Forças Armadas de Portugal

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Forças armadas portuguesas
Forças armadas portuguesas
Military flag of Portugal.svg

Bandeira oficial das Forças Armadas Portuguesas
País  Portugal
Forças armadas Portuguese Air Force roundel.svg Força Aérea Portuguesa
Military flag of Portugal.svg Exército Português
Naval Jack of Portugal.svg Marinha de Portugal
Lideranças
Comandante-em-Chefe Presidente Aníbal Cavaco Silva
Ministro da Defesa José Pedro Aguiar-Branco
Idade dos militares 18 a 27 anos de idade para o serviço militar voluntário
Disponível para o
serviço militar
Homens entre 18 e 49 anos: 2.435.042 (2005 est.) homens, idade 15–49,
Mulheres entre 18 e 49 anos: 2.405.816 (2005 est.) mulheres, idade 15–49
Apto para o
serviço militar
Homens entre 18 e 49 anos: 1.952.819 (2005 est.) homens, age 15–49,
Mulheres entre 18 e 49 anos: 1.977.264 (2005) est.) mulheres, idade 15–49
Chegando a idade
militar anualmente
Homens: 67.189 (2005 est.)
Pessoal ativo 32.875[1]
Pessoal na reserva 210.930
Orçamento 1.1% do PIB (2012)
Indústria
Importações anuais N/D
Artigos relacionados
história História militar de Portugal
Classificações Hierarquia militar

As Forças Armadas (FArm) constituem uma instituição nacional de Portugal à qual compete garantir a independência nacional, a unidade do Estado e a integridade do território.

Geral[editar | editar código-fonte]

As Forças Armadas têm como orgão superior o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA) e integram três ramos:

Além dos três ramos das Forças Armadas, existe a Guarda Nacional Republicana que é uma força de segurança constituída por militares organizados num corpo especial de tropas que ficará colocado na dependência operacional do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, nos casos e termos previstos nas Leis de Defesa Nacional e das Forças Armadas e do regime do estado de sítio e do estado de emergência

Monumento para os páraquedistas portugueses em Praça dos Templarios, Maubisse (Timor-Leste)

O Comandante Supremo das Forças Armadas de Portugal é o Presidente da República. O Ministério da Defesa Nacional gere todo os meios logísticos e humanos das Forças Armadas bem como a administração de equipamentos militares. Cada ramo é chefiado por um general ou almirante que é responsável pela manutenção do seu respectivo ramo.

Durante o século XX, Portugal teve apenas duas grandes intervenções militares. A primeira, durante a Primeira Guerra Mundial, e a segunda entre 1961 e 1974, nos seus antigos territórios ultramarinos de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, a Guerra Colonial, de cujo conflito resultaram milhares de mortos e feridos, e cujas marcas, no caso específico de Portugal, permanecem vivas no início do século XXI. No entanto, desde o 25 de Abril de 1974, Portugal não envolve-se em nenhum conflito armado, e as Forças Armadas apenas mantém a ordem constitucional e auxiliam as missões de paz da ONU

No entanto, Portugal tem vindo a participar em inúmeras missões de paz da ONU, como a INTERFET e a UNTAET, em Timor-Leste, a MINURSO, no Sahara Ocidental, a EUFOR na Bósnia, KFOR no Kosovo, ISAF no Afeganistão e a MONUC na República Democrática do Congo.

As forças armadas perderam, entretanto, alguma prioridade na gestão governamental até que o governo de Durão Barroso decidiu investir uma parcela maior na sua modernização, criando alguma controvérsia, através da aquisição de dois novos submarinos e o início de concursos e programas para a aquisição de novos equipamentos.

A partir de 2003, Portugal aboliu o serviço militar obrigatório, passando a ser opcional.

Em 2010 existem em Portugal cerca de 50 mil militares, dos quais 7500 são mulheres[2] .

História[editar | editar código-fonte]

Origens[editar | editar código-fonte]

A história do que viriam a ser as atuais Forças Armadas Portuguesas começa ainda antes do estabelecimento de Portugal como um reino independente. As forças do Condado Portucalense, sob a liderança de D. Afonso Henriques lutam contra os leoneses até ao reconhecimento da independência de Portugal por Afonso VII de Leão, através do Tratado de Zamora, assinado em 1143. Entretanto, continuam a luta contra os mouros, espandindo o território português para sul. Em 1180, dá-se a primeira batalha conhecida das forças navais de Portugal, quando uma esquadra portuguesa comandada por D. Fuas Roupinho derrota uma esquadra mulçumana ao largo do cabo Espichel.

As forças navais portuguesas irão ser dotadas de uma organização permanente no reinado de D. Dinis, ao nomear Manuel Pessanha como o primeiro Almirante de Portugal, em 1317, dando origem à Marinha Portuguesa. Nesta época, as forças terrestres portuguesas são ainda um agrupamento heterogéneo de tropas reais, tropas das ordens de cavalaria, tropas feudais e milícias municipais, sem organização permanente, que apenas são reunidas em caso de guerra.

As forças terrestres começam a dispor de uma organização permanente a partir do reinado de D. Sebastião, com o estabelecimento das Ordenanças em 1570. As Ordenanças serão recuperadas na sequência da Restauração da Independência em 1640, no âmbito da organização que daria origem ao atual Exército Português.

As forças aéreas portuguesas apareceriam apenas no século XX, quando em 1911, é estabelecida a Companhia de Aerosteiros do Exército. Em 1912, esta unidade recebe os primeiros aviões militares portugueses. Em 1914, é estabelecido o Serviço Aeronáutico Militar - que viria a dar origem à Arma de Aeronáutica Militar do Exército Português - e em 1917 é estabelecida a Aviação Naval.

No entanto, até 1950, não existiam as Forças Armadas Portuguesas como organização unificada. Até então, o Exército e a Marinha eram totalmente independentes entre si, cada um dispondo do seu próprio ministério e de uma cadeia de comando separada. A Aeronáutica Militar dispunha de uma grande autonomia desde 1937, mas mantinha-se administrativamente integrada no Exército. Tentativas de ser criado um comando e um ministério militar unificados, ocorridas a partir da década de 1930, esbarraram com a oposição política do Exército e da Marinha que pretendiam manter as respetivas autonomias. Esta oposião só iria ser ultrapassada na década de 1950, depois de colhidas as experiências da Segunda Guerra Mundial, do início da Guerra Fria e da fundação da NATO.

Criação das Forças Armadas unificadas[editar | editar código-fonte]

Como organização unificada, as Forças Armadas Portuguesas foram estabelecidas na sequência do Decreto-lei n.º 37909, de 1 de agosto de 1950. Aquele decreto alterou a estrutura do Governo de Portugal, criando o cargo de ministro da Defesa Nacional com a função de coordenar os três ramos das Forças Armadas (os já então existentes e a já prevista Força Aérea, só criada como ramo independente em 1952). O mesmo decreto criava também o cargo de Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, que assumia as funções de chefe militar das Forças Armadas unificadas, herdando a maioria das funções até aí atribuídas aos então extintos cargos de Major-General da Armada e de Major-General do Exército.

Em plano auge da Guerra Fria, durante a década de 1950 são realizadas profundas reformas na defesa nacional e nas Forças Armadas. Pelo Decreto-lei n.º 37955, de 9 de setembro de 1950, é organizado o Secretariado-Geral da Defesa Nacional (SGDN) como órgão de estudo e de execução do ministro da Defesa Nacional, sendo dirigido pelo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA). Em 1952, é criada a Força Aérea como ramo independente das Forças Armadas.

Ao longo da década de 1950, são também nomeados, a título permanente, comandantes militares com prerrogativas de comando unificado ou conjunto relativamente a forças pertencentes a mais do que um ramo das Forças Armadas em diversas províncias ultramarinas, aos quais é atribuída a designação de "comandantes-chefes".

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências



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