Airbus

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Airbus S.A.S.
Slogan Setting the standards
Tipo Grupo
Indústria Aeroespacial
Fundação 1970 (Airbus Industrie)
2001 (Airbus S.A.S.)França
Pessoas-chave Thomas Enders, CEO da Airbus
Bernhard Gerwert, CEO da Airbus Defence and Space
Guillaume Faury, CEO da Airbus Helicopters [1]
Empregados 59.000 [2]
Produtos Aviões e helicópteros para uso civil e militar, satélites, sistemas de lançamento de satélites
Página oficial www.airbus.com

A Grupo Airbus, com sede em Toulouse, na França, é líder mundial na fabricação de aviões comerciais, líder europeu no desenvolvimento de programas espaciais e líder mundial na produção de helicópteros para uso civil.[3] O seu nome completo e oficial é Airbus Société par Actions Simplifiée.https://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Soci%C3%A9t%C3%A9_par_actions_simplifi%C3%A9e&action=history. Société par actions simplifiée Wikipédia. Até janeiro de 2014 a empresa foi uma subsidiária da EADS (que detinha 100% da empresa). A BAE Systems detinha 20% das ações do grupo até 2006, quando vendeu sua participação para a EADS).[4] Estas duas empresas foram as maiores fornecedoras de material bélico na Europa.

A Airbus empregava em 2013 cerca de 59 mil pessoas em vários países por todo o mundo.[2] As fábricas principais estão localizadas em Toulouse (França) e Hamburgo (Alemanha).

Em setembro de 1967, um acordo entre Alemanha, França e Inglaterra iniciou a produção conjunta de uma aeronave widebody, o Airbus A300. Airbus provém das palavras inglesas Air e Bus, que significa autocarro aéreo. A empresa surgiu oficialmente como Airbus Industries, em 1970, um consórcio integrado pela Aerospatiale (empresa francesa) e pela Deutsche Aerospace (empresa alemã), logo seguida pela espanhola Construcciones Aeronáuticas S.A.

Em janeiro de 2014, a Airbus passou por uma reestruturação do grupo, com a extinção da EADS e a fusão de três de suas empresas (Astrium, Cassidian e Airbus Military) em uma nova unidade, a Airbus Defence and Space.[5] Outra divisão da EADS, a Eurocopter, passou a ser Airbus Helicopters.

A organização do grupo após a reestruturação em janeiro de 2014 passou a ser formada por três divisões:[3]

O Airbus A300, o primeiro bimotor widebody da história da aviação comercial, e a primeira aeronave produzida pela empresa.
O novo Airbus A320 com sharklets.

História[editar | editar código-fonte]

A Airbus Industrie começou como um consórcio europeu para competir com companhias americanas como Boeing, McDonnell Douglas e Lockheed[6] . A companhia foi fundada em 18 de dezembro de 1970 em uma iniciativa dos governos do Reino Unido, França e Alemanha, suas primeiras acionistas foram a francesa Aérospatiale com 36,5%, a alemã Deutsche Airbus também com 36,5%, a britânica Hawker Siddeley com 20% e a neerlandesa Fokker com 7%, o nome foi escolhido porque o termo airbus era utilizado na década de 1960 para aviões de passageiros na Europa.

A primeira aeronave da companhia foi o Airbus 300, com o desenvolvimento dividido para Aérospatiale com o cockpit, controles de voo e a parte central inferior da fuselagem, a Deutsche Airbus coma fuselagem central e traseira, a Fokker com os flaps e spoilers, a aeronave fez o seu primeiro voo em 1972.

Aviões[editar | editar código-fonte]

 Avião   Descrição   Lugares   Max   Peso Máximo de Decolagem   Data de lançamento   1º Vôo   1ª entrega   Produção terminada 
A300 2 motores, 2 Corredores 228-254 361 maio 1969 28 de outubro 1972 maio de 1974
Air France
27 de março de 2007
A310 2 motores, 2 Corredores, A300 Modificado 187 279 julho de 1978 3 de abril 1982 dezembro 1985
Air Algerie
27 de março de 2007
A318 2 motores, 1 Corredor, reduzido 6.17 m do A320 107 120 abril de 1999 15 de janeiro 2002 outubro 2003
Air France
A319 2 motores, 1 Corredor, reduzido 3.77 m do A320 124 156 junho 1993 25 de agosto 1995 Abril de 1996
Swissair
A320 2 motores, 1 Corredor 150 187 77,000 kg março de 1984 22 de fevereiro 1987 março de 1988
Air Inter
A321 2 motores, 1 Corredor, "aumentado" 6.94 m do A320 185 220 novembro de 1989 11 de março 1993 janeiro de 1994
Lufthansa
A330 2 motores, 2 Corredores. 253-295 406-440 junho de 1987 2 de novembro 1992 dezembro 1993
Air Inter
A340 4 motores, 2 Corredores. 239-380 420-440 junho de 1987 25 de outubro 1991 janeiro 1993
Air France
A350 XWB 2 motores, 2 Corredores 270-350 dezembro de 2006 14 de junho 2013 2014
A380 4 motores, dois andares para passageiros, 2 Corredores[7] 555 853 2002 27 de abril 2005 15 de outubro 2007
Singapore Airlines
A400M
Airbus Military
4 motores turboélice, aeronave militar - - maio de 2003 2012 2013
Airbus Beluga 2 motores, Avião cargueiro para transporte interno de peças de aeronaves Airbus. - - 155.000 kg 1991 setembro de 1994 janeiro de 1996
Airbus (uso interno)
2000

Aeronaves - versões[editar | editar código-fonte]

 Avião   Versões 
A300 B2, B2-200, B4, -600, -600R/C, -600F, -600ST Beluga
A310 -200, -300
A318 -100, Elite
A319 -100, -100LR, ACJ, neo
A320 -100, -200, -200E, neo
A321 -100, -200, neo
A330 -200, -200F, -300
A340 -200, -300, -300X, -300E, -500, -500HGW, -600, -600HGW
A350 XWB -800, -900, -900R, -900F, -1000
A380 -800, -800F

Encomendas e entregas[editar | editar código-fonte]

Encomendas
2008 2007 2006 2005 2004 2003 2002 2001 2000 1999 1998 1997 1996 1995 1994 1993 1992 1991 1990 1989
União Europeia Airbus 487 1341 824 1111 370 284 300 375 520 476 556 460 326 106 125 38 136 101 404 421
Entregas
2008 2007 2006 2005 2004 2003 2002 2001 2000 1999 1998 1997 1996 1995 1994 1993 1992 1991 1990 1989
União Europeia Airbus 483 453 434 378 320 305 303 325 311 294 229 182 126 124 123 138 157 163 95 105

Tecnologia[editar | editar código-fonte]

Característica típica dos aviões da Airbus é o uso do joysticks ao invés do manches.

A Airbus foi pioneira em adoptar massivamente o uso da tecnologia fly-by-wire em aviões civis, e o uso de Joystick em vez de manche. Isso aconteceu a partir da família A-320 e prevalece em suas sucessoras, mas não está presente nas famílias antecedentes (A-300 e A-310).[8]

No sistema fly-by-wire, os controles no cockpit (manche, pedais, manetas etc.) não estão conectados mecanicamente (seja por cabos ou por atuadores hidráulicos) às superfícies de comando ou motores, mas sim electronicamente a computadores. Cada vez que o piloto os acciona, ele dá um comando, não para essas superfícies ou para o motor de forma directa, mas para um ou mais computadores que o repassarão às superfícies ou motores.[8] Essa tecnologia, que foi aplicada primeiramente em aviões militares, hoje em dia está presente, em graus variáveis, em diversas aeronaves, inclusive da Boeing (só o Boeing 777 é totalmente fly-by-wire, os demais, apenas parcialmente).

Outra grande revolucão tecnologica se encontra em todos os aviões da família A320 e posteriores, o ECAM ( Electronic Centralized Aircraft Monitoring ) ou Monitorizacão eletronicamente centralizada da aeronave. Um sistema composto por 2 grandes ecrãs no cockpit que mostram o estado de todos os sistemas a bordo. Hidráulicos, pressão da cabine, motores, combustível, superfícies de controlo etc. Mas a verdadeira vantagem deste sistema é, se houver uma falha ou um fogo no motor, em vez do piloto ter de consultar QRH ( Quick Reference Handbook) um livro que contem as checklists de toda falha que possa acontecer, a checklist aparece toda no ecrã, e o piloto não tem de perder o tempo de consultar o livro.

Presentemente, em decorrência de alguns acidentes envolvendo aviões da empresa, tem havido certa polémica sobre o influxo deste sistema na segurança de vôo.[9]

A inclusão de mais elementos de maquinaria entre as ordens do piloto e as superfícies de controle e motores do avião aumenta a possibilidade de que um mal funcionamento da máquina possa criar problemas no vôo. O consenso mais geral, entretanto, parece indicar que as vantagens do sistema (p. ex.: diminuição da carga de trabalho do piloto e precisão dos controles) superam suas eventuais desvantagens, sendo que estas últimas podem ser debeladas tanto por sistemas de backup, quanto pelo desenvolvimento tecnológico natural.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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