São Vicente e Granadinas

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Saint Vincent and the Grenadines
São Vicente e Granadinas
Bandeira de São Vicente e Granadinas
Brasão de São Vicente e Granadinas
Bandeira Brasão de armas
Lema: "Pax et justitia" (Latim)
Paz e Justiça
Hino nacional: "St Vincent Land So Beautiful"
"São Vicente Terra Tão Linda"
Gentílico: São-vicentino;[1]
vicentino;
vicentiano (a)[carece de fontes?]

Localização de São Vicente e Granadinas

Localização de São Vicente e Granadinas
Capital Kingstown
13°15'N 61°12'W
Cidade mais populosa Kingstown
Língua oficial Inglês
Governo Democracia parlamentarista e monarquia constitucional
 - Monarca Isabel II do Reino Unido
 - Governador-geral Frederick Ballantyne
 - Primeiro-ministro Ralph Gonsalves
Independência do Reino Unido 
 - Data 27 de outubro de 1979 
Área  
 - Total 389 km² (201.º)
População  
 - Estimativa de 2008 120.000 hab. (182.º)
 - Densidade 304 hab./km² (39.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2002
 - Total US$ 342.000.000 (212.º)
 - Per capita US$ 7.493 (82.º)
IDH (2013) 0,719 (91.º) – elevado[2]
Moeda Dólar do Caribe Oriental (XCD)
Fuso horário (UTC-4)
Cód. ISO VCT
Cód. Internet .vc
Cód. telef. +784

Mapa de São Vicente e Granadinas

São Vicente e Granadinas é um país das Caraíbas localizado nas Pequenas Antilhas. O seu território de 389 km² é constituído pela ilha de São Vicente e pelos dois terços norte da cadeia das Granadinas. Tem fronteiras marítimas com Santa Lúcia, a nordeste, e com Granada, a sudoeste, e é um dos países mais próximos de Barbados. De influência colonial britânica, é hoje parte da Commonwealth e do CARICOM. A sua capital, Kingstown, fica na ilha de São Vicente, e é o principal centro urbano do país.

Com uma área de 389 km², seu território consiste principalmente na ilha de São Vicente e os dois terços restantes em Granadinas, que são uma cadeia de ilhas menores que se estende ao sul da Ilha de São Vicente, em direção a Granada. A ilha principal de São Vicente mede 18 km de comprimento, 11 km de largura e 344 km² de área. As ilhas Granadinas, em sua totalidade, abrangem 60,4 quilometros, com uma área total de 45 km². A maior parte da nação se encontra dentro do Cinturão de furacões.

História[editar | editar código-fonte]

Kingstown, São Vicente, anos 1890.

Índios Caribes impediram agressivamente a colonização de São Vicente até ao século XVIII. Africanos escravizados — naufragados ou furagidos de Barbados, Santa Lúcia e Granada, e procurando refúgio em São Vicente, ou Hairouna como era chamada originalmente pelo Caribes — misturaram-se com os Caribes, tornando-se conhecidos como Garifuna. A partir de 1719, colonizadores franceses começaram a cultivar plantações de café, tabaco, indigo, algodão e açúcar, utilizando maioritariamente mão-de-obra escrava. Em 1763, São Vicente foi cedida à Grã-Bretanha. Restaurado o domínio francês, em 1779, a ilha foi novamente recuperada pelos britânicos sob o Tratado de Paris (1793) no qual a Grã-Bretanha reconhecia oficialmente o fim da Revolução Americana. Tratados paralelos foram também assinados com França e Espanha, ficando conhecidos como os Tratados de Versalhes (1783), parte dos quais punha São Vicente nas mãos dos britânicos. Conflictos entre os britânicos e garifunas continuaria, no entanto, até 1765, quando o General Ralph Abercromby esmaga uma revolta liderada pelo radical francês Victor Hugues. Mais de 5.000 garifunas foram eventualmente deportados para Roatán, uma ilha ao largo das Honduras.

A escravatura é abolida em 1834. Depois de um período de integração (apprenticeship), que acaba prematuramente em 1838, a redução da força de trabalho das plantações estimulou a imigração de trabalhadores contratados. Portugueses oriundos da Ilha da Madeira vieram a partir de 1840 e imigrantes das Índias Orientais chegaram entre 1861 e 1880. As condições eram penosas tanto para os ex-escravos quanto para os imigrantes contratados, pois os baixos preços do açúcar mantiveram a economia estagnada até a virada do século.

De 1763 até a independência, São Vicente mudou diversas vezes seu status de colônia britânica. Uma assembléia de representantes foi instalada em 1776, um governo colonial da coroa foi instalado em 1877, um conselho legislativo foi criado em 1925 e o sufrágio universal adulto foi garantido em 1951. Após um referendo em 1979, São Vicente e Granadinas tornou-se independente no dia 27 de outubro de 1979.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

A Rainha Isabell II do Reino Unido é que exerce as funções de chefe de Estado e indica o seu representante (governador-geral).

São Vicente e Granadinas é uma democracia parlamentar e monarquia constitucional, tendo a Rainha Elizabeth II como chefe de Estado, com o título de "Rainha de São Vicente e Granadinas". A rainha não reside nas ilhas e é representada no país pelo Governador-geral de São Vicente e Granadinas, atualmente Sir Frederick Ballantyne.

O cargo de governador-geral possui inúmeras funções cerimoniais, incluindo a abertura da Assembleia da República de São Vicente e Granadinas e a nomeação de vários funcionários do governo. O controle do governo cabe ao primeiro-ministro e seu gabinete. O atual primeiro-ministro é Ralph Gonsalves, eleito em 2001 como chefe da Unidade do Partido Trabalhista.

O ramo legislativo do governo é a Assembleia da República de São Vicente e Granadinas, com capacidade para 15 membros eleitos pelo voto popular representando os distritos eleitorais e seis membros indicados, conhecidos como senadores. A legislatura é de cinco anos, embora o primeiro-ministro possa convocar eleições a qualquer momento. Os partidos políticos com representação parlamentar são o Novo Partido Democrático (NDP) e a Unidade do Partido Trabalhista.

O Poder Judiciário é dividido em tribunais distritais, a Suprema Corte do Caribe Oriental e o Conselho Privado do Reino Unido, em Londres, sendo o tribunal de última instância. O país não possui forças armadas formais. Em 2013, São Vicente e Granadinas foi uma das nações caribenhas a pedir reparações para as nações europeias, por conta do comércio de escravos.[3]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Mapa político de São Vicente e Granadinas.

São Vicente e Granadinas se divide politicamente em seis paróquias (ou freguesias), as respectivas capitais estão entre parênteses:

Todas as paróquias são administradas a partir da cidade de Kingstown, capital do país.

Todas as paróquias, exceto Grenadines estão localizadas na ilha de San Vicente.

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população de São Vicente e Granadinas foi estimada, em julho de 2013, em 103 220 habitantes.[4] Conforme dados da mesma estimativa, a composição étnica no país é de 66% de ascendência africana, 19% mestiça, 6% de origem indiana, 4% de ascendência europeia (principalmente portugueses), 2% ameríndia-caribenha e 3% de outras etnias.[4] A maioria dos são-vicentinos são descendentes de africanos trazidos como escravos para a ilha, para trabalhar em plantações. Há outros grupos étnicos, tais como portugueses e indianos, ambos trazidos para trabalhar nas plantações após a abolição da escravatura pela coroa britânica na ilha.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia de São Vicente e Granadinas é baseada na agricultura, dominada pela produção de banana. O setor de serviços, baseado na maior parte em uma indústria turística crescente, é também importante. O governo foi relativamente mal sucedido em introduzir indústrias novas para diminuir a taxa de desemprego elevada (de 22%).

A dependência que a economia tem de uma única colheita representa o maior obstáculo para o desenvolvimento do país; as tempestades tropicais de 1994 e 1995 destruíram parcelas substanciais das colheitas e quase derrubaram o país, provando sua instabilidade.

O turismo tem potencial considerável para se desenvolver. O crescimento recente foi estimulado pela atividade intensa do setor da construção e por uma melhoria nos serviços de turismo. Há também um setor manufatureiro ainda pequeno e um setor financeiro em expansão.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Feriados
Data Nome em português Nome local Observações
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Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Portal da Língua Portuguesa - Dicionário de Gentílicos e Topónimos.
  2. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Human Development Report 2014 (em inglês) (24 de julho de 2014). Página visitada em 2 de agosto de 2014.
  3. Caribbean leaders make case for reparations at U.N. (em inglês). The Miami Herald (2013). Página visitada em 7 de maio de 2014.
  4. a b Central America and Caribbean: Saint Vincent and the Grenadines (em inglês). CIA - The World Factbook (2013). Página visitada em 7 de maio de 2014.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bandeira de São Vicente e Granadinas São Vicente e Granadinas
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