Ryanair

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Ryanair
IATA
FR
ICAO
RYR
Indicativo de chamada
RYANAIR





Destinos 153 localidades
Sede Aeroporto de Dublin, Ireland


A sede da Ryanair

A Ryanair é uma companhia aérea de baixo custo irlandesa (low cost) com base em Dublin, República da Irlanda. No entanto, desenvolve a maioria das suas operações a partir do Reino Unido, nomeadamente a partir da sua principal base (hub), Londres Stansted. É presentemente uma das maiores companhias aéreas da Europa no setor low cost e também uma das companhias que mais polémicas gerou nos últimos anos. Atualmente opera 362 rotas em 22 países. Tornou-se a primeira companhia aérea estrangeira a estabelecer uma base em Portugal, no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na cidade do Porto. Tendo posteriormente também inaugurado bases no aeroporto de Faro no Algarve e no Aeroporto de Lisboa. Já mostrou interesse em voar também para as Regiões Autónomas de Portugal.

História[editar | editar código-fonte]

Ryanair Embraer EMB-110 em usado entre 1985 e 1989.
Ryanair BAC 1-11 usado entre 1987 e 1994.
Ryanair ATR-42 usado entre 1989 e 1991.

A empresa foi criada em 1985 por Christy Ryan, Tony Ryan e Liam Lonergan, empresários irlandeses. A ideia inicial era oferecer voos de baixo custo do Reino Unido para a Irlanda, em favor da grande comunidade irlandesa no Reino Unido. A empresa iniciou serviços em 1986 com rotas entre os dois países.

Até 1991, a empresa cresceu, no entanto acumulava prejuízos, até que em 1991 foi contratado Michael O’Leary (atual presidente da companhia) com a tarefa de rentabilizar a empresa, seguindo o modelo da Southwest Airlines norte-americana, a primeira grande companhia aérea low cost no mundo. Assim, decidiu aplicar o modelo único de companhia low cost e uma frota de modelo único, o Boeing 737. A partir desta altura, a empresa cresceu rapidamente, voando para aeroportos secundários que servem grandes cidades, e competindo com companhias aéreas de bandeira, que naquela altura aplicavam tarifas elevadas. Em 1995, a empresa celebrou o seu 10º aniversário e transportou até à data, mais de dois milhões de passageiros.

Nos últimos anos, a empresa expandiu-se por toda a Europa, abrindo novas bases em todo o continente e novos destinos com tarifas muito reduzidas. Entrou também em competição direta com a sua rival britânica Easyjet, nomeadamente através de campanhas publicitárias ferozes e comparativas. Uma das mais polémicas foi em 2004, quando anunciou que iria oferecer por cada milhão de libras de prejuízos da Easyjet, um milhão de passagens aéreas gratuitas para toda a sua rede (o passageiro apenas paga as taxas de aeroporto). Outra estratégia de expansão foi a megaencomenda ao fabricante de aviões norte-americano Boeing, de mais de 160 aviões Boeing 737. A história recente da Ryanair é marcada por altos e baixos: Por um lado, a empresa continua a expandir rapidamente através da abertura de novas bases e rotas e através da aquisição de mais aviões. Por outro lado tem sido alvo de fortes críticas, principalmente devido à "falta" de apoio aos passageiros em caso de situações extremas: Em caso de cancelamentos ou atrasos de voos, a companhia raramente se responsabiliza pela reserva e obriga os passageiros a pagar um novo bilhete. Pelo facto de voar para aeroportos secundários, dando lhe o nome de cidades conhecidas (exemplos: Frankfurt Hahn, Paris Beauvais (aeroportos que ficam a mais 100 km das respetivas cidades) , muitas vezes o transporte do aeroporto para a cidade destino final do passageiro acaba por custar tanto ou mais ao passageiro do que a própria passagem aérea.

Em Abril de 2007, a empresa anunciou a sua intenção de criar uma nova companhia de baixo custo, especializada em voos de longo curso, utilizando o mesmo modelo de baixo custo, mas utilizando um novo nome e uma nova marca. Esta nova empresa irá voar, tal como a Ryanair, para aeroportos secundários. Os modelos de aviões a operar para esta nova companhia seriam Boeing 787 ou Airbus A350 XWB. Ainda não está definidas as datas de início de operações.

Em Agosto de 2007, a empresa introduziu um novo sistema de cobrança de uma taxa a passageiros que efetuam o check-in no aeroporto e que registam malas de porão. Com essa ação, a empresa pretende popularizar as viagens sem bagagem e o check-in pela Internet (gratuito), e reduzindo custos de emissão de cartões de embarque e pessoal.

Em Outubro de 2007, a Ryanair iniciou uma nova fase de substituição de aeronaves, os primeiros Boeing 737-800 que adquiriu no ano de 1998. Os primeiros aviões foram vendidos à companhia brasileira Varig.

As tarifas baixas e a frequência de voos, continuam a levar a um grande aumento de procura por parte dos europeus, e na escolha pela Ryanair para as suas viagens, tornando a Ryanair num dos maiores sucessos da história da aviação civil europeia.

Em Março de 2010, a Air France confirma que apresentou queixa contra a Ryanair, na Comissão Europeia, acusando-a de receber ajudas públicas, em cerca de € 11 por passageiro.[1]

Presença em Portugal[editar | editar código-fonte]

A primeira rota portuguesa da Ryanair era um voo semanal entre Dublin e Faro em 2002. Em 2006, a empresa expandiu a partir de Faro e atualmente voa diariamente a partir daquele aeroporto para 31 aeroportos, entre eles Madrid, Frankfurt (Hahn), Bruxelas (Charleroi), Dublin e Shannon.

Em 2005, a companhia inaugurou o seu primeiro serviço para o Porto a partir de Londres (Stansted) com dois voos diários.

Em Julho de 2009, a Ryanair anunciou a inauguração da sua 33.ª base no aeroporto do Porto, com 2 aviões baseados e 4 novas rotas. Desta forma, a companhia aérea voava para 16 destinos no total a partir daquele aeroporto e sustenta 1500 postos de trabalho. Hoje, a base do Porto tem 4 aviões e 36 destinos, voando do Aeroporto Francisco Sá de Carneiro para Dublin, Liverpool, Londres Stansted, Hamburgo Lubeck, Bremen, Dortmund, Frankfurt Hahn, Dusseldorf Weeze,Kalsruhe Baden-Baden, Nuremberg, Memmigen, Milão Bergamo, Bolonha, Roma, Eindhoven,Maastricht,Bruxelas Charleroi, Lille, Paris Beauvais, Paris Vatry (Disneyland),Estrasburgo, Tours, Dole, La Rochelle, Bordéus, Marselha, Carcassone, Clermont Ferrand, Lyon St. Etienne, Barcelona, Palma de Maiorca, Valência, Madrid, Tenerife sul, Gran Canaria, Faro.

Em Dezembro de 2009, a Ryanair anunciou a inauguração da sua 39ª base no aeroporto de Faro, com 6 aviões baseados e 16 novas rotas. O número de rotas servidas à partida da capital algarvia ascendeu, assim, a 31. Com a inauguração da base em março de 2010, foi anunciado uma 7º aeronave para Faro, a ser operada apenas nos meses de Verão, mantendo-se durante o resto do ano as referidas 6 aeronaves.

Inaugurou também uma base em Lisboa, de onde iniciou voos entre Lisboa e Porto.

Já mostrou interesse em abrir rotas para as Regiões Autónomas portuguesas.

Frota[editar | editar código-fonte]

Um Boeing 737-800 da Ryanair, com o texto "Auf Wiedersehen Lufthansa," ("Adeus, Lufthansa" em Português) no aeroproto de Berlin Schönefeld, na Alemanha. (2005)
Um Boeing 737-800 da Ryanair, com o nome Nyköping, descolando do aeroporto de Luton (Londres), na Inglaterra. (2007)
Uma winglet de um avião da Ryanair com Teide, em (Tenerife) em frente.

A Ryanair diz que opera a mais nova, verde e silenciosa frota de aviões na Europa.[1] [2] Em Abril de 2013, a idade média da frota da Ryanair é de 4,3 anos.[3]

A frota da Ryanair atingiu as 200 aeronaves, pela primeira vez a 5 de Setembro de 2009.[1] [4] A companhia está a expandir-se rapidamente e vai operar uma frota de 292 aeronaves até 2012, com opções para mais 10 aeronaves para serem entregues durante esse tempo.[1] Todas as aeronaves da frota da Ryanair foram adaptadas com winglets para melhorar o desempenho e as entregas mais recentes vieram já com elas instaladas como padrão.[5]

Ryanair Fleet[6]
Avião Entregues Pedidos Opções (Desactualizado) Passageiros
(Económica)
Boeing 737-800 305 175 0 189

Futuras compras[editar | editar código-fonte]

Em Outubro de 2009, a Ryanair confirmou que estava em negociações com a Boeing e a Airbus sobre um pedido, que poderia incluir até 200 aeronaves. Mesmo tendo a Ryanair um acordo com a Boeing até a esta altura, Michael O'Leary disse que poderia comprar aviões à Airbus se esta, oferecer um negócio melhor. As aeronaves desta encomenda iriam começar a ser entregues em 2012, logo que a encomenda actual expirasse.[7]

Em novembro de 2009, a Ryanair anunciou que as negociações com a Boeing tinham procedido mal e que estava a pensar parar as negociações, colocando agora as 200 aeronaves para serem entregues entre 2013 e 2016, e simplesmente devolver o dinheiro aos accionistas. Além disso, se as negociações não foram concluídas até o final de 2009, a Ryanair vai iniciar uma série de adiamentos e cancelamentos nas encomendas existentes e "acabar" a sua relação com a Boeing.[8]

Em dezembro de 2009, a Ryanair anunciou que as negociações com a Boeing tinham falhado. A Ryanair planeia agora ter mais 112 aviões até 2012 e mais nenhum depois disso. Os planos atuais permitem que sejam entregues 48 aeronaves em 2010, 37 em 2011 e 27 em 2012. A Ryanair confirmou que chegou a um acordo em relação ao preço, mas não conseguiu chegar a um acordo em relação às condições, visto que a Ryanair queria levar adiante certas condições do seu contrato anterior. A Ryanair agora planeia devolver o dinheiro aos acionistas depois de 2012, e afirma que não tem planos para reabrir as negociações com a Boeing ou com qualquer outra construtora.[9]

Em março de 2013, A Ryanair encomendou à Boeing 175 Boeing 737. A Ryanair alargará a frota a mais de 400 aviões, o que permitira um crescimento anual do tráfego de perto de 5%. As 175 aeronaves deverão ser entregues até 2018, destinado-se 75 a renovação da frota.

Frota Antiga[editar | editar código-fonte]

A Ryanair operou os seguintes tipos de aeronaves:

Frota antiga da Ryanair
Aviões Introduzidos Retirados
Embraer EMB 110 Bandeirante 1985 1989
Hawker Siddeley HS 748 1986 1989
BAC One-Eleven 1987 1994
ATR 42 1989 1991
Boeing 737-200 1994 2005
Boeing 737-800 2006

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Referências