Leo Strauss

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Leo Strauss (Kirchhain, 20 de setembro de 1899Annapolis, 18 de outubro de 1973), foi um filósofo político teuto-americano ateu[1] de origem judaica. Especialista no estudo da Filosofia Política Clássica, passou a maior parte de sua carreira como professor de Ciência Política na Universidade de Chicago (1949-1969), onde foi mestre de várias gerações de estudantes. Fundou a escola de pensadores "Straussians".

Originalmente treinado na tradição neo-kantiana com Ernst Cassirer e imerso no trabalho dos fenomenologistas Edmund Husserl e Martin Heidegger, Strauss mais tarde focou sua pesquisa nos textos gregos de Platão e Aristóteles, rastreando as interpretações que o pensamento medieval islâmico e judeu fizeram desses autores e encorajando a aplicação de suas ideias à teoria política contemporânea.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido numa família de comerciantes para implementos agrícolas, descobre a obra de Friedrich Nietzsche durante seus estudos secundários. Dizia que naquela época acreditava literalmente em tudo o que Nietzsche escrevia.

Posteriormente parte para estudar no Ginásio Philippinum em Marburg, uma cidade universitária próxima de Kirchain. A partir de 1918 estuda filosofia na Universidade de Hamburgo, onde será orientado por Ernst Cassirer, na elaboração de sua tese sobre a Teoria do Conhecimento no pensamento de Jacobi, tema que corresponde à onda de neokantismo que à época invadira Marburg.

Parte enfim para a Universidade de Friburgo na intenção de ser aluno de Edmund Husserl e de Martin Heidegger, ao lado do qual "Cassirer parecia um anão".

Leo Strauss participou da Primeira Guerra Mundial como intérprete na frente belga.

Depois um trabalho sobre Spinoza e sua crítica da Bíblia e de um emprego na Academia do Judaísmo (Akademie des Judentums) de Berlim sob a direção de Julius Guttmann, Strauss obtém uma bolsa de estudos da Fundação Rockefeller para trabalhar em Paris sobre as filosofias árabes e judaicas medievais. Ali reencontra velhos conhecidos de Berlim, como Alexandre Kojève e Alexandre Koyré.

Em 1932, em Paris, casa-se com Mirjam (Marie) Berenson (ou Bernsohn). O casal deixa Paris e parte para Londres. Em Cambridge Strauss ocupará um posto universitário. Estuda os manuscritos de Thomas Hobbes até 1937, quando parte sozinho para os Estados Unidos.

Mirjam e Leo Strauss não tiveram filhos mas adotaram uma sobrinha de Strauss, Jenny, órfã em 1942 de sua mãe, Betty Strauss e de seu pai Paul Kraus, um especialista em ciências árabes, morto em circunstâncias obscuras no Cairo, durante a Segunda Guerra Mundial.


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Referências

  1. Catherine Zuckert; Michael Zuckert (19). The Truth about Leo Strauss (HTML) (em Língua inglesa) Universidade de Chicago Universidade de Chicago. Visitado em 1 de julho de 2014.
  2. The Leo Strauss Center website 'About' section
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