Reino da Saxônia

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Königreich Sachsen
Reino da Saxônia

Membro da Confederação do Reno (1806-13)
Membro da Confederação Germânica (1815-66)
Membro da Confederação Norte-Germânica (1866-1871)
Membro do Império Alemão (1871-1918)

Flag of Electoral Saxony.svg
1806 – 1918 Flag of Saxony.svg
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Hino nacional
Sachsen Hymne
Localização de Saxônia
Reino da Saxônia no Império Alemão
Continente Europa
Região Alemanha
País Alemanha
Capital Dresden
Governo Monarquia
Rei
 • 1806–1827 Frederico Augusto I
 • 1904–1918 Frederico Augusto III
História
 • 1806 Fundação
 • 1918 Dissolução
Área
 • 1910 14 993 km2
População
 • 1910 est. 4 806 661 
     Dens. pop. 320,6/km²
Moeda Thaler da Saxônia (até 1857)
Vereinsthaler da Saxônia (1857–1873)
Goldmark (1873–1914)
Papiermark (a partir de 1914)

O Reino da Saxônia (em alemão: Königreich Sachsen), existente entre 1806 e 1918, foi um membro independente das confederações pós-Guerras Napoleônicas. A partir de 1871, fez parte do Império Alemão. Se tornou um estado livre na época da República de Weimar em 1918, após o fim da Primeira Guerra Mundial e a abdicação do Rei Frederico Augusto III da Saxônia. A capital era a cidade de Dresden, e o estado sucessor foi o Estado Livre da Saxônia.

Era Napoleônica e Confederação Germânica[editar | editar código-fonte]

Antes de 1806, a Saxônia fazia parte do Sacro Império Romano-Germânico, um império de mais de mil anos que acabou sendo desmembrado por Napoleão Bonaparte. Os governantes do então "Eleitorado da Saxônia" detinham o título de "eleitores" havia séculos. Quando o Sacro Império Romano-Germânico foi dissolvido após a queda do imperador Francisco II, o Eleitorado obteve o status de reino independente com o apoio da França, o poder dominante da Europa naquela época. O último eleitor da Saxônia se tornaria o Rei Frederico Augusto I da Saxônia.

Grande Brasão de Armas do Reino

Caindo a aliada da Saxônia, a Prússia, na Batalha de Jena em 1806, a Saxônia entrou na Confederação do Reno (que duraria até 1813, quando foi dissolvida por Napoleão na Batalha de Leipzig). Após a batalha, o Rei Frederico Augusto I desertou perante suas tropas, sendo feito prisioneiro pelos prussianos e teve que abdicar do trono, pondo a Rússia na sua ocupação e administração. Isto foi provavelmente um dos motivos pelo qual a Prússia não anexou a Saxônia. No final, 40% do Reino, incluindo a historicamente significante Wittenberg, foi anexado pela Prússia, mas Frederico Augusto conseguiu restaurar o trono. O Reino também entrou na Confederação Germânica, a nova organização dos estados alemães.

Guerra Austro-Prussiana e o Império Alemão[editar | editar código-fonte]

Durante a Guerra Austro-Prussiana de 1866, a Saxônia apoiou a Áustria, e o exército saxão foi o único aliado da causa austríaca, tendo, inclusive, abandonado a defesa da própria Saxônia para se juntar ao exército austríaco na Boêmia.

Com a vitória da Prússia sobre a França, na Guerra Franco-Prussiana de 1871, os membros da Confederação se organizaram através de Otto von Bismarck para formar o Império Alemão, sendo Guilherme I proclamado imperador. João I, rei da Saxônia, ficou sendo subordinado do novo imperador alemão, porém este deu vários privilégios e certa autonomia à João I, como por exemplo manter relações diplomáticas com outros estados.


O fim do reino[editar | editar código-fonte]

O imperador alemão Guilherme II abdicou em 1918, em decorrência da derrota alemã na Primeira Guerra Mundial. O rei Frederico Augusto III da Saxônia acabou saindo do poder também, e o Reino da Saxônia se tornou o Estado Livre da Saxônia na recém-formada República de Weimar.

Lista dos reis do Reino da Saxônia[editar | editar código-fonte]

As Rainhas Consorte[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]