Oeiras (Portugal)

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Oeiras
Brasão de Oeiras Bandeira de Oeiras
Brasão Bandeira
Palácio dos Arcos.JPG
Palácio dos Arcos em Oeiras
Localização de Oeiras
Gentílico Oeirense
Área 45,84 km2
População 172 120 hab. (2011)
Densidade populacional 3 754,8 hab./km2
N.º de freguesias 5
Presidente da
Câmara Municipal
Paulo Vistas (Independente)
Fundação do município
(ou foral)
1759 (255 anos)
Região (NUTS II) Lisboa
Sub-região (NUTS III) Grande Lisboa
Distrito Lisboa
Antiga província Estremadura
Orago Nossa Senhora da Purificação
Feriado municipal 7 de junho (Atribuição do foral)
Sítio oficial www.cm-oeiras.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Oeiras é uma vila portuguesa no Distrito de Lisboa, em Portugal, com cerca de 33 820 habitantes. Apesar de ser uma das vilas mais populosas de Portugal, Oeiras permanece ainda oficialmente vila. Demograficamente é a quarta vila mais populosa em Portugal, após Algueirão-Mem Martins, Corroios e Rio de Mouro[carece de fontes?].

É sede de um pequeno município com elevada densidade populacional. Possui 45,84 km² de área, 172 120 habitantes (2011) e encontra-se subdividido em 5 freguesias. O município situa-se na margem direita do estuário do Tejo e é limitado a norte pelos municípios de Sintra e Amadora, a leste por Lisboa, a oeste por Cascais e a sul tem costa na zona da foz do rio Tejo, onde o estuário termina e começa o oceano Atlântico, situando-se frente a Almada.

Insere-se na Costa do Estoril e Sintra, desta forma beneficiando de um clima temperado marítimo adequado a actividades ao ar livre e utilização das praias do concelho.

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Mapa freguesias Oeiras.JPG

Até 2013, as freguesias de Oeiras foram as seguintes:

Depois da entrada em vigor da Reorganização Administrativa Territorial Autárquica, Oeiras passará a contar com cinco freguesias:

História[editar | editar código-fonte]

O clima ameno, a abundância de água, a qualidade dos solos e a posição geográfica privilegiada oferecidas pela zona ribeirinha do estuário do Rio Tejo foram desde a Pré-história factores determinantes para a fixação da população neste local[1] .

A existência, no interior, de alguns "cabeços" ou altos, proporcionaram a exploração agrícola e o estabelecimento de alguns castros agro-pastoris. É exemplo deste tipo de ocupação o Castro Eneolítico de Leceia, (classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1963[1] ) cujas escavações arqueológicas realizadas mostram um conjunto de estruturas habitacionais e defensivas do Calcolítico Inicial[1] . Em termos de registos pré-históricos acrescentam-se a Gruta da Ponte da Laje ocupada desde o Paleolítico à Idade do Ferro, e a jazida de Outurela datada da Idade do Ferro[1] .

Do Período Romano podem encontrar-se vestígios em vários locais do concelho, destacando-se o mosaico romano existente na Rua das Alcássimas, em Oeiras e a Ponte Romana. Também do Período Árabe chegaram até hoje algumas marcas, nomeadamente alguns topónimos como: Alcássimas, Algés, Alpendroado, Quinta da Moura, etc[1] .

Na época das Descobertas instalam-se novas actividades industriais e comerciais e Oeiras assume funções de celeiro de Lisboa e de centro industrial. Surge assim a Fábrica da Pólvora Negra de Barcarena destinada à manipulação de pólvora e fabrico de armas, e dá-se também a exploração de pedreiras e a construção de fornos de cal em Paço de Arcos.

Constroem-se também fortificações ao longo da orla marítima de modo a defender a costa e controlar o movimento de navios na entrada da Barra do Tejo, construções que duraram do século XVI até ao século XVIII.

Estabelecimento do Concelho[editar | editar código-fonte]

Palácio do Marquês de Pombal

Em Carta Régia de 7 de Junho de 1759 a jurisdição das terras é atribuída pelo Rei D. José I ao seu Primeiro-ministro Marquês de Pombal, que se tornou o primeiro Conde de Oeiras da vila de Oeiras. Decorrido um mês após a elevação a vila, é constituído o concelho em Carta Régia de 13 de Julho de 1759..[1] Muito embora as origens do povoado datem do século XII (1147) Oeiras registou uma ocupação efectiva desde a pré-história; no entanto foi neste reinado que Oeiras conheceu um desenvolvimento a nível económico e social, proporcionado pelo Marquês de Pombal, ao apostar na inovação e no aproveitamento das condições fornecidas pelo estuário do Tejo.

Em 1770 ordenou a realização da primeira feira agrícola e industrial realizada em Portugal, e porventura na Europa. Apesar desta feira ter permitido um destaque a nível nacional, a sua obra municipal passa igualmente pela criação de um porto de abrigo para pescadores, uma alfândega e feitoria, entre outras obras. Uma das principais heranças desta época é a Quinta do Marquês de Pombal, que se encontra praticamente na forma original com os jardins, o palácio, as dependências agrícolas (adega e o celeiro), e ainda a parte da exploração agrícola que veio a constituir uma estação agrícola experimental onde hoje se situam alguns dos mais importantes institutos portugueses na área das Bio-Ciências (Estação Agronómica Nacional).

Em 1894 o concelho foi extinto, tendo sido restabelecido a 13 de Janeiro de 1898; perdeu no entanto Carcavelos a favor de Cascais e adquiriu uma parte da freguesia de Benfica (Lisboa) representada pela Amadora, ficando com uma área aproximada à actual.[1] Nos século XVII e XVIII surgiram vários palácios e quintas destinadas ao recreio e à exploração agrícola, principalmente de cultura cerealífera e vinícola constituindo importantes fontes de abastecimento de Lisboa.

No século XIX a actividade agrícola entra em declínio paralelamente ao aparecimento de novas indústrias e da inauguração, em 1889, da linha de caminho-de-ferro Lisboa-Cascais, com o comboio a vapor. Surgem as grandes unidades fabris sendo as mais importantes nesta época a Fábrica do Papel, a Fundição de Oeiras, a Lusalite e os Fermentos Holandeses.

Século XX[editar | editar código-fonte]

Entre os séculos XIX e XX crescem também as actividades de lazer e Oeiras torna-se num local privilegiado de "banhos" para a elite portuguesa. Assim, no princípio do século XX as praias da linha eram muito frequentadas, especialmente pelas classes sociais mais altas, que aqui se dirigiam por indicação médica, já que se considerava que o ar e a água das praias do concelho tinham efeitos medicinais.[1] Com a construção da Estrada Marginal, ligando Lisboa a Cascais, e a disponibilidade dos novos meios de transporte acentua-se a dinâmica balnear e turística de cariz mais popular e consequentemente expandem-se os centros urbanos no sentido da costa, surgindo na zona litoral pequenos "chalets" e moradias de recreio.

Em simultâneo, aumenta a concentração das actividades económicas em Lisboa, o que desencadeia fortes correntes de migrações internas de todas as regiões do país em direcção a Lisboa e concelhos vizinhos, como foi o caso de Oeiras, que dispunha de fáceis acessos à capital.

A partir de 1940/1950 o concelho de Oeiras é influenciado pelo crescimento da capital; funciona como local de passagem entre esta e Cascais e torna-se num subúrbio do tipo dormitório cujo período critico se dá na década de 1970 com o aparecimento de urbanizações ilegais e bairros de barracas. Até à década de 1980 o Concelho entrou numa fase de dependência e ausência de perspectivas. No entanto, a partir de finais dos anos 1980, Oeiras constituiu-se como pólo económico autónomo na Área Metropolitana de Lisboa, apostando no desenvolvimento de actividades terciárias ligadas à Ciência e Investigação e às Tecnologias de Informação e Comunicação.

Actualmente o concelho apresenta um dos mais elevados índices de qualidade de vida em Portugal, tendo deixado de ser considerado apenas como local de passagem entre Lisboa e Cascais e assumindo-se como a sede de importantes empresas ligadas às novas tecnologias (são exemplo disso o TagusPark, maior parque de Ciência e Tecnologia de Portugal, e o LagoasPark) e à prestação de serviços.

Os elevados padrões de qualidade de vida e trabalho são reconhecidos pelos sucessivos prémios que esta autarquia tem ganho nos últimos anos, nomeadamente:"Melhor Concelho para trabalhar", "Município de excelência", "European Entreprise Awards" e o"ECOXXI".

Evolução Demográfica[editar | editar código-fonte]

A maior expansão demográfica do concelho de Oeiras, assim como a de outros concelhos vizinhos, deu-se na transição da primeira para a segunda metade do século XX Atendendo a esse crescimento e com o objectivo de controlar o ordenamento do território é publicado, em 1948, o Plano de Urbanização da Costa do Sol (P.U.C.S.), o qual ficou em vigor até à publicação do Plano Director Municipal, em 1994.

Actualmente, 52,6% dos habitantes são do sexo feminino, enquanto que 47,4% são homens. A maioria dos habitantes tem entre 25 e 64 anos (92.978 hab), seguida pela faixa etária dos 65 ou mais anos (24.153) e pela faixa dos 0 aos 14 anos (22.685).[2]

População do concelho de Oeiras (1801 – 2011)
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2011
6 069 5 072 10 447 29 440 94 255 149 328 151 342 162 128 172 120

Política[editar | editar código-fonte]

Administração municipal[editar | editar código-fonte]

O município de Oeiras é administrado por uma câmara municipal, composta por um presidente e dez vereadores. Existe uma assembleia municipal, que é o órgão legislativo do município, constituída por 38 deputados (dos quais 33 eleitos diretamente).

O cargo de Presidente da Câmara Municipal é atualmente ocupado por Paulo Vistas, eleito nas eleições autárquicas de 2013 por um grupo de cidadãos independentes que concorreu às eleições com o nome Isaltino Oeiras Mais à Frente, tendo maioria relativa de vereadores na câmara (5). Existem ainda três vereadores eleitos pelo PSD, dois pelo PS e um pela CDU. Na Assembleia Municipal, o partido mais representado é novamente o grupo de cidadãos independentes "Isaltino Oeiras Mais à Frente", com doze deputados eleitos e 4 presidentes de Juntas de Freguesia (maioria relativa), seguindo-se o PS (7; 1), o PSD (7; 0), a CDU (4; 0), o Bloco de Esquerda, o CDS-PP e o Partido pelos Animais e pela Natureza, com um deputado cada. O Presidente da Assembleia Municipal é Domingos Pereira dos Santos, do grupo de cidadãos "Isaltino Oeiras Mais à Frente".

Eleições de 2013
Órgão Isaltino, Oeiras Mais à Frente PSD PS PCP-PEV CDS-PP BE PAN
Câmara Municipal 5 3 2 1 0 0 0
Assembleia Municipal 16 7 8 4 1 1 1
dos quais: eleitos directamente 12 7 7 4 1 1 1

Juntas de Freguesia:

  • Algés (IOMAF)
  • Barcarena (IOMAF)
  • Carnaxide (IOMAF)
  • Oeiras e S.Julião da Barra (IOMAF)
  • Porto Salvo (PS)

Cidades Geminadas[editar | editar código-fonte]

Oeiras é, actualmente geminada com:[3]

Economia[editar | editar código-fonte]

Lagoas Park. Oeiras é o lar de muitas das sedes de empresas multinacionais que operam em Portugal.

Oeiras é um dos concelhos mais desenvolvidos e ricos da península Ibérica e mesmo da Europa.[4] No seu território encontram-se instaladas muitas multinacionais como a Nestlé, a Microsoft, a Netjets, a General Electric, a HP, a Unisys, a Nokia, a Samsung, a BMW, a Toshiba, a Philips, a Glaxo Smith Kline, a LG, entre muitas outras.[5]

O concelho concentra ainda cerca de 30% da capacidade científica do país[6] sendo um dos principais pólos de I&D da Europa.

Em 2003 o volume de negócios de empresas sediadas no concelho de Oeiras atingiu cerca de 18 000 milhões de euros.[7] Actualmente pensa-se que esse valor tenha crescido entre 40% a 60%.

Actualmente o concelho posiciona-se como um destino de excelência para investimentos que criem valor acrescentado para a região. Alguns dos novos projectos a ser desenvolvidos são o "Lisbon Medical Park", o "Arquiparque II", a "Torre de Monsanto II", o "Parque das Cidades (Office Park)" e o projecto de renovação urbana da fundição.

Por essas razões, Oeiras é apelidada como o Silicon Valley da Europa, principalmente devido ao grande dinamismo do seu tecido empresarial. Ainda recentemente a americana MIPS Technologies adquiriu a Chipidea num negócio que elevou ainda mais a exposição internacional do concelho.[8]

Entre os parques empresariais presentes neste Concelho estão:

  • Taguspark
  • Lagoas Park
  • Arquiparque I
  • Arquiparque II
  • Quinta da Fonte
  • Parque Suécia
  • Parque Holanda
  • Neopark

Para além dos parques empresariais, Oeiras apresenta no seu território importantes institutos de investigação científica:

  • Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC)
  • Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB)
  • Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (IBET)
  • Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR)
  • Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV)

Os indicadores económicos são números que mostram como Oeiras é um dos mais importantes concelhos em Portugal. Começando por ser o concelho com maior independência financeira em Portugal (81% de receitas próprias).Oeiras é o concelho com maior rendimento per capita em Portugal sendo também 2º concelho com maior poder de compra e o 2º maior concelho a arrecadar impostos em Portugal. O nível económico está directamente ligado com os estudos e essa relação mostra que Oeiras é também o concelho em Portugal com maior concentração de população com estudos superiores (26%)e a área de Portugal com a mais baixa taxa de população sem estudos (5%).[9]

Perspectivas Futuras[editar | editar código-fonte]

No futuro espera-se que Oeiras continue a atrair cada vez mais multinacionais, cimentando a sua posição no contexto Ibérico e Europeu. Para isso irá contribuir a partilha de sinergias entre universidades e empresas o que irá permitir aumentar know-how da região.

A Investigação & Desenvolvimento será um dos potenciadores deste novo ciclo de desenvolvimento que pretende a criação de grupos tecnológicos fortes com origem em Oeiras e que possam competir no mercado globalizado.

Um dos exemplos desse novo modelo é a assinatura de protocolos com o Massachusetts Institute of Technology e a Universidade Harvard para a partilha de sinergias com o tecido empresarial do concelho.[10]

Comércio e Serviços[editar | editar código-fonte]

O centro comercial Oeiras Parque abriu em 1998. Estão previstas obras de ampliação para este centro comercial. Em 2008 abriu o novo centro comercial, o Alegro Alfragide, resultante da expansão do antigo Jumbo de Alfragide. O centro histórico de Paço de Arcos tem sido alvo de intervenções que fomentam comércio e serviços. Em 2008 abriu também a maior loja nacional do grupo de bricologe Izi (Mestre Maco) perto do centro comercial Oeiras Parque.[11] [12]

Centros Comerciais[editar | editar código-fonte]

- Centro Comercial Palmeiras - Oeiras e São Julião da Barra

- Galerias Alto da Barra - Oeiras e São Julião da Barra

- Oeiras Parque - Paço de Arcos

- Dolce Vita Miraflores - Algés

- Central Park - Linda-a-Velha

- Alegro Alfragide - Carnaxide

Polos de Comércio de Rua[editar | editar código-fonte]

Os principais polos de comércio de rua em Oeiras situam-se nas freguesias de Oeiras, Paço de Arcos e Algés:

- Vila de Oeiras - centro histórico (Largo 5 de Outubro - Igreja Matriz, Rua Cândido dos Reis, Rua Febus Moniz, Rua 7 de Junho)

- Vila de Paço de Arcos

- Carnaxide

- Baixa de Algés

Mercados[editar | editar código-fonte]

- Mercado de Oeiras

- Mercado de Paço de Arcos

- Mercado de Carnaxide

- Mercado de Queijas

- Mercado de Algés

- Mercado de Tercena

- Mercado de Linda-a-Velha

- Mercado de Leceia

- Mercado de Porto Salvo

- Mercado de Levante

- Mercado de Caxias

Cultura[editar | editar código-fonte]

Monumentos[editar | editar código-fonte]

À porta do mar - Nave visionista, obra pública em Oeiras de Luís Vieira-Baptista que pretende invocar as aventuras portuguesas no plano das descobertas e no plano cientifico.

Dos principais pontos turísticos no Concelho de Oeiras descritos em seguida, salienta-se o número de fortificações marítimas situadas ao longo da costa de Oeiras. Estes foram construídos ao longo dos séculos XVI, XVII e XVIII com o intuito de defender e controlar os navios na entrada da Barra do Tejo.

Da mesma forma, as Igrejas e Ordens Religiosas foram importantes para a evolução do concelho uma vez que foi em volta destas que as populações se foram instalando.

A Igreja Matriz de Oeiras está situada na zona antiga de Oeiras, onde domina o centro da vila e a área envolvente. As referências a esta igreja remontam a XVI embora só no século XVIII se tenham iniciado as obras de ampliação. A fachada principal mantém duas torres sineiras e na porta consta a data de 1744. O interior tem uma só nave e os altares são revestidos com mármores e retábulos. A Capela do Senhor Jesus dos Navegantes situa-se na zona antiga de Paço de Arcos, pertence à paróquia de Paço de Arcos e é o centro de manifestação religiosas da população. A construção deste pequeno templo é anterior a 1698, sendo que em 1782 a capela era propriedade do Hospital São José que a reedificou em 1877. Atualmente realiza-se na ultima semana de Agosto uma procissão em hora do Senhor Jesus dos Navegantes.

O Convento da Cartuxa, em Laveiras foi fundado no século XVIII, sendo que o pequeno claustro foi mandado construir pelo Cardeal D. Luís de Sousa. O templo primitivo terá sido destruído na sequência de uma ampliação do Convento em 1736. Este é, juntamente com o de Convento da Cartuxa (Évora), um dos dois únicos conventos cartuxos portugueses.

Destacam-se igualmente as seguintes:

  • Capela de Nossa Senhora das Merçês
  • Capela de Santo Amaro de Oeiras
  • Capela de Nossa Senhora de Porto Salvo
  • Igreja de S. Pedro de Barcarena
  • Capela de S. Sebastião
  • Igreja de S. Romão
  • Santuário de Nossa Senhora da Rocha, em Queijas

O concelho é igualmente rico em edificações de outro tipo, dos quais se destacam:

Museus[editar | editar código-fonte]

Espaços públicos[editar | editar código-fonte]

Passeio marítimo junto à praia de Santo Amaro de Oeiras

No concelho de Oeiras prevalece uma preocupação paisagística que se traduz no planeamento, criação, manutenção e diversificação dos espaços verdes. Neste sentido, existe a possibilidade dos moradores deste município solicitarem a plantação gratuita de plantas na sua residência.

Um dos principais jardins do concelho situa-se na Quinta Real de Caxias cuja obra e embelezamento se arrastaram durante o século XVIII e início de XIX. O conjunto dos jardins e da quinta tiveram várias fases de construção, tendo a propriedade sido progressivamente aumentada. Nos Jardins da Quinta Real de Caxias, em Caxias, existia uma malha geométrica que percorria a propriedade de acordo com os eixos definidos pelo caminho principal e cujas diagonais se interceptavam formando clareiras enquadradas por canteiros de buxo onde se localizavam pequenos lagos. A cascata foi construída pelos irmãos Mathias Francisco e situa-se no centro do jardim sendo ornamentada com elementos escultóricos de onde partem jactos de água.

O Parque dos Poetas, em Oeiras, consiste num jardim de 27 hectares com diversas praças, jardins temáticos com as esculturas de poetas, estádio de futebol, um parque infantil, um parque polidesportivo, um anfiteatro ao ar livre e diversas fontes com efeitos de água. Em Oeiras é possível encontrar-se também os Jardins do Palácio do Marquês de Pombal.

Além dos jardins, Oeiras possui um Passeio Marítimo ao longo de 3500 metros da orla marítima e no qual é possível passear ou fazer desporto. O Porto de Recreio permite também a prática de desportos náuticos, tendo 282 amarrações em molhado e 150 lugares em seco. A Piscina Oceânica, situa-se igualmente junto à costa e possui pranchas de saltos e uma piscina para crianças, ambas alimentadas com água salgada. Para a prática de outros desportos destaca-se o Complexo Desportivo do Jamor no qual se insere o Estádio Nacional do Jamor onde decorre o final da Taça de Portugal.

Teatros e Auditórios[editar | editar código-fonte]

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

Da gastronomia desta localidade destacam-se os cacetes de Paço de Arcos, os Palitos do Marquês, os Mimosos ou a já famosa Queijada de Oeiras.

Oeiras é também região demarcada do vinho licoroso de Carcavelos que ainda hoje é produzido no concelho, nomeadamente na Estação Agronómica Nacional, tendo a Câmara Municipal estabelecido com esta entidade um protocolo que visa a cooperação na produção e recuperação do vinho, e da adega. É considerado um VLQPRD - vinho licoroso de qualidade produzido em região demarcada - com denominação de origem controlada (DOC). O estágio deve durar pelo menos dois anos, de modo a adquirir as seguintes características : vinho licoroso, de cor topázio, delicado, aveludado, com aroma amêndoado, adquirindo um perfume característico com o envelhecimento. As castas recomendadas são - tintas - castelão (periquita), preto martinho (trincadeira) e - brancas - galego dourado, ratinho e arinto (pedemã).[14]

Infra-estruturas e Transportes[editar | editar código-fonte]

SATU a percorrer o viaduto

Em termos de estradas, Oeiras está rodeada de bons acessos, entre os quais se destacam a auto-estrada A5, a Estrada Marginal ou a Estrada Nacional 149-3. Possui uma linha ferroviária que faz a ligação de Lisboa a Cascais e uma rede de autocarros regulares que ligam Oeiras às áreas envolventes.

Possui um meio de transporte inovador, o SATU (Sistema Automático de Transporte Urbano) que consiste num monocarril eléctrico suspenso totalmente automático, ecológico e que liga o centro histórico da vila de Paço de Arcos (Estação dos Navegantes) ao centro comercial Oeiras Parque (Estação do Fórum). O SATU e a sua implementação têm sido tudo menos pacíficos. As vantagens a ele inerentes não evitaram a formulação de críticas e processos judiciais por parte dos moradores do bairro da tapada do mocho, reportadas ao ruído por este emitido, bem como pelo facto de a linha do SATU estar junto a janelas, rente a edifícios de habitação preexistentes, sombra criada sobre os edifícios e perda de vistas para o mar, destruição de espaços verdes e praga de pombos que usam a estação como refúgio, tratando-se ainda de um meio de transporte sem utilizadores, sendo já conhecido como 'comboio-fantasma'. A isso juntam-se também os protestos dos vereadores da oposição pelos elevados custos de manutenção aliados às baixas taxas de ocupação.

Eventos[editar | editar código-fonte]

Realizam-se anualmente no Estádio Nacional do Jamor o Portugal Open (prova de ténis do ranking ATP no qual estão presentes profissionais nacionais e internacionais) e também a Final da Taça de Futebol Português. Ocorrem também a Corrida do Tejo (prova de corrida a pé) , o "Mexa-se na Marginal" e a "Marginal à Noite".

Usualmente em Junho, o Grupo de Serenatas da FMH - GSFMH organiza a Noite de Tunas de Oeiras, em parceria com o Município de Oeiras, integrado nas Festas do Concelho. Este evento, iniciado em 1994, tem entrada livre por tradição e localiza-se na Estação Agronómica Nacional - Casa da Pesca. No ano de 2010 foi também realizado o 1º E'TMIST, Encontro de Tunas Mistas do Instituto Superior Técnico no pólo do Taguspark, com a presença de várias tunas importantes no meio tunante, e organizado pela TMIST (Tuna Mista do Instituto Superior Técnico).

É neste concelho que ocorre todos os anos um dos principais festivais de música e arte nacionais, o NOS Alive. Realiza-se no mês de Julho, no passeio marítimo de Algés.

Referências

  1. a b c d e f g h Ribeiro, Aquilino (1993). Oeiras. Queluz: Câmara Municipal de Oeiras (3ª edição)
  2. "Oeiras: Factos e Números". Câmara Municipal de Oeiras, Julho 2003 [1] Dados do Concelho
  3. Câmara Municipal de Oeiras. Geminações » Plano Internacional.
  4. Portugal: Um retrato territorial 2005, Instituto Nacional de Estatística, Lisboa, 2007 - Estatísticas do Ganho Médio Mensal
  5. Sites das respectivas empresas
  6. Oeiras constrói primeira residência para cientistas
  7. FUE do INE, Instituto Nacional de Estatística
  8. Press Release da Chipidea
  9. Oeiras: Indicadores Estatísticos
  10. Oeiras: Universidade inicia colaboração com Harvard e MIT
  11. [2]
  12. [3]
  13. [4]
  14. Sobre o Vinho de Carcavelos
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Oeiras (Portugal)
  • Diversos panfletos com informação sobre o concelho - Posto de Turismo da Câmara Municipal de Oeiras
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