Alcochete
| Brasão | Bandeira |
| [[Ficheiro:|250px]] | |
| Gentílico | Alcochetense ou Alcochetano |
| Área | 128,50 km² |
| População | 17 569 hab. (20111 ) |
| Densidade populacional | 136,72 hab./km² |
| N.º de freguesias | 3 |
| Presidente da Câmara Municipal |
Luís Miguel Carraça Franco |
| Fundação do município (ou foral) |
1515 |
| Região (NUTS II) | Lisboa |
| Sub-região (NUTS III) | Península de Setúbal |
| Distrito | Setúbal |
| Antiga província | [Ribatejo] |
| Orago | São João Baptista |
| Feriado municipal | 24 de Junho |
| Código postal | 2890 |
| Endereço dos Paços do Concelho |
Largo de São João, 2890 Alcochete |
| Sítio oficial | Câmara Mun. de Alcochete |
| Endereço de correio electrónico |
mailto:geral@cm-alcochete.pt |
| Municípios de Portugal |
|
Alcochete é uma vila portuguesa sede do município com o mesmo nome, com cerca de 17 569 habitantes,1 integrado no distrito de Setúbal, na região de Lisboa e na subregião da Península de Setúbal.
Alcochete é sede da Reserva Natural do Estuário do Tejo, possuíndo várias salinas onde nidificam diversas espécies de aves aquáticas.
Em 1469 nasceu em Alcochete o futuro rei D. Manuel I.
Apesar do nome, o Campo de Tiro de Alcochete localiza-se no concelho de Benavente.
Índice |
Município [editar]
O município de Alcochete tem 128 km² de área, e é constituído por três freguesias:
O município é limitado a norte pelo município de Benavente, a leste e sul por Palmela, a sudoeste pelo Montijo e a noroeste tem uma pequena faixa ribeirinha ao estuário do Tejo.
| População do concelho de Alcochete (1801 – 2011) | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1801 | 1849 | 1900 | 1930 | 1960 | 1981 | 1991 | 2001 | 2011 | ||
| 2 256 | 3 097 | 6 088 | 6 656 | 9 270 | 11 246 | 10 169 | 13 010 | 17 569 | ||
Historia [editar]
Acredita-se que Alcochete terá origem Árabe, principalmente devido a dois factos: A origem do nome Al caxete que poderá significar o forno e pela localização da Igreja Matriz, edificada no século XIV e que, segundo a tradição da época, foi construída sobre um templo árabe.
No entanto a primeira ocupação humana documentada refere-se à presença Romana, através de achados de um centro de olaria onde eram fabricadas ânforas e outros artefactos para acondicionamento e transporte de alimentos. À ocupação romana, sucedeu a ocupação árabe, sendo o topónimo o legado mais visível, desenvolvendo estes na região a agricultura: sistemas de rega por canais e citrinos.
Com a reconquista cristã, Alcochete foi integrada no termo da Ordem de Santiago, sendo destes tempos o desenvolvimento da actividade da extracção do sal, exportado para o sul da Europa, por via marítima.
As constantes pestes (peste negra, v.g.) na capital do Reino, levaram a realeza e a nobreza dos séculos XIV e XV a instalarem-se em Alcochete, nomeadamente o Rei D. João I (finais do século XIV) e o Infante D. Fernando, duque de Beja, (meados do século XV), tendo na vila de Alcochete nascido em 1469 o Infante D. Manuel, posteriormente rei.
Em 1515, Alcochete recebe foral concedido pelo rei D. Manuel I, consolidando-se a categoria de Vila que havia adquirido ao longo do século XV.
São deste período de esplendor as obras de reconstrução da Igreja Matriz, as pinturas sacras da Capela de Nossa Senhora da Vida e da Igreja da Misericórdia.
Nos séculos XVI a XIX, desenvolve-se no concelho a agricultura, a criação de gado, nomeadamente o gado bravo, instalam-se na vila os Rattons (Jácome Ratton) e atinge grande desenvolvimento a extracção do sal e os transportes marítimos entre as margens do Tejo.
Politicamente, as modas do último quartel do século XIX, com exacerbados movimentos municipalistas centralistas e descentralistas, levaram à perda da autonomia municipal de Alcochete a favor do município da Aldeia Galega (hoje Montijo) e em 15 de Janeiro de 1898 à restauração dessa mesma autonomia municipal.
A história de Alcochete no século XX é de heroísmo humano, de resistência ao regime (o Estado Novo), de greves, de prisões, mas também de estagnação e quase apagamento, mesmo que a partir dos anos 60 se tenham instalado em Alcochete algumas indústrias (papel de alumínio, pneus e embalagens metálicas). Os transportes ferroviários, rodoviários e a ponte sobre o Tejo (Ponte 25 de Abril actualmente) acabaram com a actividade dos transportes marítimos; o sal-gema substituiu o sal marinho; a poluição do Rio Tejo acabou com a abundância de espécies piscícolas.
A Ponte Vasco da Gama, a explosão urbanística e demográfica que lhe sucederam, assim como o complexo desportivo do Sporting Club de Portugal lançaram Alcochete mais uma vez para a ribalta dos acontecimentos e da história.
Instituições /Associações [editar]
- Santa Casa da Misericórdia de Alcochete
- Fundação João Gonçalves Júnior [1]
- Associação dos Bombeiros Voluntários de Alcochete
- Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 [2]
- Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense, nesta vila [3]
- Aposento do Barrete Verde [4]
- Grupo Desportivo Alcochetense
- Grupo Académico da Juventude de Alcochete [5]
- Vulcanense Futebol Clube, com sede no Valbom, Alcochete [6]
- Futebol Clube de São Francisco, em São Francisco
- Centro Social de São Brás, no Samouco
- Associação GilTeatro
- Casa do Benfica de Alcochete
- Associação Fotografia e Cultura de Alcochete - AFCA
- Agrupamento 223 - Corpo Nacional de Escutas [7]
Personalidades Alcochetanas [editar]
- Dom Manuel I, 14º rei de Portugal
- Beato Manuel Rodrigues, missionário (beatificado)
- Ciprião de Figueiredo, comandante militar e governador
- Estevão Augusto de Oliveira, comendador, agricultor, ganadeiro
- D. António Luís Pereira Coutinho, 5º marquês de Soydos, benemérito
- Carlos Ferreira Prego, 3º barão de Samora Correia, benemérito
- Francisco Rodrigues da Cruz, conhecido por 'Santo Padre Cruz'
- Raul Carapinha, arquitecto e pintor
- José André dos Santos, jornalista
Monumentos e Edifícios públicos ou privados notáveis [editar]
- Igreja Matriz, uma construção marcadamente em estilo gótico, com três naves, sendo que a torre sineira e a porta lateral sul são de estilo manuelino.
- Igreja da Misericórdia, interior de uma só nave, profusamente decorada.
- Capela de Nossa Senhora da Vida, interior também de uma só nave, albergando no seu interior a imagem de Nossa Senhora da Vida, de grande devoção entre as classes piscatórias.
- Ermida de Nossa Senhora dos Matos, próximo do Samouco.
- Capela de Santo António da Ussa, estranha capelinha na Herdade da Barroca d’Alva, que imita um zigurate.
- Ruínas do Convento de São Francisco, nesta freguesia.
- A Ponte Cais, é o ex-líbris da vila de Alcochete.
- O Edifício dos Paços do Concelho, edifício a imitar o estilo neoclássico, de linhas sóbrias, no Largo de São João.
- Edifício do Lar Barão de Samora Correia, no Rossio ou Largo com o mesmo nome.
- Palacete do Marquês de Soydos, no Largo com o mesmo nome.
Geminações [editar]
O concelho de Alcochete é geminado com a seguinte cidade:2