Faro

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Faro
Brasão de Faro Bandeira de Faro
Brasão Bandeira
Faro aerial view.jpg
Vista aérea da cidade de Faro
Localização de Faro
Gentílico Farense
Área 201,85 km²
População 64 560 hab. (2011[1] )
Densidade populacional 319,84 hab./km²
N.º de freguesias 4
Presidente da
Câmara Municipal
Rogério Bacalhau (CDS-PP/PSD)
Mandato 2013-2017
Fundação do município
(ou foral)
1266
Região (NUTS II) Algarve
Sub-região (NUTS III) Algarve
Distrito Faro
Antiga província Algarve
Orago Santa Maria e São Pedro
Feriado municipal 7 de Setembro (Elevação a cidade)
Código postal 8000
Sítio oficial Câmara Municipal de Faro
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Faro (povoação chamada, na sua origem, Santa Maria de Faro) é uma cidade portuguesa com cerca de 44 000 habitantes[1] , capital do Distrito de Faro, da região, sub-região e ainda da antiga província do Algarve, que ocupa uma área de 5 412 km² e onde residem 451 005 habitantes (2011)[1] . É sede de um município com 202,57 km² de área e 64 560 habitantes (2011)[1] , subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a norte e oeste pelo município de São Brás de Alportel, a leste por Olhão, a oeste por Loulé e a sul tem costa no Oceano Atlântico. Através do Aeroporto de Faro, a cidade constitui a segunda maior entrada externa do país (a seguir a Lisboa), o que lhe confere uma valência vincadamente cosmopolita.

Limitado a Norte e Oeste pelo concelho de São Brás de Alportel, a Este por Olhão, a Oeste por Loulé e a Sul pelo Oceano Atlântico, é um concelho composto por quatro freguesias: Faro (Sé e São Pedro), Santa Bárbara de Nexe, Montenegro, Conceição e Estoi e por outras 63 povoações.

Índice

Transportes[editar | editar código-fonte]

Rede Viária[editar | editar código-fonte]

Faro, assim como o resto do Algarve apresenta boa rede viária com outras cidades portuguesas e com a Comunidade Autónoma da Andaluzia, Espanha. As principais vias de ligação ao concelho são a Estrada Nacional 2, Estrada Nacional 125, a Via do Infante (A22). Esta última via está conectada à Ponte Internacional do Guadiana e, por conseguinte, à Estrada N431 da Província de Huelva, Espanha. A Via do Infante é, igualmente, o principal acesso à A2, que liga a região do Algarve à capital do país, Lisboa, num percurso de aproximadamente trezentos quilómetros, correspondentes a cerca de três horas de viagem.

Rede Ferroviária[editar | editar código-fonte]

Da estação de Faro partem serviços regulares de comboios de passageiros de tipologias Regional, Intercidades e Alfa Pendular, operados pela Comboios de Portugal (CP), que asseguram as ligações de passageiros na região e para o resto do território nacional.

Em termos ferroviários, a cidade possui ligações frequentes e céleres a Lisboa (3h01m) e ao Porto (5h49m). Ainda em projecto está a ferrovia de alta velocidade, que prevê uma ligação Faro-Huelva, bem como um ramal de ligação Faro-Beja-Évora que entroncará na futura ligação entre as duas capitais Ibéricas - Lisboa e Madrid.

Rede de Transportes Rodoviários[editar | editar código-fonte]

A partir de um terminal rodoviário em Faro, a EVA transportes, empresa de transporte rodoviário do Algarve opera as carreiras urbanas no concelho. Em virtude da sua ligação a uma rede nacional de expressos, esta empresa rodoviária proporciona um vasto conjunto de ligações de Faro a todas as capitais de distrito.

Aeroporto Internacional de Faro[editar | editar código-fonte]

É um dos principais aeroportos portugueses e encontra-se a cerca de três horas de voo de distância da maioria das capitais europeias. Inaugurado em 11 de Julho de 1965, o Aeroporto Internacional de Faro situa-se a nove quilómetros da cidade. Existe ligação entre o aeroporto e a EN 125-10, que por sua vez, faz a ligação a Faro.Entre o Aeroporto Internacional de Faro e a cidade existe uma ligação efectuada pela empresa EVA, com uma duração de vinte minutos. O táxi é, igualmente, um meio de transporte para chegar a Faro, dado que em frente à porta de chegadas do aeroporto existe uma praça de táxis.

O Aeroporto Internacional de Faro é o ponto privilegiado de partidas e chegadas da região algarvia -principal destino turístico português-, de e para onde diversas companhias nacionais e internacionais, charters e low cost garantem deslocações regulares. Aproximadamente cem companhias aéreas de todo o mundo voam a partir de e para o Aeroporto Internacional de Faro. Em termos de volume de passageiros, movimenta quase cinco milhões por ano, volume este essencialmente suportado pelo Turismo e, nos últimos, anos pela expansão das companhias aéreas low cost.

A companhia low cost irlandesa Ryanair tem implementada uma base operacional no Aeroporto de Faro. Outras companhias aéreas como a Easyjet, Transavia, Aer Lingus, Air Berlin, Monarch, Jet 2, LTU Internacional entre muitas outras, possuem voos regulares a partir de Faro. Em virtude do reconhecimento do papel desta infra-estrutura no desenvolvimento do Turismo na região, o Aeroporto Internacional de Faro foi distinguido, em 2007, com a Medalha de Mérito Turístico Grau Ouro atribuída pela Entidade Regional de Turismo do Algarve.

Principais Distâncias[editar | editar código-fonte]

História de Faro[editar | editar código-fonte]

As origens de Faro[editar | editar código-fonte]

Os primeiros marcos remontam ao século VIII a.C., ao período da colonização fenícia do Mediterrâneo Ocidental. O seu nome de então era Ossónoba e era um dos mais importantes centros urbanos da região sul de Portugal e entreposto comercial, integrado num amplo sistema comercial, com base na troca de produtos agrícolas, peixe e minérios. Entre os séculos III a.C. e VIII d.C., a cidade está sob domínio romano e visigodo, vindo a ser conquistada pelos mouros no ano de 713 d.C, os quais ergueram ali uma fortificação (reforçada por uma nova muralha a mando do príncipe mouro Bem Bekr, no século IX). Durante a ocupação árabe, o nome Ossónoba prevaleceu, desaparecendo apenas no século IX, para dar lugar a Santa Maria do Ocidente; era então capital de um efémero principado independente.

No século XI passa a designar-se Santa Maria Ibn Harun e o nome de Ossónoba começa a ser substituído. A cidade é fortificada com uma cintura de muralhas.

Na sequência da independência de Portugal, em 1143, o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques e os seus sucessores iniciam a expansão do país para sul, reconquistando os territórios ocupados pelos mouros. Depois da conquista por D. Afonso III, em 1249, os portugueses designaram a cidade por Santa Maria de Faaron ou Santa Maria de Faaram.

Nos séculos seguintes, Faro tornou-se uma cidade próspera devido à sua posição geográfica, ao seu porto seguro e à exploração e comércio de sal e de produtos agrícolas do interior algarvio, trocas comerciais que foram incrementadas com os Descobrimentos portugueses.

Tem, nesse período, uma importante e activa colónia judaica que no final do século XV imprime localmente o Pentateuco, o primeiro livro português. A comuna de Faro terá sido sempre uma das mais distintas da região algarvia e das mais notáveis do País, em todos os tempos, com muitos artesãos e muita gente endinheirada, sendo frequentes no século XIV as ligações comerciais de judeus e cristãos. A manifesta prosperidade dos judeus farenses no século XV é interrompida pela carta patente de Dezembro de 1496 em que D. Manuel I os expulsava de Portugal, caso não se convertessem ao catolicismo.

Assim, oficialmente, e só neste sentido, deixaram de existir judeus em Portugal, o que também aconteceu em Faro, sendo que, no local onde estava implantada a judiaria, na Vila Adentro, tivesse sido mandado erigir pela terceira esposa de D. Manuel I o Convento de Nossa Senhora da Assunção.

O Rei D. Manuel I promove, em 1499, uma profunda alteração urbanística com a criação de novos equipamentos na cidade - um Hospital, a Igreja do Espírito Santo (Igreja da Misericórdia), a Alfândega e um Açougue - fora das alcaçarias e junto ao litoral. Em 1540, D. João III eleva Faro a cidade e, em 1577, a sede do bispado do Algarve é transferida de Silves para Faro. O saque e o incêndio, em 1596, pelas tropas inglesas de Robert Devereux, 2.º Conde de Essex, danificaram muralhas e igrejas, e provocaram elevados danos patrimoniais e materiais na cidade.

Os séculos XVII e XVIII são um período de expansão para Faro, que foi cercada por uma nova cintura de muralhas durante o período da Guerra da Restauração (1640 - 1668), que abrangia a área edificada e terrenos de cultura, num vasto semicírculo frente à Ria Formosa.

Em 1 de Novembro de 1755, a cidade de Lisboa é arruinada por um grande Sismo que devido à sua intensidade provocou, igualmente, estragos em outras cidades do país, sobretudo no Algarve.

A cidade de Faro sofreu danos generalizados no património eclesiástico, desde igrejas, conventos até o próprio Paço Episcopal. As muralhas, o castelo com as suas torres e baluartes, os quartéis, o corpo da guarda, armazéns, o edifício da alfândega, a cadeia, os conventos de S. Francisco e o de Santa Clara, foram destruídos e arruinados.

Até finais do século XIX, a cidade manteve-se dentro dos limites da Cerca seiscentista de Faro. O seu crescimento gradual sofre um maior ímpeto nas últimas décadas.

Actualidade[editar | editar código-fonte]

A cidade de Faro, capital política e administrativa, detém a maior parte dos serviços administrativos da região e, por conseguinte, uma grande atractividade para a implantação de actividades terciárias e comerciais, subsidiadas pela função habitacional.

Faro assumiu a sua vocação cosmopolita aquando da inauguração do seu aeroporto internacional a 11 de Julho de 1965, ainda durante a ditadura de António de Oliveira Salazar. Hoje em dia, e graças ao aumento de procura turística em todo o Algarve, a cidade possui o segundo mais movimentado aeroporto de Portugal atrás do aeroporto da Portela em Lisboa, com um movimento superior a 5 milhões de passageiros por ano. O Aeroporto é ainda utilizado por parte dos turistas que se dirigem para a Andaluzia devido a certos locais desta região espanhola estarem mais próximos de Faro do que de Sevilha.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Freguesias[editar | editar código-fonte]

As freguesias de Faro são as seguintes:

Natureza[editar | editar código-fonte]

O grande destaque do concelho é a Ria Formosa que constitui um sapal que se estende pelos concelhos de Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António, abrangendo uma área de cerca de 18 400 hectares ao longo de 60 quilómetros desde o rio Ancão até à praia da Manta Rota.

A Ria Formosa, é limitada a Sul por um conjunto de ilhas-barreira de cordão arenoso litoral, conhecidas por, península do Ancão (Praia de Faro), ilhas da Barreta, Culatra, Armona, Tavira, Cabanas e península de Cacela. Estas estão dispostas paralelamente à costa, protegendo uma laguna que forma um labirinto de sapais, canais, zona de vasa e ilhotes, que a separa do Oceano Atlântico. As suas dunas, ilhas e barras para o alto mar estão em movimento contínuo conforme as marés. Muitos locais arqueológicos apresentam vestígios de povoações romanas e pré-romanas.

Ao longo de 57 quilómetros de comprimento, este sistema lagunar, o mais extenso da costa portuguesa, tem a sua importância ecológica reconhecida internacionalmente, pelas características naturais únicas que apresenta e pela sua localização geográfica, que fazem desta zona húmida um dos principais biótopos de suporte da avifauna, pelo que tem vindo a ser alvo de protecção legal. Encontra-se assim, abrangida pelas disposições da Convenção de Ramsar e de Berna, integra a Rede Natura 2000, quer como Zona de Protecção Especial estabelecidas ao abrigo da Directiva Aves, quer como Zona Especial de Conservação e inscrita na lista nacional de sítios ao abrigo da Directiva Habitats.

Possui uma profundidade média de dois metros e uma disposição irregular dos fundos. Cerca de 14% da superfície lagunar encontra-se permanentemente submersa, e cerca de 80% dos fundos emergem em maré baixa e em regime de marés vivas. Os cursos de água que desaguam no sistema da Ria Formosa (Rio Seco, Gilão, Ribeiras de Almargem, Lacem, Cacela, e outros) são sazonais e de pouco caudal, dada a fraca pluviosidade local. Assim, a ria é alimentada quase exclusivamente por água oceânica.

A cobertura vegetal no interior da Ria Formosa difunde-se em dois ambientes distintos e contíguos: sapais e dunas. Os sapais originam-se em zonas costeiras de águas calmas. O reduzido fluxo das marés facilita a deposição dos detritos e sedimentos em suspensão e assim vão surgindo bancos de vasa onde, a certa altura, há substrato para a vegetação. A colonização tem como pioneira uma Gramínea do género Spartina (na Ria Formosa, S. marítima), que suporta longos períodos de submersão e, por isso mesmo, se instala nas zonas de mais baixa cota, onde forma vastos "prados" de cor verde escura e que constituem o baixo sapal. Onde o substrato é menos resistente à acção erosiva das águas formam-se os típicos canais e regueiras que sulcam o sapal num emaranhado dendrítico.

As condições de formação e a dinâmica das dunas revelam que estas são estruturas em constante mudança. A proximidade do mar actua como factor fortemente selectivo na instalação e crescimento da sua vegetação. Não é por acaso que, no lado virado ao mar, são escassas as composições florísticas e no interior da duna, criam-se condições mais favoráveis para uma fixação mais diversificada, abrigando inúmeras espécies nas encostas voltadas para o interior e nas dunas mais recuadas face ao mar, salientando-se a presença de plantas endémicas, que existem exclusivamente em Portugal.

A Ria Formosa abrange a área de jurisdição de cinco concelhos do sotavento algarvio: Faro, Loulé, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António. Todos os concelhos têm usufruído do recurso natural da Ria Formosa como elemento estruturante da paisagem. As actividades ancestrais ligadas à pesca, marisqueio, salicultura e moluscicultura que contribuíram para o enriquecimento do território valorizando-o cultural, social económica e paisagisticamente.

Trata-se de uma área protegida pelo estatuto de Parque Natural, atribuído pelo Decreto-lei n.º 373/87 de 9 de Dezembro de 1987. O Parque Natural da Ria Formosa enquadra-se numa região de clima mediterrânico, de características semi-áridas, com uma estação seca prolongada, durante os meses de Verão, e com um Inverno ameno devido à influência do fluxo atlântico do oeste, e pelo facto de se encontrar longe das regiões de origem das massas de ar polar continental, onde as temperaturas são amenas e a insolação elevada.

Em 2010, a Ria Formosa foi eleita uma das sete maravilhas naturais de Portugal na categoria de zonas marinhas, categoria a que também concorriam o Arquipélago das Berlengas e a Ponta de Sagres.

Faro possui uma relação privilegiada com a Ria Formosa pois é ponto de partida para a prática de actividades náuticas marítimo turísticas. Actividades de Turismo de Natureza, como é o caso do Birdwatching, contam com milhões de aficionados na Europa e encontram na Ria Formosa, sobretudo, no canal de Faro – o principal e mais profundo – uma quantidade de espécies que vai aumentando com a aproximação dos sapais. Corvos marinhos de faces brancas, patos mergulhões, chilretas, pernilongas, limícolas, cotovias de crista são algumas das espécies que, partindo de Faro de barco, podem ser observadas nos canais da Ria Formosa.

Ilha da Culatra – Ilha do Farol de Santa Maria[editar | editar código-fonte]

A Ilha da Culatra é composta por três núcleos populacionais: Culatra, os Hangares e o Farol. O acesso a esta ilha barreira é feito através de Olhão e Faro através de carreiras regulares de barco num percurso de aproximadamente trinta minutos. A Culatra é banhada pelas águas da Ria Formosa e a Sul pelo Oceano Atlântico, possuindo praia marítima e fluvial.

No núcleo do Farol encontra-se o Farol do Cabo de Santa Maria, cuja construção remonta a 1851. Implantado a 2500 metros a ENE do Cabo de Santa Maria, o Farol mais a Sul de Portugal tem 47 m de altura e tem um alcance luminoso de 25 milhas náuticas. No Verão à comunidade piscatória residente na Ilha da Culatra, juntam-se os veraneantes que procuram as suas praias de areias finas, águas límpidas e de temperatura agradável.

A Ilha da Culatra é um refúgio natural de embarcações de pesca, às quais no Verão somam-se centenas de veleiros e iates portugueses e estrangeiros que ancoram nas suas águas calmas, em busca da sua gastronomia à base de peixe fresco e marisco. Um outro atractivo para estes velejadores é a pesca desportiva de espécies como o sargo, garoupa, muges, peixe-espada e tunídeos.

Praia de Faro[editar | editar código-fonte]

Praia de Faro.

Também conhecida por “Ilha de Faro”, esta extensão de areia faz parte da Península do Ancão, que delimita a Ria Formosa a poente e donde se pode obter uma vista privilegiada sobre a serra e sobre a cidade de Faro.

O acesso viário faz-se através duma estreita ponte que atravessa a Ria Formosa. No Verão, a “ilha de Faro” está, igualmente, acessível por barco através do Cais das Portas do Sol. É possível fazer praia no estreito cordão arenoso virado a Norte, para um canal da Ria Formosa, A utilização deste plano de água é óptima para a prática de desportos náuticos (jetski, canoagem, remo, windsurf, vela, etc.). No Centro náutico da Praia de Faro é feita a iniciação às Modalidades Náuticas e disponibilizado ao público, equipamento para vela, windsurf e canoagem.

Ilha Deserta[editar | editar código-fonte]

A Ilha Deserta, numa extensão de dez quilómetros de praia, é uma das mais bem conservadas e menos frequentadas da região. O acesso faz-se por mar, a partir do Cais da Porta Nova, sendo a travessia muito agradável, podendo observar-se os labirintos de areia e vasa da Ria Formosa, canais e bancos de sapal. Pelo caminho há que prestar também atenção às diversas aves que por aqui se alimentam, como os flamingos.

Clima[editar | editar código-fonte]

Gráfico climático para Faro, Portugal
J F M A M J J A S O N D
 
 
78
 
16
8
 
 
72
 
17
8
 
 
39
 
18
9
 
 
38
 
20
10
 
 
21
 
22
13
 
 
7.6
 
25
16
 
 
1.4
 
29
18
 
 
4.3
 
29
18
 
 
14
 
27
17
 
 
67
 
23
14
 
 
86
 
19
11
 
 
94
 
17
9
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: Organização Meteorológica Mundial (ONU)[3]

Quanto ao clima, é mediterrânico, um clima em que a temperatura é amena durante todo o ano, um clima em que podemos desfrutar do sol mais de 300 dias por ano, e em que os meses que são verdadeiramente chuvosos são reduzidos em dois, Novembro e Dezembro. A temperatura no verão, durante o dia anda entre os 25 e 30 graus, e entre 15 e 20 graus no Inverno, salvo excepções. Durante a noite, as mínimas no Inverno andam por volta de 6 ou 7 graus e no Verão entre 15 e 20 graus.

Os meses mais quentes são os de Julho e Agosto. Os meses mais chuvosos são Novembro e Dezembro. Os meses mais frios são Janeiro e Fevereiro.

As maior e menor temperaturas registadas em Faro no periodo 1971-2000 foram 39,8°C e –1,4 °C. Porém,há registos 42,5°C em 2004. fonte: Instituto de Meteorologia <right>

Valores climáticos para Faro,  Portugal
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Média da temperatura máxima °C (°F) 16.1
(61)
16.7
(62)
18.4
(65)
19.8
(68)
22.4
(72)
25.4
(78)
28.7
(84)
28.8
(84)
26.7
(80)
23.1
(74)
19.4
(67)
16.7
(62)
21,9
(71)
Temperatura média diária °C (°F) 11.9
(53)
12.55
(55)
13.65
(57)
15.1
(59)
17.45
(63)
20.55
(69)
23.3
(74)
23.4
(74)
21.8
(71)
18.7
(66)
15.15
(59)
12.65
(55)
17,2
(63)
Média da temperatura mínima °C (°F) 7.7
(46)
8.4
(47)
8.9
(48)
10.4
(51)
12.5
(55)
15.7
(60)
17.9
(64)
18.0
(64)
16.9
(62)
14.3
(58)
10.9
(52)
8.6
(47)
12,5
(55)
Precipitação mm (polegadas) 77.8
(3.06)
72.4
(2.85)
39.0
(1.54)
38.4
(1.51)
21.1
(0.83)
7.6
(0.3)
1.4
(0.06)
4.3
(0.17)
14.0
(0.55)
66.6
(2.62)
86.1
(3.39)
94.1
(3.7)
522,8
(20,58)
Número médio de dias de chuva 12 13 9 10 7 4 1 1 3 9 10 11 90
Fonte: Organização Meteorológica Mundial (ONU)[3] 4 de março de 2010

Demografia[editar | editar código-fonte]

Paço Episcopal.
População do concelho de Faro (1801 – 2011)
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2011
23 881 18 733 34 104 28 456 35 651 45 109 50 761 58 051 64 560
                             Evolução da População Entre 1864 e  2011  

Evolução da  População  1864 / 2011; Variação da População  1864 / 2011; Comparando 2011 com 1864;

          Evolução dos Grupos Etários (de 1981 a 2011)

Nº de habitantes por grupos etários – de  1981 a 2011; Nº de habitantes por grupos etários – de  1981 a 2011;

Política[editar | editar código-fonte]

Administração municipal[editar | editar código-fonte]

O município de Faro é administrado por uma câmara municipal composta por 9 vereadores. Existe uma assembleia municipal que é o órgão legislativo do município, constituída por 33 deputados (dos quais 27 eleitos diretamente).

O cargo de Presidente da Câmara Municipal é atualmente ocupado por Macário Correia, eleito nas eleições autárquicas de 2009 pela coligação Faro Está Primeiro (PSD/CDS-PP/MPT/PPM), tendo maioria absoluta de vereadores na câmara (5). Existem ainda quatro vereadores eleito pelo Partido Socialista. Na Assembleia Municipal existe um empate entre os partidos mais representados, com a coligação Faro Está Primeiro com 11 deputados eleitos e 3 presidentes de Junta de Freguesia e o PS com 12 deputados eleitos e 2 presidentes de Juntas de Freguesia, seguindo-se a CDU (2; 1), o Bloco de Esquerda (1; 0), e a candidatura independente Cidadãos com Faro no Coração (1; 0). O Presidente da Assembleia Municipal é Luís Manuel Fernandes Coelho do PS. [carece de fontes?]

Eleições de 2009
Órgão PSD/CDS-PP/
MPT/PPM
PS PCP-PEV BE Cidadãos com Faro no Coração
Câmara Municipal 5 4 0 0 0
Assembleia Municipal 14 14 3 1 1
dos quais: eleitos directamente 11 12 2 1 1

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

A Doca de Faro.

A gastronomia algarvia com reminiscências da presença dos romanos e dos árabes na região, e pela proximidade à Ria Formosa e ao Oceano Atlântico, têm por base peixe, marisco e produtos do campo, confeccionados em cataplanas, guisados e cozidos ou na grelha. Os carapaus, biqueirões e sardinhas alimados, as amêijoas e berbigões ao natural, o arroz de lingueirão, as cataplanas, caldeiradas e massinhas com peixe são pratos típicos de Faro. As papas de milho, mais conhecidas como xarém, são um dos ex-libris da região. As carnes também constam nos cardápios da região, numa mistura com marisco.

Nas sobremesas predominam as doçarias à base de frutos secos como bolos de amêndoa, figo e alfarroba.

Com uma região vinícola demarcada, de clima tipicamente mediterrânico, que utiliza castas tradicionais para produzir vinhos de qualidade, com sabor a fruto, baixa acidez e a que o sol dá uma graduação elevada, os vinhos e aguardentes juntam-se à tradição gastronómica do Algarve.

Principais Eventos[editar | editar código-fonte]

Concentração de Motos de Faro[editar | editar código-fonte]

Faro é reconhecida internacionalmente como a capital europeia dos motociclistas. Todos os anos, milhares de motociclistas de todo o mundo viajam para Faro, no mês de Julho, para participar na Concentração Internacional de Motos, organizada pelo Moto Clube de Faro. Um dos eventos de destaque é o desfile das motos pelas ruas da capital no Domingo, último dia da concentração.

FOLKFARO - Folclore Internacional da Cidade de Faro[editar | editar código-fonte]

Uma iniciativa do Grupo Folclórico de Faro, cuja primeira edição foi em 2003, colocou Faro na rota dos grandes festivais de folclore da Europa. Constam da programação do Folkfaro, que ocorre em meados de Agosto, espectáculos de folclore nacional e internacional, ateliers de dança, folclore para crianças, galas temáticas e animações de rua.

FARCUME: Festival de Curtas-Metragens de Faro[editar | editar código-fonte]

Uma iniciativa da FARO 1540 - Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro, cuja primeira edição ocorreu em 2011 e que tem vindo a ocorrer desde então, no final do mês de Agosto na Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, um dos edíficios de maior simbolismo e de maior riqueza patrimonial da cidade de Faro. Pode-se dizer que este festival de curtas-metragens já faz parte de um conjunto de iniciativas que prestigiam Faro, dando um forte contributo para o desenvolvimento de uma política cultural que se quer de qualidade e diversificada contribuindo para que a capital algarvia se afirme como um concelho culturalmente abrangente, dinâmico e criativo.

Este festival de curtas-metragens tem de forma gradual transformado-se como um festival de referência a sul do país dando a conhecer e lançar novos talentos para além de divulgar e promover junto do público os excelentes trabalhos que são realizados nesta área, mas que nem sempre têm a divulgação desejada e merecida. Dentro de um ambiente informal, bem-disposto e descontraído este festival tem procurado premiar e reconhecer a dedicação, o empenho, a criatividade e o mérito dos realizadores, actores e equipas técnicas que sem terem os orçamentos da indústria cinematográfica de Hollywood conseguem desenvolver trabalhos de grande qualidade.

Feira de Santa Iria[editar | editar código-fonte]

As origens da Feira de Santa Iria remontam ao ano de 1596. Reza a história, que esta Feira começou no reinado de D. Filipe I após o incêndio que a cidade sofreu na sequência do saque das tropas inglesas do Conde de Essex em 1596. Com o saque e o incêndio, a cidade ficou desprovida de inúmeras infra-estruturas e os seus habitantes padeciam de fome e peste, pelo que a realização desta feira procurava, de alguma forma prestar auxílio à população carenciada, e incrementar também as transacções comerciais. Inicialmente tratava-se de uma feira “forra e franca”, ou seja, os feirantes estavam isentos de pagar impostos do que vendiam, não se sabendo ao certo quando terminou esta isenção. A associação da Feira ao nome de Santa Iria, prende-se com o facto da sua data de realização ter sido marcada para o Dia de Santa Iria (20 de Outubro). A Feira de Santa Iria realiza-se no Largo de S. Francisco, na segunda quinzena de Outubro, mantendo as suas características populares Nela se podem encontrar uma grande diversidade de atractivos: stands institucionais; exposições gerais; divertimentos para crianças e adultos; comes e bebes; artesanato; venda de produtos diversos.

Festival de Órgão de Faro[editar | editar código-fonte]

Uma iniciativa da associação Música XXI e que ocorre desde 2007 nas igrejas de Faro durante o mês de Novembro. O Festival tem como objectivo central a valorização e divulgação do património musical. Em particular, tem como objectivo divulgar este instrumento secular e apoiar os intérpretes na difusão da música original composta para órgão.

Semana Académica do Algarve[editar | editar código-fonte]

É uma iniciativa promovida pela Associação Académica da Universidade do Algarve e conta com quase 30 anos de existência. É uma festividade estudantil do Ensino Superior, com duração de 10 dias e realiza-se todos os anos nas primeiras semanas do mês de Maio. A Semana Académica do Algarve é considerada uma das melhores e mais completas Semanas Académicas do país. Este evento, que tem o seu auge, durante a noite, no País das Maravilhas (nome dado ao recinto onde ocorrem os concertos musicais e onde existem as barraquinhas de curso) está aberto a estudantes, antigos alunos e a todos aqueles que queiram divertir-se, assistir aos concertos e viver ou reviver o espírito académico.

Festival de Flamenco de Faro[editar | editar código-fonte]

Março é o mês em que a cidade de Faro recebe o seu Festival de Flamenco, que ocorre ininterruptamente desde 2004. Para os amantes deste género, e para os turistas ávidos desta dança universal, o Teatro das Figuras é o cenário deste festival que é composto por um programa de grande nível que junta artistas já consolidados com jovens referências do flamenco.

FARTUNA: Festival de Tunas Académicas da Cidade de Faro[editar | editar código-fonte]

É uma iniciativa promovida pela Versus Tuna - Tuna Académica da Universidade do Algarve e realiza-se todos os anos nas primeiras semanas do mês de Abril. Trata-se de um festival cheio de animação e ritmo que trás anualmente a Faro algumas das melhores tunas académicas, oriundas de vários pontos do país, para um espetáculo musical que combina a tradição académica com um toque de irreverência, própria dos estudantes e tem como objetivo de proporcionar ao público duas noites de música, espetáculo e espírito académico.

Festa da Ria Formosa[editar | editar código-fonte]

É uma iniciativa gastronómica de entrada livre promovida pela Vivmar - Associação de Viveiristas e Mariscadores da Ria Formosa e realiza-se todos os anos no final do mês de Julho, prolongando-se até aos primeiros dias do mês de Agosto. A Festa da Ria Formosa tem a duração aproximada de 11 dias e o visitante para além de poder saborear o marisco oriundo da Ria, pode divertir-se com a animação diária através de vários artistas regionais e nacionais, que fazem de cada noite um motivo para voltar na noite seguinte.

Nesta Festa pode saborear-se todo o tipo de marisco, como o camarão, santola, búzio, amêijoa, berbigão, lingueirão, ostras, além de outros pratos regionais confeccionados tendo por base o marisco da Ria Formosa, como por exemplo a feijoada de marisco, as papas de milho com berbigão, o arroz de marisco, o arroz de lingueirão, a feijoada de buzinas, amêijoas na cataplana, entre outros.

Património[editar | editar código-fonte]

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Os Seminário e Paço Episcopal (à direita) vistos da entrada da Sé de Faro.

Freguesia da Sé[editar | editar código-fonte]

Freguesia de São Pedro[editar | editar código-fonte]

Freguesia de Estoi[editar | editar código-fonte]

Freguesia da Conceição[editar | editar código-fonte]

Freguesia de Santa Bárbara de Nexe[editar | editar código-fonte]

Espaços Culturais[editar | editar código-fonte]

Museu Municipal de Faro[editar | editar código-fonte]

Inaugurado em 1894, o Museu Arqueológico e Lapidar Infante D. Henrique encontra-se instalado desde 1973 no antigo Convento de Nossa Senhora da Assumpção, actual Museu Municipal de Faro. O Museu conta a história da cidade e da região, através de colecções de arqueologia e pintura, tendo obtido o Prémio de Melhor Museu Português pela Associação Portuguesa de Museologia em 2005. Possui um acervo bastante diversificado, na sua maioria proveniente de doações, contando com um espólio dividido por 29 colecções num total de cerca de 12 500 objectos inventariados.

Museu Marítimo Almirante Ramalho Ortigão[editar | editar código-fonte]

Fundado em 1931, o actual Museu Marítimo, anexo ao Departamento Marítimo do Sul, reinstalado neste edifício em 1964 pelo Comandante Carlos Pacheco Pinto, foi organizado sobre as cinzas do antigo Museu Industrial Marítimo criado em 1889. A sua colecção reúne cerca de 250 peças referentes à temática marítima e à actividade pesqueira. É tutelado pelo Museu de Marinha, em Lisboa.

Museu Regional do Algarve[editar | editar código-fonte]

O Museu Regional do Algarve, criado na década de sessenta do século XX com o nome de Museu Etnográfico e Regional do Algarve, funciona no edifício da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e apresenta uma colecção recolhida, na sua maioria, por Carlos Porfírio. Esta centra-se em utensílios de trabalho e domésticos, e por o que se costuma designar de “arte popular” (cestaria, tapeçaria, etc.). Fazem, ainda, parte do espólio grandes telas da autoria de Carlos Porfírio, pintor farense, nas quais são ilustradas as tradições algarvias.

Teatro Municipal de Faro/Teatro das Figuras[editar | editar código-fonte]

Inaugurado em 1 de Julho de 2005, o Teatro das Figuras é um equipamento cultural cuja importância ultrapassa largamente o horizonte concelhio, constituindo um marco decisivo na consolidação da vida cultural da região. Com uma capacidade de 786 lugares, o Teatro Municipal de Faro é reconhecido pela qualidade e versatilidade dos equipamentos, pelas características multidisciplinares da programação, pelo acolhimento de criadores contemporâneos, locais e regionais, a par da apetência em participar em redes, parcerias e com produções nacionais e internacionais. A gestão da programação do Teatro das Figuras e do Teatro Lethes está entregue à empresa Teatro Municipal de Faro, EM, criada para o efeito.

Teatro Lethes[editar | editar código-fonte]

Em meados de 2001, após a conclusão das obras de consolidação e restauro, o Ministério da Cultura, através da Direcção Regional do Algarve, celebra com o Município de Faro um protocolo de colaboração pelo qual a autarquia passa a ser responsável pela programação do Teatro Lethes, assumindo todas as despesas daí decorrentes.A Delegação Regional da Cultura cede para o efeito e a título gratuito, o direito de utilização da sala de espectáculos e respectivos espaços técnicos, bem como o equipamento existente. Este acordo visou possibilitar uma melhor articulação da programação do Teatro Lethes com a do novo Teatro Municipal.

Biblioteca Municipal António Ramos Rosa[editar | editar código-fonte]

Situada no Jardim da Alameda foi inaugurada em 23 de Abril de 2001, tendo sido mantida a fachada neo-islâmica do edifício original, o antigo matadouro municipal desactivado em 1980.

Educação[editar | editar código-fonte]

Universidade do Algarve[editar | editar código-fonte]

Em Faro situa-se a Universidade do Algarve, um estabelecimento de ensino superior público fundado em 1979, composta por três campi, Penha, Gambelas e Saúde, na cidade de Faro e um campus em Portimão. Composta por três estruturas de Ensino Universitário: Faculdade de Economia, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e Faculdade de Ciências e Tecnologia e quatro de Ensino Politécnico: Escola Superior de Saúde, Escola Superior de Educação e Comunicação, Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo e Instituto Superior de Engenharia, a universidade conta com cerca de dez mil alunos.

Escola de Hotelaria e Turismo[editar | editar código-fonte]

A funcionar em Faro desde 1966, no Palacete Doglioni a partir de 1970, onde permaneceu até 1995, a Escola de Hotelaria e Turismo actualmente, funciona nas instalações do antigo Convento de São Francisco. Esta escola, referência nacional na formação na área da hotelaria e turismo, encontra-se integrada na rede de dezasseis escolas do Turismo de Portugal.

Desporto[editar | editar código-fonte]

Estádio Algarve[editar | editar código-fonte]

Estádio Algarve.

A mais importante infraestrutura desportiva do concelho é o Estádio Algarve, construído para o Campeonato Europeu de Futebol que teve lugar em Portugal no ano de 2004. O estádio localiza-se no Parque das Cidades numa zona fronteira dos concelhos de Loulé e de Faro. Actualmente (2011) é utilizado pelo Sporting Clube Farense e pelo Louletano Desportos Clube, e em virtude de nenhuma das equipas estar na 1ª liga de futebol profissional, as câmaras municipais das duas cidades têm unido esforços no sentido de atrair eventos dinamizando as excelentes infraestruturas à disposição. Deste modo o estádio tem sido palco de numerosos eventos desportivos, como vários jogos oficiais da Selecção Portuguesa de Futebol, a Supertaça em 2005 e a Final da Taça da Liga em 2008, e culturais como o Algarve Summer Festival. O Rally de Portugal tem tido nos últimos anos como pano de fundo este estádio, sendo aproveitado toda a zona envolvente.

Pista de Atletismo de Faro[editar | editar código-fonte]

Equipamento recente foi inaugurado com a realização da final de clubes de Atletismo da I e II Divisão, situada na entrada de Faro (entrada de Olhão) enquadrado numa zona desportiva.

Caracterização da pista[editar | editar código-fonte]

8 corredores 4 Caixas de saltos horizontais 1 Colchão de salto em Altura 1 Colchão de Salto com Vara 2 Círculos de Lançamento do Peso 1 Gaiola de lançamento do Disco e Martelo

Sporting Clube Farense[editar | editar código-fonte]

O maior clube da cidade é o Sporting Clube Farense, que é ainda a instituição desportiva com mais historial do Algarve.

Apesar de actualmente (2012/2013) militar na 2ª Divisão Nacional - Zona Sul, a sua equipa de futebol já conseguiu uma presença na Final da Taça de Portugal no Estádio Nacional do Jamor, na época de 1989/1990, um 5º lugar na 1ª Divisão em 1994/1995, que ainda lhe valeu uma participação na Taça UEFA no ano seguinte. Dando resposta à séria crise financeira que assolou a equipa no princípio da corrente década que a levou ao patamar mais baixo do futebol, o Sporting Clube Farense subiu consecutivamente de divisão nas épocas de 2006/2007 e 2007/2008, regressando desta feita à terceira divisão nacional onde tenta regressar rapidamente ao convívio dos grandes do futebol português.

O clube é ainda conhecido pelo seu conjunto de Basquetebol, que tem tido excelentes resultados sendo por varias vezes campeã do algarve.

Outros clubes[editar | editar código-fonte]

A cidade possui mais dois clubes de futebol - o Sport Faro e Benfica e o FC 11 Esperanças. A primeira equipa milita na 1ª Divisão Distrital do Algarve, enquanto que a segunda joga na 2ª Divisão Distrital do Algarve.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Cidades gémeas[editar | editar código-fonte]

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Farenses Ilustres[editar | editar código-fonte]

Brites de Almeida, a Padeira de Aljubarrota[editar | editar código-fonte]

Nascida em Faro em 1350, Brites de Almeida, mais conhecida como "a Padeira de Aljubarrota", foi uma figura lendária e heroína portuguesa, cujo nome se encontra associado à vitória dos portugueses contra as forças castelhanas na Batalha de Aljubarrota em 1385. Com a sua pá de padeira, terá morto sete castelhanos que encontrara escondidos no seu forno.[carece de fontes?]

Dom Francisco Gomes do Avelar[editar | editar código-fonte]

É enorme a importância de Dom Francisco Gomes do Avelar (1739-1816), cujo bispado decorreu entre 1789 e 1816 , na história de Faro. Deve-se a este prelado a recuperação de diversos edifícios eclesiásticos na cidade e no resto do Algarve, sobretudo, após a destruição provocada pelo Terramoto de 1755.

Mário Lyster Franco[editar | editar código-fonte]

Mário Augusto Barbosa Lyster Franco, de seu nome completo, nasceu em Faro a 19 de Fevereiro de 1902, no seio de uma família ilustre. Seu pai, o pintor Carlos Augusto Lyster Franco foi uma das personalidades mais distintas e admiradas na sociedade farense dos princípios do século XX.

Licenciado em Direito, foi Presidente da Câmara Municipal de Faro durante dois mandatos, de 1932-34 a 1937-39, prosseguindo depois ainda mais alguns anos como vereador. Nesse âmbito, importa realçar que ao Dr. Mário Lyster Franco se ficaram a dever grandes melhoramentos locais, nomeadamente nas infra-estruturas de abastecimento de águas, electricidade e esgotos, assim como na abertura de novas vias de acesso nas freguesias rurais do concelho, assim como a criação em 1932 do Museu Antonino de Faro, e as suas iniciativas nas colunas do «Diário de Notícias» e da imprensa regional para os monumentos a D. Francisco Gomes do Avelar, Ferreira de Almeida e Ataíde Oliveira.

Assumiu em 1946 a direcção do semanário «Correio do Sul», um dos mais prestigiados órgãos da imprensa algarvia de todos os tempos, ao leme do qual se manteria quase quarenta anos. A lista de obras de Mário Lyster Franco reparte-se entre a arqueologia, a história e a literatura algarvia, num total de trinta títulos, dos quais nunca se fez uma reedição.

Faleceu em Lisboa, em 20 de Agosto de 1984.

José António Pinheiro e Rosa[editar | editar código-fonte]

José António Pinheiro e Rosa, escritor, compositor e professor, nasceu em Faro, em 5 de Maio de 1908 e faleceu na mesma cidade em 1995.Especialmente dotado para a música foi organista e compositor, sendo autor de algumas peças musicais de carácter religioso.

Director da Biblioteca e dos Museus Municipais da cidade foi, ainda professor da Escola Tomás Cabreira, de Faro, entre 1967 e 1975 e responsável nesse mesmo período pelas ruínas romanas de Milreu. Foi também o director dos Anais do Município de Faro, publicando 15 volumes de 1969 a 1983. Membro da Academia Portuguesa da História, dedicou mais de meio século da sua vida à investigação da história e Arte Sacra do Algarve.

Adelino da Palma Carlos[editar | editar código-fonte]

Adelino Hermitério da Palma Carlos nasceu em Faro em 3 de Março de 1905 e faleceu em Lisboa em 25 de Outubro de 1992. Professor universitário, destacado republicano histórico e opositor do Estado Novo, advogado e político português foi Primeiro-Ministro do I Governo Provisório de Portugal. Bastonário da Ordem dos Advogados teve um importante papel na consolidação institucional e na internacionalização daquela corporação. Adelino da Palma Carlos foi, igualmente, Grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, a principal organização da maçonaria portuguesa.

Carlos Porfirio[editar | editar código-fonte]

Carlos Filipe Porfírio, pintor e cineasta, nasceu em Faro em 29 de Março de 1895 e faleceu 25 de Novembro de 1980. Toda a sua obra artística revela uma grande influência futurista, fruto dos contactos que teve tido com figuras ilustres do movimento futurista, em Portugal, Espanha e França. Em Madrid e Paris frequentou centros artísticos e intelectuais e expôs individual e colectivamente as suas obras. Foi director e editor do "Portugal Futurista".

Enquanto cineasta dirigiu os filmes de fundo "Sonho de Amor" (1945) e "Um grito na Noite" (1948). Também a este artista deve-se a criação do Museu Etnográfico de Faro. Foi considerado um dos maiores pintores contemporâneos algarvios.

O pintor e cineasta Carlos Filipe Porfírio foi, sem dúvida, um dos mais assinalados valores da cultura algarvia do século XX e com enorme ressonância no contexto nacional.

Actor Nascimento Fernandes[editar | editar código-fonte]

Manuel Fernandes do Nascimento, mais conhecido por Nascimento Fernandes, nasceu em Faro em 6 de Novembro de 1881 e veio a falecer em Lisboa a 6 de Dezembro de 1955. Aos 4 anos de idade, os seus pais rumaram a Lisboa. Nessa cidade ingressou no curso de Medicina, o qual viria a abandonar em detrimento do Teatro. Nascimento Fernandes chegou a escrever peças de teatro e textos para os espectáculos do Parque Mayer. A sua carreira passou a contar notáveis interpretações cómicas em comédias ou revistas. Em 1907, estreou-se no cinema português, participando no filme “O Rapto de uma Actriz”, de Freire Correia. Muito mais tarde, com o aparecimento do cinema sonoro foi convidado pelo realizador Manuel de Oliveira para escrever os diálogos e participar em “Aniki-Bobó” (1942). Os últimos anos da sua vida foram marcados pela miséria e doença.

Assis Esperança[editar | editar código-fonte]

António Assis Esperança nasceu em Faro a 27 de Março de 1892 e faleceu em Lisboa em 3 de Março de 1975. Escritor, autor de vários romances, peças teatrais e novelas, arrecadou inúmeros prémios e distinções literárias. A par da faceta de escritor, enquanto jornalista deu o seu contributo na Seara Nova, “o Diabo” e “Vértice”, tendo sido Director do jornal de crítica teatral “A Crítica”.

António Ramos Rosa[editar | editar código-fonte]

António Vítor Ramos Rosa nasceu em 17 de Outubro de 1924, em Faro. Fez estudos secundários, trabalhando como empregado de escritório, correspondente comercial, professor e tradutor. Nos anos cinquenta, radica-se em Lisboa, vindo a ser director das revistas literárias Árvore, Cassiopeia e Cadernos do Meio-Dia, tornando-se conhecido como ensaísta e crítico literário. A partir de 1958, com a publicação do livro Grito Claro, torna-se conhecido como poeta. António Ramos Rosa recebeu, entre outros, o prémio Fernando Pessoa, em 1988; o prémio PEN Clube Português e o Grande Prémio de Poesia Associação Portuguesa de Escritores/CTT -Correios de Portugal, em 2006, pela obra Génese (2005); e o prémio Luís Miguel Nava (2006) pelas obras de poesia publicadas no ano anterior: Génese e Constelações.

Teresa Rita Lopes[editar | editar código-fonte]

Natural de Faro onde nasceu em 1937, Teresa Rita Lopes é uma das maiores especialistas contemporâneas da obra de Fernando Pessoa. Professora Catedrática da Universidade Nova de Lisboa tem dedicado o seu percurso profissional à investigação e produção de obras notáveis sobre Pessoa. Tem, de igual modo, colaborado regularmente em várias publicações literárias portuguesas e estrangeiras, quer no domínio do ensaio, quer da poesia.

A farense Teresa Rita Lopes tem, igualmente, peças de teatro publicadas e representadas em Portugal e no estrangeiro.

Carlos Quintas[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Faro a 9 de Abril de 1951. Com uma carreira artística versátil, é actor, mas também já foi cantor. Começou a representar em 1971 em Luanda, Angola, cidade onde ganhou também um Festival da Canção e um Prémio Cantor Revelação. Estreou-se em Portugal em 1975, junto a Laura Alves. Abandonou a carreira de músico em 1982, dedicando-se em exclusivo ao teatro. Tem feito também televisão: entrou em vários programas de comédia e numa telenovela, tudo na RTP. Participou também em cinema, no filme Camarate, de Luís Filipe Rocha. Desde meados dos anos noventa, tem representado em quase todas as peças de Filipe La Féria, sendo actualmente actor residente no Teatro Politeama, em Lisboa.

Filipe Ferrer[editar | editar código-fonte]

Filipe Lopes do Rosário, mais conhecido por Filipe Ferrer, actor e dramaturgo nascido em 25 de Agosto de 1936, em Faro, e falecido a 26 de Junho de 2007, em Lisboa. Ao longo da sua carreira integrou várias companhias teatrais, destacando-se a Companhia Nacional de Teatro, o Teatro Estúdio de Lisboa, o Teatro do Nosso Tempo e a Casa da Comédia. Nos palcos desta última, protagonizou, em 2005, As Pestanas de Greta Garbo, uma peça da sua autoria. Participou em mais de sessenta filmes, quinze séries televisivas, telenovelas e outras tantas peças de teatro.

Referências

  1. a b c d Resultados Provisórios dos Censos 2011. Página visitada em 7 de Fevereiro de 2012.
  2. Pela Lei n.º 32/2005, de 28 de Janeiro, a Assembleia da República estabeleceu que "a povoação e a freguesia de Estói, no município de Faro, passam a denominar-se Estoi"
  3. a b Informação Meteorológica para Faro.
  4. http://www.anmp.pt/anmp/pro/mun1/gem101l0.php?cod_ent=M8000

Ligação Exteriores[editar | editar código-fonte]

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