Schutzstaffel

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
A Sigla SS em Alfabeto rúnico, símbolo da organização.

Nota: Se procura pelo pacote de performance da Chevrolet, pesquise por Super Sport.

A Loudspeaker.svg? Schutzstaffel (em português "Tropa de Proteção"), abreviada como SS, ϟ ϟ ou Runic "SS" (em Alfabeto rúnico) foi uma organização paramilitar ligada ao partido nazista e a Adolf Hitler. Seu lema era "Meine Ehre heißt Treue" ("Minha honra chama-se lealdade") [1] . Inicialmente era uma pequena unidade paramilitar, posteriormente agregou quase um milhão de homens e conseguiu exercer grande influência política no Terceiro Reich. Construída sobre a Ideologia nazista, a SS sob o comando de Heinrich Himmler, foi responsável por muitos dos crimes contra a humanidade perpetrados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Inicialmente a força paramilitar nazista era a SA ("Sturmabteilung"), ou "Divisões de Assalto", que utilizava o terror junto aos inimigos dos nazistas[2] , e era vista como semi-independente e uma ameaça ao poder de Hitler. O grupo se tornou uma ameaça ao poder de Hitler e aos poucos foi substituído pela SS, um grupo de elite que contava com homens racialmente selecionados e disciplinados.

A partir de 1939, sob o comando de Heinrich Himmler, a SS cresceu e chegou a contar com um exército próprio, a Waffen SS ("SS Armada"), independente do Exército alemão, a Wehrmacht. Além disso a SS também absorveu a Gestapo, a polícia secreta nazista, a Reichssicherheitshauptamt, o órgão que controlava as polícias, o Sicherheitsdienst (SD), o serviço de inteligência e o Einsatzgruppen, grupos criados com a única intenção de exterminar grupos étnicos minoritários. Em 1939, a SS comandaria os campos de concentração nos países ocupados. Em 1941, a SS passou a comandar os campos de concentração.

História[editar | editar código-fonte]

Origens[editar | editar código-fonte]

O grupo que deu origem à SS foi formado em 1923, como parte da SA encarregada de proteger altos dirigentes do Partido Nazista em comícios, discursos e outros eventos públicos. Comandada por Emil Maurice, e conhecido como Stabswache (Funcionários de Guarda), eles foram apelidado de "Camisas Negras", devido ao seu uniforme. O grupo original consistia em oito homens.

O Führer Adolf Hitler passando em revista as tropas da Leibstandarte SS em abril de 1938

Após o fracassado Putsch da Cervejaria de 1923, a SA e a Stabswache foram abolidas, mas retornaram em 1925. Nessa altura, a Stabswache foi restabelecida como a "Stosstrupp Adolf Hitler", encarregada da proteção pessoal do Führer nas funções e eventos do Partido Nazista. Nesse mesmo ano, a Stosstrupp foi expandida para nível nacional e renomeada como a Schutzstaffel (SS). A nova SS foi delegada como uma força de proteção do Partido para vários de seus líderes em toda a Alemanha. Suas unidades seriam posteriormente alargadas por Hitler para que, além de proteger, também combatessem, recebendo o nome de "Leibstandarte SS Adolf Hitler" (LSSAH). Após a mobilização da Alemanha para a guerra, em 1939, as unidades de combate da SS foram mobilizadas na Waffen SS, deixando para trás uma pequena guarda de honra da LSSAH para proteger Hitler.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Entre 1925 e 1929, a SS foi considerada apenas um batalhão da SA e possuía apenas 280 pessoas. Em 6 de janeiro de 1929, Hitler nomeou Himmler como o líder da SS, e até ao final de 1932, a SS tinha 52.000 membros. Até o final de 1933 tinha mais de 209.000 membros.

Fusão com as forças policiais[editar | editar código-fonte]

Como o partido nazista detinha o monopólio do poder político na Alemanha, as principais organizações policiais estatais alemãs, foram por lei absorvidas pela SS, enquanto muitas organizações da SS tornaram-se agências governamentais. Além disso a SS também absorveu a Gestapo, a Reichssicherheitshauptamt, a Sicherheitsdienst (SD) e o Einsatzgruppen.

Controle pessoal de Himmler[editar | editar código-fonte]

Himmler, o chefe da SS, foi o arquiteto chefe da Solução Final. A SS possuía esquadrões de extermínio, comandadas pelo seu suplente, Reinhard Heydrich, que assassinaram muitos civis não-combatentes, a maioria judeus, nos países ocupados pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Himmler foi responsável pela criação e funcionamento dos campos de concentração e extermínio nos quais milhares de detentos morreram por gaseamento sistemático, tratamento desumano, excesso de trabalho, a desnutrição, ou experiências médicas. Depois da guerra, os juízes dos Julgamentos de Nuremberg declararam que a SS era uma organização criminosa responsável pela execução das políticas raciais de genocídárias e de cometer crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Comandantes da SS[editar | editar código-fonte]

  • Julius Schreck (1925-1926)- Primeiro Reichsführer-SS, organizador do embrião da SS, ainda um grupo de guarda-costas de Hitler. Depois tornou-se motorista particular do Führer.
  • Joseph Berchtold (1926-1927)- Substituiu Schreck por um ano, sendo considerado mais dinâmico para o comando, mas não conseguiu ter o controle total da tropa.
  • Erhard Heiden (1927-1929)- Terceiro Reichsführer-SS, substituiu Berchtold, numa tentativa de Hitler de fortalecer a ainda pequena SS com relação às SA e evitar a debandada de integrantes de uma tropa para a outra. O número de integrantes diminuiu e o posto foi entregue a um ex-criador de galinhas de 29 anos que se destacava na SS como segundo de Heiden e a transformaria no maior poder paralelo do Estado Nazista e no terror da Europa: Heinrich Himmler.
  • Heinrich Himmler (1929-1945) - Principal comandante da SS, saiu do posto após ser acusado de traição por Hitler.
  • Karl Hanke (1945) - Substituiu Himmler nos últimos oito dias de guerra. Após ir para Praga por razões desconhecidas, Hanke vestia um uniforme de soldado da SS, para ter certeza de não ser reconhecido em caso de captura, mas os soldados foram descobertos pela resistência tcheca. Após uma selvagem batalha, eles se entregaram em Nova Ves. A identidade de Hanke não foi descoberta pelos tchecos, que o consideravam um simples soldado. Com isso, Hanke virou prisioneiro de guerra e dividiu o campo com soldados das patentes baixas da SS. Ao tentar fugir do campo de prisão na manhã de 8 de junho de 1945, foi morto pelos guardas.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

A SS foi formada em 1925 como uma guarda pessoal para o líder nazista Adolf Hitler, ("Die Schutz-Staffel der NSDAP" ou "Esquadrão de Defesa do NSDAP"). Sob a liderança de Heinrich Himmler entre 1929 e 1945, a SS cresceu de uma pequena organização paramilitar para se tornar uma das maiores e mais poderosas organizações da Alemanha nazista.[3] [4] [5]

Requisitos raciais para a adesão[editar | editar código-fonte]

A SS era considerada uma unidade de elite. Sendo uma "Guarda Pretoriana", todos os oficiais da SS eram selecionados pela sua "pureza racial" e lealdade incondicional ao Partido Nazista.[5] [6] Posteriormente, quando as exigências da guerra tornaram impossível que a ascendência alemã dos candidatos à oficiais da SS fosse comprovada, este regulamento foi abandonado.

Insígnias e Uniforme[editar | editar código-fonte]

Um quepe com Totenkopf, um crânio de um ser humano, insígnia da SS.

Antes de 1932, a SS usava o mesmo uniforme que a SA, com a exceção de um quepe preto e uma gravata preta com uma Totenkopf (insígina de crânio humano). Mais tarde, adotaram um uniforme preto, concebido por Hugo Boss e, em seguida, pouco antes da guerra, um uniforme cinzento.

A SS era distinguida de outros ramos do poder militar alemão, pelas suas insígnias e uniformes. O uniforme da SS, famoso por ser sempre negro, foi desenhado pelo "SS-Oberführer" Prof. Karl Diebitsch e Walter Heck (designer gráfico). A SS também desenvolveu o seu próprio uniforme de campo, na metade da Segunda Guerra Mundial, incluindo o primeiro uniforme para oficiais de camuflagem, com um padrão de camuflagem primavera e outono.

Crimes[editar | editar código-fonte]

É estimado que um total de 70 000 membros da SS se envolveram com crimes de guerra nos campos de concentração alemães durante a Segunda Guerra Mundial, contudo apenas entre 1 650 e 1 700 foram levados a julgamento.[7] Entre as acusações, encontram-se crimes contra a paz, de guerra e contra a humanidade.[8] Algumas unidades da SS, como a SS-Totenkopfverbände, a Sicherheitspolizei e os Einsatzgruppen, ficaram notórios por suas participações nas maiores atrocidades cometidas pela Alemanha Nazista.[9] [10] Os julgamentos de Belsen e o de Nuremberg foram responsáveis por condenar algumas das principais cabeças da Schutzstaffel por suas participações nos crimes contra a humanidade, como o Holocausto.[11] [12]

Referências

  1. http://dbpedia.org/page/Schutzstaffel
  2. Nazismo Violência e propaganda foram as armas de Adolf Hitler.. Uol. Página visitada em 2009-12-07.
  3. d'Alquen, Gunter (1939), "The History, Mission, and Organization of the Schutzstaffeln of the NSDAP, Junker and Duennhaupt Press, Berlin", in IMT document 2284-PS, Nazi Conspiracy and Aggression, IV, Washington, DC 1946: United States Government Printing Office, pp. 973–991 
  4. Himmler, Heinrich (1937), "Organization and Obligations of the SS and the Police (from National Political Course for the Armed Forces", in IMT document 1992-A-PS, Nazi Conspiracy and Aggression, Washington, DC 1946: USGPO 
  5. a b International Military Tribunal (1946), Nazi Conspiracy and Aggression, II, Washington, DC: USGPO, pp. 173–237, http://www.ess.uwe.ac.uk/genocide/ssnur1.htm 
  6. d'Alquen, IMT Volume IV, Document 2284-PS, at 975
  7. Marcin Bosacki, Dominik Uhlig, Bogdan Wróblewski (May 2008), "Nikt nie chce osądzić zbrodniarza", Gazeta Wyborcza, http://wyborcza.pl/1,75478,5232713,Nikt_nie_chce_osadzic_zbrodniarza.html, visitado em 21 de maio de 2008 
  8. Nuremberg Trial Proceedings Indictment: Appendix B. Página visitada em 22 de novembro de 2012.
  9. Sydnor, Charles W. Soldiers of Destruction: the SS Death's Head Division, 1933-1945. [S.l.: s.n.]. p. 34.
  10. Rees 1997, p 197.
  11. The Belsen Trial. Stiftung niedersächsische Gedenkstätten. Página visitada em 31/08/2012.
  12. Heydecker, Joe J. "O Julgamento de Nuremberga, Editora Ibis Ltda, 1966- Pag. 79

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Shirer, William L. (1960). The Rise and Fall of the Third Reich. Gramercy. (ISBN 0-517-10294-3)
  • SS Officer Personnel Files, National Archives and Records Administration, College Park, Maryland.
  • Arenhövel, Verlag (1989). Topography of Terror. Berlin: Berliner Festspiele GmbH. (ISBN 3-922912-25-7)
  • Höhne, H. (1969). The Order of the Death's Head, The Story of Hitler's SS. London: Pan Books Ltd.
  • International Military Tribunal (referred to as IMT), (1947-1949). Record of the Nuremberg Trials November 14th, 1945 - October 1st, 1946. 42 Vols.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]