Aspirante a oficial

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Aspirante a oficial (pré-AO 1990: aspirante-a-oficial) ou simplesmente, aspirante é o posto de um membro das forças armadas ou forças de segurança, durante o período final da sua formação para oficial, antes de ser promovido ao posto inicial de oficial subalterno.

Insígnias e distintivos[editar | editar código-fonte]

Brasil[editar | editar código-fonte]

No ombro: A Estrela de Aspirante-à-Oficial do Corpo de Bombeiros da PMPR.
Aspirantado 2009 - Polícia Militar do Paraná.

No Brasil, aspirante-a-oficial é a graduação dada à praça especial, antes do acesso ao oficialato, no posto inicial dos oficiais subalternos. Situa-se imediatamente acima das praças ou graduados (inclusive dos cadetes/alunos-oficiais), e abaixo do Segundo-tenente.

Esta graduação é adquirida pelos que passam com sucesso pelas escolas de formação de oficiais de carreira (no Exército Brasileiro, a AMAN; na Força Aérea Brasileira, a AFA) ou pelos Cursos de Formação de Oficiais da Reserva (CPOR/NPOR), Quadro de Oficiais Técnicos Temporários (OTT) e Oficiais da Área de Saúde Temporários (MFDV).

Também é denominado aspirante-a-oficial o egresso de várias academias de Polícia e Bombeiros militares estaduais no Brasil, como, por exemplo, a Academia de Polícia Militar Dom João VI, mantida pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, a Academia de Polícia Militar do Barro Branco, pela Polícia Militar do Estado de São Paulo e a Academia Policial Militar do Guatupê, pela Polícia Militar do Paraná.

Geralmente, o militar que possui esta graduação é chamado, de modo informal, "Aspira", pelos de maior grau hierárquico, em virtude de ser considerado um estagiário, que necessita adquirir certo grau de experiência para se tornar Oficial, apesar de já poder possuir as mesmas atribuições e responsabilidades.

O período de estágio de um aspirante-a-oficial das Forças Armadas, Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil dura em média 6 (seis) meses, exceto nas PM dos estados de São Paulo, do Tocantins, da Bahia e do Paraná, que duram cerca de 1 (um) ano.

Na Marinha do Brasil, a graduação equivalente é a de guarda-marinha.

Portugal[editar | editar código-fonte]

Nas Forças Armadas Portuguesas, têm o posto de aspirante a oficial, os militares na fase final da formação para a carreira de oficial. O posto é atribuído aos seguintes militares:

  1. Alunos, do 5º ano, dos cursos da Escola Naval;
  2. Alunos, do 5º ano, dos cursos da Academia Militar e da Academia da Força Aérea. Estes alunos recebem a designação "aspirante a oficial aluno". No caso de cursos com mais de cinco anos, os alunos podem ainda ser promovidos a alferes aluno (6º ano) e a tenente aluno (7º ano);
  3. Alunos, em tirocínio final, dos cursos dos estabelecimentos de ensino superior politécnico do Exército e da Força Aérea. Estes alunos também são designados "aspirante a oficial aluno";
  4. Instruendos, durante a fase de Instrução Complementar, do Curso de Formação de Oficiais para militares em regime de contrato ou de voluntariado da Marinha, Exército e Força Aérea.

Antes de 1936, a designação "aspirante" era atribuída aos alunos de todos os anos dos cursos da Escola Naval e da Escola do Exército (antecessora da Academia Militar). A partir de então, os alunos dos primeiros anos passaram a ser designados "cadetes".

No âmbito civil, também são designados "aspirante a oficial aluno", os alunos do 5º ano do Instituto Superior de Ciências Policiais e de Segurança Interna, que vão ingressaar na carreira de oficial da Polícia de Segurança Pública.

Referências[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]