Peru

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República del Perú
República do Peru
Bandeira do Peru
Brasão de armas do Peru
Bandeira Brasão de armas
Lema: Firme y feliz por la unión (Forte e feliz pela união)
Hino nacional: Himno Nacional del Perú
Gentílico: peruano(a);
peruviano(a)[1]

Localização  República do Peru

Capital Lima
Língua oficial espanhol
Línguas cooficiais: quíchua, aimará, outras línguas nativas
Governo República presidencialista
 - Presidente Ollanta Humala
 - Vice-presidente Marisol Espinoza
 - Primeira-ministra Ana Jara
Independência da Espanha 
 - Declarada 28 de julho de 1821 
 - Consolidada 9 de dezembro de 1824 
Área  
 - Total 1 285 220 km² (20.º)
 - Água (%) 8,80
População  
 - Censo 2007 28 674 757 hab. 
 - Densidade 22 hab./km² (183.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2013
 - Total US$ 344,998 bilhões *[2]  
 - Per capita US$ 11 148[2]  
PIB (nominal) Estimativa de 2013
 - Total US$ 210,349 bilhões *[2]  
 - Per capita US$ 7 135[2]  
IDH (2013) 0,737 (82.º) – elevado[3]
Gini (2010) 46,0[4]
Moeda Nuevo sol (PEN)
Fuso horário (UTC-5)
Cód. Internet .pe
Cód. telef. +51
Website governamental www.peru.gob.pe

Mapa  República do Peru

Peru (em espanhol: Perú; em quéchua: Piruw; em aimará: Piruw), oficialmente chamado de República do Peru (em espanhol: República del Perú; em quéchua: Piruw Ripublika; em aimará: Piruw Suyu), é um país sul-americano limitado ao norte pelo Equador e pela Colômbia, a leste pelo Brasil e pela Bolívia e ao sul pelo Chile. O seu litoral, a oeste, é banhado pelo oceano Pacífico.

O território peruano abrigou a civilização de Caral, uma das mais antigas do mundo, bem como o Império Inca, considerado o maior Estado da América pré-colombiana. O seu território foi elevado a vice-reinado pelo Império Espanhol, no século XVI. Atualmente, o Peru é uma república presidencialista democrática dividida em 25 regiões. A sua geografia é variada, exibindo desde planícies áridas na costa do Pacífico, aos picos nevados dos Andes e à floresta amazônica, características que proporcionam a este país diversos recursos naturais.

As principais atividades econômicas incluem a agricultura, a pesca, a exploração mineral e a manufatura de produtos têxteis. Após a sua independência em 1821, o Peru passou por períodos de alternância entre turbulência política e crise fiscal e estabilidade e crescimento econômico.

A população peruana, estimada em 28 milhões, é de origem multiétnica e possui um alto grau de mestiçagem, incluindo ameríndios, europeus, africanos e asiáticos. O país é considerado nação em desenvolvimento e possui um nível de pobreza de 34%. O idioma oficial é principalmente o espanhol, ainda que um número significativo de peruanos fale quíchua e outras línguas nativas. A mistura de tradições culturais produziu uma diversidade de expressões nas artes, na culinária, na literatura e na música.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A palavra Peru é derivada de Birú, o nome de um governante local que morava perto da Baía de São Miguel, no Panamá, no início do século XVI.[5] Quando os suas posses foram visitadas por exploradores espanhóis em 1522, elas eram a parte mais meridional do "Novo Mundo" conhecida pelos europeus.[6] Assim, quando Francisco Pizarro explorou as regiões mais ao sul, as designou de Birú ou Peru.[7]

A Coroa Espanhola oficializou o nome do território em 1529, com a Capitulación de Toledo, que designou o recém-encontrado Império Inca como a Província do Peru. Sob o domínio espanhol, o país era denominado Vice-Reino do Peru, que posteriormente se tornou a República Popular do Peru, após a guerra da independência do país.[8]

História[editar | editar código-fonte]

Machu Picchu, classificado pela UNESCO como um dos Patrimônios mundiais. As ruínas são também conhecidas como a Cidade perdida dos Incas e estão localizadas a 2 400 m de altitude, próximas ao vale do rio Urubamba.

Os primeiros indícios da presença humana no território peruano datam de aproximadamente 10 560 a.C.[9] A mais antiga sociedade complexa conhecida no Peru e nas Américas, a Civilização de Caral, floresceu ao longo da costa do oceano Pacífico entre 3 000 e 1 800 a.C.[10] Estes desenvolvimentos iniciais foram seguidos de culturas arqueológicas, como Cupisnique, Chavin, Paracas, Mochica, Nazca, Wari e Chimu. No século XV, os incas emergiram como um poderoso Estado e, no espaço de um século, formaram o maior império da América pré-colombiana.[11] Sociedades andinas foram baseadas na agricultura, utilizando técnicas como a irrigação e terraceamento, pecuária de camelídeos e pesca também eram importantes. A organização era baseada no princípio da reciprocidade e redistribuição porque estas sociedades não tinham nenhuma noção de mercado ou dinheiro.[12]

Nos anos entre 1524 e 1526 a varíola, introduzida a partir do Panamá antes da conquista espanhola varreu o império inca.[13] A morte do governante inca Huayna Capac, bem como da maioria de sua família, incluindo seu herdeiro, causou a queda da estrutura política inca e contribuiu para a guerra civil entre os irmãos Atahualpa e Huáscar.[14]

Em 1532, um grupo de conquistadores e de nativos americanos liderados por Francisco Pizarro derrotou e capturou o imperador inca Atahualpa. Francisco Pizarro exigiu ouro e prata em troca da libertação do Sapa Inca e, apesar de Francisco Pizarro ter recebido uma sala de ouro e dois quartos seguintes com prata, até ao nível do alcance dos braços de Atahualpa, Atahualpa foi executado e Francisco Pizarro conquistou o império e impôs o domínio espanhol. Dez anos depois, a Coroa espanhola criou o Vice-Reino do Peru, que incluía todas as suas colônias da América do Sul.[15] Viceroy Francisco de Toledo reorganizou o país na década de 1570 com a mineração como principal atividade econômica e com o trabalho forçado indígena como a sua principal força de trabalho.[16]

O ouro peruano trouxe receitas para a Coroa espanhola e alimentou uma rede complexa de comércio que se estendeu até a Europa e as Filipinas.[17] No entanto, por volta do século XVIII, o declínio da produção de prata e a diversificação econômica reduziu muito a renda real.[18] Em resposta , a Coroa promulgou as Reformas Bourbônicas, uma série de decretos que aumentaram os impostos e dividiram o Vice-Reinado do Peru.[19] A nova legislação provocou a rebelião de Túpac Amaru II e outras revoltas, que foram derrotadas.[20]

No início do século XIX, enquanto a maioria da América do Sul era assolada por guerras de independência, o Peru continuou a ser um reduto monarquista. Como a elite hesitou entre a emancipação e a lealdade para com a monarquia espanhola, a independência foi obtida apenas após as campanhas militares de José de San Martín e Simón Bolívar.[21] Durante os primeiros anos da República, lutas endêmicas pelo poder entre líderes militares causaram instabilidade política.[22] A identidade nacional foi forjada durante este período, com projetos bolivarianos que afundaram, como a Confederação da América Latina, e uma união com a Bolívia que se mostrou efêmera.[23] Entre 1840 e 1860, o Peru desfrutou de um período de estabilidade sob a presidência de Ramón Castilla através do aumento da receita do Estado com as exportações de guano.[24] No entanto, em 1870, esses recursos foram desperdiçados, o país estava pesadamente endividado e a luta política voltou a aumentar.[25]

Centro Histórico de Lima, classificado como Patrimônio Mundial pela UNESCO e centro do poder do governo peruano desde 1535

O Peru foi derrotado pelo Chile na Guerra do Pacífico entre 1879-1883, perdendo as províncias de Arica e Tarapacá nos tratados de Ancón e Lima. Durante a ocupação chilena de Lima, autoridades militares chilenas transformaram a Universidade Nacional Maior de São Marcos e o recém-inaugurado Palacio de la Exposición em quartéis, invadiram as escolas médicas e outras instituições educacionais, saquearam o conteúdo da Biblioteca Nacional do Peru e transportaram milhares de livros (incluindo volumes originais de muitos séculos de idade), além do estoque de capital que foi levado para Santiago do Chile, e uma série de monumentos e obras de arte que decoravam a cidade.[26] Lutas internas após a guerra foram seguidas por um período de estabilidade no âmbito do Partido Civil, que durou até o início do regime autoritário de Augusto B. Leguía.[27] A Grande Depressão causou a queda de Leguía, renovada turbulência política e a emergência da Aliança Popular Revolucionária Americana (APRA).[28] A rivalidade entre esta organização e uma coalizão das elites e dos militares definiram a política peruana nas três décadas seguintes.[29]

Em 1968, as forças armadas, lideradas pelo general Juan Velasco Alvarado, aplicaram um golpe militar contra o presidente Fernando Belaúnde. O novo regime levou a cabo reformas radicais para fomentar o desenvolvimento, mas não obteve apoio generalizado.[30] Em 1975, Velasco foi substituído como presidente pelo general Francisco Morales Bermúdez, que paralisou as reformas e supervisionou o restabelecimento da democracia.[31]

Durante a década de 1980, o Peru enfrentou uma considerável dívida externa, inflação crescente, um aumento no tráfico de drogas e violência política maciça.[32] Cerca de 70 mil pessoas morreram durante o conflito entre forças do Estado e os guerrilheiros maoístas do Sendero Luminoso.[33] Com a presidência de Alberto Fujimori (1990–2000), o país começou a se recuperar, no entanto, as acusações de autoritarismo, corrupção e violações dos direitos humanos forçaram sua renúncia após a polêmica eleição de 2000.[34] Desde o fim do regime de Fujimori, o Peru tenta lutar contra a corrupção, enquanto mantém o crescimento econômico; desde 2011, o presidente é o lider do partido nacionalista Ollanta Humala.[35]

Geografia e clima[editar | editar código-fonte]

Panorama do Parque Nacional Manú, a reserva da biosfera nas regiões de Cuzco e Madre de Dios, uma parte da Amazônia peruana.
Monte Huascarán, no Parque Nacional de Huascarán, o ponto mais alto do país, com 6 768 metros de altura.

O território peruano cobre 1 285 216 quilômetros quadrados de área, no oeste da América do Sul. O país faz fronteira com o Equador e a Colômbia ao norte, o Brasil a leste, a Bolívia a sudeste, o Chile ao sul e o oceano Pacífico a oeste. As montanhas dos Andes e o oceano Pacífico definem as três regiões tradicionalmente usadas ​​para descrever o país geograficamente. A costa (litoral), a oeste, é uma planície estreita, em grande parte árida, exceto por vales criados por rios sazonais. A serra (planalto) é a região da cordilheira dos Andes, que inclui o planalto Altiplano, bem como o pico mais alto do país, o Huascarán, a 6 768 metros de altura.[36] A terceira região é a selva (florestas), uma vasta extensão de planícies cobertas pela floresta Amazônica, que se estende a leste. Quase 60 por cento da área do país está localizada dentro desta região.[37]

A maioria dos rios peruanos tem origem nos picos da cordilheira dos Andes e correm através de três bacias. Aqueles que correm em direção ao oceano Pacífico são íngremes e curtos, fluindo apenas intermitentemente. Os afluentes do rio Amazonas são mais longos, tem um fluxo muito maior e são menos íngremes, uma vez que saem da serra. Os rios que vão em direção ao Lago Titicaca são geralmente curtos e têm um grande fluxo.[38] Os maiores rios do país são o Ucayali, o Marañón, o Putumayo, o Yavarí, o Huallaga, o Urubamba, o Mantaro e o Amazonas.[39]

O Peru não tem um clima exclusivamente tropical, pois a influência da Cordilheira dos Andes e da corrente de Humboldt causa uma grande diversidade climática no país. A costa tem temperaturas moderadas, baixos índices de precipitações e alta umidade, com exceção de sua região norte, mais quente e úmida.[40] Na serra (sierra), a chuva é frequente durante o verão e a temperatura e a umidade diminuem com a altitude até os picos congelados dos Andes.[41] A selva é caracterizada por fortes chuvas e altas temperaturas, com exceção de sua parte mais ao sul, que tem invernos frios e chuvas sazonais.[42] Devido à sua variada geografia e clima, o Peru tem uma grande biodiversidade, com 21 462 espécies de plantas e animais registradas até 2009; 5 855 delas endêmicas.[43]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Homem peruano indígena na cidade de Písac

O Peru é um país multiétnico, formado por diferentes grupos ao longo de cinco séculos.

De acordo com um estudo genético de DNA autossômico, realizado em 2008, pela Universidade de Brasília (UnB) a composição da população do Peru é a seguinte: 73% de contribuição indígena, 15,10% de contribuição europeia e 11,90% de contribuição africana.[44]

Os ameríndios habitam o território peruano há vários milênios, muito antes da conquista espanhola da região no século XVI, de acordo com o historiador Noble David Cook a população peruana diminuiu de quase 5-9 milhões habitantes em 1520 para cerca de 600 mil em 1620, principalmente por causa de doenças infecciosas.[45] Espanhóis e africanos chegaram em grande número durante o domínio colonial, miscigenando-se entre si e com os povos indígenas. Ondas imigratórias graduais de europeus vindos de países como Itália, Espanha, França, Reino Unido e Alemanha seguiram-se após a independência.[46] O Peru libertou seus escravos negros em 1854.[47] Imigrantes chineses chegaram na década de 1850, substituindo trabalhadores escravos e, desde então, influenciaram muito a sociedade peruana.[48]

O último censo peruano que tentou classificar as pessoas por etnia aconteceu em 1940, quando 53% da população foi classificada como branca ou mestiça (brancos miscigenados e de ancestralidade ameríndia) e 46% como ameríndios.[49] De acordo com o CIA World Factbook, a maioria dos peruanos é indígena, principalmente quíchua e aimará, seguida por mestiços.[50] No entanto, em uma pesquisa realizada em 2006 pelo Instituto Nacional de Estadística e Informática (INEI), a população peruana classificou a si mesma como mestiça (59,5%), seguido por quíchua (22,7%), aymara (2,7%), amazônicos (1,8%), negra/parda (1,6%), branca (4,9%) e "outros" (6,7%).[51]

Com cerca de 29,5 milhões de habitantes, o Peru é o quinto país mais populoso da América do Sul.[52] A taxa de crescimento demográfico caiu de 2,6% para 1,6% entre 1950 e 2000; a população deverá atingir a marca de cerca de 42 milhões de habitantes em 2050.[53] Em 2007, 75,9% dos peruanos viviam em áreas urbanas e 24,1% em áreas rurais.[54] As principais cidades do país são Lima (o lar de mais de cerca de 8 milhões de pessoas), Arequipa, Trujillo, Chiclayo, Piura, Iquitos, Cuzco, Chimbote e Huancayo; todas registraram mais de 250 mil habitantes no censo de 2007.[55] Existem 15 tribos indígenas isoladas no território peruano.[56]

O espanhol era o idioma usado por 83,9% dos peruanos com cinco anos de idade ou mais em 2007 e é a principal língua do país. Ele coexiste com várias outras línguas indígenas, sendo a mais comum o quíchua, falado por 13,2% da população do país. Outras línguas nativas e estrangeiras eram faladas naquela época por 2,7% e 0,1% dos peruanos, respectivamente.[57] O índice de alfabetização foi estimado em 92,9% em 2007, mas essa taxa é menor em áreas rurais (80,3%) do que nas áreas urbanas (96,3%).[58] O ensino primário e o secundário são obrigatórios e gratuitos nas escolas públicas.[59]

Religiões[editar | editar código-fonte]

Catedral do centro histórico de Arequipa, fundado em 1540 e classificado como Patrimônio Mundial pela UNESCO

No censo de 2007, 81,3% da população com mais de 12 anos de idade descreveu-se como católica, 12,5% como evangélicos, 3,3% de outras denominações e 2,9% como irreligiosos.[60]

O governo peruano está intimamente ligado com a Igreja Católica. O artigo 50 da Constituição reconhece o papel da Igreja Católica como "um elemento importante no desenvolvimento histórico, cultural e moral da nação."[61] O clero e leigos recebem remuneração do Estado, além do estipêndios pagos a eles pela Igreja. Isto aplica-se aos 52 bispos do país, assim como a alguns padres cujos ministérios estão localizados em cidades e vilas ao longo das fronteiras. Além disso, cada diocese recebe um subsídio mensal institucional do governo. Um acordo assinado com o Vaticano em 1980 concede o estatuto especial para a Igreja Católica no Peru.[62]

A Igreja Católica recebe o tratamento preferencial em matéria de educação, benefícios fiscais, de imigração de trabalhadores religiosos, e em outras áreas, em conformidade com o acordo. A lei exige que em todas as escolas, públicas e privadas, a educação religiosa seja parte do currículo de todo o processo de ensino (primário e secundário). O catolicismo é a única religião ensinada nas escolas públicas. Além disso, os símbolos religiosos católicos são encontrados em todos os edifícios governamentais e locais públicos.[63]

Governo e política[editar | editar código-fonte]

O Congresso peruano

O Peru é uma república democrática representativa presidencial com um sistema multipartidário. Sob a atual constituição, o presidente é o chefe de Estado e de governo. Ele ou ela é eleito por cinco anos e não pode buscar a reeleição imediata, deve ficar por pelo menos um termo constitucional antes da reeleição.[64] O presidente designa o primeiro-ministro e, com o seu conselho, o resto do Conselho de Ministros.[65]

Há um Congresso unicameral com 120 membros eleitos para um mandato de cinco anos.[66] Leis podem ser propostas tanto pelo poder executivo quanto pelo legislativo, e se tornam leis de facto após serem aprovadas pelo Congresso e promulgadas pelo presidente.[67] O poder judiciário é nominalmente independente,[68] embora a intervenção política em matéria de justiça tenha sido comum ao longo da história e, possivelmente, continue até hoje.[69]

O governo peruano é eleito diretamente e o voto é obrigatório para todos os cidadãos com idade entre 18 a 70 anos.[70] As eleições gerais realizadas em 2006 terminaram em segundo turno com a vitória para o candidato presidencial Alan García, do Partido Aprista Peruano (52,6% dos votos válidos) sobre Ollanta Humala da União pelo Peru (47,4%).[71] O congresso é composto atualmente por Partido Aprista Peruano (36 lugares), Partido Nacionalista Peruano (23 lugares), União pelo Peru (19 lugares), Unidade Nacional (15 vagas), Aliança para o Futuro Fujimorista (13 lugares), Aliança Parlamentar (9 lugares) e República Democrática do Grupo Parlamentar Especial (5 lugares).[72]

As relações exteriores do Peru têm sido dominadas por conflitos de fronteira com países vizinhos, muitos dos quais foram liquidados durante o século XX.[73] Há ainda uma disputa com o Chile sobre limites marítimos no oceano Pacífico.[74] O Peru é um membro ativo de vários blocos regionais e um dos fundadores da Comunidade Andina de Nações. É também um participante em organizações internacionais como a Organização dos Estados Americanos e das Nações Unidas. As forças armadas são compostas por um exército, uma marinha e uma força aérea. Sua missão principal é a salvaguarda da independência, soberania e integridade territorial do país.[75] As forças armadas estão subordinadas ao Ministério da Defesa e ao presidente como comandante-em-chefe. A conscrição foi abolida em 1999 e substituída por um serviço militar voluntário.[76]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

O Peru é dividido em 25 regiões e pela província de Lima. Cada região tem um governo próprio e eleito composto por um presidente e um conselho que um mandato de quatro anos.[77] Esses governos planejam o desenvolvimento regional, executam projetos de investimento público, promovem atividades econômicas e realizam a gestão das propriedades públicas.[78] A província de Lima é administrada por um conselho da cidade.[79] O objetivo é devolver o poder aos governos regionais e municipais, entre outros, para melhorar a participação política popular. ONGs fazem um importante papel no processo de descentralização e ainda influenciam a política local.[80]

Regiões
Província

Economia[editar | editar código-fonte]

Edifícios comerciais no centro financeiro de San Isidro, em Lima, o principal do país.
O porto de Callao é o principal ponto de saída das exportações peruanas.

A economia do Peru tem experimentado um crescimento significativo nos últimos 15 anos. O país tem uma alta pontuação no Índice de Desenvolvimento Humano (0,740), segundo relatório de 2012.[81] A renda per capita de 2008 foi de 8 594 dólares;[82] em 2009, 34,8% de sua população total era pobre, incluindo 11,5% que é extremamente pobre.[83] Historicamente, o desempenho econômico do país foi amarrado às exportações, que fornecem divisas para financiar importações e os pagamentos da dívida externa.[84] Embora as exportações apresentem receita substancial, o crescimento auto-sustentado e uma distribuição mais igualitária da renda provaram-se elusivos.[85] A 18,1% das crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição crônica no Peru, as regiões com os maiores índices de desnutrição crônica são Huancavelica, com 51,3%, e Cajamarca, com 36,1%, seguido pelo Loreto, com 32,3%.[86]

A política econômica peruana tem variado muito ao longo das últimas décadas. O governo de Juan Velasco Alvarado (1968-1975) introduziu reformas radicais, que incluíram a reforma agrária, a expropriação das empresas estrangeiras, a introdução de um sistema de planejamento econômico e a criação de um amplo setor estatal. Estas medidas não conseguiram atingir os seus objetivos de redistribuição de renda e o fim da dependência econômica de países desenvolvidos.[87]

Apesar destes resultados negativos, a maioria das reformas não foi revertida até a década de 1990, quando a liberalização do governo de Alberto Fujimori terminou com os controles de preços, o protecionismo, as restrições ao investimento direto estrangeiro, e mais propriedade estatal das empresas Em 8 de agosto de 1990, o governo de Fujimori anunciou um choque econômico chamado "Fujishock": a taxa de câmbio foi desvalorizado em 227%, o preço da gasolina aumentou 3.000 por cento, desemprego subiu para 73%, a inflação chegou a 7.694,6%. (114.5% em 1987, 1722% em 1988, 2775% em 1989, e 7694 em 1990).[88] [89]

Os serviços representam 53% do produto interno bruto nacional peruano, seguidos pela indústria transformadora (22,3%), indústrias extrativas (15%) e impostos (9,7%).[90] [91] [90] Espera-se aumento do comércio após a aplicação de um acordo de livre comércio com os Estados Unidos, assinado em 12 de abril de 2006.[92] As principais exportações do Peru são de cobre, ouro, zinco, têxteis e farinha de peixe. Seus principais parceiros comerciais são os Estados Unidos, China, Brasil e Chile.[90] Em 2013 as exportações agrícolas tradicionais caiu 40,6 por cento[93]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Pintura da Escola de Cuzco, um estilo artístico religioso de cunho catequista

A cultura peruana está enraizada principalmente nas tradições indígenas e espanholas,[94] apesar de também ter sido influenciada por diversos grupos étnicos africanos, asiáticos e europeus. As tradições artísticas peruanas remontam à cerâmica elaborada, produtos têxteis, jóias e esculturas de culturas pré-incas. Os incas mantiveram estes ofícios e fizeram realizações arquitetônicas, incluindo a construção da cidade de Machu Picchu. O estilo barroco dominou a arte colonial, embora modificado por tradições nativas.[95] Durante este período, a arte estava focada em temas religiosos; as inúmeras igrejas da época e as pinturas da Escola de Cuzco são representativas desse período.[96] As artes estagnaram após a independência e até o surgimento do Indigenismo, no início do século XX.[97] Desde os anos 1950, a arte peruana tornou-se eclética e foi moldada por correntes artísticas estrangeiras e locais.[98]

A culinária peruana combina as cozinhas indígena e espanhola, com fortes influências africanas, árabes, italianas, chinesas e japonesas.[99] Entre os pratos comuns estão anticuchos, ceviches e pachamancas. O clima variado do país permite o crescimento de diversas plantas e animais,[100] o que produz uma diversidade de ingredientes e técnicas culinárias que é elogiada em todo o mundo.[101]

Mario Vargas Llosa, escritor peruano laureado com o Prêmio Nobel de Literatura

A literatura peruana está enraizada nas tradições orais das civilizações pré-colombianas. Os espanhóis introduziram a escrita no século XVI; a expressão literária colonial incluía crônicas e literatura religiosa. Após a independência, o costumbrismo e o romantismo se tornaram os gêneros literários mais comuns no país, como exemplificado nas obras do escritor Ricardo Palma.[102] O movimento do indigenismo do início do século XX foi liderado por escritores como Ciro Alegría[103] e José María Arguedas.[104] César Vallejo escreveu versos modernistas e muitas vezes era politicamente engajado. A literatura peruana moderna é reconhecida graças a autores como Mario Vargas Llosa, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura e um dos principais membros do chamado "boom latino-americano".[105]

A música peruana tem raízes andinas, espanholas e africanas.[106] Em tempos pré-hispânicos, expressões musicais variaram muito em cada região; a quena e a tinya são dois instrumentos comuns.[107] Os espanhóis introduziram novos instrumentos, como a guitarra e a harpa, o que levou ao desenvolvimento de instrumentos mestiços, como o charango.[108] Entre as contribuições africanas para a música peruana estão ritmos e o cajón, um instrumento de percussão.[109] Danças folclóricas peruanas incluem marinera, tondero, zamacueca e huaino.[110]

O esporte mais popular do Peru é o futebol. A seleção peruana se classificou para quatro Copas do Mundo FIFA (1930, 1970, 1978 e 1982) tendo como melhor colocação o sétimo lugar em 1970. A seleção peruana possui duas Copa América em 1939 e 1975. Os principais clubes de futebol são o Universitario de Deportes, Alianza Lima, Sporting Cristal da capital Lima e Cienciano de Cuzco, mesmo não tendo um título nacional, o Cienciano ganhou o status de grande porque ganhou a copa sul-americana de 2003. O Universitario de Deportes é o clube de futebol do país mais bem sucedido sendo o maior campeão nacional, em 1972 o Universitario de Deportes chegou a final da Libertadores contra o Independiente onde foi vice, essa marca só foi alcançada de novo por um time peruano na Libertadores de 1997, onde o Sporting Cristal chegou a decisão contra o Cruzeiro Esporte Clube, sendo vice. O voleibol é o segundo esporte mais popular do país. Praticado principalmente pelas mulheres; nos Jogos Olímpicos de 1988 a seleçao feminina de voleibol ganhou a medalha de prata. Outro resultado expressivo é o vice-campeonato conquistado no Mundial de Voleibol Feminino de 1982, realizado no país. No tênis, seu melhor jogador foi Luis Horna, nº 33 do mundo em simples e nº 15 em duplas[111]

Feriados[editar | editar código-fonte]

Data Nome em português Nome local Observações
1 de janeiro Ano Novo Año Nuevo
Março/abril Semana Santa Semana Santa
1 de maio Dia do Trabalho Día del Trabajo
2° Domingo de maio Dia das Mães Día de la Madre
7 de junho Dia da Bandeira Día de la Bandera
3° Domingo de junho Dia dos Pais Día del Padre
29 de junho São Pedro e São Paulo San Pedro y San Pablo
28 e 29 de julho Festas Pátrias Fiestas Patrias
30 de agosto Santa Rosa de Lima Santa Rosa de Lima Padroeira do Peru
8 de outubro Combate Naval de Angamos Combate Naval de Angamos
1 de novembro Dia de todos os santos Día de todos los santos
2 de novembro Dia dos Fiéis Defuntos Día de los Fieles Difuntos Finados
8 de dezembro Dia da Imaculada Conceição Día de la Inmaculada Concepción
25 de dezembro Natal Navidad

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Portal da Língua Portuguesa - Dicionário de Gentílicos e Topónimos
  2. a b c d Peru. Fundo Monetário Internacional. Página visitada em 23 de maio de 2013.
  3. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Human Development Report 2014 (em inglês) (24 de julho de 2014). Página visitada em 25 de julho de 2014.
  4. Gini Index. Banco Mundial. Página visitada em 2 de março de 2011.
  5. Porras Barrenechea, p. 83.
  6. Porras Barrenechea, p. 84.
  7. Porras Barrenechea, p. 86.
  8. Porras Barrenechea, p. 87.
  9. Lynch, Thomas F, R. Gillespie, John A. J. Gowlett, and R. E. M. Hedges. "Chronology of Guitarrero Cave, Peru." Science. Agosto de 1985 (acessado em 23 de fevereiro de 2010)
  10. Jonathan Haas et al, "Dating the Late Archaic occupation of the Norte Chico region in Peru", p. 1021.
  11. Terence D'Altroy, The Incas, pp. 2–3.
  12. Enrique Mayer, The articulated peasant, pp. 47–68.
  13. Cowley, Geoffrey. "The Great Disease Migration." Newsweek (Special Issue, Fall/Winter 1991) pp. 54-56
  14. Hemming, John. The Conquest of the Inca. New York, NY: Harcourt, Inc., 1970, 28-29.
  15. Recopilación de leyes de los Reynos de las Indias, vol. II, pp. 12–13.
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  17. Margarita Suárez, Desafíos transatlánticos, pp. 252–253.
  18. Kenneth Andrien, Crisis and decline, pp. 200–202.
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  20. Scarlett O'Phelan, Rebellions and revolts in eighteenth century Peru and Upper Peru, p. 276.
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  22. Charles Walker, Smoldering ashes, pp. 124–125.
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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Leitura adicional[editar | editar código-fonte]

  • Cuadros Anuales Históricos (em espanhol). Banco Central de Reserva
  • Instituto Nacional de Estadística e Informática. Perú: Perfil de la pobreza por departamentos, 2004–2008 (em espanhol). Lima: INEI, 2009.
  • Concha, Jaime. "Poetry, c. 1920–1950" (em inglês). In: Leslie Bethell (ed.), A cultural history of Latin America. Cambridge: University of Cambridge, 1998, pp. 227–260.

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