C-130 Hercules

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Lockheed C-130 Hercules
Descrição
Fabricante Lockheed Martin
Entrada em serviço 9 de dezembro de 1956
Missão Transporte aéreo
Tripulação 4-6
Dimensões
Comprimento 29,79 m
Envergadura 40,4 m
Altura 11,9 m
Área (asas) 162,12 m²
Peso
Tara 33 063 kg
Peso total 70 310 kg
Peso bruto máximo 79 380 kg
Propulsão
Motores 4x Allison T-56-A-15 de 16 800 cv ou 4x turbopropulsores Rolls-Royce AE2100 de 19 800 cv
Performance
Velocidade máxima 621 km/h (Mach 0,5)
Alcance 7 410 km
Teto máximo 7 010 m
Relação de subida 580 m/s
Notas
Capacidade: 92 soldados ou 64 pára-quedistas

O Lockheed C-130 Hercules é um avião com quatro turbopropulsores cuja função principal é a de transporte aéreo em várias forças armadas em todo o mundo. Capaz de aterrar ou descolar em pistas pequenas ou improvisadas, foi concebido com o intuito de transporte de tropas e carga. Atualmente desempenha uma larga gama de papeis, incluindo transporte de pára-quedistas, reconhecimento climatérico, reabastecimento aéreo, combate aéreo a incêndios e evacuação médica. Existem mais de 40 modelos do Hercules utilizados em mais de 50 nações. Com mais de 50 anos de serviço, a família C-130 estabeleceu um sólido recorde de confiabilidade e durabilidade, participando em missões militares, civis e de ajuda humanitária.

A família C-130 detém o recorde de mais longo ciclo de produção de aviões militares em toda a história. O primeiro protótipo, o YC-130 voou a 23 de agosto de 1954 decolando nas instalações da Lockheed em Burbank, na Califórnia. O protótipo, número de série 53-3397, foi pilotado por Stanley Beltz e Roy Wimmer. Uma vez construídos os dois protótipos, a produção foi trasladada para Marietta, Geórgia, onde foram construídos mais de 2 000 aeronaves.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1963 o C-130 conseguiu fazer sucessivos pousos e decolagem no porta-aviões USS Forrestal.

Em 1951, após a primeira crise com a URSS, os Estados Unidos decidiram modernizar a frota de transporte, constituída essencialmente pelos C-47 Skytrain e C-119 Flying Boxcar que participaram na Segunda Guerra Mundial. Assim, a USAF iniciam uma demanda por aviões de assalto que pudessem decolar e aterrar em pistas rudimentares

Em 1952 a USAF aceita o projecto YC-130A da Lockheed e encomenda dois aparelhos. A 23 de agosto de 1954 o protótipo faz o seu primeiro voo e dois anos depois, a 9 de dezembro o C-130A entra ao serviço da USAF.

Variações do C-130[editar | editar código-fonte]

  • YF-130: Os dois protótipos, com motores T56-A-1 de 3 250 cv e radar APS-42;
  • C-130A: Versão da série inicial (216 exemplares) com 4x T56A-1A ou T56-A-9 de 3 750 cv e radar APN-59;
    • C-130D: Melhoramento do C-130A adaptado para efectuar ligações entre bases no Ártico, com esquis de 6,22 m (12 exemplares);
  • C-130B: Segunda versão e série (230 exemplares) com 4x T56-A-7 de 4 50 cv. 470 km de alcance ou mais graças a um depósito suplementar;
    • C-130E: Adaptação do C-130B com 2 reservatórios externos e reforço da fuselagem;
  • C-130H: Terceira versão de série equipada com T56-A-15 de 4 910 cv
    • C-130H-30: Modelo para exportação, alongado de 4,57 m
    • C-130K ou C Mk 1: Versão destinada à Royal Navy (Marinha Britânica) (100 exemplares);
  • C-130J: Versão modernizada.

Posteriormente surgiram novas versões derivadas do C-130, como o AC-130, o KC-130 (reabastecimento em voo) e MC-130 (tropas especiais norte-americanas), WC-130 (de reconhecimento meteorológico) e muitos outros. Para missões civis, destaca-se o L-100 e a aplicação do C-130 ao combate de incêndios.

Emprego na Força Aérea Portuguesa[editar | editar código-fonte]

C 130 européen.

Foram adquiridos seis aviões que entraram ao serviço em 15 de setembro de 1977.

Estão colocados na Esquadra 501, "Bisontes" da Base Aérea Nº 6, que se constitui numa unidade de transporte aéreo táctico executando, também, missões de busca e salvamento.

Em 1986, numa competição para tripulações deste tipo de avião, o Volante Rodeo, organizado pela USAF, uma tripulação da Esquadra 501, conquistou 7 troféus. A tripulação só não ganhou os 8 troféus devido a uma avaria de motor

Emprego na Força Aérea Brasileira[editar | editar código-fonte]

O avião Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira (FAB) pousa na Base Aérea de Natal, trazendo a bordo os corpos das 16 primeiras vítimas do voo Air France 447. Foto: Valter Campanato/ABr.


A Força Aérea Brasileira recebeu seus primeiros três C-130E em 1964. Outras cinco aeronaves se juntaram a frota até 1968. Estas aeronaves equiparam o 1º/1º Grupo de Transporte. Em 1969, foram recebidos três SC-130 para busca e salvamento (SAR) para equipar o 1º/6º Grupo de Aviação e, a partir de 1988, para o 1º/1º Grupo de Transporte.

Em 1975 e 1976, foram recebidos três C-130H e dois KC-130H (versão de reabastecimento em voo). Essas aeronaves foram entregues ao 2º/1º Grupo de Transporte de Tropa e hoje são operadas pelo 1º/1º Grupo de Transporte.

Em 1987, foram adquiridos outros três C-130H. Finalmente em 2001, foram compradas 10 aeronaves C-130H da Itália. Estas últimas estão passando por um amplo processo de modernização, estão recebendo cockpit digital e um sistema de auto-defesa com chaffs e flares. Isto permitirá o emprego operacional destas aeronaves inclusive em zonas de combate, bem próximo a linha de frente ou com ameaça aérea inimiga.

Em sua história, a FAB operou 29 aeronaves C-130. Destas, estão operacionais 23. São missões do C-130 na FAB: transporte de carga, transporte de tropas, apoio ao programa antártico brasileiro, lançamento de pára-quedistas, reabastecimento em voo e busca e salvamento.

Ressuprindo Ferraz[editar | editar código-fonte]

Todos os anos, desde agosto de 1983, aeronaves C-130 são destacadas para suprir a Base Comandante Ferraz na Antártica. São realizados ao todo sete voos anuais. A aeronave realiza o pouso em uma pista congelada e de dimensões restritas na base chilena Estação Eduardo Frei Montalva, o que representa um alto grau de dificuldade, requerendo treinamento específico e intenso das tripulações, devido às condições meteorológicas extremas que imperam na região. Após o pouso, material e pessoal são transportados para a Base Comandante Ferraz nos navios brasileiros.

Durante o inverno, período em que os navios de pesquisa brasileiros ficam impossibilitados de navegar nas águas congeladas da Antártida, e devido à distância da base chilena, o 1º/1º Grupo de Transporte realiza lançamento de fardos (ressuprimento aéreo) na Base Comandante Ferraz, pelo qual todo o material de que necessita a estação brasileira é lançado por meio de paraquedas, haja vista não existir uma pista na localidade por conta da geografia do local.

Assista a um pouso realizado na base chilena no verão, em www.youtube.com/watch?v=so8go7qXajc. Observe navio brasileiro ancorado na Baía do Almirantado, aguardando voo de ressuprimento realizado pela Força Aérea Brasileira em mais um dos rincões do planeta.

Operadores[editar | editar código-fonte]

Países que operam o C-130 Hercules.
Philippine Air Force and Army servicemen unload a C-130 of supplies for transfer to waiting U.S. helicopters for delivery to Panay Island.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Artigos relacionados:
Desenvolvimento: AC-130 - MC-130
Equivalência: Airbus A400M
Série: C-127 - C-128 - C-129 - C-130 - C-131 - C-132 - C-133
Listas relacionadas: Lista de aviões - Lista de aviões militares
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