Rio Sado
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Nota: Para outros significados de Sado, veja Sado.
| Sado | |
|---|---|
| Foz do Rio Sado | |
| Comprimento | 180 km |
| Nascente | Serra da Vigia |
| Altitude da nascente | 230 m |
| Foz | Atlântico em Setúbal |
| Área da bacia | 7640 km² |
| Delta | Estuário do Sado |
| Afluentes principais |
Rio Xarrama |
| País(es) | |
O Sado (antigamente chamado Sádão) é um rio português, que nasce a 230m de altitude, na Serra da Vigia e percorre 180 quilómetros até desaguar no oceano Atlântico perto de Setúbal. No seu percurso passa por Alvalade e Alcácer do Sal, sendo a foz em frente a Setúbal. De jusante de Alcácer do Sal até à foz desenvolve-se um largo estuário separado do oceano pela península de Troia.
É dos poucos rios da Europa que corre de sul para norte, tal como o Rio Mira (Odemira, Alentejo), que é de menor dimensão.
No estuário do Sado habita uma população de golfinhos (roaz-corvineiro), que tem resistido à invasão do seu habitat pelo homem (tráfego marítimo para os estaleiros da Mitrena, para o porto de Setúbal e decorrente da pesca e da doca de recreio, além do ferry-boat de ligação entre margens).
O rio Sado não tem um grande caudal devido a vários factores, destacando-se dois: o clima mais árido do Alentejo, onde se encontra a sua nascente; e o desnível, pequeno, entre a altitude da nascente e a altitude da foz.
A bacia hidrográfica do rio Sado tem uma área de 7640 km². O estuário ocupa uma área de aproximadamente 160 km², com uma profundidade média de 8m sendo a máxima de 50m.[1] O escoamento é forçado principalmente pela maré. O caudal médio anual do rio é de 40m³/s com uma forte variabilidade sazonal — indo de valores diários inferiores a 1m³/s no Verão até superiores a 150m³/s no Inverno.[2]
Índice |
[editar] Afluentes
[editar] Margem esquerda
[editar] Margem direita
- Ribeira do Roxo
- Ribeira da Figueira
- Ribeira de Odivelas
- Rio Xarrama
- Ribeira das Alcáçovas
- Ribeira de São Cristóvão
- Ribeira de São Martinho
- Ribeira da Marateca
[editar] Etimologia
A origem do nome do rio Sado é obscura, talvez pré-romana. Até ao século XVIII o rio chamava-se Sádão, forma que permanece nalguns topónimos actuais como São Romão do Sádão (Alcácer do Sal), Santa Margarida do Sádão (Ferreira do Alentejo) e São Mamede do Sádão (Grândola). A passagem de "Sádão" a "Sado" é semelhante à de "frângão" a "frango" e de "Fárão" a "Faro".[3]
Referências
- ↑ Descrição - Sado. Página do INAG.
- ↑ G. Cabeçadas, M. J. Brogueira. M.J. "The behaviour of phosphourous in the Sado estuary, Portugal" Environmental Pollution, ICEP.2, 1993, pp.345-352.
- ↑ José Pedro Machado: Dicionário Onomástico e Etimológico da Língua Portuguesa
[editar] Ligações externas
- Roazes do Estuário do Sado
- Sítio da Reserva Natural do Estuário do Sado
- Rio Sado no sítio do INAG
- Observação de aves no estuário do Rio Sado