6.774, de 08 de janeiro de 1976.
  37. Lei nº 14.851, de 7 outubro de 2005.
  38. Lei Estadual 16.575, de 28 de Setembro de 2010
  39. Portaria nº 002, de 09 de abril de 2009, do Corpo de Bombeiros do Paraná.
  40. Praias ganham nova sinalização. Jornal A Gazeta do Povo, de 02 de Fevereiro de 2010. Luís Celso Jr.
  41. Decreto de criação do Programa Bombeiro Comunitário
  42. Descritivo dos uniformes dos bombeiros comunitários
  43. Página oficial da Polícia Militar do Paraná.
  44. Lei Estadual 16.575, de 28 de Setembro de 2010 - Lei Orgânica da PMPR.
  45. Lei Estadual 16.576, de 29 de Setembro de 2010 – Lei de Fixação de Efetivo.
  46. Como Ingressar na PMPR - Página oficial da Polícia Militar do Paraná
  47. Editora AGBooks.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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