República de Weimar

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Deutsches Reich
Weimarer Republik
República de Weimar

República federal

Flag of the German Empire.svg
1919 – 1933 Flag of German Reich (1935–1945).svg
 
Gdansk flag.svg
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Hino nacional
Das Lied der Deutschen
Localização de Alemanha
República de Weimar na Europa
Continente Europa
Capital Berlim
Língua oficial Alemão
Governo República federal semipresidencialista
Reichspräsident
 • 1919-1925 Friedrich Ebert
 • 1925-1933 Paul von Hindenburg
Reichskanzler
 • 1919 (primeiro) Philipp Scheidemann
 • 1933 (último) Adolf Hitler
Legislatura Reichstag
 - Conselho de estado Reichsrat
Período histórico Período entre-guerras
 • 11 de Agosto de 1919 Proclamação
 • 30 de Janeiro de 1933 Hitler assume o cargo de Chanceler
 • 23 de Março de 1933 Dissolução¹
Área
 • 1925 468 787 km² km2
Moeda Papiermark (1919-1923)
Rentenmark (1923-1924)
Reichsmark (1924-1933)
Atualmente parte de  Alemanha
 Polónia
 Rússia
Membro de: Sociedade das Nações
¹ Oficialmente a República de Weimar não seria dissolvida até à ocupação da Alemanha pelos Aliados em Maio de 1945.
História da Alemanha
Brasão de Armas da Alemanha
Antiguidade
Idade Média
Formando uma nação
Império
República
Pós-Segunda Guerra Mundial
Alemanha moderna

República de Weimar, ou na sua forma portuguesa Veimar, é o nome por que é conhecida a república estabelecida na Alemanha após a Primeira Guerra Mundial, em 1919, e que durou até ao início do regime nazi, em 1933, tendo como sistema de governo uma democracia representativa semi-presidencial. O Presidente da República nomeava um chanceler que era responsável pelo poder executivo. Quanto ao poder legislativo, era constituído por um parlamento federal (Reichstag) e por parlamentos estaduais (Landtag). O nome oficial da Alemanha continuou, sob a República, a ser Deutsches Reich (literalmente, Império Alemão). Este período tem o nome de Weimar pois foi nesta cidade Alemanha central (Turíngia) que reuniu desde 6 de fevereiro até 11 de Agosto de 1919, data da aprovação da nova constituição, a assembleia nacional constituinte da República.

As circunstâncias em que foi criada a República de Weimar foram muito especiais. Prestes a perder a Primeira Guerra Mundial, a liderança militar alemã, altamente autocrática e conservadora, atirou o poder para as mãos dos democratas, em particular o SPD, que acabou por ter de negociar a paz (ou seja, a derrota na guerra). Com isso, ficava no ar o saudosismo de uma nação outrora poderosa, nos tempos do imperador, em comparação com a nova realidade democrática, cheia de derrotas e humilhações. Sebastian Haffner chamou-lhe uma "república sem republicanos". Kurt Tucholwski chamou-lhe: "o negativo de uma monarquia, que só não o é porque o monarca fugiu" (o imperador Guilherme II viu-se obrigado a abdicar).

Face a essa situação política, que alguns compararam a um presente envenenado à democracia, acabou por lançar os fundamentos que permitiram mais tarde a Adolf Hitler posicionar-se como o arauto de um regresso ao passado imperial e antidemocrático da Alemanha e implantar o nazismo.

1933 é o ano terminal da república, já que, embora a constituição de 1919 não tenha sido revista até ao final da Segunda Guerra Mundial, as reformas levadas a cabo pelo partido nazista invalidaram-na muito antes.

História[editar | editar código-fonte]

O início da República de Weimar data de 1918, quando o país começou a ser controlado pelos militares logo após a fuga do Kaiser Guilherme II. Quando se tornou evidente que a Primeira Guerra estava perdida, o Oberste Heeresleitung ("Comando Supremo do Exército"), induziu a constituição de um governo civil para facilitar as negociações de paz com os aliados.

Em 28 de outubro de 1918, a nova constituição alemã estava pronta, convertendo o Reich numa república parlamentar (algo que havia sido evitado pelo Kaiser). Dessa forma, o Chanceler devia responsabilizar-se à nação perante o Reichstag (Parlamento Alemão) e não mais perante o imperador. O príncipe Maximiliano de Baden assumiu o cargo.

O plano de transformar a Alemanha veio a fracassar devido sobretudo às condições impostas pelo Tratado de Versalhes, que limitavam qualquer possibilidade de ressurgimento econômico do país por causa das reparações de guerra, e as restrições à indústria e ao exército alemão. As consequências econômicas da paz (1919), formuladas pelo economista John Maynard Keynes, que assistiu como observador às deliberações, expõem de maneira pormenorizada, e com sagacidade qual haveria de ser o impacto das reparações sobre o frágil esquema das relações econômicas internacionais durante a década de 1920. Isso, somado ao regresso dos soldados da frente (muitos dos quais vinham feridos não apenas física mas psicologicamente), aumentou enormemente o clima de fracasso e descontentamento que assombrava a nação.

A escalada de violência entre os movimentos de direita e esquerda culminaram em 29 de Outubro de 1918, ao estalar a rebelião de parte do exército. O governo prendeu os amotinados, principalmente da divisão naval, e muitos estudantes, operários e militares solidarizaram-se com eles, agrupando-se em conselhos similares aos sovietes, que tomaram o poder militar e civil em diversas cidades. A 7 de novembro, a revolução alcançou a cidade de Munique, provocando a fuga do rei Luís III da Baviera.

O país esteve perto de se converter num Estado socialista. A 9 de novembro, o príncipe von Baden transferiu os seus poderes legais a Friedrich Ebert, líder do Partido Socialista da Alemanha (SPD, Sozialistische Partei Deutschlands), de influência operária, mas sem intenções de abandonar o sistema parlamentar. Esperava-se que esse ato bastaria para acalmar as massas, mas tal não ocorreu.

No dia seguinte, instaurou-se um governo revolucionário sob o nome de Rat der Volksbeauftragten, traduzido como "Conselho dos Encarregados do Povo", que era formado por três membros do MSPD e três membros do partido Social Democrata Independente (USPD, Unabhängige Sozialdemokraten), liderado por Ehbert e Hugo Haase, respectivamente. Esse conselho governou a Alemanha de novembro de 1918 até janeiro de 1919.

Bandeira e brasão[editar | editar código-fonte]

Após a proclamação da república, a bandeira e o brasão de armas da Alemanha foram também alterados para dar conta das mudanças políticas no país. O tricolor republicano é baseado na bandeira introduzida pela Constituição Paulskirche de 1849, a qual foi decidida que pelo Parlamento de Frankfurt, durante o movimento civil alemão, o qual pediam principalmente o parlamentarismo e a unificação dos estados germânicos.

Insígnia naval da Reichsflotte.

As conquistas e sinais desse movimento foram majoritariamente feitos após a queda do antigo regime e a reação politica. Apenas o pequeno Principado de Waldeck continuou sua tradição usando as cores alemãs, chamadas de Schwarz-Rot-Gold em alemão (Em português: "Preto-Vermelho-Dourado").

Esses sinais continuaram sendo símbolos do movimento Paulskirche e a República de Weimar queria expressar sua origem naquele movimento entre 1848 e 1852. Os anti-republicanos se opuseram a essa bandeira. Enquanto a primeira frota imperial (Reichsflotte) orgulhosamente usava uma bandeira naval baseada na Schwarz-Rot-Gold, a marinha alemã (Reichsmarine) insistia em usar as cores pré-segunda guerra, similar a marinha mercantil alemã.

O brasão de armas republicano foi idealizado no movimento Paulskirche, usando o mesmo animal, a águia, e as mesmas cores (preto, vermelho e dourado), mas ocorrendo uma redução de duas cabeças para uma. O político alemão, Friedrich Ebert declarou, inicialmente, que o brasão de armas poderia ser desenhado por Emil Doepler, e em 11 de novembro de 1919, foi aceito pelo governo alemão. Em 1928, o Reichswappen (brasão de armas do Reich) desenhado por Tobias Schwab (1887-1967) passou a ser usado como emblema oficial da Equipe Olímpica da Alemanha.

O desenho de Doepler virou o Reichsschild (escudo do Reich) com uso restrito a veículos do governo.

Em 1949, a República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental) adotou todas as três insígnias da República de Weimar.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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