FAdeA
A Fabrica Argentina de Aviones S.A., antiga Fábrica Militar de Aviones - FMA, é um fabricante de aviões militares da Argentina.
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[editar] Histórico
Sua fundação ocorreu em 10 de outubro de 1927, tendo o governo argentino como sócio majoritário. Foi privatizada em 1995 durante o governo de Carlos Menem, e adquirida pela norte-americana Lockheed Martin numa concessão de 25 anos, com opção para mais 10 anos, quando recebeu a denominação atual.
A FAdeA desenvolveu inúmeros protótipos de aviões comerciais que nunca foram produzidos em larga escala, passando então a montar aviões sob licença.
Os prefixos utilizados para os aviões locais são:
- Ae, para "Direccion General de Aerotecnica", no período de 1927 a 1936;
- F.M.A., "para Fabrica Militar de Aviones", no período de 1938 a 1946;
- I.Ae, para "Instituto Aerotécnico", no período de 1943 a 1952;
- IA, no período de 1952 até 2007.
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| Ano | Modelo | Construídos | Observações |
|---|---|---|---|
| Iniciou como Instituto Aerotecnico | |||
| 1928 | Avro 504K "Gosport" | 31 | Treinador biplano básico, sob licença. Primeira aeronave construída pela FMA. |
| 1930 | Dewoitine D.21 | 35 | Biplano de combate, sob licença. |
| 1931 | Ae.C.1 | 1 | Aeronave Civil de transporte (versão inicial); treinador básico (última versão). Primeiro design nacional. |
| 1932 | Ae C2 / Ae.M.E.1 | 2 | Aeronave civil de transporte (C2); treinador básico militar (M.E.1) |
| 1933 | Ae.T.1 | 3 | Aeronave de transporte comercial |
| 1934 | Ae.M.O.1 | 41 | monplano de observação |
| 1934 | Ae.M.Oe.1 / Ae.M.Oe.2 | 6+14 | Variante do Ae.M.O.1, observação e treinamento |
| 1934 | Ae.C.3 | 16 | Aeronave civil |
| 1935 | Ae.M.B.1 / Ae.M.B.2 Bombi | 1+14 | Primeiro bombardeiro construído pela FMA |
| 1935 | Ae. M.S.1 | 1 | Aeronave ambulância |
| 1936 | Ae.C.3G | 1 | Aeronave civil para passageiros. |
| 1936 | Ae.C. 4 | 1 | Versão melhorada do protótipo C.3G |
| Nome alterado para Fabrica Militar de Aviones | |||
| 1940 | Curtiss "Hawk" 75O | 20 | Fabricado sob licença do fabricante norte-americano do Curtiss Hawk 75 |
| 1940 | Focke-Wulf Fw-44J "Stieglitz" | 190 | Fabricado sob licença do fabricante alemão Focke-Wulf Fw 44 |
| 1940 | F.M.A. 20 "El Boyero" (I.Ae. 20) | 130 | Aeronave civil construída pelas "Industrias Petrolini" |
| 1943 | F.M.A. 21 | 1 | Protótipo de treinador avançado, baseado no norte-americano NA-16-1P fuselage. |
| 1943 | I.Ae. 22 "DL" | 206 | Treinador avançado |
| 1945 | I.Ae. 23 | 1 | Protótipo de treinador básico, baseado no Focke-Wulf Fw44J |
| 1945 | I.Ae. 25 Mañque | 1 | Assalto/transporte. |
| 1946 | I.Ae. 24 Calquín | 100 | Ataque e bombardeiro leve |
| 1947 | I.Ae. 27 Pulqui I | 1 | Protótipo de caça à jato, primeiro do tipo construído na América Latina. |
| 1947 | I.Ae. 31 Colibrí | 3 | Treinador de dois assentos. |
| 1948 | I.Ae. 30 Ñancú | 1 | Caça e ataque (protótipo) |
| 1949 | I.Ae. 32 Chingolo | 1 | Transporte e treinamento |
| 1949 | I.Ae. 34 Clen Antú | 3+1+3 | Planador, asa voadora. desenhado por Reimar Horten. |
| 1950 | I.Ae. 33 Pulqui II | 5 | Primeiro caça desenvolvido na América Latina. |
| 1953 | I.Ae. 35 Huanquero | 2+3+20+9(+1+1) | Avião de transporte; variantes "Constancia" e "Pandora", aviões executivos. |
| 1953 | I.Ae. 41 Urubú | 4 | Planador, desenhado por Reimar Horten. |
| 1953 | I.Ae. 43 Pulqui III | 0 | Projeto, caça supersônico. |
| I.Ae. 36 "Cóndor" | 0 | Projeto não realizado, transporte civil. | |
| 1954 | I.Ae. 37 | 1 | Interceptador supersônico com asas delta, desenhado por Reimar Horten. Apenas protótipo. |
| 1960 | I.Ae. 38 Naranjero | 1 | transporte e cargueiro, desenhado por Reimar Horten. |
| 1953 | I.Ae. 44 "DL" II | 0 | Treinador avançado (projetado e não construído) |
| 1959 | I.Ae. 45 Querandí | 2 | Transporte executivo |
| 1957 | I.Ae. 46 Ranquel | 101+116 | 2 assentos. |
| 1960 | IA 35 Guaraní I | 1 | Transporte, derivado do I.Ae. 35 "Huanquero" |
| 1963 | FMA IA 50 Guaraní II | 1+2+18+14 | Transporte, derivado do IA 35 Guaraní I |
| Beechcraft T-34 Mentor | 75 | Treinador, sob licença | |
| 1960 | Morane-Saulnier MS-760 Paris | 48 | Trainador, sob licença |
| 1975 | FMA IA 58 Pucará | 120 | Avião leve de ataque. |
| 1990 | Embraer/FMA CBA 123 Vector | 2 | Turbohélice regional de 19 passageiros, com conjunto com a Embraer, apenas protótipo. |
| FMA SAIA 90 | Caça supersônico, apenas no projeto (meados dos anos 1980) | ||
| 1984 | FMA IA 63 Pampa | 20+12 | Treinador avançado AT-63, ainda em produção |
| Nome alterado para Lockheed Martin Aircraft Argentina SA | |||
| 1999 | A-4AR Fightinghawk | 18 | outros 18 pela Lockheed Martin, em Pasadena, CA. |
| 2003 | T-34 Mentor | Reformado para as forças aéreas da Argentina e Bolívia. | |
| 2006 | C-130 Hercules | Reformado para as forças aéreas da Argentina e Colômbia. | |
[editar] Futuro
Em 2007 surgiu a notícia de que o governo argentino retomaria a fábrica junto à Lockheed Aircraft, e estaria buscando uma parceria com a brasileira Embraer.
Apesar dos rumores, a notícia não foi confirmada oficialmente.1
No dia 24 de março de 2009, O senado Argentino enviou um projeto de lei para a presidenta Cristina Kirchner para nacionalizar a fabrica, retirando o controle acionário da Lockheed Martin.