Alcochete

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Alcochete
Brasão de Alcochete Bandeira de Alcochete
Brasão Bandeira
Localização de Alcochete
Gentílico Alcochetense ou Alcochetano
Área 128,36 km2
População 17 569 hab. (2011)
Densidade populacional 136,87 hab./km2
N.º de freguesias 3
Presidente da
Câmara Municipal
Luís Franco (CDU)
Fundação do município
(ou foral)
17 de Janeiro de 1515
Região (NUTS II) Lisboa
Sub-região (NUTS III) Península de Setúbal
Distrito Setúbal
Antiga província Ribatejo
Orago São João Baptista
Feriado municipal 24 de junho
Código postal 2890
Sítio oficial Câmara Mun. de Alcochete
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Alcochete é uma vila portuguesa do distrito de Setúbal, região de Lisboa e na sub-região da Península de Setúbal, com cerca de 10 700 habitantes.[1]

É sede de um município com 128,36 km² de área[2] e 17 569 habitantes,[3] [4] subdividido em 3 freguesias.[5] O município é limitado a norte pelo município de Benavente, a este e sudeste por Palmela, a sudoeste pela área principal do município do Montijo e a noroeste pelo estuário do Tejo.


Alcochete é sede da Reserva Natural do Estuário do Tejo, possuindo numerosas salinas onde nidificam diversas espécies de aves aquáticas. Apesar do nome, o Campo de Tiro de Alcochete localiza-se no concelho de Benavente.

O rei D. Manuel I nasceu em Alcochete em 1469.

Demografia[editar | editar código-fonte]

População do concelho de Alcochete (1801 – 2011)
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2011
2 256 3 097 6 088 6 656 9 270 11 246 10 169 13 010 17 569

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho de Alcochete.

O concelho de Alcochete está dividido em 3 freguesias:

Casa coberta com azulejos verdes em Alcochete, um exemplo típico de arquitectura local.

História[editar | editar código-fonte]

Acredita-se que Alcochete terá origem Árabe, principalmente devido a dois factos: A origem do nome Al caxete que poderá significar o forno e pela localização da Igreja Matriz, edificada no século XIV e que, segundo a tradição da época, foi construída sobre um templo árabe.

No entanto a primeira ocupação humana documentada refere-se à presença Romana, através de achados de um centro de olaria onde eram fabricadas ânforas e outros artefactos para acondicionamento e transporte de alimentos. À ocupação romana, sucedeu a ocupação árabe, sendo o topónimo o legado mais visível, desenvolvendo estes na região a agricultura: sistemas de rega por canais e citrinos.

Com a reconquista cristã, Alcochete foi integrada no termo da Ordem de Santiago, sendo destes tempos o desenvolvimento da actividade da extracção do sal, exportado para o sul da Europa, por via marítima.

As constantes pestes (peste negra, v.g.) na capital do Reino, levaram a realeza e a nobreza dos séculos XIV e XV a instalarem-se em Alcochete, nomeadamente o Rei D. João I (finais do século XIV) e o Infante D. Fernando, duque de Beja, (meados do século XV), tendo na vila de Alcochete nascido em 1469 o Infante D. Manuel, posteriormente rei.

A 17 de Janeiro de 1515, Alcochete recebe foral concedido pelo rei D. Manuel I, num diploma conjunto que renova o foral de Aldeia Gallega do Ribatejo (de 1514) e confirma a categoria de Vila que Alcochete havia adquirido ao longo do século XV.

São deste período de esplendor as obras de reconstrução da Igreja Matriz, as pinturas sacras da Capela de Nossa Senhora da Vida e da Igreja da Misericórdia.

Nos séculos XVI a XIX, desenvolve-se no concelho a agricultura, a criação de gado, nomeadamente o gado bravo, instalam-se na vila os Rattons (Jácome Ratton) e atinge grande desenvolvimento a extracção do sal e os transportes marítimos entre as margens do Tejo.

Politicamente, as modas do último quartel do século XIX, com exacerbados movimentos municipalistas centralistas e descentralistas, levaram à perda da autonomia municipal de Alcochete a favor do município da Aldeia Galega (hoje Montijo) e em 15 de Janeiro de 1898 à restauração dessa mesma autonomia municipal.

A história de Alcochete no século XX é de heroísmo humano, de resistência ao regime (o Estado Novo), de greves, de prisões, mas também de estagnação e quase apagamento, mesmo que a partir dos anos 60 se tenham instalado em Alcochete algumas indústrias (papel de alumínio, pneus e embalagens metálicas). Os transportes ferroviários, rodoviários e a ponte sobre o Tejo (Ponte 25 de Abril actualmente) acabaram com a actividade dos transportes marítimos; o sal-gema substituiu o sal marinho; a poluição do Rio Tejo acabou com a abundância de espécies piscícolas.

A Ponte Vasco da Gama, a explosão urbanística e demográfica que lhe sucederam, assim como o complexo desportivo do Sporting Club de Portugal lançaram Alcochete mais uma vez para a ribalta dos acontecimentos e da história.

Instituições /Associações[editar | editar código-fonte]

  • Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcochete
  • Forcados Amadores de Alcochete
  • Associação de Danças Sevilhanas Rocieras de Alcochete
  • Santa Casa da Misericórdia de Alcochete
  • Fundação João Gonçalves Júnior
  • Associação dos Bombeiros Voluntários de Alcochete
  • Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898
  • Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense
  • Aposento do Barrete Verde
  • Grupo Desportivo Alcochetense
  • Grupo Académico da Juventude de Alcochete
  • Vulcanense Futebol Clube, com sede no Valbom, Alcochete
  • Futebol Clube de São Francisco, em São Francisco
  • Centro Social de São Brás, no Samouco
  • Associação GilTeatro
  • Casa do Benfica de Alcochete
  • Associação Fotografia e Cultura de Alcochete - AFCA
  • Agrupamento 223 - Corpo Nacional de Escutas
  • IFH - Instituto de Formação para o Desenvolvimento Humano

Personalidades Alcochetanas[editar | editar código-fonte]

Monumentos e Edifícios públicos ou privados notáveis[editar | editar código-fonte]

Igreja matriz de Alcochete
  • Igreja Matriz, uma construção marcadamente em estilo gótico, com três naves, sendo que a torre sineira e a porta lateral sul são de estilo manuelino.
  • Igreja da Misericórdia, interior de uma só nave, profusamente decorada.
  • Capela de Nossa Senhora da Vida, interior também de uma só nave, albergando no seu interior a imagem de Nossa Senhora da Vida, de grande devoção entre as classes piscatórias.
  • Ermida de Nossa Senhora dos Matos, próximo do Samouco.
  • Capela de Santo António da Ussa, estranha capelinha na Herdade da Barroca d’Alva, que imita um zigurate.
  • Ruínas do Convento de São Francisco, nesta freguesia.
  • A Ponte Cais, é o ex-líbris da vila de Alcochete.
  • O Edifício dos Paços do Concelho, edifício a imitar o estilo neoclássico, de linhas sóbrias, no Largo de São João.
  • Edifício do Lar Barão de Samora Correia, no Rossio ou Largo com o mesmo nome.
  • Palacete do Marquês de Soydos, no Largo com o mesmo nome.

Geminações[editar | editar código-fonte]

O concelho de Alcochete é geminado com a seguinte cidade:[6]

Referências

  1. INE. Anuário Estatístico da Região Lisboa 2012. Formato PDF. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística, 2013. p. 26. ISBN 978-989-25-0216-8. ISSN 0872-8984. Visitado em 29/11/2014.
  2. Instituto Geográfico Português (2013). Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2013 (XLS-ZIP) Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013 Direção-Geral do Território. Visitado em 28/11/2013.
  3. INE. Censos 2011 Resultados Definitivos – Região Lisboa. Formato PDF. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística, 2012. p. 98. ISBN 978-989-25-0185-7. ISSN 0872-6493. Visitado em 15/04/2014.
  4. INE (2012). Quadros de apuramento por freguesia (XLSX-ZIP) Censos 2011 (resultados definitivos) Instituto Nacional de Estatística. Visitado em 27/07/2013. "Tabelas anexas à publicação oficial; informação no separador "Q101_LISBOA""
  5. Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.
  6. http://www.anmp.pt/anmp/pro/mun1/gem101l0.php?cod_ent=M2890

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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