Palmela
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| Brasão | Bandeira |
Palmela vista do seu castelo |
|
| Gentílico | Palmelense |
| Área | 462,87 km² |
| População | 62 805 hab. (2011) |
| Densidade populacional | 135,69 hab./km² |
| N.º de freguesias | 5 |
| Presidente da Câmara Municipal |
Ana Teresa Vicente Custódio de Sá [1] |
| Fundação do município (ou foral) |
1185 |
| Região (NUTS II) | Lisboa |
| Sub-região (NUTS III) | Península de Setúbal |
| Distrito | Setúbal |
| Antiga província | Estremadura |
| Orago | São Pedro |
| Feriado municipal | 1 de Junho |
| Código postal | 2950 |
| Endereço dos Paços do Concelho |
Largo do Município 2954-001 Palmela |
| Sítio oficial | http://www.cm-palmela.pt/ |
| Endereço de correio electrónico |
geral@cm-palmela.pt |
| Municípios de Portugal |
|
Palmela é uma vila portuguesa e sede de Município pertencente ao Distrito de Setúbal, região de Lisboa e sub-região da Península de Setúbal, com cerca de 17 400 habitantes. Palmela é uma vila e sede de um município com 462,87 km² de área e 62 805 habitantes (2011), subdividido em 5 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Benavente, a nordeste pela porção oriental do município de Montijo, a leste por Vendas Novas, a sudeste por Alcácer do Sal, a sul por Setúbal, a oeste pelo Barreiro e a noroeste pela Moita, pela porção ocidental de Montijo e por Alcochete. A sua altitude máxima é de 378 metros, medida no morro onde se localiza o Castelo.
As freguesias de Palmela são as seguintes:
| População do concelho de Palmela (1801 – 2011) | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1801 | 4 030 | ||||||||
| 1849 | 4 442 | ||||||||
| 1900 | anexado a Setúbal | ||||||||
| 1930 | 18 692 | ||||||||
| 1960 | 23 155 | ||||||||
| 1981 | 36 933 | ||||||||
| 1991 | 43 857 | ||||||||
| 2001 | 53 353 | ||||||||
| 2008 | 62 820 | ||||||||
| 2011 | 62 805 | ||||||||
[editar] História
A presença do Homem na região que hoje é ocupada pelo município de Palmela remonta ao Neolítico superior, onde a sua presença é bastante notada, sobretudo durante a cultura do campaniforme, e cujo testemunho nos foi deixado sob a forma do mundialmente conhecido Vaso de Palmela. Ocupada por celtas, romanos e árabes, todos encontraram neste território um lugar estratégico para se fixarem. Em 1147 foi conquistado por D. Afonso Henriques, outorgando-lhe foral em 1185. Mas o período áureo de Palmela pode ser localizado nos primeiros anos da Nacionalidade, quando Palmela era a chave do território entre o Sado e o Tejo. Esta importância estratégica deve-se a aspectos conjunturais de natureza político-religiosas relacionadas com o processo de conquista e consolidação do Estado português, e do qual a Ordem de Santiago e Espada, (que recebeu Palmela como doação de D. Afonso Henriques por volta de 1172), não pode ser separado. A Ordem de Santiago marca a sua presença na sociedade portuguesa por ser senhora de um vastíssimo território que ia do antigo município de Riba Tejo (que engloba os actuais municípios do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete) até Mértola, no Baixo Alentejo. O poder administrativo da Ordem passa a estar centrado em Palmela “já em tempos do Infante D. João, filho de D. João I”. A importância desta escolha não se prendeu apenas com a proximidade de Palmela face a Lisboa, onde a congregação detinha o convento de Santos, entre outros, mas também devido ao facto de Palmela ser a maior Comenda da Ordem e às características do seu castelo, de grandes dimensões, com capacidade de albergar o conjunto monumental da Ordem – o Convento e a Igreja. Afastados os perigos das invasões – árabe, inicialmente, e castelhana, numa época posterior – a Ordem de Santiago começa a perder a importância e o poder que detinha. Junto com ela, Palmela deixa também de possuir o papel de guardiã avançada, um papel desempenhado anteriormente pelas antigas sedes da Ordem – Mértola e Alcácer do Sal. Após a extinção das Ordens Militares e Religiosas, Palmela já não possuía qualquer tipo de importância, nem estratégica, nem económica, nem política, a tal ponto que a Reforma Administrativa de Mouzinho da Silveira, em 1855, extingue o seu município integrando-o no de Setúbal, onde permanecerá até 1926. Aproveitando o movimento militar decorrente do 28 de Maio de 1926, as elites locais pressionam a Junta Militar a aceder à restauração do município de Palmela, facto que é consumado em Novembro desse mesmo ano.
[editar] Património
- Património Arqueológico
- Castro de Chibanes (Calcolítico, Idade do Cobre e do Ferro e período proto-romano)
- Alcaria do Alto da Queimada (Quinta do Anjo)(Romano e Medieval Islâmico)
- Grutas do Casal do Pardo Covas da Moura (Quinta do Anjo) (Neolítico Final e Calcolítico Final)
- Arquitectura Militar
- Castelo de Palmela(remonta ao período romano apresentando sucessivos povoamentos)
- Arquitectura Religiosa
- Igreja de Santiago de Palmela (Castelo de Palmela) (século XV)
- Igreja de Santa Maria (Castelo de Palmela) (século XII)
- Igreja de S. Pedro (Matriz de Palmela) (construída em data desconhecida, mas com referências escritas que remontam ao século XIV)
- Igreja da Misericórdia de Palmela (século XVI)
- Capela de S. João Baptista (Palmela) (século XVII)
- Igreja de Nossa Senhora da Redenção (Quinta do Anjo) (século XVIII)
- Capela de São Gonçalo (Quinta do Anjo) (Cabanas - Quinta do Anjo) (século XVI)
- Capela da Escudeira (século XVIII)
- Igreja de S. José (Pinhal Novo) (século XIX)
- Igreja de Águas de Moura (Águas de Moura) (século XX)
- Igreja do Poceirão (Poceirão) (século XX)
- Arquitectura Civil
- Paços do Concelho (século XVI)
- Pelourinho de Palmela (século XVII)
- Chafariz D. Maria I (século XVIII)
- Palácio de Rio Frio (século XX)
- Torre de Sinalização e Manobra da Estação Ferroviária de Pinhal Novo (século XX - 1938)
[editar] Museus
- Museu Municipal de Palmela
[editar] Comer & Beber
- Queijo de Azeitão, produzido em grande parte na Quinta do Anjo
- Sopa de Favas
- Sopa Caramela
- Coelho à Moda de Palmela
- Cabrito assado no forno
- Santiagos
- Palmelenses
- Pêras bêbedas em Vinho Moscatel
- Pudim de Abóbora
- Fogaças de palmela
- Suspiros de Palmela
- Vinho DOC Palmela VQPRD e Regional Terras do Sado
- Vinho Moscatel
[editar] Títulos Nobiliárquicos
[editar] Colectividades de Cultura e Recreio
- Sociedade Filarmónica Palmelense "Loureiros" - Palmela (1852)[1]
- Sociedade Filarmónica Humanitária - Palmela (1864)
- Sociedade Filarmónica União Agrícola - Pinhal Novo (1896)
- Sociedade de Instrução Musical - Quinta do Anjo (1921)
- Grupo Popular e Recreativo Cabanense - Cabanas
[editar] Clubes Desportivos
- Palmelense Futebol Clube Palmela (1924)
- Clube Desportivo Pinhalnovense - Pinhal Novo (1948)
- Quintajense Futebol Clube - Quinta do Anjo (1940)
- Grupo Desportivo e Recreativo Airense- Aires (1956) [2]
- Grupo Desportivo e Recreativo de Palmela - Palmela (2001)
- Botafogo Futebol Clube - Cabanas - Cabanas (1940)
- Grupo Desportivo de Lagameças - Lagameças (1974)
[editar] Associações
- AJITAR - Associação Juvenil Ideias que Transformam A Realidade
- FIAR - Centro de Artes de Rua de Palmela [3]
[editar] Confrarias
[editar] Grupos de Teatro
- Artimanha - Pinhal Novo
- Companhia de Teatro O Bando - Vale dos Barris Palmela
- TONI (Teatro Oriundo da Nossa Imaginação) - Palmela, Sociedade Filarmónica Humanitária
- TELA (Teatro Estranhamente Louco e Absurdo) - Águas de Moura, Marateca
[editar] Grupos de Música
- Ensemble de Trompetes de Palmela - Palmela
- Bardoada - O Grupo do Sarrafo - Pinhal Novo [5]
[editar] Companhias de Dança
- DançArte - Palmela
[editar] Feiras e festas
- Mercado quinzenal em Palmela (3ª feira)
- Mercado mensal em Pinhal Novo (2º Domingo do mês)
- Mercado mensal em Poceirão (1º Domingo do mês)
- N.ª Sra. da Ascensão, junto à Capela de S. Gonçalo em Cabanas (Maio)
- Festa do Vinho e da Vinha em Fernando Pó (Maio)
- Feira Comercial e Agrícola de Poceirão (1.º fim-de-semana de Junho)
- Festas Populares de Pinhal Novo (1ª quinzena de Junho)
- Festa de S.Pedro em Àguas de Moura (final de Junho)
- Feira de Artesanato de Aires (1ª quinzena de Julho)
- Festa de Nossa Senhora da Escudeira (Agosto)
- Festa das Vindimas em Palmela (Agosto/Setembro)
- Festa de Todos-os-Santos em Quinta do Anjo (Outubro/Novembro)
- Feira de Palmela (8 de Dezembro)
[editar] Festivais Gastronómicos
- Festival do Queijo,Pão e Vinho, em Quinta do Anjo (Abril)
[editar] Festivais de Música
- Festival Internacional de Música - Palmela "terra de cultura"[6]
- Festival Internacional de Saxofone de Palmela [7]
- Abril Jazz Mil - Festival de Jazz de Palmela
- Concurso de Música Moderna de Palmela (Março)
- Encontro Internacional de Coros - Palmela (2º Fim de semana de Novembro)[8]
[editar] Outros Festivais
- FIAR - Festival Internacional de Artes de Rua (Julho) [9]
- PALMEDANÇA - Festival de Dança de Palmela (Maio)
[editar] Cidades Gémeas
S. Filipe (Cabo Verde)
Praia (Cabo Verde)
Barcarrota (Espanha)
Jávea/Xábia (Espanha)
[editar] Emissoras de Rádio
- Popular FM (Pinhal Novo) 90,9 MHz FM www.popularfm.com
[editar] Jornais
- Jornal do Pinhal Novo
- Novo Impacto
[editar] Bibliografia sobre Palmela (não exaustiva)
- CÂMARA MUNICIPAL DE PALMELA (1988) – História de Palmela ou Palmela na História, Actas das Jornadas de Divulgação e Análise do Passado de Palmela
- CÂMARA MUNICIPAL DE PALMELA (1990a) – A Ordem de Santiago - História e Arte (catálogo da exposição)
- CÂMARA MUNICIPAL DE PALMELA (1990b) – O Castelo e a Ordem de Santiago na História de Palmela (catálogo da exposição)
- CÂMARA MUNICIPAL DE PALMELA (1999) – Património Natural do Concelho de Palmela
- CARDOSO, João Luís Serrão da C.; SOARES, António Manuel Monge (1992) - "Cronologia absoluta para o Campaniforme da Estremadura e do Sudoeste de Portugal", Lisboa, O Arqueólogo Português
- CARIA, Fernando (1993) – Planeamento Urbanístico e Desenvolvimento Local, Tese de Doutoramento, Lisboa, Universidade Técnica de Lisboa, Faculdade de Arquitectura
- CARVALHO, António Rafael;FERNANDES, Isabel Cristina Ferreira (1993)- Arqueologia em Palmela (1988-1992) Catálogo da Exposição, Palmela, Câmara Municipal de PalmelaCOSTA, Marques da
- COSTA, Marques da (1907) - "Estações Pré-históricas dos arredores de Setúbal",Lisboa, O Archeólogo Português
- DIOGO, António Manuel Dias;TRINDADE, Laura (1998) - "Ânforas Romanas Provenientes do Castro de Chibanes", Al-Madan Almada. 2ª Série: 7, p. 172
- FERNANDES, Isabel Cristina Ferreira (2003) - "Revestimentos e decoração em cerâmica islâmica de Palmela - Portugal", Tassalónica,VII Congrès International sur la Céramique Médiévale en Méditerranée (1999), pp. 639–652
- FERNANDES, Isabel Cristina Ferreira (2004a) - O Castelo de Palmela - do islâmico ao cristão, Lisboa, Edições Colibri/Câmara Municipal de Palmela
- FERNANDES, Isabel Cristina Ferreira (2004b) - "Igreja de Santa Maria, Castelo", +Museu, nº1, Maio, pp. 7–8, Câmara Municipal de Palmela
- FLORES, Alexandre M; NABAIS, António J. (1992) – Os Forais de Palmela, Palmela, Câmara Municipal de Palmela
- FONSECA, Luís Adão da (1990) – “ Introdução sobre a História da Ordem de Santiago” in Câmara Municipal de Palmela – O Castelo e a Ordem de Santiago na História de Palmela, Palmela, CMP (Catálogo da Exposição), pp. 51–56
- FORTUNA, António Matos (1987) – Aspectos da Linguagem Popular de Palmela,Setúbal, Direcção Geral de Apoio e Extensão educativa- Coordenação Concelhia de Palmela
- FORTUNA, António Matos (1988) – “ Digressões à volta do nome de Palmela” in História de Palmela ou Palmela na História, Palmela, Câmara Municipal de Palmela, pp. 37– 49
- FORTUNA, António Matos (1990) – Contava-se em Terras de Palmela, Palmela, Câmara municipal de Palmela
- FORTUNA, António Matos (1992) – “História Vitivinícola da Península de Setú-bal - breves apontamentos” in Vinhos da Costa Azul, Setúbal, Região de Turismo da Costa Azul, pp. 3–4
- FORTUNA, António Matos (1994) – Priores Mores...Provedores da Misericórdia de Palmela, Palmela, Santa Casa da Misericórdia de Palmela
- FORTUNA, António Matos (1995) – Extinção e Restauração do Concelho - um combate singularmente duro, Palmela, Grupo dos Amigos do Concelho de Palmela
- FORTUNA, António Matos (1997) – Memórias da Agricultura e Ruralidade do Concelho de Palmela, Palmela, Câmara Municipal de Palmela
- FORTUNA, António Matos (2001) - 8º Centenário do Foral de Palmela - Memorial das Comemorações, Palmela, Grupo dos Amigos do Concelho de Palmela
- FORTUNA, António Matos (2002) – Marateca que já foi, Palmela, Câmara Municipal de Palmela
- GAMA, António; SANTOS, Graça; PIRES, Iva (1981) – “Análise Espacial de uma Transformação da Agricultura”, Revista Crítica de Ciências Sociais, nº 7/8, pp. 535 – 557
- LANDEIRO, José Manuel (1959) - Notas de uma visita ao Castelo de Palmela e seu Convento, Setúbal, tip. Simões, Lda
- MARQUES, António Pedro Sousa (1996) – Dinâmicas Locais em Contexto de Mudança – Estratégia de Actores no município de Palmela, 1980-1995, Dissertação de Mestrado em Sociologia do Território, Lisboa, ISCTE (2 vols.)
- MARQUES, António Pedro Sousa (2006) - Actores, Estratégias e Desenvolvimento Local - conflitos e consensos no município de Palmela no limiar do século XIX, Tese de Doutoramento em Sociologia,Évora, Universidade de Évora (2 vols)
- MARTINS, Conceição Andrade (1992) – “Opções Económicas e Influência Política de uma Família Burguesa Oitocentista: o caso de São Romão e José Maria dos Santos”, Análise Social, vol. XXVII, (116-117), pp. 367 – 404
- MELIDA, José Ramon (1920) - "La ceramica prehistoria decorada - los vasos de las grutas de Palmella", Lisboa,O Arqueólogo Português
- PIMENTA, Maria Cristina Gomes (1990) - “A Ordem de Santiago em Portugal”, Oceanos, nº 4, Lisboa, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, pp. 58 – 63
- RIBEIRO, Orlando; LISBOA, João Ribeiro (1951) – “Les transformatios de l’habitat et des cultures dans la contrée de Pinhal Novo” in C.R. du Congrès International de Géographie (1949), Lisboa, 1951, III, pp. 329–334
- SALGADO, José (1988) - "A igreja de São João de Palmela e seu fundador Jerónimo de Brito e Melo", História de Palmela ou Palmela na História,Actas das Jornadas de Divulgação e Análise do Passado de Palmela, Câmara Municipal de Palmela
- SERRÃO, Vítor, MECO, José (2007) - Palmela Histórico-Artística - um inventário do património artístico concelhio, Lisboa, Edições Colibri/Câmara Municipal de Palmela
- SOARES, Maria Joaquina Coelho (2004) - "Necrópole pré-histórica da Quinta do Anjo em livro", +Museu, nº1, Maio, p. 4, Câmara Municipal de Palmela
- VALE, Mário (1999) – Geografia da Indústria Automóvel num Contexto de Globalização – Imbricação Espacial do Sistema AutoEuropa, Dissertação de Doutoramento em Geografia Humana, Lisboa, Universidade de Lisboa
[editar] Ligações externas
Referências
- ↑ Associação Nacional de Municípios Portugueses - Palmela. Página visitada em 13 de Fevereiro de 2012.