Hannah Arendt

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Hannah Arendt
Filosofia do século XX
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Nome completo Johanna Arendt
Escola/Tradição: Filosofia continental
Data de nascimento: 14 de outubro de 1906
Local: Linden, Hanôver, Prússia, Alemanha
Data de falecimento 4 de dezembro de 1975 (69 anos)
Local: Nova Iorque, Estados Unidos
Principais interesses: Teoria política, Modernidade, Filosofia da história
Influenciado por: Pré-socráticos, Sócrates, Platão, Aristóteles, Jesus, Paulo, Duns Escoto, Santo Agostinho, Maquiavel, Montesquieu, Edmund Burke, Kant, Tocqueville, Kierkegaard, Heidegger, Russell, Jaspers, Benjamin
Influências: Jürgen Habermas, Maurice Merleau-Ponty, Giorgio Agamben, Seyla Benhabib, Cornelius Castoriadis, Claude Lefort, Elisabeth Young-Bruehl, Reinhart Koselleck, Hanna Pitkin, Michael Marrus, Quentin Skinner, J. G. A. Pocock, Phillip Pettit, Alain Finkielkraut, Julia Kristeva, Richard Sennett, Charles Taylor, Harrison

Hannah Arendt (nascida Johanna Arendt; Linden, Alemanha, 14 de outubro de 1906Nova Iorque, Estados Unidos, 4 de dezembro de 1975) foi uma filósofa política alemã de origem judaica, uma das mais influentes do século XX.[1]

A privação de direitos e perseguição na Alemanha de pessoas de origem judaica a partir de 1933, assim como o seu breve encarceramento nesse mesmo ano, fizeram-na decidir emigrar. O regime nazista retirou-lhe a nacionalidade em 1937, o que a tornou apátrida até conseguir a nacionalidade estadunidense em 1951.

Trabalhou, entre outras atividades, como jornalista e professora universitária e publicou obras importantes sobre filosofia política. Contudo, recusava ser classificada como "filósofa" e também se distanciava do termo "filosofia política"; preferia que suas publicações fossem classificadas dentro da "teoria política".

Arendt defendia um conceito de "pluralismo" no âmbito político. Graças ao pluralismo, o potencial de uma liberdade e igualdade política seria gerado entre as pessoas. Importante é a perspectiva da inclusão do Outro. Em acordos políticos, convênios e leis, devem trabalhar em níveis práticos pessoas adequadas e dispostas. Como frutos desses pensamentos, Arendt se situava de forma crítica ante a democracia representativa e preferia um sistema de conselhos ou formas de democracia direta.

Entretanto, ela continua sendo estudada como filósofa, em grande parte devido a suas discussões críticas de filósofos como Sócrates, Platão, Aristóteles, Immanuel Kant, Martin Heidegger e Karl Jaspers, além de representantes importantes da filosofia moderna como Maquiavel e Montesquieu. Justamente graças ao seu pensamento independente, a teoria do totalitarismo (Theorie der totalen Herrschaft), seus trabalhos sobre filosofia existencial e sua reivindicação da discussão política livre, Arendt tem um papel central nos debates contemporâneos.

Como fontes de suas investigações Arendt usa, além de documentos filosóficos, políticos e históricos, biografias e obras literárias. Esses textos são interpretados de forma literal e confrontados com o pensamento de Arendt. Seu sistema de análise - parcialmente influenciado por Heidegger - a converte em uma pensadora original situada entre diferentes campos de conhecimento e especialidades universitárias. O seu devenir pessoal e o de seu pensamento mostram um importante grau de coincidência.

Vida e obra[editar | editar código-fonte]

Infância e juventude[editar | editar código-fonte]

Hannah Arendt nasceu em 1906 no seio de uma família de judeus secularizados, perto de Hanôver. Seus antepassados vieram de Königsberg, na Prússia (a cidade atual russa de Kaliningrado), para onde voltaram seu pai, o engenheiro Paul Arendt, que sofria de sífilis, sua mãe Martha (de nome de solteira Cohn) e ela, quando Hannah tinha somente três anos.[2] Depois da morte de seu pai, em 1913, foi educada de forma bastante liberal por sua mãe, que tinha tendências social-democratas. Nos círculos intelectuais de Königsberg nos quais se criou, a educação de meninas era comum. Através de seus avós, conheceu o judaísmo reformista. Não pertencia a nenhuma comunidade religiosa, mas sempre se considerou judia, inclusive participando do movimento sionista.

Aos quatorze anos, já havia lido a Crítica da razão pura de Kant[3] e a Psicologia das concepções do mundo de Jaspers. Aos 17 anos é obrigada a abandonar a escola por problemas disciplinares, indo então, sozinha, para Berlim, onde, sem haver concluído sua formação, teve aulas de teologia cristã e estudou pela primeira vez a obra de Søren Kierkegaard. De volta a Königsberg em 1924, foi aprovada no exame de maturidade (Abitur).[4]

Vida acadêmica e atividade política[editar | editar código-fonte]

Em 1924, começa seus estudos na Universidade de Marburg e durante um ano assiste às aulas de filosofia de Martin Heidegger e de Nicolai Hartmann, e as de teologia protestante de Rudolf Bultmann, além de estudar grego.

Heidegger, pai de família de 35 anos, e Arendt, estudante dezessete anos mais jovem que ele, foram amantes, ainda que tivessem de manter em segredo a relação.[5] [6] No começo de 1926, ela não aguentava mais a situação e decidiu trocar de universidade, indo para a Universidade Albert Ludwig de Freiburg, para estudar sob a orientação de Edmund Husserl. Ela também estudou filosofia na Universidade de Heidelberg e se formou em 1928, sob a tutoria de Karl Jaspers, com a tese O conceito de amor em Santo Agostinho. A amizade com Jaspers duraria até a morte do filósofo.

Arendt havia levado uma vida muito recatada em Marburg, como consequência do segredo de sua relação com Heidegger. Mantinha amizade apenas com outros alunos, como Hans Jonas, e com seus amigos de Königsberg. Em Heidelberg, ampliou seu círculo de amigos ao qual pertenceram Karl Frankenstein, que, em 1928, apresentou uma dissertação histórico-filosófica, Erich Neumann, seguidor de Jung, e Erwin Loewenson, um ensaísta expressionista. Jonas também se mudou para Heidelberg e realizou alguns trabalhos sobre Santo Agostinho.

Em Berlim, 1929, Arendt reencontra Günther Stern (que se chamaria mais tarde Günther Anders), que conhecera em Marburg.[7] Pouco mais tarde, mudou para viver com ele, algo que foi mal visto pela sociedade da época. Nesse mesmo ano, casaram-se. O casamento duraria até 1937.Depois de um curto tempo em Heidelberg, o casal passou um ano em Frankfurt. Arendt escrevia para o jornal Frankfurter Zeitung e participava de seminários de Paul Tillich e Karl Mannheim, de cujo livro Ideologia e utopia elaborou uma resenha crítica.[8] Ao mesmo tempo, estudava a obra de Rahel Varnhagen, uma intelectual judia assimilada, convertida ao cristianismo, que viveu entre os séculos XVIII e XIX.

Quando ficou claro que a tese de Stern não seria aceita por Theodor Adorno, os dois voltaram para Berlim. Lá, Arendt começou a elaborar uma tese sobre a obra de Rahel Varnhagen.[9] Depois de uma avaliação positiva de Jaspers, que também conseguiu outras de Heidegger e de Martin Dibelius, Arendt obteve uma bolsa de estudos na Notgemeinschaft der Deutschen Wissenschaft (Associação de ajuda para a ciência alemã), antecessora da Deutsche Forschungsgemeinschaft. Simultaneamente, Arendt começou a se interessar cada vez mais por questões políticas. Leu Marx e Trotsky e estabeleceu contatos na Hochschule für Politik (Escola superior de política). Analisou a exclusão social dos judeus, apesar da assimilação, com base no conceito de "pária", empregado pela primeira vez por Max Weber para falar dos judeus. A este termo, ela opôs um outro - "arrivista" -, inspirada pelos escritos de Bernard Lazare. Em 1932, publicou na revista Geschichte der Juden in Deutschland (História dos judeus na Alemanha) o artigo "Aufklärung und Judenfrage" ("O Iluminismo e a questão judaica"), no qual expõe suas ideias sobre a independência do judaísmo, contrapondo-as com as dos iluministas Gotthold Ephraim Lessing e Moses Mendelssohn e o precursor do Romantismo, Johann Gottfried Herder.[10]

Também em 1932 escreve uma crítica do livro Das Frauenproblem in der Gegenwart (O problema da mulher na atualidade) de Alice Rühle-Gerstel,[11] no qual comenta a emancipação da mulher na vida pública, mas também discute suas limitações — sobretudo no casamento e na vida profissional. Constata o "menosprezo fático" que sofre a mulher na sociedade e critica os deveres que não são compatíveis com sua independência. Em troca, Arendt contempla o feminismo à distância. Por um lado, insiste que as frentes políticas são "frentes de homens" e, por outro, considera "questionáveis" os movimentos feministas, assim como os movimentos juvenis, porque ambos — com estruturas que trespassam as classes sociais — têm que fracassar em seu intento de criar partidos políticos influentes.

Pouco antes da ascensão de Hitler ao poder, Karl Jaspers tenta convencê-la em várias cartas de que ela devia considerar-se alemã. Ela rebate, escrevendo: "Para mim, Alemanha é a língua materna, a filosofia e a poesia". No mais, sentia-se distante. Em especial critica a expressão "o ser (Wesen) alemã" empregada por Jaspers. Este lhe respondeu: "Estranho que você, como judia, queira diferenciar-se dos alemães".[12] Ambos também manteriam estas posições após a Guerra.

Em 1932, Arendt já pensava na emigração, mas inicialmente ficou na Alemanha quando seu marido emigrou para Paris, em março de 1933, e começou sua atividade política. Por recomendação de Kurt Blumenfeld, trabalhou para uma organização sionista, estudando a perseguição dos judeus, que estava no começo na Alemanha nazista. Sua casa serviu de estação de trânsito para refugiados. Em julho de 1933, ela foi detida durante oito dias pela Gestapo. A Günter Gaus comentou-lhe suas razões: "Se te atacam como judeu, deves defender-te como judeu".[13]

Já em 1933, Arendt defendia a postura de que se devia lutar ativamente contra o nacional-socialismo. Essa posição é contraria à de muitos intelectuais alemães, inclusive alguns de origem judaica, que pretendiam se aproximar do nacional-socialismo, subestimando a ditadura e inclusive elogiando os novos donos do poder. Na entrevista com Gaus, ela expressa seu desprezo pela "Gleichschaltung" ("adaptação" ao novo regime) da maioria dos intelectuais.[14] A questão repugnava Arendt e ela não queria ter nada em comum com esses eruditos de manada, oportunistas ou mesmo entusiastas.

Desse pensamento surgiu sua disputa com Leo Strauss, cujo pensamento conservador rejeitava. O ingresso de Heidegger no NSDAP causou o rompimento de sua relação com ele, a qual não foi retomada até 1950. Também finalizou a amizade com Benno von Wiese quando este se aproximou do nazismo e ingressou no NSDAP, em 1933.[15]

Essa experiência de profundo afastamento de seus amigos é descrita várias vezes em suas obras e em sua correspondência. Ela partia da convicção de que se tratava de decisões voluntárias, pelas quais o individuo era responsável. Pouco antes de sua morte sustentou que muitos pensadores fracassaram frente ao nacional-socialismo quando se comprometeram com o regime. Arendt não exigia deles uma oposição ativa. Reconhecia já o silêncio como uma recusa do totalitarismo.[16]

Outro círculo de amigos se abriu graças à sua amizade com Benno von Wiese e seus estudos com Friedrich Gundolf, que lhe havia recomendado Jaspers. Sua amizade com Kurt Blumenfeld, diretor e porta-voz do movimento sionista alemão, cujos estudos tratavam da chamada questão judaica e da assimilação cultural também foi importante. Hannah Arendt agradeceu-lhe em uma carta de 1951 o seu próprio entendimento da situação dos judeus.[17]

Em 1933 (ano da tomada do poder de Hitler) Arendt, por ser judia, foi proibida de defender uma segunda tese (sobre Rahel Varnahagen), que lhe daria o acesso à docência nas universidades alemãs. O seu crescente envolvimento com o sionismo levá-la-ia a colidir com o antissemitismo do Terceiro Reich - o que a conduziria, seguramente, à prisão. Deixou a Alemanha, passando por Praga e Genebra antes de chegar a Paris, onde trabalhou nos seis anos seguintes com crianças judias expatriadas e tornou-se amiga do crítico literário e filósofo marxista Walter Benjamin. Quando a França foi ocupada pelos alemães, Arendt foi presa juntamente com seu segundo marido, o filósofo "marxista crítico" Heinrich Blücher, e ficou internada no campo de concentração de Gurs. Em 1941 conseguiu escapar e partiu para os Estados Unidos, com a ajuda do jornalista americano Varian Fry.

Trabalhou nos Estados Unidos em diversas editoras e organizações judaicas, tendo escrito para o Weekly Aufba.

Depois da guerra, Arendt ainda regressaria à Alemanha e reencontraria o seu antigo mentor Martin Heidegger, que estava afastado do ensino, dadas as suas simpatias nazis. Envolver-se-ia, pessoalmente, na reabilitação do filósofo alemão, o que lhe valeria severas críticas das associações judaicas americanas. Do relacionamento de ambos, ao longo de décadas (inclusive durante o exílio nos Estados Unidos), seria publicado um livro marcante, Lettres et autres documents, 1925-1975, Hannah Arendt, Martin Heidegger, com edição alemã e tradução francesa da responsabilidade das éditions Gallimard.

Em 1963 Hannah Arendt é contratada como professora da Universidade de Chicago, onde ensina até 1967, ano em que se muda para Nova York e passa a lecionar na New School for Social Research, instituição em que permanece até à sua morte em 1975.

O trabalho filosófico de Hannah Arendt abarca temas como a política, a autoridade, o totalitarismo, a educação, a condição laboral, a violência e a condição feminina.

Livros[editar | editar código-fonte]

Seu primeiro livro leva o título O conceito do amor em Santo Agostinho: Ensaio de uma interpretação filosófica. Trata-se de sua tese, editada em 1929 em Berlim, na qual ela enlaça elementos da filosofia de Martin Heidegger com os de Karl Jaspers e já enfatiza a importância do nascimento, tanto para o indivíduo como para seu próximo. Com isso, ela se afasta de seu professor Heidegger, que entende a vida como um "avançar" para a morte.[18] [19] A obra foi resenhada em importantes publicações filosóficas e literárias. Criticou-se o fato de que Arendt considerasse Santo Agostinho como filósofo e não como sacerdote, além do fato de não ter citado a literatura teológica mais recente.

Em "As origens do totalitarismo" (1951) consolida o seu prestígio como uma das figuras maiores do pensamento político ocidental. Arendt assemelha de forma polémica o nazismo e o stalinismo, como ideologias totalitárias, isto é, com uma explicação compreensiva da sociedade mas também da vida individual, e mostra como a via totalitária depende da banalização do terror, da manipulação das massas, do acriticismo face à mensagem do poder. Hitler e Stalin seriam duas faces da mesma moeda, tendo alcançado o poder por terem explorado a solidão organizada das massas.

Sete anos depois publica A condição humana, obra onde adota a clássica tripartição grega e enfatiza a importância da política como acção e como processo, dirigida à conquista da liberdade:

«Com a expressão 'vita activa', pretendo designar três actividades humanas fundamentais: labor, trabalho e ação. (...) O labor é a actividade que corresponde ao processo biológico do corpo humano (...). A condição humana do labor é a própria vida. O trabalho é a actividade correspondente ao artificialismo da existência humana (...). O trabalho produz um mundo "artificial" de coisas, nitidamente diferente de qualquer ambiente natural. A condição humana do trabalho é a mundanidade. A acção, única actividade que se exerce directamente entre os homens sem a mediação das coisas ou da matéria, corresponde à condição humana da pluralidade, ao facto de que homens, e não o Homem, vivem na Terra e habitam o mundo. Todos os aspectos da condição humana têm alguma relação com a política; mas esta pluralidade é especificamente 'a' condição (...) de toda a vida política.»[20]

Publica depois Sobre a Revolução (1963), onde examina a revolução francesa e a revolução americana, mostrando o que têm de comum e de diferente, defendendo que a preservação da liberdade só é possível se as instituições pós-revolucionárias interiorizarem e mantiverem vivas as idéias revolucionárias. Lembraria os seus concidadãos americanos (entretanto adquirira a nacionalidade americana) que se se distanciassem dos ideais que tinham inspirado a revolução americana perderiam o seu sentido de pertencer e identidade.

Ainda, em 1963, lançaria Eichmann em Jerusalém, que reúne os cinco artigos que escreveu sobre o julgamento de Eichmann, que cobriu para a The New Yorker. Nesse livro Eichmann não é retratado como um demônio (como o descreviam os activistas judeus) mas alguém terrível e horrivelmente normal. Um típico burocrata que se limitara a cumprir ordens, com zelo, por amor ao dever, sem considerações acerca do bem e do mal. No livro, Arendt aponta ainda a cumplicidade das lideranças judaicas com os nazistas. Esta perspectiva valer-lhe-ia críticas virulentas das organizações judaicas, além da ameaça de ser excluída da universidade.

Hannah Arendt faleceu em 1975, e está sepultada em Bard College, Annandale-on-Hudson, Nova York no Estados Unidos.[21]

Referências

  1. Voz: Hannah Arendt (em inglês) Stanford Enciclopedia of Philosophy.. Página visitada em 25-9-2009.
  2. Sontheimer, p. 21
  3. Sontheimer, p. 24. Porém, na biografia de Heidegger, R. Safranski afirma que Arendt somente leu a obra de Kant aos dezessete. Cf. Safranski, R. 'Heidegger - Um Mestre na Alemanha entre o Bem e o Mal. Geração Editorial, 2ª ed. 2005 {ISBN 84-8310-032-0}, p. 170.
  4. Sontheimer, p. 25
  5. Sontheimer, p. 28
  6. Cf. Rüdiger Safranski, Um mestre Alemanha. Martin Heidegger e o seu tempo. Barcelona, Tusquets, 1997 {ISBN 84-8310-032-0}, p. 172: "Hannah [Arendt] aceita [em 1924] as regras do jogo estabelecidas por Heidegger. O mais importante era o segredo rigoroso. Dela não deveria saber nada a sua mulher, nem ninguém na universidade e na pequena cidade".
  7. Ursula Ludz (ed.), Hannah Arendt / Martin Heidegger, Briefe 1925-1975. Frankfurt a.M., Vittorio Klostermann, 1999², pp. 50 s. (Carta de Heidegger a Arendt do 18 de outubro de 1925).
  8. Philosophie und Soziologie. Rezension, en: Die Gesellschaft, vol 7, 1, 1930, 163-176.
  9. The Refugee Speaks of Parvenus and Their Beautiful Illusions: A Rediscovered 1934 Text by Hannah Arendt. Por Haun Saussy. Critical Inquiry, vol. 40, n°1 (Autumn 2013), pp. 1-14. The University of Chicago Press.
  10. Aufklärung und Judenfrage. en: Geschichte der Juden in Deutschland. ano IV, número 2/3, Berlim, 1932. Novamente em: H.A., Die verborgene Tradition. Acht Essays. Suhrkamp 1976, pp. 108-126. Em inglês em: H.A., Jewish Writings. Ed. Jerome Kohn & Ron Feldman. Schocken, Nueva York, 2007.
  11. Rezension über Alice Rühle-Gerstel: Das Frauenproblem in der Gegenwart. Eine psychologische Bilanz. En: Gesellschaft, ano 10, n° 2, 1932, p. 177-179.
  12. Hannah Arendt e Karl Jaspers: Briefwechsel 1926-1969. Munich, 2001, pp. 52s.
  13. Transskript des Interviews Arendt-Gaus, 1964. Para mais informações sobre seu judaísmo, ver Iris Pilling: Denken und Handeln als Jüdin. Hannah Arendts politische Theorie vor 1950. Frankfurt 1996; e Michael Daxner (2006): Die jüdische Gestalt von Hannah Arendt.
  14. Transskript des Interviews Arendt-Gaus, 1964.
  15. No pós-guerra, Benno von Wiese retomou o contato. Anos depois, Arendt romperia novamente com ele, devido à trivialização que von Weise realizou publicamente acerca da sua participação na assimilação aos nazistas. Em 1933, ele havia se pronunciado a favor do "afastamento do sangue judeu" das universidades alemãs. Recensión de Marie-Luise Knott, 3/2008 (em alemão). Essa correspondência, ainda inédita, está disponível fragmentariamente em: Klaus-Dieter Rossade: "Dem Zeitgeist erlegen". Benno von Wiese und der Nationalsozialismus. Synchron, Heidelberg 2007. ISBN 978-3-935025-81-2 (Studien zur Wissenschafts- und Universitätsgeschichte; vol. 9).
  16. Arendt a Jaspers, p. 126 (meados de 1947)
  17. Die Korrespondenz: Hannah Arendt, Kurt Blumenfeld. Hamburgo 1995, pág. 52.
  18. O termo empregado por Heidegger, Vorlaufen, que aqui se traduz por "avançar", foi usado na versão clássica de José Gaos como "precursar", apesar de existirem outras propostas, como a de J.E. Rivera, que traduz como "adiantar-se". A dificuldade de tradução do termo é comentada, por exemplo, em Gustavo Cataldo Sanguinetti, "Morte e liberdade em Martin Heidegger", Revista Philosophica, n.º 26, 2003, (disponível online como arquivo PDF) (p. 13 e nota 34). Página consultada em 26 de setembro de 2009.
  19. Elisabeth Young-Bruehl: Hannah Arendt. Leben und Zeit. Frankfurt am Main, 1986, pág. 123-127.
  20. Hannah Arendt in "Condição Humana", cap. I.
  21. Hannah Arendt (em inglês) no Find a Grave.

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