Guimarães

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Guimarães
Brasão de Guimarães Bandeira de Guimarães
Brasão Bandeira
Castelo de Guimaraes.jpg
Castelo de Guimarães
Localização de Guimarães
Gentílico vimaranense;
guimaranense (raro)
Área 240,95 km²
População 158 124 hab. (2013[1] ; 2011[2] )
Densidade populacional 656,25 hab./km²
N.º de freguesias 69 (agrupadas em 48 novas freguesias com a reorganização administrativa das freguesias, mantendo as anteriores freguesias a "sua identidade histórica, cultural e social, conforme estabelece a Lei n.º 22/2012, de 30 de maio")[3]
Presidente da
Câmara Municipal
Domingos Bragança (PS)
Mandato 2013-2017
Fundação do município
(ou foral)
1096? (Conde D. Henrique)
Região (NUTS II) Norte
Sub-região (NUTS III) Ave
Distrito Braga
Antiga província Minho
Orago Nossa Senhora da Oliveira e São Gualter
Feriado municipal 24 de Junho
(Batalha de São Mamede)
Código postal 48__-___ Guimarães
Sítio oficial www.cm-guimaraes.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Guimarães MHSE é uma cidade portuguesa situada no Distrito de Braga, região Norte e sub-região do Ave (uma das sub-regiões mais industrializadas do país), com uma população de 54 097 habitantes[4] , repartidos por uma malha urbana de 23,5 km², em 20 freguesias e com uma densidade populacional de 2223,9 hab./km².[5]

É sede de um município com 240,95 km²[1] de área e 158 124 habitantes (2011)[2] (em queda se comparada com a população estimada de 162 592 habitantes em 2009[6] e aos Censos de 2001), subdividido em 69 freguesias,(agrupadas em 48 novas freguesias com a reorganização administrativa das freguesias, mantendo as anteriores freguesias a "sua identidade histórica, cultural e social, conforme estabelece a Lei n.º 22/2012, de 30 de maio")[3] sendo que a maioria da população reside na cidade e na sua zona periférica. O município é limitado a norte pelo município de Póvoa de Lanhoso, a leste por Fafe, a sul por Felgueiras, Vizela e Santo Tirso, a oeste por Vila Nova de Famalicão e a noroeste por Braga.

É uma cidade histórica, com um papel crucial na formação de Portugal, e que conta já com mais de um milénio desde a sua formação, altura em que era designada como Vimaranes. Podendo este topónimo ter tido origem em Vímara Peres, nos meados do século IX, quando fez deste local o seu principal centro governativo do condado Portucalense que tinha conquistado para o Reino de Galiza e onde veio a falecer.[carece de fontes?]

Guimarães é uma das mais importantes cidades históricas do país, sendo o seu centro histórico considerado Património Cultural da Humanidade, tornando-a definitivamente um dos maiores centros turísticos da região. As suas ruas e monumentos respiram história e encantam quem a visita.

A Guimarães actual soube conciliar, da melhor forma, a história e consequente manutenção do património com o dinamismo e empreendedorismo que caracterizam as cidades modernas, que se manifestou na nomeação para Capital Europeia da Cultura em 2012, factores que levaram Guimarães a ser eleita pelo New York Times como um dos 41 locais a visitar em 2011 e a considerá-la um dos emergentes pontos culturais da Península Ibérica.[7] Foi ainda Cidade Europeia do Desporto (CED), em 2013. Nesta última, Guimarães foi distinguida como sendo a melhor CED de 2013.

Guimarães é muitas vezes designada como "Cidade Berço", devido ao facto aí ter sido estabelecido o centro administrativo do Condado Portucalense por D. Henrique e por seu filho D. Afonso Henriques poder ter nascido nesta cidade e fundamentalmente pela importância histórica que a Batalha de São Mamede, travada na periferia da cidade em 24 de Junho de 1128, teve para a formação da nacionalidade. Contudo, as necessidades da Reconquista e de protecção de territórios a sul levou esse mesmo centro para Coimbra em 1129.

História[editar | editar código-fonte]

Praça da Oliveira, no Centro histórico de Guimarães, com o Padrão do Salado

A cidade está historicamente associada à fundação da nacionalidade e identidade Portuguesa. Guimarães, entre outras povoações, antecede e prepara a fundação de Portugal, sendo conhecida como "O Berço da Nação Portuguesa". Aqui tiveram lugar em 1128 alguns dos principais acontecimentos políticos e militares, que levariam à independência e ao nascimento de uma nova Nação. Por esta razão, está inscrito numa das torres da antiga muralha da cidade "Aqui nasceu Portugal", referência histórica e cultural de residentes e visitantes nacionais.

Pré e Proto-História[editar | editar código-fonte]

A região em que Guimarães se integra é de povoamento permanente desde pelo menos o Calcolítico Final nacional, como atestam a presença, no concelho, das citânias de Briteiros e de Sabroso ou a Estação arqueológica da Penha.

A Ara de Trajano denuncia a utilização, pelos romanos, das águas termais da vila de Caldas das Taipas.

Da fundação de Guimarães à fundação de Portugal[editar | editar código-fonte]

Álvaro de Brée, Estátua de Mumadona Dias em frente ao Tribunal de Comarca

Após a acção política de reconquista organizada pelo Reino da Galiza, com a intervenção do fidalgo Vimara Peres ainda no remoto século IX, a fundação medieval da actual cidade tem as suas raízes no remoto século X. Foi nesta altura que a Condessa Mumadona Dias, viúva de Hermenegildo Mendes, mandou construir, na sua propriedade de Vimaranes, um mosteiro dúplice, que se tornou num pólo de atracção e deu origem à fixação de um grupo populacional conhecido como vila baixa. Paralelamente e para defesa do aglomerado, mandou construir um castelo a pouca distância, na colina, criando assim um segundo ponto de fixação na vila alta. A ligar os dois núcleos formou-se a Rua de Santa Maria.

Posteriormente o Mosteiro transformou-se em Real Colegiada e adquiriu grande importância devido aos privilégios e doações que reis e nobres lhe foram concedendo. Tornou-se num afamado Santuário de Peregrinação, e de todo o lado acorriam crentes com preces e promessas.

A outorgação, pelo Conde D. Henrique, do primeiro foral nacional (considerado por alguns historiadores anterior ao de Constantim de Panóias), em data desconhecida, mas possivelmente em 1096,[8] atesta a importância crescente da então vila de Guimarães, escolhida ainda como capital do então Condado Portucalense.

Aqui se daria, a 24 de Junho de 1128, a Batalha de São Mamede.

Idade Média[editar | editar código-fonte]

Como a vila foi-se expandindo e organizando, foi rodeada parcialmente por uma muralha defensiva no reinado de D. Dinis. Entretanto as ordens mendicantes instalam-se em Guimarães e ajudam a moldar a fisionomia da cidade. Posteriormente, os dois pólos fundem-se num único e após o derrube da muralha que separava os dois núcleos populacionais no reinado de D. João I, a vila intramuros já pouco mudará, expandindo-se extramuros com a criação de novos arruamentos como a Rua dos Gatos.[9]

Idade Moderna e Contemporânea[editar | editar código-fonte]

O Toural representado numa imagem de 1864.

Haverá ainda a construção de algumas igrejas, conventos e palácios, a formação do Largo da Misericórdia (actual Largo João Franco) em finais do século XVII e inícios do XVIII, mas a sua estrutura não sofrerá grande transformação. Será a partir de finais do século XIX, com as novas ideias urbanísticas de higiene e simetria, que a vila, elevada a cidade, pela Rainha D. Maria II, por decreto de 23 de Junho de 1853,[10] irá sofrer a sua maior mudança.

Será autorizado e fomentado o derrube das muralhas, haverá a abertura de ruas e grandes avenidas como o actual Largo de Martins Sarmento, o Largo da Condessa do Juncal e a Alameda de São Dâmaso, e a parquização da Colina da Fundação. No entanto, quase tudo foi feito de um modo controlado, permitindo assim a conservação do seu magnífico Centro Histórico.

A 28 de Junho de 2013, a Cidade de Guimarães foi feita Membro-Honorário da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[11]

Património[editar | editar código-fonte]

Imagem: Centro Histórico de Guimarães A cidade de Guimarães inclui o sítio Centro Histórico de Guimarães, Património Mundial da UNESCO. Welterbe.svg

O papel de Guimarães desempenhado na formação da nacionalidade portuguesa confere-lhe uma singularidade, muito marcada no contexto turístico nacional, um estatuto simbólico que mantém desde há séculos. Primeira capital do Condado Portucalense e do país é uma das mais importantes memórias vivas, da afirmação e independência de Portugal. Este facto, aliado à classificação do Centro Histórico de Guimarães como Património Cultural da Humanidade em 2001, desempenha um papel fundamental na diferenciação de Guimarães como atracção turística no contexto dos circuitos de turismo cultural no Noroeste Peninsular.

Podemos salientar os seguintes locais como de particular interesse:

Arquitectura religiosa[editar | editar código-fonte]

Arquitectura civil[editar | editar código-fonte]

Vista do Toural

A cidade de Guimarães apresenta uma riquíssima variedade na sua arquitectura civil, nela sobressaindo-se o Paço dos Duques de Bragança, construído no século XV por D. Afonso, 1.º duque de Bragança, e que devido ao seu posterior abandono seria reconstruído na década de 1930.

A Rua de Santa Maria, de origem medieval, era zona privilegiada da elite vimaranense, ligando antigamente a Zona do Castelo à Colegiada de Guimarães na praça da Oliveira, mas actualmente começa no Largo do Carmo, onde despontam a casa onde morreu Francisco Martins Sarmento, a Igreja do Carmo e o seu chafariz central.

Descendo essa rua acedemos à zona central da zona histórica onde se encontram a Praça de Santiago, ladeada de casas antigas, de sacadas rematadas pelo tradicional alpendre, guardando um cunho medieval acentuado e a Praça da Oliveira, onde pode-se admirar a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira e o Padrão do Salado. Estas duas praças são conhecidas localmente por serem o centro da movida vimaranense, devido à concentração de bares que se estende pelas praças e arruamentos periféricos. Como elemento de ligação, existem os Antigos Paços do Concelho, onde se localiza o actual Museu de Arte Primitiva Moderna.

A Casa da Rua Nova, situada na actual Rua de Egas Moniz, que alberga actualmente o Gabinete Técnico Local.

Na Casa dos Lobos Machado, situa-se a Associação Comercial e Industrial de Guimarães.

O Largo do Toural (conhecido como a "sala de visitas" da cidade e assim chamado por ter sido inicialmente construído como uma feira de venda de gado), é actualmente com o conjunto das praças da Oliveira e de Santiago, considerado popularmente como o centro da cidade. É ladeado de casas antigas com telhados de águas furtadas, janelas enormes que ocupam toda a fachada e belas grades de ferro forjado.

A Rua D. João I, antiga Rua dos Gatos, foi uma das primeiras ruas a existir fora do perímetro amuralhado e servia de ligação à antiga estrada para o Porto.[9]

Praça de Santiago - vista em direcção à praça da Oliveira, para lá dos arcos sob o museu de Arte Primitiva Moderna

O Palácio Vila Flôr, até finais do século XIX, situado até princípios do século XX nos arrabaldes da cidade, foi onde primeiramente se situou a Universidade do Minho e onde actualmente se situa o Centro Cultural Vila Flor.

O Parque da Cidade, é o maior espaço verde da cidade.

Fora da área urbana pode-se encontrar o Campo da Ataca, onde se terá iniciado a Batalha de São Mamede. Sobranceira à cidade, o monte da Penha é um aprazível sítio de onde se pode desfrutar de uma panorâmica do concelho e concelhos envolventes. Merece aí destaque a igreja projectada por José Marques da Silva ou estátua de Pio IX, situada no ponto mais alto do concelho. Gravado numa rocha, observa-se um baixo-relevo dos aviadores Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Deva-se ainda referir o busto sobre pedestal de José de Pina e a imagem de São Cristóvão, enquadrada no alto de um rochedo.

Arquitectura militar[editar | editar código-fonte]

O Castelo de Guimarães foi mandado construir no século X pela Condessa Mumadona para defender a população dos ataques dos muçulmanos, tendo ainda sido construído posteriormente às Muralhas de Guimarães.

Arqueologia[editar | editar código-fonte]

Vista panorâmica da Citânia de Briteiros

A Citânia de Briteiros, classificada como Monumento Nacional desde 1910 é um dos monumentos nacionais mais importantes da cultura castreja, sendo escavada, desde finais do século XIX, pelo arqueólogo Francisco Martins Sarmento, até à actualidade, sendo a sua preservação assim como da Citânia de Sabroso, responsabilidade da Sociedade Martins Sarmento.

A Estação arqueológica da Penha, situada na montanha da Penha próxima à cidade, compreende vestígios de um povoado permanente inserido cronologicamente entre o Calcolítico Final e o Bronze Inicial.[14]

A Ara de Trajano, localizada na vila de Caldas das Taipas é uma lápide de tipo invocativo, dedicada a Trajano.[15]

De se referir ainda a presença, dispersa pelo concelho, de vários castros e vestígios arqueológicos menores.

Estátuas esculturas e monumentos comemorativos[editar | editar código-fonte]

D. Afonso Henriques por Cutileiro

A estátua de D. Afonso Henriques, na actualidade, inserida no acesso principal ao Paço dos Duques de Bragança, é uma obra de Soares dos Reis (estátua) e José António Gaspar (pedestal). A ideia da sua construção partiu de um grupo de portugueses, residentes no Rio de Janeiro, sendo feita a angariação dos fundos necessários nas duas cidades. Foi inaugurada a 20 de Setembro de 1887, no actual Largo de São Francisco. Teve duas trasladações, a primeira para o Toural e a segunda, em 1940, para a sua actual localização.[16]

A escultura de D. Afonso Henriques, situada no largo João Franco e da autoria de João Cutileiro, foi inaugurada a 24 de Junho de 2001 e segundo o seu autor a inspiração veio dos livros de instrução primária da década de 1940, em que D. Afonso Henriques era representado com um montante.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Guimarães, como cidade de dimensão média, tem uma vida cultural interessante. Para além dos museus, monumentos, associações culturais, galerias de arte e festas populares, tem desde Setembro de 2005 um importante espaço cultural, o Centro Cultural Vila Flor, com dois auditórios, um centro expositivo, e um café-concerto. Escolhida, em Outubro de 2006 para ser Capital Europeia da Cultura em 2012,[17] juntamente com Maribor, cidade da Eslovénia.[18] [19] Até será construída uma Plataforma das Artes, no antigo mercado municipal e terrenos de uma indústria de transformação de mármores,[20] tendo sido iniciamente previsto ser este espaço usado para um Centro de Arte Contemporânea.[21] Esta Plataforma das Artes dividir-se-á em Centro de Arte a instalar em novo edifício, Ateliers Emergentes de Apoio à Criatividade e Laboratórios Criativos (gabinetes de apoio empresarial).[20]

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

Feira Joanina, em Guimarães, onde se recriam actividades económicas de antanho, como a produção do ainda hoje bem apreciado "bolo" com carne de porco

O facto de Guimarães ter como gérmen as terras de um convento feminino influenciou muito a gastronomia marcante da região, especialmente a nível da doçaria, como nas tortas de Guimarães e, principalmente, no toucinho do céu. Para além do que é habitual no Minho, como o vinho verde, as papas de sarrabulho, os rojões, etc., confecciona-se também o chamado "bolo" constituído por um tipo de pão (com o formato de uma pizza) servido com carne de porco, sardinhas ou outros acompanhamentos.

Tradições e festividades[editar | editar código-fonte]

  • As Festas Gualterianas, em honra de São Gualter, decorrem desde 1906 sempre no primeiro fim-de-semana de Agosto. Nos últimos anos, a Câmara Municipal tem assumido a organização das festividades através de uma comissão presidida pelos vereadores da Cultura e outras instituições, nomeadamente a Associação Comercial e Industrial de Guimarães e a Associação Recreativa da Marcha Gualteriana. Estas festas são marcadas pelo Cortejo do Linho e pela Batalha das Flores. Por fim, como é tradição, a Marcha Gualteriana encerra as festas.
  • As Nicolinas são Festas de Estudantes de Guimarães, celebradas em honra de São Nicolau de Mira. Iniciam-se a 29 de Novembro e terminam a 7 de Dezembro. São compostas por vários números: o Pinheiro e Ceias Nicolinas (o número mais concorrido onde os participantes, após um jantar pelos restaurantes da cidade, desfilam pelas ruas de Guimarães entoando os Toques Nicolinos ao som dos bombos e das caixas), as Novenas, as Posses, o Pregão Académico Vimaranense, as Maçãzinhas, as Danças de São Nicolau, o Baile da Saudade e a Roubalheira. Ultimamente tem vindo a ser defendida a candidatura das Festas Nicolinas a Património Oral e Imaterial da Humanidade.[22] [23]
  • A Festa de Santa Luzia acontece anualmente a 13 de Dezembro, junto à capela de Santa Luzia, na Rua Francisco Agra. Associada a esta festividade está a tradicional venda de bolos, confeccionados com farinha de centeio e açúcar, designados como Sardões e Passarinhas, com óbvias conotações sexuais. Segundo a tradição, os rapazes deveriam oferecer o Sardão, de forma fálica, à rapariga que, estando interessada em namorar, lhe deveria retribuir com uma Passarinha.[24]
  • A Romaria Grande de São Torcato, chamada ainda por muitos como a maior romaria do Minho, acontece anualmente em Julho, na vila de São Torcato. Tem normalmente a duração de quatro dias e a particularidade da procissão em honra de São Torcato serem enfeitados a cetim.

Museus, espaços culturais e galerias de arte[editar | editar código-fonte]

Centro Cultural Vila Flor

A cidade de Guimarães possui diversos espaços culturais de referência na região e a nível nacional. Entre os diversos museus da cidade, destaca-se o Museu de Alberto Sampaio, criado em 1928 e aberto ao público desde 1931, dependente actualmente do Instituto dos Museus e da Conservação[25] e situa-se nas antigas instalações do Cabido da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira. Possui um rico acervo, constituído principalmente por peças dos séculos XIV, XV, e XVI e onde pontifica o loudel de D. João I. No Verão, numa iniciativa ímpar em Portugal, encontra-se aberto à noite.

Edifício-sede da Sociedade Martins Sarmento, obra do arquitecto Marques da Silva, 1967.

A Sociedade Martins Sarmento é das mais antigas instituições vimaranenses e nacionais que se dedica ao estudo e preservação de vestígios arqueológicos. Tem sobre sua alçada dois museus: o Museu Arqueológico da Sociedade Martins Sarmento, situado na sua sede, conhecido pelas colecções pré e proto-históricas, albergando ainda colecções de numismática e epigrafia latina; e o Museu da Cultura Castreja, situado no Solar da Ponte na freguesia de São Salvador de Briteiros, perto da Citânia de Briteiros e do Castro de Sabroso, que se dedica à cultura castreja.

Existem ainda: o Museu de Arte Primitiva Moderna, localizado no Dommus Municipallis, os antigos paços municipais, versa sobre a pintura geralmente conhecida como Naïf; o Museu da Vila de São Torcato, que é dedicado à vivência da região e seu mosteiro e sua relação com São Torcato; o Museu da Agricultura de Fermentões, que expõe colecções dedicadas às tradicionais práticas agrícolas da região; e o Museu Paroquial de São Sebastião, inaugurado a 24 de Março de 1984, que tem o seu acervo constituído na sua grande maioria por peças de arte sacra.[26]

Os dois principais auditórios culturais da cidade são ambos construções da primeira década do século XXI.

São eles o Centro Cultural Vila Flor e o São Mamede Centro de Artes e Espectáculos de Guimarães

  • O Centro Cultural Vila Flor é o principal equipamento cultural de Guimarães. Concluído em Setembro de 2005, nasceu da recuperação do Palácio Vila Flor e espaços envolventes e da construção de um novo edifício para a sala de espectáculos. Tem dois auditórios, um café-concerto, área expositiva e é a sede da Assembleia Municipal. Os jardins do antigo palácio foram recuperados e receberam, em 2006, a Menção Honrosa na categoria Espaços Exteriores de Uso Público do Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista.[27]
  • São Mamede Centro de Artes e Espectáculos de Guimarães
  • A Biblioteca Municipal Raul Brandão, tem a sua sede na cidade e dispõe ainda bibliotecas anexas nas vilas de Pevidém, Caldas das Taipas,[28] e Ronfe, oferecendo ainda os serviços de uma biblioteca itenerante a 42 freguesias,[29] e Ronfe, serviços de leitura ao Estabelecimento Prisional de Guimarães,[30] bibliotecas escolares, centros de dia e cafés.
  • O Laboratório das Artes foi fundado em 2004 por estudantes da ESAP, oito meses após o projecto Espaço Provisório, dedicado a intervenções artísticas numa loja comercial da Rua de Santo António. Em Fevereiro de 2004 ocupou uma casa na Rua de Camões, em avançado estado de degradação, sendo palco de exposições, performances, música, workshops, entre outras formas de expressão artística até Novembro de 2005. Entretanto o grupo muda-se para uma loja na Avenida de São Gonçalo, a que dão o nome de Sala de Espera. Entretanto organiza o Projecto Teleférico e muda-se, em finais de 2006, para uma casa na Rua de Santa Maria.
  • O Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, criado em Junho de 1931, é um caso singular no panorama dos arquivos nacionais, já que tem uma duplicidade de competências, é municipal e distrital, para área do Concelho de Guimarães. Em virtude disso, incorpora, entre outros arquivos: o arquivo da extinta Colegiada de Guimarães, os documentos do antigo recolhimento do Anjo, processos crimes, cíveis e orfanológicos, livros dos cartórios e tabeliães extintos, livros paroquiais do concelho, todos os documentos, livros, processos e estatutos provenientes das irmandades, corporações e repartições extintas, para além de toda documentação municipal.
  • Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura
  • Cineclube de Guimarães
  • Cybercentro de Guimarães
  • Círculo de Artes e Recreio
  • Galeria Gomes Alves
  • Plataforma das Artes e Cultura

Geografia[editar | editar código-fonte]

Geologia[editar | editar código-fonte]

As rochas graníticas ocupam a maioria da área do concelho, predominando as rochas xistentas em pequenas zonas no noroeste e sudoeste do concelho e as argilas e cascalheiros fluviais ao longo dos leitos dos rios Ave, Vizela e Selho.[31]

Orografia e hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rio de Couros, junto à Pousada da Juventude de Guimarães

O concelho é delimitado a norte pela Senhora do Monte, a noroeste pelos montes da Falperra e Sameiro, Outeiro e Penedice e a sul pelo monte da Penha.[32] Este, com a elevação de 613 metros, apresenta-se como o ponto mais elevado do concelho.

É parte integrante da bacia hidrográfica do rio Ave, dividindo a meio o concelho de nordeste para sudoeste,[32] tendo como tributários o rio Vizela, rio Torto, rio Febras, e dentro da cidade, o rio Selho, rio de Couros e a ribeira de Santa Lúzia.

Os solos têm excelente aptidão agrícola, sendo separados por algumas zonas florestais, principalmente nas cotas mais altas.

Clima[editar | editar código-fonte]

Enquadrada entre um vale e montes e por se encontrar afastado do litoral, os Invernos são frios e chuvosos e o verão quente e ligeiramente húmidos, sendo a temperatura média anual de 14º.[33]

Fauna[editar | editar código-fonte]

Perdiz-vermelha

A diversidade de espécies é escassa, em especial nas zonas urbanas. Ainda assim, o concelho apresenta algumas espécies com interesse cinegético como a Raposa-vermelha, Javali, Rola-comum, Tordo, Pombo ou a Perdiz-vermelha..[34] Nas áreas verdes da cidade as espécies mais comuns são os roedores. Existe também o Esquilo.

Flora[editar | editar código-fonte]

Apresenta uma flora algo diversificada e bastante repartida.[35]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Da população do concelho, em 2001, 68 643 pessoas habitavam nas freguesias que fazem parte da cidade e dessas 52 182 pessoas viviam na área urbana da cidade,[5] e 44 221 nas vilas do concelho.[36] Estava previsto que até 2010, o concelho, atingisse uma população de 188 178 habitantes.[37] o que não se verificou, tendo a população recuado para os 156 310 habitantes.

A população residente é constituída por 76 774 indivíduos do sexo masculino e 81 350 indivíduos do sexo feminino.

A cidade é a 13.ª maior do país, em população residente.[38]

Evolução da população do concelho de Guimarães (1801 – 2013)

Variação da População  1864 / 2011; Comparando 2011 com 1864; Nº de habitantes por grupos etários – de  1981 a 2011; Nº de habitantes por grupos etários – de  1981 a 2011;

Evolução da população da cidade (1864 – 2001)

Organização administrativa[editar | editar código-fonte]

Mapa das freguesias de Guimarães

No contexto de políticas sub-regionais de desenvolvimento e de mobilidade, é membro da Grande Área Metropolitana do Minho, constituída por 13 municípios, que no seu total contabilizam 798 043 habitantes em 2001, sendo também a maior cidade e concelho da subregião do Vale do Ave que por si só alberga 509 969 habitantes (2001), sendo ainda a sede da Associação de Municípios do Vale do Ave. Pertence ainda ao Distrito de Braga.

Freguesias[editar | editar código-fonte]

O concelho é compreendido por 69 freguesias, sendo 28 freguesias classificadas como Áreas Mediamente Urbanas (AMU), tendo 1 o estatuto de vila e as restantes 41 freguesias categorizadas como Áreas Predominantemente Urbanas (APU) , sendo que dessas freguesias, 8 têm o estatuto de vila e 20 são total ou parcialmente inseridas na cidade.[39] Com a reorganização administrativa das freguesias, foram agrupadas em 48 novas freguesias, mantendo as anteriores freguesias a "sua identidade histórica, cultural e social, conforme estabelece a Lei n.º 22/2012, de 30 de maio")''Diário da República''.[40]

Freguesias com estatuto de vila[editar | editar código-fonte]
Parque da Vila de Brito
Capela de São Torcato
Freguesias inseridas na área urbana da cidade[editar | editar código-fonte]
Restantes freguesias predominantemente urbanas[editar | editar código-fonte]
Freguesias mediamente urbanas[editar | editar código-fonte]


Novas freguesias[editar | editar código-fonte]
Freguesias do concelho de Guimarães.

O concelho de Guimarães está administrativamente dividido em 48 freguesias:

Geminações[editar | editar código-fonte]

Guimarães tem os seguintes 10 acordos de geminação[41] e 2 acordos de cooperação:[42]

Sociedade[editar | editar código-fonte]

Qualidade de vida[editar | editar código-fonte]

O Toural iluminado à noite, fazendo referência ao estatuto de Património Mundial ostentado pela cidade.

Considerada, pelo jornal Expresso, como a 2.ª cidade com melhores condições para se viver,[43] é contudo também a segunda cidade mais poluída do país.[44]

Em 2004, a rede de abastecimento de água cobria 89% da população, sendo previsto pela concessionária Vimágua que em finais de 2006 a cobertura atingisse 95% da população.[45] O abastecimento de água era fornecido na efectividade a cerca de 70% da população.

A cobertura da rede de saneamento básico doméstico pública era, em 2001, de 63,5% da população (previsto pela Vimágua que atinja os 80% em 2006),[45] sendo que 47% dos alojamentos familiares se encontravam ligados ao sistema público, enquanto 49% se encontrava ligada a sistemas particulares (principalmente fossas sépticas) e 1,1% não possuía qualquer sistema de esgotos.

O acesso, em 2001, a estações de tratamento de águas residuais era de 67,5%.

Na recolha e tratamento de resíduos, o acesso da população era de 100%.

Contudo, alguns defendem que a cidade, conjuntamente com outras cidades do Distrito de Braga, têm crescido "desordenadas e inestéticas, sujeitas a políticas de betão promovidas pelas autarquias responsáveis".[46]

Comunicação social[editar | editar código-fonte]

Imprensa escrita[editar | editar código-fonte]

Guimarães foi a quarta cidade dos país a dispor de jornais,[47] com o "Azemel Vimaranense" fundado em 1822 e cuja publicação, possivelmente, terminou com os acontecimentos da Vilafrancada.[48] Contudo, somente a partir de 1856 é que este teria seguimento, com o aparecimento de vários jornais locais, dos quais o primeiro a ser publicado, foi "A Tesoura de Guimarães".[47] Na actualidade os jornais são:

Rádios[editar | editar código-fonte]

No concelho todo existem somente duas rádios, ambas sedeadas na cidade. A Rádio Fundação emite em 95.8 MHz FM. A Rádio Santiago emite em 98.0 MHz FM. Refira-se ainda a Rádio Universitária do Minho, sedeada em Braga,[49] que emite em 97.5 MHz FM para os pólos da Universidade do Minho de Braga e Guimarães.[50] Todas possuem ainda emissão pela Internet.

Televisão[editar | editar código-fonte]

A Guimarães TV emite on-line desde 24 de Junho de 2007,[51] fruto da iniciativa da câmara municipal e do Cybercentro,[52] sendo os seus conteúdos transmitidos no canal Região Norte TV, na plataforma por cabo da TVTEL.[53]

O canalguimaraes.com, que iniciou as suas sua emissões em Março de 2010, é o mais recente canal de televisão via internet de Guimarães, propriedade da CINEREPUBLICA, CRL, e resultou dos esforços da Associação de Socorros Mútuos Artística Vimaranense, uma das mais antigas associações vimaranenses, com sede na Rua de Gil Vicente, em pleno centro da cidade de Guimarães.

O canalguimaraes.com afirma-se como um canal livre e oriundo da sociedade civil, visando a vitalização da vida pública, social e cultural, recusando-se à tutela pública ou de quaiquer outros poderes fácticos.

Desporto[editar | editar código-fonte]

Pavilhão Multiusos durante os Campeonato Europeu Universitário de Basquetebol 2006

Guimarães nos últimos anos, assistiu à construção de vários equipamentos desportivos, maioritariamente inseridos na Cidade Desportiva, como o Multiusos de Guimarães, Piscinas de Guimarães, Pista de atletismo Gémeos Castro (que servem maioritariamente a população da cidade) ou a pista de cicloturismo.

Da Cidade Desportiva, salienta-se a o novo Multiusos de Guimarães, situado na veiga de Creixomil, junto a uma das principais entradas rodoviárias e à circular urbana. Com uma capacidade máxima de 2856 lugares na nave central, já acolheu várias competições de nível internacional, concertos, congressos e feiras.[54]

Relativamente perto do pavilhão multiusos, as Piscinas de Guimarães, são compostas por três piscinas interiores aquecidas, sendo uma delas de 25m e as restantes dedicadas à aprendizagem e bebés e duas piscinas exteriores. Dispõe ainda, de um ginásio, gabinete de massagens, entre outros serviços.[55]

Mesmo a seu lado encontramos a Pista de atletismo Gémeos Castro, com 8 corredores em piso sintético e bancada com capacidade para 1200 pessoas.[56]

A pista de cicloturismo Guimarães-Fafe, resultado do aproveitamento parcial da desactivada, em 1986, ligação ferroviária a Fafe, fazendo esta a ligação da cidade à cidade e concelho de Fafe, compreendendo uma extensão de 14,1 km,sendo assim um excelente traçado para percursos cicloturísticos ou pedestres, maioritariamente feito pelo meio de montes e campos agrícolas. O primeiro troço abriu em 1996, no concelho de Fafe e tinha a extensão de 6 km, sendo aberto o troço vimaranense em 1999, formando assim o actual percurso intermunicipal.[57]

Todos estes equipamentos são geridos pela Cooperativa Municipal Tempo Livre, que gere ainda, ao abrigo de um acordo com o Ministério da Educação, seis pavilhões gimnodesportivos inseridos em escolas, quatro deles das vilas de Pevidém, Lordelo, Moreira de Cónegos, Ronfe e os restantes nas freguesias de Creixomil e Urgezes inseridos na malha urbana da cidade.[58]

Instituições desportivas[editar | editar código-fonte]

O clube mais importante e conhecido do concelho é o Vitória Sport Clube, sedeado na cidade, e embora participe em mais modalidades, é conhecido especialmente pelo futebol, onde esteve 48 épocas consecutivas na primeira divisão portuguesa até a época de 2005/2006, tendo descido durante uma época à Liga de Honra. Agora está de regresso a Liga Bwin, tendo garantindo a sua promoção a uma jornada do fim do campeonato. Na época de 2007/2008 garantiu, pela primeira vez na sua história, o apuramento para a 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

Também no futebol sobressai-se o Moreirense Futebol Clube, da vila de Moreira de Cónegos, que competiu recentemente na primeira divisão portuguesa.

Outros clubes desportivos[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

Tem uma intensa actividade económica, especialmente nas seguintes actividades: fiação e tecelagem de algodão e linho, cutelaria, curtumes, quinquilharia e artesanato (ourivesaria, faianças e bordados).

Sector primário[editar | editar código-fonte]

No sector primário, o solo é maioritariamente ocupado por culturas forrageiras e prados temporários, seguido de culturas cerealíferas e vinha. Ao contrário da região do Ave, onde as pastagens e prados permanentes ocupam 3 529 hectares, no concelho apenas 54 hectares são ocupados dessa mesma forma.

Sector secundário[editar | editar código-fonte]

Concelho integrado no vale do Ave, zona que se caracteriza historicamente pela sua forte industrialização, nomeadamente na indústria transformadora e no sector têxtil.

Sector terciário[editar | editar código-fonte]

A maioria de serviços concentra-se na cidade e vilas.

Avepark[editar | editar código-fonte]

Situado na freguesia de Barco e perto da vila das Caldas das Taipas e as freguesia de São Lourenço de Sande e de São Salvador de Briteiros como pólo do Ave do Parque de Ciência e Tecnologia do Porto. Aqui, parceria com a Universidade do Minho, previa-se em 2007 a instalação, no âmbito de uma candidatura efectuada à União Europeia, do primeiro Centro Europeu de Excelência em território nacional (o Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa).[59]

Transportes e comunicações[editar | editar código-fonte]

Automotora,movida a diesel, parada na Estação de Guimarães, em Maio de 1996.

É servida por uma rede viária, tendo a cidade como centro e nó de várias vias entre as quais se pode salientar as auto-estradas A7 (Póvoa de Varzim - A24 Vila Pouca de Aguiar) e A11 (Esposende- A4 Castelões (Penafiel), permitindo assim a chegar à cidade do Porto, afastada 55,9 km, em 43 minutos, e à cidade de Lisboa, à distância de 365,2 km, em 03h41m[5] e em 20 minutos à cidade de Braga, permitindo assim a sua plena integração nos circuitos económicos nacionais e europeus. O concelho é ainda servido pelas estradas nacionais 101, 105, 106 e 206.

Autocarro dos TUG
Duas automotoras UME3400, paradas na Estação de São Bento, Porto.

O concelho de Guimarães, a nível de transporte ferroviário, é servido pela Linha de Guimarães cobrindo 5,9% das freguesias e 12,7% da população, sendo a distância média das freguesias não servidas por este transporte, de 5,8 km.[5] Esta linha beneficiou de uma renovação recente que passou pela reedificão de estações e apeadeiros, electrificação da linha e seu alargamento para Bitola ibérica, bem como a compra de automotoras UME3400.[60]

Os transportes públicos cobrem 97,1% das freguesias correspondente a 98% da população. A rede de transportes urbanos, actualmente concessionada aos TUG, serve 23 freguesias a que corresponde 33,8% das freguesias ou 50,9% da população. As praças de táxis cobrem 63,2% das freguesias ou 82,3% da população.[5]

Em Setembro de 2005 passavam diariamente, pela cidade, cerca de 120 000 viaturas.[61] Este tráfego provoca vários congestionamentos, especialmente nas horas de ponta, nas áreas centrais da cidade e na N 101, entre Guimarães e Caldas de Taipas.[62]

Educação[editar | editar código-fonte]

A cidade de Guimarães possuí varias escolas públicas e privadas de jardins de infância, ensino primário, ensino básico e secundário.

A taxa de analfabetismo era, em 2001, de 7,4%, abaixo da média nacional e do Norte do país que eram de 8,9% e 8,3%, respectivamente.

Ensino superior[editar | editar código-fonte]

Existem duas instituições de ensino superior na cidade: a Universidade do Minho e a Escola Superior Artística do Porto.

O total de inscritos nas instituições de ensino superior público e privado foi, no ano lectivo de 2007-2008, de 15 718 para a Universidade do Minho (no total de alunos em Braga e Guimarães) e de 74 alunos no pólo de Guimarães da Escola Superior Artística do Porto.[63]

Campus de Azurém

Os planos originais, para a criação da Universidade do Minho, apontavam para a instalação de um campus único na vila de Caldas das Taipas, contudo razões políticas levaram à divisão da universidade entre as cidades de Braga e Guimarães.[64] Guimarães recebeu na época lectiva de 1977-78, no Palácio de Vila Flor (actual centro cultural), parte dos cursos da então recém criada Universidade do Minho. As instalações definitivas da Escola de Engenharia foram inauguradas em 1989 no actual Campus de Azurém, onde hoje em dia se lecciona os cursos de arquitectura, geografia, design e marketing de moda e a maioria dos cursos de engenharia.

A extensão da Escola Superior Artística do Porto, instituição pertencente ao Ensino Politécnico, encontra-se vocacionada para a formação académica na área das artes. Aqui iniciou a sua actividade no ano lectivo de 1983-84, designada então como Cooperativa de Ensino Superior Artístico Árvore, na sede da Associação Cultural e Recreativa Convívio, no âmbito de um protocolo entre estas duas instituições. Transferiu-se para o actual edifício no ano lectivo seguinte.[65]

Monumento ao Teatro, na Alameda de São Dâmaso.

Mumadona Dias, fundadora da cidade, tem uma estátua em sua homenagem na praça homónima. Localiza-se no espaço onde foram demolidos os inacabado futuros Paços do Concelho. Foi oferecida por António de Oliveira Salazar e a sua autoria é de Álvaro de Brée. Foi inaugurada, conjuntamente com a praça e o actual tribunal, em Junho de 1960, pelo então Presidente da República, Almirante Américo Thomaz. Foi recentemente mudada de posição.

O Monumento ao Nicolino, da autoria de José de Guimarães, foi inaugurado a 25 de Janeiro de 2008.

  • Martins Sarmento
  • Centenário da elevação de Guimarães a cidade
  • Abel Salazar
  • Conde de Arnoso
  • Alberto Sampaio
  • Gravador Molarinho

Vimaranenses ilustres[editar | editar código-fonte]

Alberto Sampaio

Os habitantes de Guimarães são chamados de Vimaranenses. Destacamos alguns de importância reconhecida, em várias áreas:

Vista panorâmica[editar | editar código-fonte]

Panoramica Guimarães.jpg
A cidade de Guimarães e arredores, vista da Penha a 5 de Setembro de 2006, por volta das 11h03m.

Referências

  1. a b Instituto Geográfico Português, Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013 (ficheiro Excel zipado)). Acedido a 28/11/2013.
  2. a b População residente, segundo a dimensão dos lugares, população isolada, embarcada, corpo diplomático e sexo, por idade (ano a ano) (em português) Instituto Nacional de Estatística. Visitado em 9 de Março de 2014. Cópia arquivada em 4 de Dezembro de 2013. "Informação no separador "Q601_Norte""
  3. a b Diário da República, Reorganização administrativa do território das freguesias, Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, Anexo I. Acedido a 19/07/2013.
  4. INE. Anuário Estatístico da Região Norte 2012. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística, 2013. p. 32. ISBN 978-989-25-0218-2. ISSN 0871-911-X. Visitado em 13 de Outubro de 2014.
  5. a b c d e Caracterização Sócio-Económica dos Concelhos – Concelho de Guimarães, Direcção Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano, acedido em 21 de Novembro de 2006
  6. Portal do Instituto Nacional de Estatística; População residente (N.º) por Local de residência, Sexo e Grupo etário (Por ciclos de vida); Anual; 2009
  7. Wilder, Charly [1] "The New York Times", January 09, 2011
  8. António Matos Reis, O Foral de Guimarães- primeiro foral português-o contributo dos burgueses para a fundação de Portugal, in Revista de Guimarães nº 106, Guimarães, 1996, pp. 55-77;
  9. a b Catarina Oliveira, Pesquisa de Património - Detalhe - Rua de D. João I, IGESPAR, acedido em 21 de Dezembro de 2010
  10. Cidades Portuguesas(2002), INE, acedido em 3 de Outubro de 2006
  11. Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas Presidência da República Portuguesa. Visitado em 2014-06-09. "Resultado da busca de "Cidade de Guimarães"."
  12. Pesquisa de Património - Detalhe - Igreja de Nossa Senhora da Oliveira IGESPAR. Visitado em 8 de Maio de 2007.
  13. Pesquisa de Património - Detalhe - Igreja de São Miguel do Castelo IGESPAR. Visitado em 8 de Maio de 2007.
  14. Pesquisa de Património - Detalhe - Estação arqueológica da Penha, , IGESPAR, acessado em 23 de Janeiro de 2010
  15. Pesquisa de Património - Detalhe - Lápide das Taipas (Ara de Trajano), IGESPAR, acessado em 23 de Janeiro de 2010
  16. A. Rocha e Costa. (22 de Abril de 2005). "Estátuas de Guimarães - D. Afonso Henriques" (em Português). O Povo de Guimarães.
  17. Governo escolhe Guimarães para ser candidata a Capital Europeia da Cultura em 2012, [[Público (jornal)|]], acessado em 19 de Outubro de 2006
  18. European Capitals of Culture-Future Capitals, Comissão Europeia, acessado em 19 de Outubro de 2006(em inglês)
  19. Maribor Nominated for 2012 European Culture Capital, Departamento de comunicação do governo esloveno, acessado em 17 de Junho de 2007 (em inglês)
  20. a b Fernando Seara de Sá; Raul Roque Figueiredo; Alexandre Coelho Lima; Manuel Vilhena Roque. Plataforma das Artes - Resumo da Memória Descritiva. Guimarães: Pitágoras Arquitectos, Lda, Maio de 2010. 3 pp. ISBN.
  21. = 291 Guimarães vai ter Centro de Arte Contemporânea Portugal Diário. Visitado em 20 de Março de 2007.
  22. Novidades Associação Tertúlia Nicolina. Visitado em 24 de Maio de 2007.
  23. Nicolinas a "Património Oral e Imaterial da Humanidade". [S.l.]: Associação Tertúlia Nicolina.
  24. Guimarães: Crentes pedem à santa "saudinha nos olhos" in Jornal de Notícias, 14 de Dezembro de 2005, - acesso a 17 de Março de 2007
  25. Museus Instituto dos Museus e da Conservação. Visitado em 21 de Março de 2008.
  26. Museu Paroquial Paróquia de São Sebastião. Visitado em 2 de Outubro de 2006.
  27. CCVF recebe Menção Honrosa Sítio da A Oficina, cooperativa que gere o Centro Cultural Vila Flor. Visitado em 30 de Junho de 2007.
  28. Biblioteca Itinerante Biblioteca Raul Brandão. Visitado em 2 de Fevereiro de 2007.
  29. Pólos Biblioteca Raul Brandão. Visitado em 2 de Fevereiro de 2007.
  30. Serviço de Leitura ao Estabelecimento Prisional de Guimarães Biblioteca Raul Brandão. Visitado em 2 de Fevereiro de 2007.
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  35. Flora Câmara Municipal de Guimarães. Visitado em 31 de Outubro de 2007.
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  63. Inscritos em cursos de ensino superior por subsistema de ensino (em português) Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais. Visitado em 21 de Janeiro de 2009.
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  65. Instituição, ESAP Guimarães, acessado em 5 de Janeiro de 2007

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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